:: when the going gets tough the tough get going ::
para quem acompanha o blog, o meu twitter, instagram ou facebook, é fácil perceber onde passo alguns dos sábados da minha vida: na uppa.
há já alguns anos que sou voluntária nesta associação. aos sábados rumo até sintra, ali para os lados da terrugem, para estar com alguns cães que ainda não tiveram a felicidade de encontrar uma família.
vocês já conhecem a mel, o fred, a brave. e certamente se lembram da ginger, da riva e do gabriel. são CÃOpanheiros que marcam a minha relação com a uppa, pela empatia e pelos laços que se vão criando.
o copo meio vazio
os dias de voluntariado não são sempre bonitos: começa logo pelo facto de termos que apanhar muita merda, bem cedo pela manhã. faço parte da equipa de tratadores e essa é uma das tarefas que nos compete, além da lavagem, da medicação e da preparação da comida. depois há os imprevistos normais num albergue com quase 90 cães: uns arrufos entre patudos, uma mangueira que se estraga, uma coleira que se desaperta. há ainda as situações mais difíceis, como termos que nos despedir de um patudo, para sempre.
e depois há outro tipo de imprevistos: já fui mordida, já caí e já fui picada por vespas (ou abelhas, nem sei). nem vou falar das nódoas negras que descubro ao domingo e à segunda.
o copo meio cheio
parece muito mau, não é? fazer voluntariado e sujeitar-me a isto tudo? sim. sempre que posso, lá estou. aliás, já é mais um compromisso do que outra coisa. e há uma lista enorme de aspectos positivos que pesam sempre mais do que os negativos. quais? bom, há o exercício físico, de que fala a jonas. há o sorriso da mel quando vê o meu carro a chegar. há a alegria do fred quando vou passar uns minutos à box, para namorar com ele. há ainda o privilégio de ver cães que chegam ao albergue assustados e sem qualquer fé na humanidade, a ganhar confiança, semana após semana. há o espírito de equipa entre os voluntários. há ainda a oportunidade de partilhar uma coisa com o meu irmão, de termos algo que podemos fazer juntos. há a amizade que se cria com alguns voluntários.
isso pesa mais do que as mordidas, as picadas ou as quedas. mesmo que estas ponham em risco a integridade das minhas tatuagens.
se quiserem saber mais sobre o voluntariado na #uppa_animais informem-se através do e-mail uppa.voluntariado@gmail.com

