o paulo queria vestir-se de amor. saiu de casa, foi viver para a dela. ela queria ir de férias, ele ia. vendeu o carro para comprar a mota para ela. "ficamos só com o teu carro, mor", disse o paulo para a sua amada.
nas vésperas do dia de são valentim, a sua amada fez-lhe as malas e disse-lhe para sair de casa. o paulo ficou sem casa, sem carro e com o coração partido.
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a mafalda apaixonou-se pelo marco. dois m. m & m, como os chocolates. o marco tinha uma namorada. prometeu que ia resolver a vida dele "não quero uma vida de comodismo, quero ser feliz contigo, dizia-lhe". os dias passavam e o marco tinha o comodismo e os breves momentos de felicidade com a mafalda. um dia, a mafalda disse que estava um bocadinho cansada de esperar. ele ficou triste. amo-te, dizia ele. ela deixou de lhe responder às sms. apagou as conversas no facebook. fechou a gaveta.
há dias, precisamente no dia dos namorados, ele apareceu na timeline dela. "marco mudou a foto de perfil". marco? e ali estava ele: com barriga, t shirt branca, calças de licra, gorro com pom pom e uma garrafinha de água na mão. era tudo em mau. mafalda inclinou-se na cadeira e pensou "não eras homem para mim, eu mereço muito mais".
o dia dos namorados é uma coisa muito linda. mas o amor é ainda mais.
a primeira semana completa de janeiro ainda não acabou e já aconteceu tanta coisa.
a tão temida consulta de nutrição trouxe boas notícias: apenas e tão somente mais 300 gramas durante as festas. e eu não punha os pés na nutricionista desde outubro... e não, não sei como fiz isto. ingeri alcoól e comi hidratos e doces sem grandes privações. e comi mais carne do que é normal. o sistema linfático, o fígado e o'rins acusaram isso mesmo na consulta de bioressonância, durante a qual fiz alguns tratamentos para aliviar os desgraçados.
este outono/inverno tem sido marcado por algumas mega constipações: já vou na terceira e tenho sido bem sucedida no tratamento: propolis, equinácia e muito chá têm ajudado a evitar o pior. o frio tem sido intenso e o facto de estar a trabalhar em sintra, onde a temperatura é arrepiante, não tem ajudado. graças ao poncho de burel que a Zélia Évora me fez, sinto-me mais quentinha do que nunca!
chegam-me notícias de desamores: amigos que começaram o ano com separações e mudanças. um amigo que ainda está a fechar um processo de divórcio que dura há quase 2 anos e que mete uma casa pelo meio e 3 filhas.
a bárbarie acontecida em França tem inundado as redes sociais, os media e muito se tem escrito sobre isso. não vou alongar-me, limito-me a reencaminhar para ESTE texto.
encontrei um espaço de cowork gratuito, por uns dias, e vou experimentar.
começo 2015 com menos clientes e estou a fazer um esforço para divulgar o meu trabalho - é a vida de freelancer no seu melhor. e esta semana já tive que enviar o e-mail-cobrador-de-fraque para conseguir que me pagassem o trabalho de dezembro e poder pagar o IUC, a segurança social e aquelas coisas tipo as contas.
o regresso à escola foi super fixe: tinha saudades dos alunos e de pensar com eles. nem todos tiveram bons resultados - ou os resultados que queriam. ou que os pais queriam. há pais cujos filhos têm uma nota satisfatória e que vêm perguntar se há algum problema. outros alunos que têm muito bom nas disciplinas curriculares estranham ter apenas satisfaz a filosofia. há crianças que têm dificuldades noutras áreas e que se revelam positivamente na filosofia. e tudo isto provoca estranheza aos pais, professores e alunos. afinal, nestas metodologias da filosofia para crianças o importante são os processos - não os resultados. e não há conteúdos para avaliar, mas sim competências do pensar. o que fazer? colocar em prática a filosofia para crianças e dialogar, esclarecer e por aí fora.
uma das aulas foi super fixe, a discutir o que era fantasia e realidade. "ah e tal os unicórnios não existem, joana!" - comassim? e a fada dos dentes existe? então deixem lá os meus unicórnios...
tenho dois papers para entregar e confesso que só de olhar para as regras formais perco o tesão. assim, pois. e não direi mais nada sobre isto.
e muito mais haveria a dizer, mas o tempo urge e o prazo dos papers está mesmo ali à esquina.
"Quando finalmente ganhou coragem para lhe dizer que ela tinha um sorriso muito bonito ela sorriu de novo e saiu da sala, deixando-o para sempre a pensar na incerteza do que se consegue ou não se consegue nos momentos que nunca o são porque não fazemos o suficiente para que o sejam."