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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

"eu quero disso que vocês estão a fumar"

o local? o martim moniz, a praça central. havia noite de kizomba e eu arrastei o Marco comigo. fomos buscar uma cerveja, escolhemos um sítio para nos sentarmos e toca de pôr a conversa em dia. muita risada, boa disposição. ok, parvoíce à mistura.

uma senhora aproxima-se de nós. pede desculpas por estar a incomodar, foi muito educada: "desculpem e não me levem a mal, mas preciso muito de vos fazer uma pergunta. não me levem a mal, sim?"

e eis que surge a pergunta: "vocês têm ganza? é que estão tão bem dispostos que eu achei que podiam ter ganza..."

e nós rimos, ainda mais. "não, não temos."

a senhora voltou a pedir desculpas pelo incómodo e seguiu caminho.

"Marco, ouviste o mesmo que eu, certo?" perguntei.

 

a verdade é que não é preciso ganza para rir. a sério, não é. e não é uma imperial que provoca boa disposição. a verdade é que também não tardou muito para se sentir todo um cheiro a erva, naquela praça. sim, ao ar livre.

a minha vontade foi chamar a senhora e dizer-lhe: "não temos ganza, mas olhe que por aqui parece que basta respirar!"

 

 

 

"controlá, controlá"

 

a meio da aula, oiço música. parecia lá ao fundo, mas não era.

o A. tinha o telemóvel discretamente poisado em cima da mesa. 

"ó kamarada, arruma lá o telemóvel, aliás desliga a música e arruma o telemóvel"

"ché, joana, qual música?" - disse o petiz, achando que... enfim.

"essa música do badoxa, que estás a ouvir"

ele franziu o sobrolho, olhou para o telemóvel e depois para o J. e o G. que estavam ao lado.

"tu conheces mesmo, joana"

 

é isso aí. controlá, controlá. 

da série: isto só a mim

no domingo ao final da tarde todos os caminhos vão dar ao b.leza, ali mesmo no cais do sodré.

há workshop de dança (kizomba e semba) e depois há música para dar dois (três, quatro) passinhos de dança.

a partir das 20h, a entrada custa 5 euros e dá direito a um consumo até 2,5euros - o que me parece muito catita. 

 

as 'ssoas que nos recebem no b.leza não são as mais simpáticas ao cimo da terra. é raro o dia em que algum dos empregados sorri para nós. no meu caso, eles não têm alternativa, nem que seja pelo facto de ser a única 'ssoa humana presente com uma franja cor-de-rosa. 

 

no domingo passado lá fomos nós. chegar, escolher um spot, uma mesa para assentar os arraiais - e as malas. e fomos supreendidas com uma regra nova: não podemos ter as malas em cima das mesas. "ah não? então colocamos onde?" a opção é o bengaleiro - e tem um custo associado, julgo que 1euro. 

havia malas no chão, em cima das cadeiras. e um senhor a controlar, a passar de vez em quando, para verificar se havia malas em cima da mesa ou não. 

 

adiante. lá nos fizemos à pista. a fauna e a flora presentes prometiam uma noite bem passada. e assim foi.

desde um rapaz bem intencionado que queria fazer a revisão da matéria dada no workshop comigo (amigo, desculpa, não vim à aula. tens mesmo que me conduzir, tá?), ao amigo que precisava urgentemente de um AXE naquelas axilas e que por isso levou um redondo NÃO, obrigada, ao amigo que perante o meu convite para dançar disse: "eh pah, uma mulher a convidar-me para dançar?" - ao que respondi, se preferires um homem, posso ver o que consigo arranjar. 

 

feitas as contas, o saldo é positivo. o ambiente é boa onda, ainda que com algumas personagens caricatas por lá. e há alegria a dançar. 

 

if i can't dance, it's not my revolution 

 

 

na pista de dança

 

às vezes acontece os senhores conduzirem a senhora no sentido inverso. obrigam-nos a andar para trás. para mim, é sempre uma novidade, este tipo de passo ou passada.

o Paulo riu-se muito quando lhe disse: "eh pah esta coisa de andar para trás... sabes que a minha vida tem sido sempre andar para a frente. é sempre uma descoberta, isto de andar para trás" ai é?, perguntou ele. então vamos treinar.

 

if i can't dance, it's not my revolution

crossfit.jpg

 

e tendo como par este rapaz giro nas horas... haja revolução!

obrigada, André. foi todo um crossfit na passada: cheguei a casa exaurida até à medula e com aquele ar sério de quem dança kizomba, que se vê na fotografia 

nota: é só para avisar o manU lindU que o André cumpriu sempre com as normas de segurança - entenda-se, manteve sempre um palmo de distância. parecia que estavamos a dançar valsa - foi muito lindo! 

 

 

 

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