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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

à espreita

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o que mais gosto desta fotografia são as patinhas ali no mini muro, em equilíbrio, para poder espreitar o que se passa do lado de lá. o Félix é um curioso nato, que corre quando houve barulhos, que cheira tudo o que encontra pelo caminho, que tem de estar a par do que se passa à volta. 

foi a sua curiosidade que me fez pensar que seria uma boa companhia para o Friqui e para nós, 'ssoas humanas. 

há dias perguntaram-me: "ele já é velho, não?" e eu, indignada, disse: "não, não é nada velho". mas é. o Félix completa 7 anos de vida e isso significa que já é quase um sénior. como mantém o seu espírito vivo, a vontade de cheirar o mundo e não dispensa uma boa brincadeira com as bolas de ténis, fica difícil dizer que está a ficar velho.

mas está.

estamos. 

uma família cheia de FÉLIXidade

desafio dos pássaros #11

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olá, eu sou o Félix. ou Feliz, como algumas pessoas me chamam. é assim que a mãe Sabel me chama: Feliz. e eu respondo, de rabo a dar a dar, por aí fora, sempre pronto para receber mimos.

posso desde já avisar que não gosto muito de festas na cabeça, prefiro que te aproximes de mim sem movimentos bruscos e me deixes tomar a iniciativa.

bom, mas onde é que eu ia? ah, sim, na mãe Sabel. esta pessoa humana preocupa-se muito comigo, nomeadamente se tenho comida e uma manta limpa e seca para me deitar. é que eu vivo com o Friqui, com quem disputo uma das duas casotas cá de casa, na hora de dormir. o que havemos de fazer? gostamos os dois de dormir no mesmo sítio e quem fica de fora acaba por dormir na rua, na mantinha. eu sei, não tem muita lógica, mas hey. sou um cão.

eu vivia num abrigo, em Lisboa e fui encaminhada para o albergue da UPPA - União Para a Protecção dos Animais. foi lá que conheci o João, o irmão da Joana. ele era (e ainda é) voluntário nesta associação e apresentou-me à Joana numa das suas visitas ao albergue. ela queria um cão para passear e lá fui eu.

nesse dia a Joana tinha um gorro com uns penduricalhos que me fizeram saltar o tempo todo, durante o passeio. resultado: consegui adoptar a Joana e, por conseguinte, o João e a mãe Sabel. agora são a minha família e aturam-me nos momentos menos bons (idas ao veterinário, por exemplo) e nos momentos super-fantásticos (quando corro de um lado para o outro com um brinquedo novo na boca). 

além do Friqui, tenho um outro amigo canino, o Kioko. é um bulldog francês e era suposto ser muito chique, mas na verdade é mais rafeiro do que eu. acho que a culpa é da minha família, que trata todos por igual, respeitando as nossas diferenças. por exemplo, eu não gosto de estar em casa; já o Kioko, adora. eu não gosto de apanhar muito sol, já o Kioko adora. o Friqui? bom, o Friqui está velhinho e cada vez mais anti-social. tenho de ter muita paciência para ele, confesso.

 

se pudesse fazer um apelo, dizia para adoptarem a minha família. eles são do melhor, é um facto. mas não estão para adopção. já na #uppa_animais encontram muitos amigos de 4 patas à espera para adoptar uma família, tal como eu acabei por fazer. 

eu sou o Félix e sou Feliz. e agora vou ali fazer coisas de cão, como diz a Joana (inclui bater à porta da cozinha para pedir biscoito). 

 

 

 

quatro anos

 

em janeiro de 2014 o Félix adoptou-nos. uns meses depois, em novembro, o Kioko passou a fazer parte da nossa família. chegou-nos algo raquítico, com as orelhas murchas. aprendeu a ser um rafeiro, na companhia do Félix. cresceu e pesa agora 17kgs. 

 

2014 foi o ano em que a família cresceu pois estes dois "passarinhos" decidiram adoptar-nos.

ambos têm feito alguns disparates: o Félix roeu uma casota, nos primeiros meses. coisas que acontecem, não é? 

 

nesta época festiva se sentires um impulso muito grande para adoptar because natal: não o faças. deixa que o impulso passe. adoptar é um acto de responsabilidade e não deverá ser, a meu ver, uma decisão leviana. sim, os cães que estão nos albergues querem muito passar o natal numa casa: mas não é só este, é este e os próximos. 

também por este motivo, a rubrica #terceiraoportunidade vai regressar em janeiro, partilhando estórias de cães que aguardam pela sua família-metade, há mais de 3 anos, num canil ou num albergue. 

 

adoptar um cão adulto tem muitas vantagens. vive o natal com a tua família, celebra o ano novo e depois em janeiro falamos melhor sobre isso. combinado? 

 

 

 

para quem tem cão ou gato (e não só)

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o desafio é partilhar a minha experiência com animais: a experiência que tenho desde miúda e aquela que adquiri com o voluntariado na UPPA. mensalmente podem ler artigos sobre os mais variados temas: qual o espaço ideal para o meu cão, que cuidados ter com a vacinação e desparasitação, histórias de voluntariado, momentos felizes e momentos tristes.

 

há de tudo um pouco, ali mesmo, no site do intermarché.

 

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dar um pouco, receber tanto e muito

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a uppa comemora dez anos de existência no próximo dia 3 de dezembro. faz parte da minha há 3 (serão 4?) e têm sido muitos os bons momentos que por lá tenho vivido. também há os menos bons, sim. 

 

big brother is watching me

 

o voluntariado na uppa é algo que partilho com o meu irmão - aliás, é por culpa do mano que sou voluntária na uppa. ele deu o primeiro passo e eu fui visitando o albergue até que comecei a dedicar parte do meu tempo à uppa. há várias formas de ajudar: já passei pela equipa de recepção aos voluntários, à gestão do fb, do ig e do tw (tenho muito orgulho em ter impulsionado a criação da conta) ou do e-mail da comunicação. como o tempo é escasso tive que escolher a tarefa que mais gozo me dá. e aquilo que mais gosto de fazer na uppa implica acordar bem cedo aos sábados e rumar até à terrugem para apanhar cocós, lavar, fazer comida, dar medicação, namorar com os patudos. isso implica organizar a minha vida (pessoal e profissional) para poder dispender de um dia da semana para estar com a Ginger, Mel, o Fred, a Brave, o Fuga e mais uma mão cheia de miúdos irresistíveis. quando trabalho aos sábados não consigo ir ao albergue e as saudades apertam - as saudades dos cães, mas também do trabalho em equipa, com o mano e os outros voluntários.

 

félix, riva, mel, ginger, brave, fred: nomes com "rosto"

 

a minha primeira contribuição para a uppa passou pelo apadrinhamento do fred. o fred é só o miúdo mais fofo da vida. infelizmente não me é possível adoptá-lo, pois cá em casa o friqui dog é quem mais ordena nestas coisas das energias e comportamentos - e um pinscher é um pinscher, certo? 

assim, foi o félix (na foto) que me conquistou e se tornou no uppaliano adoptado cá de casa: tinha a energia certa para lidar com o friqui e o farrusco (que faleceu durante o verão). 

mas houve (há) outros uppalianos que me conquistaram. a ginger, a mana do fred, que me fez sentir pela primeira vez aquela sensação de "mas mas ela vai ser adoptada. eu quero muito que isso aconteça. mas mas vou deixar de a ver." a riva, o meu primeiro desafio "à séria". a mel, a riqueza mais boa da vida, com a sua maneira única de ser e de estar. a brave, a melhor amiga do fred (de dois fred, aliás). o fuga, que é só o rapaz mais bem educado da uppa. o sky. a júlia e o seu olhar bicolor. a matilde, que foi adoptada e está fantástica. a beijoqueira grosy. o charmoso gaby (que saudades do grandalhão). a pucca. a nárnia. o horácio. e há também os uppalianos que já faleceram 

 

perder tempo? nada disso. investir tempo. receber tanto e muito

 

ser voluntária tem alguns riscos: já fui mordida, já me esbardalhei à grande, já fui picada por vespas. mas o benefício é maior do que tudo isto.

perceber que mudamos a vida daqueles cães, muitos deles perdidos e sem fé na humanidade, é a maior recompensa de todo este trabalho. 

 

a uppa - união para a protecção dos animais comemora 10 anos. parabéns, uppa. é bom fazer parte desta família unida por uma causa.

 

 

para conhecer a uppa: http://uppa.pt

 

 

 

 

 

 

 

a minha vida é um intervalo entre um mayweather e um mcgregor

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dia do cão: em forma líquida e sólida - para todos os gostos

para celebrar o dia do cão, antecipei um passeio com o félix the dog. a hora escolhida foi só a pior de sempre e o passeio foi curto, devido ao calor.

à noite, a comemoração também inclui um cão de raça líquida. sim, o jovem é daqueles que coloca salada no gin. e eu respeito isso, desde que me ele me encha o copo e haja tónica de qualidade no frigorífico.

 

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passear contigo, amar e ser feliz 

o sábado estava reservado à uppa e incluiu um passeio com os miúdos mais giros do pedaço: o fred e a brave. estão ambos para adopção - e não precisam de ser adoptados em conjunto. o passeio a dois, ou melhor, a três, acontece pelo facto de eu ter dois amores e não ter a certeza de qual eu gosto mais. 

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 sem problema: cheguei a casa com os dois rins. mas duvidei.

depois de 8h em modo voluntariado, o corpo estava mesmo a pedir uma noite na discoteca. bom, não estava, mas a verdade é que quem manda aqui sou eu. e, de vez em quando, gosto de fazer de conta que sou uma jovem de 20 e poucos anos. conhecem o metropolisclub? pois eu também não conhecia. o espaço fica no centro comercial imaviz, mesmo em frente ao edifício da pt. 

entramos num edifício cheio de vazio, isto é, com lojas e lojas fechadas. temos que descer as escadas: ouve-se música muito lá ao fundo. tememos pela vida: se eu tivesse que imaginar um sítio onde fosse provável entrar > beber qualquer coisa > adormecer > acordar na rua, sem um rim - esse espaço existe e é o centro comercial imaviz, perto da meia-noite. a descrição não é exagerada. a confiança na humanidade (em particular, no a.), fez com que eu caminhasse de peito aberto, pronta para as balas que dali pudessem vir. 

enfim, nada disso aconteceu. pelo contrário: foi uma noite entre êxitos dos anos 80 e dos anos 90, com muita dança pelo meio. confesso que 2h depois já estava muito um bocadinho estafada. lembrei-me que quem tem 20 e poucos anos é ele e não eu. dei o meu melhor, acreditem. de tal forma que cheguei a casa, tomei um duche, vesti o pijama e dormi um sono muito merecido. antes disso, espreitámos o resultado do combate entre os senhores maywheater e mcgregor, uma metáfora bonita para o dia que estava a acabar: o a. cheio de energia, como é próprio de quem tinha dormido até às 14h30 ainda não tem 30 anos e eu a desejar que o último round acabasse para ir para casa.

 

voldemort e companhia (i)limitada 

na manhã tarde seguinte houve ronha e preguiça. e estivemos a ver o harry potter (pois, há um gap geracional entre nós). à noite, mais uma celebração líquida do dia do cão. 

a segunda-feira trouxe consigo uma coisa chamada realidade e cera quente (foi dia de depilação, entenda-se).

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i like to move it - mas estava mais em modo arrastaiting my ass

a dever algumas horas de sono à minha cama, com a energia de um maywheater que aniquiliou um macgregor (ou seja, a arrastar-me com calma e muito estilo), lá subi para cima da elíptica, perante uma audiência louca de entusiasmo. ou então não.

ainda não são 21h e já estou cheia de sono. escolhas  e consequências, joana rita. 

a polémica markl versus pitbull

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ontem à noite falava com dois amigos via facebook sobre um pitbull que ambos (os três) conhecemos e por quem temos muita estima. um deles pergunta-me se eu tinha ouvido o markl, no programa da manhã da comercial. não, respondi. como agora a rádio acontece em directo nas redes e é gravada para o youtube, foi fácil ver o vídeo d'o homem que mordeu o cão. 

bom, a história que markl descreve é efectivamente para a rubrica "o cão que mordeu o homem" - pois é isso que acaba por acontecer à pessoa que tentou vestir a camisola tricotada com amor e carinho a um cão, que por acaso é um pitbull. portanto, começa logo mal, a inclusão desta história numa rubrica que se chama o homem que mordeu o cão. esta rubrica serve para contar histórias mais ou menos inusitadas, que por isso mesmo deveriam ser notícia. cães que mordem pessoas - hey, acontece todos os dias. agora homens que mordem cães - isso é que já é mais para o inédito. 

ora, o pitbull é um cão que pertence a uma raça considerara PP (potencialmente perigosa). uma pesquisa no google levou-me AQUI onde se diz:

"Cão potencialmente perigoso é todo aquele que devido às características da raça, ao comportamento agressivo, ao tamanho ou potência da sua mandíbula, possa causar lesão ou morte de pessoas ou outros animais. 

A Portª nº 422/2004 determina quais as raças de cães que se considera serem potencialmente perigosas. São perigosas potencialmente, isto é, podem vir a ser perigosas, causadoras de danos importantes, mas, na prática, pode até vir a verificar-se que alguns animais dessas raças se revelem extremamente dóceis. Isso não impede, no entanto, de serem considerados potencialmente perigosos, pois a lei assim os considera. Tal como uma bolota não é um carvalho, mas é um carvalho potencialmente, assim também, os cães das seguintes raças podem não vir a ser perigosos, mas são potencialmente perigosos: 

Cão de Fila Brasileiro 

Dogue Argentino 

Pit Bull Terrier 

Rottweiller

Staffordshire Terrier Americano 

Staffordshire Bull Terrier 

Tosa Inu 

São considerados potencialmente perigosos, não só os cães destas raças, mas também os seus cruzamentos, quer sejam destas raças entre si ou com outras raças." 

 

a metáfora da bolota e do carvalho é especialmente bonita. e traduz muito daquilo que acontece: se não educarmos os nossos cães, sejam eles de que "marca" forem, podem ser perigosos ou amorosos. o humano condiciona e muito o comportamento do animal que tem à sua guarda. depois, há também questões físicas às quais temos que estar atentos. um dos animais mais "perigosos" com os quais fui confrontada era um cão labrador. um histórico de agressividade e de mordidas. descobriu-se que o problema eram otites, graves e assintomáticas que causavam dores ao animal. por isso, a ideia de ter alguém a mexer-lhe na zona da cabeça era o sinal que o cão precisava para mostrar os dentes. e morder, pois.

também conheci um cão de porte mini/médio, com uma franja toda gira. não era bem um caniche, mas tinha ares disso. tem um ar super fofo - mas quando está "no ponto" agressivo e este é despoletado, parece a miúda do exorcista: só lhe falta rodar a cabeça e vomitar coisas verdes. parece que também poderá ser uma questão física a despoletar esta agressividade. 

ontem vi o programa do Cesar Millan e havia um cão estilo chiuaua que tinha um comportamento muito agressivo, sobretudo para com um dos membros da família. depois de lhe terem sido retirados 22 dentes podres, o cão mudou o seu comportamento - deixou de ter dores - e com algumas correcções de postura por parte da pessoa, conseguiu devolver-se harmonia àquela família para quem o cão era importante. 

 

o que me preocupa nestas conversas que se tem à volta dos pitbull e dos cães classificados como PP's é que o preconceito de que "aqueles são maus" permanece. e depois temos canis e albergues cheios de cães destas "marcas" que tiveram um destino menos simpático e não são adoptados porque as pessoas os rejeitam. são maus, é melhor ver outro. 

o mesmo acontece com os cães pretos. há muito preconceito, mas súbtil, não vem na lei, perante os cães pretos. são os mais dificeis de adoptar. nos EUA até há um National Black Dog Day. pode ler-se AQUI:

 

"Black animals altogether, are the least adoptable pets in shelters because of their color. All too often, black dogs are overlooked because of many stigmas such as; the color black is evil (the same stigma that cats have), black dogs do not show up as well in photographs as muti-colored or light colored dogs and black dogs look scary and intimidating because you cannot see their facial expressions as easily, etc. They are easily overlooked when people are searching for a new dog and the first to be euthanized in overcrowded conditions.
This special day was founded by Celebrity Pet & Family Lifestyle Expert, Author and Designer, Colleen Paige, who is also the founder of National Dog Day, National Cat Day, National Puppy Day and many more philanthropic holidays to increase the greater good. National Black Dog Day is devoted to creating public awareness about these beautiful, shiny fur babies that offer just as much unconditional love as any other dog and deserve just as much love back. Black dogs also show off colorful accessories much better than any lightly colored dog! Try buying your black dog a neon green or hot pink collar!

Please adopt a black dog and show the world how much light they have inside and out!" 

 

os preconceitos, as ideias pré-cozinhadas, os rótulos, no fundo as palavras são coisas das quais precisamos no nosso dia-a-dia. precisamos de dar um nome às coisas, para nos sentirmos seguros. com isto tudo esquecemos que as generalizações são, também elas, potencialmente perigosas.

precisamos de contextualizar mais as coisas e sobretudo de dar uma oportunidade a cada cão que está num abrigo ou num canil, independentemente da raça. e de não tremer quando vemos um pitbull na rua. vamos fazer-lhe uma festa, assim do nada? não. mas não devemos fazer com outro cão qualquer: o cão não nos conhece e pode não reagir bem. e depois tem boca e dentes lá dentro. seja um PP ou não.

 

um dono de um pitbull tem que ser responsável e cumprir com as coisas todas que estão na lei. e tem que ser, sobretudo, responsável pela desmistificação do preconceito perante a raça. para isso, tem que o educar de forma correcta, de forma a que a agressividade da qual é acusado não se manifeste. mas isto, senhoras e senhores, vale para qualquer cão, seja qual for a raça, o tipo de mandíbula e o fanranfanfan afins. 

 

hoje o nuno markl voltou a explicar-se sobre a peça de ontem. aqui fica o texto que deixou na sua página de facebook. é bom ter em conta todos os lados da história. só assim compreendemos as estatísticas de ataques de cães: convinha averiguar que tipo de donos têm esses cães que foram responsabilizados por mortes, acabando no abate. e sobretudo evitar que essas pessoas possam ter outro animal, sem o saber educar. e termino com as palavras de markl, na caixa de comentários: 

 

"Foi possivelmente uma escolha radical de palavras, mas foi dirigida à irresponsabilidade de quem tem cães só porque sim, e com os quais não sabe lidar, não teve o intuito de ser depreciativo com os animais. Eu não tenho dúvidas que os incidentes que ocorrem envolvendo pitbulls são culpa dos humanos que os têm, não dos cães."

 

* já agora, uma questão: agora que os animais são classificados como seres sensíveis, não tem muito sentido falar do dono do cão, pois não? tipo uma cena de propriedade. enfim, fica aqui este pensamento avulso.  ah. e uma fotografia minha com a Riva, uma PA. sim, isso mesmo. potencialmente amorosa. 

 

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para mim o ano começa em setembro...

...mas diz o calendário que começa a 1 de janeiro.

que assim seja.

 

e que seja assim:

o ano da segunda tese de mestrado, de mais uma luta constante para ter trabalho, de férias à séria (é o meu maior desejo), da adopção do Fred e da Riva, da completa recuperação da Mel [#uppa_animais], de muita saúde para as pessoas que estimo, de passeios na hortinha, das publicações académicas, das paixões, das arrumações, do caos, do Kant, da dança, da boa música, dos festivais de verão, dos mil e um tweets, das horas de formação, dos momentos com os amigos.

(não necessariamente por esta ordem. mas isto tudo. quando toca a pedir, peço mesmo. e faço por isso.)

 

 

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palavras & gestos que dizem tanto

há dias, o pet publicou um artigo meu intitulado "10 razões para adoptar um cão adulto". baseada na minha própria experiência como adoptante e após alguma pesquisa, estabeleci dez bons motivos para escolhermos um cão adulto em vez do ai-oh-pah-que-fofo-tão-pequenino-uma-bola-de-pêlo 

nada tenho contra a adopção de cães bebés: também há muitos e precisam de carinho e amor. a questão é que os canis e os albergues estão "atulhados" de bolas de pêlo que já foram pequeninas e fofas e que agora são cães jovens ou adultos. são várias as circunstâncias que levam um cão a conhecer um canil ou um albergue: fogem e perdem-se, são abandonados, são encaminhados pelas famílias por questões de desemprego, doença ou mudança de residência/país. são vários os motivos - e acreditem que cada vez mais evito julgamentos prévios sobre estas coisas. como voluntária na UPPA - União Para a Protecção dos Animais o meu foco é na solução - não nos problemas do passado. esses que fiquem no passado.

 

a propósito do texto Associação 4 por 1 enviou-me este e-mail:

 

"Este e-mail é puramente para agradecer, de coração, o seu artigo com o título ''10 razões para adoptar um cão adulto'', que foi publicado no jornal Público.
Num país assolado pela falta de empatia entre seres humanos e animais, cujos direitos e espaço próprio no mundo são constantemente subjugados e abafados pela sociedade, ler um artigo, tão belo como o seu, que lhes dê voz e que procura abrir a mente portuguesa ainda tão fechada, é reconfortante. Partilhamos o seu artigo na nossa página. É uma outra forma de lhe agradecer, um pequeno tributo, pelo poderoso gesto que teve. Se todos tivessem a sua e nossa abertura de pensamento, a vontade de compreender, de cuidar, de agir e mudar, este mundo seria um lugar melhor e a presença de associações com uma missão como a nossa, não teria (felizmente) razões para existir."

 

tenho vários amores na UPPA - partilho alguns deles aqui, neste meu blog "à beira-mar plantado". é inevitável criarmos laços com os patudos. há empatias difíceis de explicar. umas são imediatas, à primeira vista ou ao primeiro passeio. outras são construídas com amor, tempo e confiança. a minha relação com a Mel começou com um passeio durante o qual eu era apenas o ser humano na ponta da trela. e o culpado é o Morais, que me deu a conhecer a Mel e confiou em mim.

 e agora é isto: 

 

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não conheço a Associação 4 por 1. percebi, pela página do facebook, que se encontram algures por Vila do Conde. não será fácil para mim visitá-los, mas quem sabe desse lado não está alguém que tenha umas horas por semana, paixão por animais e queira investir algum tempo com cães como a Mel - e que esteja pela zona. contactem a Associação 4 por 1 e colaborem.

 

há várias formas de ajudar as associações: participando em recolhas nos supermercados, com donativos - e até doando a sua própria roupa: foi o que fez o Luís Franco-Bastos no evento hang in there que acontece, hoje, no mercado time out (cais do sodré, lisboa). 

o Luís é um assumido dog lover e há algum tempo que descobrimos que a Júlia - uma UPPAliana - é uma espécie  de "irmã gémea" do cão que o Luís adoptou, o Balotelli

 

há palavras e gestos que dizem tanto: o e-mail da associação 4 por 1, o gesto do Luís, a brincadeira com a qual a Mel me brinda quando abro a porta da box dela. às vezes as palavras são pequeninas para dizer esse tanto.

 

a todos vós que colaboram a favor da causa animal, fica o meu obrigada. sois grandes!

hi5!

 

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no domingo, os UPPAlianos "invadem" o centro da vila de Sintra

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A UPPA - União para a Protecção dos Animais é uma associação sem fins lucrativos que abraça a causa animal desde 2007. É fruto da realização de um sonho de um grupo de pessoas que, depois de muitos anos de atividades individuais em defesa dos animais, decidiram congregar esforços numa associação, com o objetivo principal de reforçar a capacidade de intervenção.
 

É a elevação e responsabilização social da Condição e Direito Animal que move o grupo - bem como os enormes corações dos seus voluntários. 

Os donativos que recebemos são totalmente aplicados nos cuidados dos animais que tem à sua guarda, seja para alimentação, cuidados veterinários, entre outros, até que sejam encontrados novos donos. 

Para fazer face às despesas veterinárias causadas pelo acolhimento de alguns cães que necessitavam urgentemente de tratamento médico, a UPPA irá levar a cabo um evento solidário, para angariação de donativos. Será no próximo domingo, dia 25 de Setembro, entre as 9h30 e as 17h30, em Sintra, em frente ao Palácio Nacional. Vamos ter uma banca, para venda de alguns artigos e ainda a presença de alguns dos nossos UPPAlianos de quatro patas.

Caso não possa comparecer no dia 25, em Sintra, poderá ajudar com um donativo através do IBAN PT50 0033 0000 4534 7808 946 05 - um euro poderá fazer toda a diferença. Também poderá apadrinhar um dos nossos patudos, contribuindo com o mínimo de um euro por mês. 

Para saber um pouco mais sobre o nosso trabalho, sugerimos que nos visitem em  www.uppa.pt e também nas redes sociais: facebook,  twitter  e  instagram

 

 

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