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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

da sorte e do trabalho que isso dá

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tenho sorte, sim.

nasci numa família disfuncional, onde me permitiram ser quem eu sentia e pensava que era.

abracei um curso pouco convencional. filosofia, vejam só.

trabalhei numa área que não era a minha e com a consciência de que não era aquilo que eu queria. a par disso, criei um projecto onde me sentia realizada. tive o apoio do mano, da mamãe Sabel e de alguns amigos. trabalhava muito depois das 16h30 e aos sábados e domingos. tirava férias no banco para poder ir dar formação. 

cruzei-me com gente boa, pelo caminho. gente que acreditou no meu trabalho e na minha honestidade. trabalhei muitas horas nas redes sociais para promover o meu trabalho - isso levou-me a Maputo.

quando deixei o banco e fiquei desempregada, dois anos depois do méniere ter entrado na minha vida, sem pedir - arregacei as mangas e encarei o desemprego como a oportunidade para fazer aquilo que quero e gosto. estive desempregada apenas alguns meses e nesse período os meus amigos queixavam-se da minha falta de tempo: formação, bater às portas, fazer pela vida e tantas outras coisas faziam com que trabalhasse muitas horas por dia, a promover o que faço e a tentar criar emprego. lancei-me no social media management de forma séria. consegui um lugar no ensino, para filosofar com a criançada. fui convidada para um tedx e subi ao palco.

consegui. 

se olharmos para a remuneração e regalias de ser bancária, esta vidinha de filósofa e consultora em social media não compensa.

se olharmos para a qualidade de vida que tenho hoje, compensa. trabalho muito: às vezes trabalho muito para conseguir que me paguem, outras vezes para arranjar trabalho que me pague as contas no próximo mês.

faço escolhas no meu orçamento e todos os dias revejo a #toDoList.

tenho sorte, sim. mas cheguei aqui, passo a passo, com sorriso nos lábios e umas olheiras que por vezes me chegam aos tornozelos.

é caso para deixar um beijinho bom ao senhor que inventou o corrector de olheiras. 

 

 

oiça


[cliente] Mas não se lembra de mim? Estive cá para tratar [do assunto X]  da minha mãe!

 

[e eu] pois, sinceramente não me recordo, mas diga por favor

 

[cliente] lembra-se pois. Eu vinha com o meu filho e ele passou o tempo a meter-se consigo

 

[e eu pensei mas não disse] oiça, o seu filho não deve ser assim muito giro, caso contrário, eu lembrar-me ia, tá?

e então, como é que tu estás?

 

na verdade, estou um bocado assim.  ou muito assim. 2013 tem apenas 4 meses de vida e já tanto aconteceu. sim, estou a repetir-me, mas gostava mesmo que tivessem isso em mente, para não serem apanhados desprevenidos, entendem?

 

acontece tanta coisa como o aparecimento de herpes nas mãos. pois, eu também não sabia que era possível. mas nem sei a 100% se isto é herpes. todavia, decidi lançar o caos lá no trabalho e partilhar com os meus colegas que tinha herpes, nas mãos, sublinhando que era altamente contagioso. sim, adoramos espalhar magia e o pânico. o pânico fica sempre bem.

 

depois, fui à polícia (não me limitei a fazer check in no foursquare). sim, e o agente que me atendeu era na verdade muito giro. pediu-me o número de telefone e a morada. mas até hoje não me ligou. começo a achar que esses dados eram mesmo essenciais para o registo da ocorrência.

 

fui ao lançamento de um livro de um amigo e cheguei atrasada. quando estava a entrar na sala, a Júlia Pinheiro passou por mim, olhou e disse: olá boa tarde, como está? e eu pensei que ela me tivesse confundido com um dos gordos que iam ao programa dela, na sic, remember?

 

assisti a «gates» em que pessoas no topo da hierarquia esbracejavam e lutavam para manter a sua posição. entravam em contradição e pareciam as lagartixas, quando se lhes corta o rabo, sabem? doidas. doidas. um espectáculo lindo de se ver.

 

vi o Jornal Record publicar um texto meu.

 

e (J-U-R-O) tomei banho numa água 100 % cor de rosa. todo um novo conceito de lava pés.

 

fui fazer a cama de lavado e acabei por mudar o quarto. todo um caos, toda uma estrela que dança.

 

envolvi-me num projecto novo, diferente, cheio de vitalidade: Papel.

 

e espero, continuo a esperar.

 

 

 

 

 

sobre o trabalho de equipa

quando se trabalha em equipa os sucessos e os erros são assumidos com um «nós», pelo menos perante os outros.
depois, internamente, podemos falar do papel mais ou menos activo de cada um perante o sucesso ou o falhanço. assim se permite que o melhor de cada um transborde para os outros e que o pior de cada um seja minimizado e corrigido.
portanto, quando um elemento da tua equipa prefere denunciar e fazer «queixa»  de um dos elementos [ah nós teríamos conseguido se não fosse X]ao invés de assumir a situação [nós ainda não conseguimos, mas é uma questão de dias] então... não existe equipa.
dá cá mais cinco pah