"As redes sociais vieram revolucionar a forma como fazemos negócios, como acedemos à informação ou como ouvimos música. Mas acabaram por mudar, ainda que mais subtil e gradualmente, a forma como nos relacionamos. Por um lado, alargaram o campo de possibilidades: a nossa presença online permite-nos não depender do corpo e da sua geografia existencial para encetar ou manter contacto com alguém. Habituámo-nos a dispor de duas formas de apresentação distintas: no Facebook (e restantes redes sociais) e pessoalmente. Uma não exclui nem complementa a outra. São dois mundos que – embora por vezes se possam sobrepor – têm uma existência perfeitamente independente."
compreendo a crítica, ainda que considere que hoje em dia o online e o offline é tudo muito ONLIFE e fica difícil separar uma da outra. mas adiante. o que nos traz aqui é o ghosting. nunca ouviram falar? eu já tinha sido vítima ainda isto não tinha nome.
"Ghosting é a palavra escolhida para o fenómeno que consiste em determinado sujeito eclipsar-se numa relação. É o equivalente contemporâneo a “ir comprar tabaco” e a forma mais eficiente de alguém se ver livre de um compromisso sem as consequências que advêm de verbalizá-lo. Sem conversas, sem justificações, sem lágrimas. A forma como já tínhamos higienizado da morte da vida contemporânea estendeu-se agora aos finais de relação. Para quê perder tempo e apanhar uma camada de nervos quando dispomos do silêncio para anunciar a nossa saída de cena? No máximo um “não sei o que te dizer” ou “deixo-te as chaves” e o outro que resolva as ambiguidades de sentido. É fácil. É tudo fácil."
é tudo fácil: continuamos a ser amigos no facebook, mas fazemos unfollow. ou bloqueamos certas publicações. desactivamos as notificações no instagram e fazemos mute no twitter.
claro que no meio de tudo isto não atendemos o telefone nem sequer respondemos às mensagens no whatsapp.
não é uma atitude exclusiva das relações com sede no digital. é uma atitude exclusiva de 'ssoas que não têm carácter, que não sabem resolver as coisas, enfrentar a verdade, assumir que erraram ou que foram alvo de erro.
e sim, eu era aquela miúda que comprava o passe dos 3 dias, mesmo sem cartaz fechado, assim mesmo na loucura. motivo? a experiência do festival era (como diz a malta nova) TOP.
um festival urbano, com mais do que um palco e com um cartaz que acabava por se revelar daqueles que "sim senhor".
MAS. o festival está impossível em termos de circulação. há demasiada gente no recinto. o acesso aos WC é um drama. e a saída, ao final da noite, com aquela caminhada via cril é insuportável.
um festival vive do cartaz - e também da experiência que proporciona. para isso contam as acessibilidades, as questões logísticas.
portanto aquela 'ssoa que comprava o passe "just because" e que comprava as tshirts,em cada edição, desistiu do alive para se fidelizar ao éssebêésseérre - e só não se fideliza ao paredes de coura devido à distância e ao necessário investimento em deslocações e estadia.
com tudo isto, se estiverem pelo #sbsr apitem, sim?
esta semana há visita à nutricionista. um mês depois, vamos avaliar o peso. pelo meio houve sushi e pizza, uma meia torrada e batata frita do pacote. em cada semana há sempre um dia para a asneira.
e agora, com o tempo mais quente (eh pah, não comentem!) já sabe bem a gelatina, que tenho feito com fruta (mirtilos ou framboesas).
ando a pedir explicações em tudo o que é espaço da marca e que permite perguntar, fazer críticas.
no sábado recebi um e-mail da marca a dizer que "A equipa técnica ainda está a analisar a situação. Iremos verificar se os powerbanks que temos disponíveis se encontram com o mesmo problema para podermos efetuar a troca."
portanto, a minha troca está dependente do facto dos powerbanks que estão na posse da marca funcionarem - ou não.
e já colocaram a hipótese de terem efectuado mal a troca e me terem enviado o artigo inicial? enganos acontecem e isso é compreensível.
ter comprado um artigo no final de fevereiro e não poder usufruir dele, praticamente em maio - isso eu já não considero assim tão compreensível.
entretanto passei pela DECO e deixei uma reclamação. neste momento pretendo ter o meu dinheiro de volta. cocó por cocó, prefiro aquele que apanho, às pazadas, no albergue da uppa.
há elogios. e reclamações. e cocó, também. este post tem um bocadinho de tudo.
a ana partilhou comigo uma imagem de uma powerbank em forma de poop. e disse: tem a tua cara! pois tem. e eu fui procurar onde encontrava uma coisa destas. via google dei de caras com o site insania e com a powerbank. a insania é uma loja online que apregoa "gadgets e presentes originais", bem como "entregas em 24h" e outras coisas simpáticas.
deixei-me encantar pela powerbank e por uma pen em forma de (TA-DA!) unicórnio. fiz a encomendal, paguei e recebi um e-mail a dizer que só tinham um artigo disponível, o outro seria reposto. ok, enviem o que está disponível: e era o cocó.
um verdadeiro cocó
aliás, era uma bateria que era um cocó, no verdadeiro sentido da palavra. liguei o cocó à tomada e esperei que a luz vermelha passasse a azul (sinal de que estaria carregada). passaram umas 12h e nada. bom, pode ter a luz "avariada", pensei. vou ligar ao tofone para ver se carrega. e carregou uns 30%. nem mais, nem menos.
fiz uma nova experiência e aconteceu o mesmo. resolvi contactar o chat disponível no site, para perguntar qual era a política de troca ou algo do género. responderam-me que o equipamento deveria ser enviado para o departamento técnico averiguar. quanto tempo demoram a responder? o prazo indicado foi 15 dias.
e agora? devolver o artigo
lá fui aos ctt enviar o cocó, após ter iniciado um processo de reclamação, via e-mail. aguardei os 15 dias e contactei a marca, através do chat online. "nós damos o prazo de 15 dias, mas temos até 30 dias para dar resposta". pronto, tudo bem, eu espero.
e esperei até ao último dia desse prazo para receber um e-mail a dizer: vamos enviar um equipamento novo.
ah! entretanto a pen não aparecia e tive que contactar a marca, via chat, para saber o estado da encomenda. não tinham data de reposição de stock e perguntaram se preferia receber o dinheiro - e eu disse que sim. pergunto-me o que teria acontecido se não tivesse perguntado nada aos senhores da insania: estaria à espera, até agora.
tenho um cocó novo! (só que não)
e lá fui eu carregar o cocó. e a história repetiu-se: a luz vermelha nunca chegou a ficar azul e não consegui uma carga completa do telefone. contactei a marca, através do chat. expliquei que já era uma troca e que o equipamento tinha o mesmo problema. entretanto deixei um comentário no instagram da marca, no twitter (que está lá abandonado, parece-me) e num post, no facebook. lá tive resposta a dizer que tinham encaminhado a situação para o departamento técnico - mas não me pediram a devolução do equipamento. aguardo há 10 dias pela resposta a esta reclamação que se resume a um "hey, comprei um equipamento que não funciona, devolvi e agora tem o mesmo problema. e isto é um grande cocó!" a compra aconteceu no final de fevereiro e, mais uns dias, estamos em maio.
queixas insanas. ou insanias. isso
"Insania é ter gadgets, presentes originais e prendas fixes para qualquer ocasião." - é sim, ou pelo menos a intenção será essa. todavia, o apoio ao cliente falha, não na falta de resposta, mas na demora da mesma.
entretanto o google mostrou-me ISTO. parece que há mais pessoas a queixar-se de ineficiência no atendimento ou apoio ao cliente. não estou sozinha nesta luta por um cocó que funcione.
caros senhores da insania (ou intelidus, como diz a morada): enviem-me um cocó novo ou, em alternativa, o valor que paguei por ele.
disclaimer: sou a pior pessoa para vos "ensinar" a "comer bem". tenho para mim que este "comer bem" é algo com muitas interpretações e sujeito a várias teorias. não tenho nome para este plano alimentar que estou a seguir, há praticamente um mês e do qual vos falei aqui. foi desenhado para mim, pela sandra eloi, a minha nutricionista.
inclui espelta (um cereal que desconhecia), requeijão ou queijo de ovelha, ovos, canela, cogumelos, fruta (nem todas). carnes brancas, peixe, tofu, seitan.
pão? nem vê-lo.
ao princípio pensei que seria difícil. na verdade, não sou muito apreciadora de comida; há coisas de que gosto muito, mas não sou daquelas pessoas que tira um prazer imenso em sentar à mesa para comer. mas adoro pão. pão é vida. pão é amor. o desafio consistiu mesmo em fazer uma espécie de "desintoxicação" de pão.
nos primeiros dias foi difícil: a torrada. ai a torrada do pequeno almoço que me faz tanta falta. bom, afinal não faz. há outras coisas boas para comer e que me deixam saciada: bolacha de arroz com fiambre ou queijo fresco ou requeijão. e chá, sempre o chá a acompanhar.
arrisco-me a dizer que estou "viciada" no requeijão e no queijo fresco de ovelha. tem outro sabor e com oregãos e um bocadinho de sal de ervas fica (como dizem as 'ssoas modernas) TOP.
o atum natural, os cogumelos, a fruta (maçã ou pêra), as lulas, os ovos (escalfados, mexidos ou cozidos) têm permitido conjugações diferentes. tenho consumido poucos hidratos de carbono e não tenho fome. sinto-me bem, com energia e a lidar muito bem com as tentações (ir às compras e acenar à prateleira das gomas...).
dizem que precisamos de 21 dias para criar novos hábitos. estou nessa fase: já passaram 21 dias e estou quase, quase nos 30. comi pão umas 3 vezes, mas assim uma quantidade mínima. aproveitei os almoços de domingo para fazer alguns disparates (inclui comer o meu bolo preferido, o bom bocado, beber cerveja e/ou gin).
estou curiosa para perceber o que a balança me vai dizer, no dia da consulta com a sandra. as expectativas são baixas e estou tranquila pois noto diferença de volume na roupa, sobretudo nas calças de ganga e afins. é um bom sinal, mas não aposto sequer num número, para a balança.
o objectivo é #joanaMenosCinco - e isto é todo um work in progress.