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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

sam, ézomaior!

os bilhetes foram comprados há muito, muito tempo. nas últimas semanas só ouvia sam smith para que as letras não me falhassem no concerto de ontem, no altice arena. o último concerto da tour e o seu último concerto com 25 anos.

o sorriso de sam é contagiante. na segunda música já pedia ao público que se levantasse. conversou e confessou a sua felicidade por estar em Portugal, pela segunda vez - que é uma primeira, pois a anterior aconteceu num festival. dançou, incentivou à dança. agradeceu pelo sucesso e pela excelente banda que o acompanha. 

a sala estava cheia - de pessoas, de emoções, de gritos histéricos, de telemóveis que iluminaram várias músicas.

 

momentos bonitos? bom, houve muitos. destaco a writings on the wall, like i can, restart, stay with me e pray. 

 

e o que este senhor me faz lembrar o george michael? por falar nisso, só faltou mesmo ESTA. 

 

espreitem AQUI as fotografias da Rita Carmo.

comemorar o dia dos irmãos be like

 

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na terça feira passada assinalou-se o dia dos irmãos. não sei se foi um daqueles decretos da rádio comercial ou se é mesmo uma efeméride a nível nacional / internacional. e eu passei 7h desse dia na companhia do meu irmão. não foi algo planeado, foi até uma surpresa para ambos. não houve refeição partilhada, mas foi bastante emocionante. 

acordei e deparei-me com um enorme mau estar e verifiquei que tinha sangue na urina. liguei para a minha médica a quem descrevi os meus sintomas (as dores são horríveis, pior que isto só dor de dentes ou de ouvidos!). "o mais certo é ser uma infecção urinária, tens que ir ao hospital". e como não me sentia bem para conduzir, o meu irmão foi comigo. 

da entrada à triagem a coisa aconteceu de forma rápida (uma hora talvez). o pior foi a espera pelas análises e pelo exame. saí de lá sem saber bem se me havia de sentar, deitar ou rebolar no chão, mas com medicação milagrosa que em poucas horas me fez sentir bem. foi a minha primeira vez no hospital beatriz ângelo (loures) e só posso salientar a forma como fui atendida pela equipa médica. o carinho e a atenção para com os outros pacientes foi sempre evidente.

e o mano não arredou pé. 

 

há quem combine jantar ou cinema com o irmão; os manos Sousa "combinam" coisas à última da hora. 

dar um pouco, receber tanto e muito

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a uppa comemora dez anos de existência no próximo dia 3 de dezembro. faz parte da minha há 3 (serão 4?) e têm sido muitos os bons momentos que por lá tenho vivido. também há os menos bons, sim. 

 

big brother is watching me

 

o voluntariado na uppa é algo que partilho com o meu irmão - aliás, é por culpa do mano que sou voluntária na uppa. ele deu o primeiro passo e eu fui visitando o albergue até que comecei a dedicar parte do meu tempo à uppa. há várias formas de ajudar: já passei pela equipa de recepção aos voluntários, à gestão do fb, do ig e do tw (tenho muito orgulho em ter impulsionado a criação da conta) ou do e-mail da comunicação. como o tempo é escasso tive que escolher a tarefa que mais gozo me dá. e aquilo que mais gosto de fazer na uppa implica acordar bem cedo aos sábados e rumar até à terrugem para apanhar cocós, lavar, fazer comida, dar medicação, namorar com os patudos. isso implica organizar a minha vida (pessoal e profissional) para poder dispender de um dia da semana para estar com a Ginger, Mel, o Fred, a Brave, o Fuga e mais uma mão cheia de miúdos irresistíveis. quando trabalho aos sábados não consigo ir ao albergue e as saudades apertam - as saudades dos cães, mas também do trabalho em equipa, com o mano e os outros voluntários.

 

félix, riva, mel, ginger, brave, fred: nomes com "rosto"

 

a minha primeira contribuição para a uppa passou pelo apadrinhamento do fred. o fred é só o miúdo mais fofo da vida. infelizmente não me é possível adoptá-lo, pois cá em casa o friqui dog é quem mais ordena nestas coisas das energias e comportamentos - e um pinscher é um pinscher, certo? 

assim, foi o félix (na foto) que me conquistou e se tornou no uppaliano adoptado cá de casa: tinha a energia certa para lidar com o friqui e o farrusco (que faleceu durante o verão). 

mas houve (há) outros uppalianos que me conquistaram. a ginger, a mana do fred, que me fez sentir pela primeira vez aquela sensação de "mas mas ela vai ser adoptada. eu quero muito que isso aconteça. mas mas vou deixar de a ver." a riva, o meu primeiro desafio "à séria". a mel, a riqueza mais boa da vida, com a sua maneira única de ser e de estar. a brave, a melhor amiga do fred (de dois fred, aliás). o fuga, que é só o rapaz mais bem educado da uppa. o sky. a júlia e o seu olhar bicolor. a matilde, que foi adoptada e está fantástica. a beijoqueira grosy. o charmoso gaby (que saudades do grandalhão). a pucca. a nárnia. o horácio. e há também os uppalianos que já faleceram 

 

perder tempo? nada disso. investir tempo. receber tanto e muito

 

ser voluntária tem alguns riscos: já fui mordida, já me esbardalhei à grande, já fui picada por vespas. mas o benefício é maior do que tudo isto.

perceber que mudamos a vida daqueles cães, muitos deles perdidos e sem fé na humanidade, é a maior recompensa de todo este trabalho. 

 

a uppa - união para a protecção dos animais comemora 10 anos. parabéns, uppa. é bom fazer parte desta família unida por uma causa.

 

 

para conhecer a uppa: http://uppa.pt

 

 

 

 

 

 

 

:: when the going gets tough the tough get going ::

para quem acompanha o blog, o meu twitter, instagram ou facebook, é fácil perceber onde passo alguns dos sábados da minha vida: na uppa. 

há já alguns anos que sou voluntária nesta associação. aos sábados rumo até sintra, ali para os lados da terrugem, para estar com alguns cães que ainda não tiveram a felicidade de encontrar uma família. 

vocês já conhecem a mel, o fred, a brave. e certamente se lembram da ginger, da riva e do gabriel. são CÃOpanheiros que marcam a minha relação com a uppa, pela empatia e pelos laços que se vão criando. 

 

o copo meio vazio 

 

os dias de voluntariado não são sempre bonitos: começa logo pelo facto de termos que apanhar muita merda, bem cedo pela manhã. faço parte da equipa de tratadores e essa é uma das tarefas que nos compete, além da lavagem, da medicação e da preparação da comida. depois há os imprevistos normais num albergue com quase 90 cães: uns arrufos entre patudos, uma mangueira que se estraga, uma coleira que se desaperta. há ainda as situações mais difíceis, como termos que nos despedir de um patudo, para sempre. 

 

e depois há outro tipo de imprevistos: já fui mordida, já caí e já fui picada por vespas (ou abelhas, nem sei). nem vou falar das nódoas negras que descubro ao domingo e à segunda. 

 

o copo meio cheio

 

parece muito mau, não é? fazer voluntariado e sujeitar-me a isto tudo? sim. sempre que posso, lá estou. aliás, já é mais um compromisso do que outra coisa. e há uma lista enorme de aspectos positivos que pesam sempre mais do que os negativos. quais? bom, há o exercício físico, de que fala a jonas. há o sorriso da mel quando vê o meu carro a chegar. há a alegria do fred quando vou passar uns minutos à box, para namorar com ele. há ainda o privilégio de ver cães que chegam ao albergue assustados e sem qualquer fé na humanidade, a ganhar confiança, semana após semana. há o espírito de equipa entre os voluntários. há ainda a oportunidade de partilhar uma coisa com o meu irmão, de termos algo que podemos fazer juntos. há a amizade que se cria com alguns voluntários. 

isso pesa mais do que as mordidas, as picadas ou as quedas. mesmo que estas ponham em risco a integridade das minhas tatuagens. 

 

se quiserem saber mais sobre o voluntariado na #uppa_animais informem-se através do e-mail uppa.voluntariado@gmail.com 

 

 

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uma aula solidária, de yoga - no próximo domingo

 

a  professora Carla continua a ajudar os amigos caninos da uppa, promovendo aulas de yoga, no último domingo do mês.

para participar só precisamos de um bilhete que se traduz em algo essencial para o dia-a-dia do albergue: detergentes (lava-tudo), lixivia, arroz, ração, desparasitantes externos e internos. 

a próxima aula será na quinta da granja, em benfica, junto ao centro comercial colombo. levem roupa confortável, colchão de prática ou toalha de praia e boa disposição!

 

tomem nota:

domingo, 27 de agosto, das 11h às 12h

parque hortícola da quinta da granja (estrada de benfica) 

 

*

 

em Julho, eu e o Félix participámos na aula. bom, na verdade, aproveitámos para passear no jardim e tirar umas fotografias à malta. 

 

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:: 19 ::

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em 1998, a cadela dos pais de um amigo teve uma ninhada. pouco tempo antes, o meu avô tinha tido um avc, ficando com a fala afectada. como passava muito tempo na horta, sozinho, precisava de uma companhia com quem falar. o Farrusco entrou, assim, na nossa vida.

entretanto, a minha avó faleceu. uns tempos depois, o meu avô adoeceu e o Farrusco veio morar cá para casa. viveu com os cães que fizeram parte da minha durante estes 19 anos. foi sempre muito sociável, com pessoas e cães. 

enjoava quando andava de carro. ir ao veterinário era uma tortura. gostava de todos os tipos de fruta. tinha mau hálito. aturou o Friqui Dog e o seu mau feitio. o Félix e a sua energia imparável. 

nos últimos meses, o Farrusco deixou de andar, de ver, de ouvir. mas comia bem: às 19h começava a ladrar para jantar. estava consciente, mas muito debilitado. o Félix e o Friqui foram sempre uns amores: aqueciam-no, dormiam com ele. à sua maneira, cuidavam dele. 

 

uma despedida nunca é fácil. e nestes momentos pensamos sempre que ter animais de estimação é doloroso. quando morrem é doloroso. ficam os 19 anos, as boas memórias e algumas fotografias.

 

já tenho saudades. 

 

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:: doggy style ::

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espero que o título do post vos tenha feito clicar no link e possam, agora, ver estas fotografias que resumem o meu fim de semana, em modo doggy style.

incluiu baldes de merda, pêlos de cão espalhados pela roupa, passeios, lambidelas - e a melhor companhia do mundo, o mano e o morais.

e não venham cá com coisas: o título não é enganoso. se é coisa que não falta aos DOGgy da uppa é o style!

 

 

:: das vidas que são verdadeiros festivais ::

 

 

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depois de duas semanas muito intensas, entre madrid, aveiro e o porto, em modo "festival filosófico", chega a hora de retomar a rotina de verão e abraçar a primeira reportagem, em festival para o #musicfestpt 

 

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esta banda não faz parte do cartaz do SBSR: é lamentável, eu sei. mas há por lá outras coisas boas para ouvir. vou partilhando algumas sugestões por AQUI

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nas últimas semanas passei algum tempo em "salas de espera": aeroportos, estações de comboio e de metro. considero estes espaços como não lugares: na verdade, não é lá que queremos ficar. são só sítios que nos permitem chegar a outro lado. são espaços de despedida, de reencontro. de olá e de adeus. depois da terceira conferência, no porto, já estava farta de esperar. não conseguia, sequer, aproveitar só para me sentar num canto e observar as pessoas. tinha saudades das minhas pessoas, da minha almofada e dos meus cheiros.

e de quem adoça os meus dias.

 

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