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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

Pedro

perguntam-me, várias vezes, pelo motivo para passar tanto tempo no twitter. há vários motivos e aquele que tem mais peso é este: 'SSOAS.

 

através do twitter conheci 'ssoas que "sim, senhor". o apoio que tenho tido nos vários momentos da minha vida pessoal e profissional vem daquela rede, ou melhor, das 'ssoas que marcam presença naquela rede. uma dessas pessoas é o Pedro. não sei dizer exactamente em que momento conheci o Pedro, mas foi das primeiras 'ssoas com quem fui criando ligação, no twitter. 

 

o Pedro abriu-me as portas da sua casa quando precisei de alojamento durante um congresso de filosofia. nem hesitou. foi buscar-me à estação e foi um verdadeiro guia na cidade. deu-me a chave da sua casa, confiou em mim como se nos conhecessemos desde a infância. só falhou no dia da despedida: o Pedro adormeceu e não se levantou na hora de me ir levar à estação. e eu, que não sou de cerimónias, saí silenciosamente de casa e deixei um bilhete a agradecer a hospitalidade. no café, apanhei um táxi e fui até à estação. o Pedro ficou aborrecido comigo porque eu não fui bater à porta do quarto para o acordar. 

 

o Pedro é uma das razões para eu dizer que o twitter é aquela rede onde não encontramos os nossos amigos de infância ou da secundária, mas onde é possível fazer amigos. amigos que nos acolhem em casa, como se fossemos da casa. 

 

partilhei com o Pedro a redacção virtual do musicfest.pt e fica na memória uma francesinha (ou melhor, três) que devorámos ao almoço: eu, o Pedro e o Marco, a caminho do festival de Paredes de Coura, um festival onde o Pedro gostava muito de ir, para escrever ou para fotografar. 

 

o Pedro deixou-nos hoje, à conta de uma malvada doença que se chama cancro. 

temos sempre esperança que os tratamentos resultem, que se descubra algo a tempo. temos sempre esperança sobretudo quando há tanto por viver. temos sempre esperança que os pais não vejam o seu filho partir,  tão cedo. com tanto para viver. 

 

há uns anos, eu e o Marco Almeida tivemos uma ideia, a de criar um Festival do Além.

o motivo? o falecimento de artistas que tanto admirávamos. foi uma forma de prestar homenagem, com humor e com amor.

hoje o (Festival do) Além ganhou um repórter. 
Pedro, curte aí a música das esferas celestes e guarda-nos lugar na sala da press.

 

é assim que te recordamos: 

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(a foto é do Miguel Pereira e foi tirada no Vilar de Mouros)

 

 

> #ThisIsTwitter

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julgo que já denunciei por aqui o meu amor pelo twitter. ando pela rede do passarinho azul desde 2009 e até agora o saldo tem sido muito positivo - a nível pessoal e a nível profissional. a todos os níveis (sim, esse também).

80% dos meus projectos profissionais, enquanto freelancer, têm ou tiveram origem num contacto feito via twitter. é uma rede onde o networking se pratica diariamente e onde podemos falar com as pessoas, directamente, sem hierarquias, sem e-mail para a secretária ou para um "geral" ou "info". 

e depois, há tudo o resto. a vida, senhoras e senhores.

há os amigos que fazemos, pois encontramos alguém que partilha os mesmos interesses do que nós. dois desses amigos estão comigo nesta fotografia: o Pedro e o Basílio. a vida nem sempre nos permite a presença "ao vivo e a cores" e o twitter faz o favor de nos juntar, diariamente. para rir, para partilhar informação, para discordar, para concordar. e, sobretudo, para dizer muito, mas muito disparate. 

o twitter é fixe. o twitter é feito de 'ssoas humanas, como estes dois. 

 

 

:: mundos que se cruzam ::

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não é a primeira vez que falo do Pedro. nem da uppa. 

estes dois mundos cruzaram-se e isso traduziu-se num momento muito feliz para um daqueles meus amigos caninos com quem estou aos sábados. houve paixão à primeira vista e o grandalhão está a passar uns dias na casa nova.

espero que a paixão e o amor à primeira vista tragam bons momentos para todos. e que os meus mundos - o do twitter e o da uppa - se continuem a cruzar e a transformar-se em coisas boas, mas daquelas mesmo boas. 

 

 

 

 

caros senhores #meo:

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para além de trabalhar em casa, utilizando plataformas online, sou aluna de uma pós-graduação cujas aulas acontecem... online.

estar sem internet desde quarta à noite é coisa para não me dar jeito, vá.

 

vejam lá isso. 

entretanto e enquanto houver net no telemóvel:

 

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está uma 'ssoa a passear pelo twitter...

 

...quando descobre uma 'ssoa, algures nos EUA, que trabalha em filosofia para crianças e até tem um tumblr muito interessante (eu sei, é possível haver blogs no tumblr que não são porno) e daí descobre que num sítio chamado O'hau também se desenvolvem trabalhos neste âmbito!

 

WOW!

 

o mundo é pequeno - e as redes sociais encurtam distâncias, a todo o momento. YEAH!

 

 

"e achei que eras tu"

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conheci o Pedro através do twitter. ele era jornalista, num jornal desportivo da nossa praça e estava a cobrir a volta a portugal em bicicleta. lembro-me que a volta terminava algures em Aveiro. pedi-lhe para me trazer ovos moles. ele trouxe, de Aveiro para Lisboa, e partilhamos esses doces com outros amigos, num café aqui perto da aldeia.

comprava o jornal só para o ler. combinei almoços com ele, acenei-lhe freneticamente nos jogos do Benfica, para a bancada dos jornalistas. organizámos encontros para inscrição no CEDACE, para aumentarmos o nº de potenciais dadores de medula óssea.

o Pedro emigrou. e agora trocamos correspondência à moda antiga. 

hoje o carteiro apitou para me entregar um pacote. nele, um pato de borracha. e uma carta:

"encontrei este pato e achei que eras tu".

e os meus olhos brilharam, muito.

o Pedro emigrou e um dia destes faço-lhe uma visita. 

 

"foi a melhor coisa da manhã, ok?"

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e lá fui eu, para mais uma experiência-piloto com a malta do Gerador. cedo, manhã cedo, sem tomar café. entro na sala e dizem-me "não sei se conheces, mas é o João".

as saudades que eu tinha deste pukanino fizeram com que o amarfanhasse muito. o Pedro soltou um desabafo "bolas, que tu conheces mesmo toda a gente!"

errado: toda a gente me conhece, é o que é. joana dos plásticos, como diz o Carlos.

 

para contextualizar: conheci o João aka Calvi Boy na altura em que ele era estava no Dubai, a trabalhar. foi o twitter que nos aproximou (twitter is the new nokia - connecting people) e desde então partilhámos cafés, almoços, jantares e bons momentos. 

somos amigos, não daqueles que se falam todos os dias, mas usamos as redes sociais para irmos acompanhando a vida um do outro e, de vez em quando, há uma conjugação cósmica que nos aproxima. e isso é muito fixe.

e depois de toda uma manhã de trabalho, de experiências, e blá blá blá afirmo, com toda a certeza, que a melhor coisa da manhã foi mesmo ter (re)encontrado o Calvi. 

 

 

"onde estás?"

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"onde estás?" - foi a pergunta que mais li no meu iHeraclito, companheiro no trabalho e na vadiagem.

já expliquei várias vezes que o alive é o meu festival de eleição. faço mealheiro durante o ano e assim que posso compro o bilhete - muitas vezes sem ter o cartaz fechado. gosto do ambiente, do local e sobretudo da parte social do festival - tem-se tornado num ponto de encontro entre amigos e conhecidos.

e sim, vou sozinha, sem combinanços prévios e isso não me preocupa. preocupa-me ficar sem bateria ou sem internet e é por isso que levo uma bateria extra e um router, para além do iHeraclito a 100%. 

através do twitter, whatsapp, imessage ou sms deixo de estar sozinha em três tempos. combinar pontos de encontro nem sempre é fácil, mas os anos de prática já me deram alguma experiência nesse campo. bebemos cerveja, brindamos a nós, rimos no palco comédia, visitamos os amigos que estão por lá a trabalhar e fazemos o nosso próprio festival. o bom de haver vários palcos é que facilmente consegues ir daqui para ali, caso a música não te agrade. 

 

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para além das pessoas com quem acabo por me encontrar por lá, há ainda os tropeções inesperados: na Mónica, que só reconheci depois dela me enviar um tweet  a dizer "acabei de dar duas beijocas à joana", na Rita MArrafa de Carvalho que entrou no palco comédia e disse: "com essa franja cor de rosa só podias ser tu", na Rosa Villa com quem não estava desde os tempos do teatro rápido, no Pedro Esteves com quem me encontro sempre neste festival - é já uma espécie de tradição nossa. 

 

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o concerto dos Muse foi memorável - mas para quem já os tinha visto no Dragão, há um ano e picos, pareceu um concerto pequenino, só de garagem. Prodigy rebentaram com a noite de sexta. Dead Combo cumpriram e encantaram, como sempre (gosto TANTO destes pukaninos). os Blasted Mechanism mereciam um concerto nocturno, para ficar perfeito. e mais? Jesus and the mary chain, Future Islands, Capicua, Alt J, James Bay, Mumford and Sons foram momentos bem passados na companhia dos amigos.

 

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levei um amigo comigo que teve manifestas dificuldades em acompanhar o meu ritmo de socialização. juro que tentei colocá-lo à vontade com os meus amigos, mas no regresso a casa ele só perguntava "mas de onde é que conheces estas pessoas?" e eu lá fui tentando contextualizar: "o Marco e a Mafalda conheci no twitter e trabalho com eles num site. o Frederico é voluntária na UPPA. conheci a Miriam na kizomba. o Hugo e os outros dois amigos? esses não sei quem são, eram amigos do Marco. o Carlos? conheci no twitter. e o amigo dele? bom, fomos ao cinema todos juntos uma vez." 

 

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 "e o que é que eles fazem na vida?" perguntava o meu amigo João. eis uma pergunta difícil. o facto é que isso não é um critério para mim, para poder estar e conversar com as pessoas. gosto de estar com as 'ssoas e não quero nem preciso saber muito acerca delas para poder estar. e se for difícil ou boring, eu não me demoro com elas. 

a páginas tantas, o Carlos dizia-me: "tu pareces o Zé dos Plásticos, toda a gente te conhece e conheces toda a gente". e contou-me a anedota do Zé dos Plásticos - e assim nasceu o tag #joanadosplásticos no instagram.

 

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o Filipe ofereceu-se para servir de pau de selfie e sacou esta fotografia da praxe: na multidão e com o palco #nosalive lá ao fundo. note-se que eu conheci o Filipe uma hora antes desta fotografia e não sabia exactamente o que é que ele fazia - ou faz. sei, sim, que saca vídeos para o periscope. e depois descarrega para o you tube - e faz com que a minha coreaografia ecoe pela eternidade fora. 

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obrigada ao João (prometo que na próxima vez peço os cv's a todos os potenciais amigos com quem me possa cruzar no alive), ao Marco, à Mafalda, ao Carlos (que foi incapaz de ir sacar um brinde para mim, humpf), ao Paulo, ao Nuno, à Maria, ao Hugo e amigos cujo nome não fixei, à Miriam (que combinou comigo sem compromisso), ao Frederico, à Joana, à Marrafa e amigo cujo nome não fixei (sorry!), ao Tiago, à Rosa e filhota Rafa, ao Pedro, à Vanessa, aos geradores Miguel, Tiago e Pedro, ao Frederico Draw, à Lara, ao Bruno e à sua cara metade, ao Hugo e à Fátima, ao Filipe, à Filipa, ao Nuno, à Mónica e a tantas outras 'ssoas com quem me cruzei no alive, que sorriram para mim, mesmo sem saber ao certo o que é que eu faço - além de coreografias parvas. 

 

 

 

 

 

 

 

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