fui fazer reportagem com o Marco, no concerto de não natal do Tigerman, na Zé dos Bois.
enquanto esperava que eu chegasse (notem: o Marco saiu do seixal e chegou a lisboa primeiro do que eu, que moro aqui algures em sintra), o Marco foi assediado por vendedores de coca. cola? hum, não sabemos bem.
o bairro alto estava cheio de gente: aliás, lisboa estava cheia de gente, por todo o lado. o concerto foi bom - depois podem ler aqui horariosfestivais.com
à saída, ainda mais gente nas ruas do bairro. e apanhámos uma conversa, assim ao longe:
- então, o que fazes?
- sou hairdresser
(e ela:)
- hum?
- sou cabeleireiro.
eu e o Marco tivemos ideias para as nossas profissões. ele não é um fotógrafo. é um visual collector. já eu não sou repórter: sou uma words collector (no fundo, vou a concertos e tiro apontamentos para um caderno, no escuro)
ao subir a rua até ao estacionamento onde deixei o meu carro, apercebi-me que a mesma era habitada por várias mulheres meretrizes - ou devo dizer pleasure suppliers?
Tinha a mania de pôr as cores a condizer No meu entender, rosa com vermelho não podia ser Uma noctívaga que não dormia a sesta E, de manhã, sempre quis menos conversa