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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

saúde auditiva

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para quem já anda por este cantinho há algum tempo, sabem certamente do méniere que me acompanha e da necessidade de protecção auditiva que isso acarreta. 

há umas semanas li este artigo do Pedro, no observador, sobre aos meus amigos acufenos e aqueles que são os meus melhores amigos: os isolate mini. 

depois de reunir as condições para fazer o investimento (notem: os tampões não são propriamente baratos), fiz a encomenda e testei os ditos cujos durante o festival super bock, super rock. e são confortáveis, práticos de usar e, igualmente importante, giros. 

ainda que a minha relação com os tampões tenha uma razão muito específica, a verdade é que todos nós devíamos prestar mais atenção à saúde auditiva e a cuidados que deveriam ser diários. as cidades são muito ruidosas, não são só os espaços onde acontecem concertos ou festivais. e nestas ocasiões específicas todos deviam ter mais cuidado e fazer-se acompanhar de tampões. neste momento, estes são os meus preferidos. 

 

 

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como por exemplo, eu

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há uns anos houve uns senhores que me fizeram um favor, convencidos de que me estavam a prejudicar imenso e que eu ia, sei lá, deprimir com isso.

 

queria só deixar-lhes um beijinho bom e dizer OBRIGADA por serem como são. 

da sorte e do trabalho que isso dá

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tenho sorte, sim.

nasci numa família disfuncional, onde me permitiram ser quem eu sentia e pensava que era.

abracei um curso pouco convencional. filosofia, vejam só.

trabalhei numa área que não era a minha e com a consciência de que não era aquilo que eu queria. a par disso, criei um projecto onde me sentia realizada. tive o apoio do mano, da mamãe Sabel e de alguns amigos. trabalhava muito depois das 16h30 e aos sábados e domingos. tirava férias no banco para poder ir dar formação. 

cruzei-me com gente boa, pelo caminho. gente que acreditou no meu trabalho e na minha honestidade. trabalhei muitas horas nas redes sociais para promover o meu trabalho - isso levou-me a Maputo.

quando deixei o banco e fiquei desempregada, dois anos depois do méniere ter entrado na minha vida, sem pedir - arregacei as mangas e encarei o desemprego como a oportunidade para fazer aquilo que quero e gosto. estive desempregada apenas alguns meses e nesse período os meus amigos queixavam-se da minha falta de tempo: formação, bater às portas, fazer pela vida e tantas outras coisas faziam com que trabalhasse muitas horas por dia, a promover o que faço e a tentar criar emprego. lancei-me no social media management de forma séria. consegui um lugar no ensino, para filosofar com a criançada. fui convidada para um tedx e subi ao palco.

consegui. 

se olharmos para a remuneração e regalias de ser bancária, esta vidinha de filósofa e consultora em social media não compensa.

se olharmos para a qualidade de vida que tenho hoje, compensa. trabalho muito: às vezes trabalho muito para conseguir que me paguem, outras vezes para arranjar trabalho que me pague as contas no próximo mês.

faço escolhas no meu orçamento e todos os dias revejo a #toDoList.

tenho sorte, sim. mas cheguei aqui, passo a passo, com sorriso nos lábios e umas olheiras que por vezes me chegam aos tornozelos.

é caso para deixar um beijinho bom ao senhor que inventou o corrector de olheiras. 

 

 

liberdade

filosofar em Maputo - e recordar Abril

 

 

filosofar com os "meus" atletas de Taekwondo

 

 

conversar com quem gostamos de ler

 

 

 

viajar, conhecer, cheirar, pisar

 

 

 

ouvir boa música, em boa companhia

 

manifestar(-me)

 

 

tatuar (na pele)

 

 

 

escolher

 

 

 

sentir (borboletas)

 

(por isto e por muito mais) GRATA POR TERES ACONTECIDO, ABRIL DE 74

praticamente um ano depois

concluo que a decisão foi pelo melhor. um ano depois, voltei ao otorrino para a avaliação de rotina dojóvidos e está tudo calmo, estabilizado. ao contrário dos 2 primeiros anos, em que as crises persistiam, insistiam e os acufenos não me permitiam fazer a minha vida de todos os dias. é certo que me vi forçada a deixar um "emprego digno" e a "optar" por uma profissão indignada. é certo que isso trouxe mudanças, reajustes, uma vida nova com um rendimento mensal inferior. mas a tranquilidade que isso me trouxe - e a estabilização da doença, do méniere... há coisas que não têm preço!
é triste que os doentes crónicos passem por momentos de incompreensão e de renitência por parte das entidades empregadoras, que não fazem um esforço para se ajustar às pequenas incapacidades dos seus colaboradores - que tantas vezes são pessoas competentes e com provas dadas.
é triste. é a realidade. e quem, como eu, não está a 100% para certas e determinadas tarefas (no meu caso, envolviam a exposição diária e contínua a equipamentos com forte índice de ruído), mas também ainda não está propriamente incapaz - apenas queremos salvaguardar a qualidade de vida... eu e as outras pessoas nestas condições deveriam poder escolher com serenidade, optar pela sua saúde, sem ter que ceder a discursos com "cheiro" a gestão pelo terror.
viver em liberdade, poder escolher. ter, criar alternativas. acho que foi para e por isto que se fez Abril, não?
praticamente um ano depois estou (sou!) mais livre.

é mesmo

e a felicidade é um caminho que se faz, com pedras nas quais tropeçamos - e com as quais se pode fazer um castelo, como diz o Fernando. é boa - e isso depende muito de ti, das tuas escolhas, do assumir das consequências e do risco do erro. 
um pensamento que se quer sonhador e com os pés bem assentes na terra.
todos os dias, mais perto da verdade, mais perto de quem realmente somos.
a felicidade não é um projecto, não é um estado constante, permanente. é o aqui e agora, é fazer omeletes sem ovos, virar a vida do avesso, pensar fora da caixa, desafiar as convenções e fazer acontecer.
«teorias», dizia uma amiga minha, há uns tempos atrás. nada disso. prática. e daquela que se pratica todos os dias. mesmo que viver todos os dias canse um bocadinho.
e com música, sempre.
deal?

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