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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

21 dias

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disclaimer: sou a pior pessoa para vos "ensinar" a "comer bem". tenho para mim que este "comer bem" é algo com muitas interpretações e sujeito a várias teorias. não tenho nome para este plano alimentar que estou a seguir, há praticamente um mês e do qual vos falei aqui. foi desenhado para mim, pela sandra eloi, a minha nutricionista.

inclui espelta (um cereal que desconhecia), requeijão ou queijo de ovelha, ovos, canela, cogumelos, fruta (nem todas). carnes brancas, peixe, tofu, seitan.

pão? nem vê-lo.

ao princípio pensei que seria difícil. na verdade, não sou muito apreciadora de comida; há coisas de que gosto muito, mas não sou daquelas pessoas que tira um prazer imenso em sentar à mesa para comer. mas adoro pão. pão é vida. pão é amor. o desafio consistiu mesmo em fazer uma espécie de "desintoxicação" de pão. 

 

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nos primeiros dias foi difícil: a torrada. ai a torrada do pequeno almoço que me faz tanta falta. bom, afinal não faz. há outras coisas boas para comer e que me deixam saciada: bolacha de arroz com fiambre ou queijo fresco ou requeijão. e chá, sempre o chá a acompanhar.

 

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arrisco-me a dizer que estou "viciada" no requeijão e no queijo fresco de ovelha. tem outro sabor e com oregãos e um bocadinho de sal de ervas fica (como dizem as 'ssoas modernas) TOP.

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o atum natural, os cogumelos, a fruta (maçã ou pêra), as lulas, os ovos (escalfados, mexidos ou cozidos) têm permitido conjugações diferentes. tenho consumido poucos hidratos de carbono e não tenho fome. sinto-me bem, com energia e a lidar muito bem com as tentações (ir às compras e acenar à prateleira das gomas...).

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dizem que precisamos de 21 dias para criar novos hábitos. estou nessa fase: já passaram 21 dias e estou quase, quase nos 30. comi pão umas 3 vezes, mas assim uma quantidade mínima. aproveitei os almoços de domingo para fazer alguns disparates (inclui comer o meu bolo preferido, o bom bocado, beber cerveja e/ou gin). 

estou curiosa para perceber o que a balança me vai dizer, no dia da consulta com a sandra. as expectativas são baixas e estou tranquila pois noto diferença de volume na roupa, sobretudo nas calças de ganga e afins. é um bom sinal, mas não aposto sequer num número, para a balança. 

o objectivo é #joanaMenosCinco - e isto é todo um work in progress. 

e sim, o senhor morre mesmo durante o filme

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(gostam da fotografia? e do casaquinho plojombros?)

 

ontem fui ao cinema para assistir ao hilariante filme "A Morte de Estaline". sim, o senhor falece mesmo durante o filme - o spoiler está no título e não há nada a fazer. 

o São Jorge acolhe o Festival Política que, por sua vez, acolhe filmes como este, na sua programação. e acontecem coisas bem catitas por lá, como o meu amigo antónio brito guterres a falar das cidades invísiveis.

e como não posso ir a lado nenhum, tropecei em meia dúzia de 'ssoas conhecidas (da vida real e do twitter, aquela rede que não é relevante em portugal).

mas voltemos ao filme, sim? 

a história passa-se em 1953, em pleno regime estalinista. acontece que, apesar de se assassinarem pessoas gritando "LONGA VIDA A ESTALINE", o senhor é mortal, como todos nós e falece. os momentos que se seguem são de caos e de disputa pelo poder.

o filme realizado por Armando Iannucci é todo ele uma comédia negra em torno do momento "Estaline morreu, e agora?"

 

estreia nas salas de cinema, no dia 25 de Abril. 

 

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ah! e melhor que "a morte de estaline" só mesmo "o busto" 

 

verbo conhecer

 

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[do lado de cá]

o que precisamos saber para dizer que sabemos quem (alguém) é? que dados, que informações, que histórias, que datas, que factos, que marcas, que sins, que nãos?

que perguntas podemos fazer? que perguntas devemos fazer? e há perguntas proibidas? 

 

[do lado de lá]

e o que dizer? tudo? umas coisas e outras? nada? ocultamos, e não mentimos. omitimos e não dizemos mentiras. 

respondemos a tudo? fugimos às respostas? adiamos a resposta? 

 

 

 (print screen do priberam)

a formadora que gosta de ser formanda

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afirmei AQUI e volto a repetir: 

Vivemos um momento em que tudo muda, de forma muito rápida. A verdade é que Heraclito de Éfeso já tinha anunciado a mudança como a única constante da vida, há uns milhares de anos. Agora essa mudança é cada vez mais visível e atinge-nos de forma mais directa, nas pequenas (e grandes) coisas do quotidiano. ​A área do marketing digital, em particular, exige uma atenção diária a novos estudos, aos avanços tecnológicos – e também ao contexto, ao momento. Nesse sentido, a formação é essencial, para abrir horizontes e treinarmos a nossa atenção ao que se passa à nossa volta. Também é fundamental para que saibamos marcar a diferença no nosso trabalho, para criarmos uma linha que nos identifique e com a qual nos identificamos. 

O marketing digital é um mundo: nesta área podemos desenvolver-nos de formas muito diferentes e também contactar com pessoas que têm percursos diferentes. É bom fazer formação para afinarmos a nossa própria postura, aprender com os outros olhares e perspectivas sobre o mesmo.

 

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e foi essa a razão que me levou a ser formanda, durante um fim-de-semana intenso. foi duro - e compensou todos os minutos.

sou uma formadora que gosta de ser formanda. enquanto freelancer é FUNDAMENTAL actualizar conhecimentos e aprender com os outros. parto do princípio que os outros têm algo para me ensinar, algo que pode acrescentar valor ao meu trabalho e também à minha postura enquanto 'ssoa humana. 

podemos falar ao telefone? não, não podemos.

 

comprei o meu primeiro telemóvel aos 20 anos. era um nokia, super giro e até dava para trocar as capas. servia, sobretudo, para telefonar e trocar sms. 

hoje, o telemóvel é um instrumento de trabalho. diz o gary que é uma extensão do nosso corpo

 

the thing is: detesto que me liguem. sobretudo quando não combinamos uma hora aproximada. porquê? apresento algumas razões:

 

- quebra-me o ritmo de trabalho

como tenho tarefas diferentes para realizar durante o dia, é fundamental organizar a #ToDoList e o tempo. no fundo, vendo tempo aos meus clientes: o tempo para pesquisa, para desenhar estratégia, para escrever conteúdos, para esclarecer dúvidas, e por aí fora.

 

- não me permite organizar ou preparar os assuntos da conversa

 repito: durante o dia realizo tarefas diferentes e por isso a minha cabeça funciona por "gavetas". quando estou a tratar do assunto Y, tenho como apoio os rascunhos, as notas desse assunto. e se me ligam para falar do assunto X e eu não tenho esses documentos (ou e-mails por perto, por exº), sinto que não consigo responder da melhor maneira e resolver os assuntos telefonicamente.

 

- muitas vezes, aquele telefonema pode ser um e-mail 

eu respondo aos e-mails quando posso, com toda a atenção que aquela pessoa e aquele assunto merecem. 

 

de forma a poder controlar a minha gestão de tempo e de tarefas eliminei o meu número de telefone do facebook, do site e dos cartões de visita. eu sou uma das pessoas das quais o gary fala AQUI > 9min30 

 

há whatsapp, há facebook messenger (apenas no desktop, eliminei a app do telemóvel), há e-mail (acessível em tudo o que é aparelho). há imensas alternativas. telefonar é coisa do passado; é quase tão antigo como o fax. 

 

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ah! aproveito para partilhar este livro que é só genial e uma lição de assertividade daquelas XXL. as 'ssoas vão comprar, ler e instagramar só para ficar bem. e vão ler e achar: ai que bruto que é o senhor. não é isso, é assertividade. e é ter os pés bem assentes na terra. 

 

 

 

 

 

> netting up

o pedro vieira foi aos states aprender cenas e trouxe consigo um conceito novo (para mim e para ele, na altura).

netting up.

quem explica isto bem é o Nicholas Kusmich, neste vídeo AQUI. e fala daquilo que sentia (e sinto um bocadinho, mas estou a treinar isso) enquanto freelancer: se não tivesse muito trabalho, muitos clientes, trabalhar de domingo a domingo, sentia que "hey as coisas não estão a correr bem". tinha que andar sempre ocupada. e não podia ter tempo para descansar, ai não, não.

errado.

 

sucesso versus qualidade

na verdade, não estava a ser bem sucedida, pois trabalhava horas, demasiadas horas numa semana e não descansava, não produzia sempre com a qualidade que eu desejo. com a qualidade que me diferencia dos outros. que constitui a minha mais valia. 

há muita pressão interna para estarmos sempre a trabalhar, com medo do dia seguinte e da possibilidade de ficar sem trabalho. 

há pressão externa, também. há uma ideia subliminar associada aos empresários por conta própria e aos trabalhadores independentes: temos que estar sempre a trabalhar, temos que estar sempre a produzir e a responder aos pedidos dos nossos clientes. 

não, não temos.

os clientes também têm que nos respeitar e nós temos que criar as regras, de início, para construirmos canais de comunicação fluídos, ajustados às necessidades do cliente - e também às tarefas, ao fee acordado. 

 

acrescentar & gerar valor

 

há projectos que são mais do mesmo, não trazem valor ao cliente, não trazem valor ao nosso currículo. sempre que posso (entenda-se, sempre que o meu fee mensal global não fica afectado), rejeito esses projectos. e é esse o caminho a seguir, pois há outras pessoas que podem aprender com esse projecto (precisam da experiência, por exemplo) e eu tenho que canalizar a minha energia em aprofundar conhecimentos e gerar valor. 

 

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 gestão do tempo

 

todos os dias aprendo um bocadinho mais sobre a gestão do tempo e a necessidade de tomar controlo sobre a minha vida. se estivesse a escrever no final do ano, diria que a minha resolução passa por investir bem o meu tempo, em termos de trabalho e também a nível pessoal. é um trabalho diário e exige pequenas mudanças - que são enormes e por isso devem ser desdobradas em mais pequenas. 

 

btw, falei-vos de mudança AQUI, no podcast com a elsa e a sónia. chegaram a ouvir? 

 

 

 

 

sê a mudança que queres ver na balança

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não é novidade para  ninguém que sou uma 'ssoa roliça. sempre fui gorda, sempre tive peso a mais para a minha altura (que é mínima, vá). estou reconciliada com isso, no sentido em que sei que tenho limitações: um sistema hormonal meio avariado, um problema de hipoglicémia, méniere e outras coisas mais. 

há muitos anos que sou seguida por uma nutricionista, a sandra, e temos como premissa não levar os números da balança demasiado a sério. atendemos ao volume, à qualidade do que como, às rotinas, ao ciclo menstrual, ao volume que sentimos e que a roupa "acusa". nos últimos meses a balança tem sido um problema, para mim. não me sinto confortável com o peso que ela acusa - embora não o sinta, no meu dia-a-dia. e há ali umas calças que quero voltar a vestir, entendem? 

portanto, estamos em missão #joanamenoscinco - quero perder 5 kgs nos próximos dois meses. sim, com calma, pois sei que o meu organismo é manhoso e habitua-se a tudo, rapidamente. e depois deixa de "responder". com a ajuda da sandra desenhei um plano alimentar. algo novo, para surpreender o organismo e obrigá-lo a dar resposta (isto é, a perder peso).

não vos digo quanto peso, nem quanto vou pesar no final desta aventura. os números não são mesmo o mais importante. aviso-vos quando voltar a vestir aquelas calças - combinado? 

:: s l o w i n g :: d o w n ::

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foram duas semanas intensas - e que pareceram imensas: muitas oficinas de filosofia (no jardim de infância, com os 1º e 2ºs ciclos), formação com agentes educativos e o trabalho do dia-a-dia para assegurar.

fevereiro trouxe o fim de dois projectos, de forma inesperada. para uma 'ssoa freelancer isto é coisa para nos fazer abanar o mundo, pois são dois "ordenados" que deixam de entrar na conta, mensalmente. nestas alturas ficamos a pensar nos "não" que dissemos pois não havia tempo para mais e estávamos a contar com estes projectos - ou, pelo menos, nada indicava que iam acabar.

é março, mês da primavera, mês de escrita e de novos começos - assim o espero. 

hoje é sexta-feira (eu sei, eu sei! precisavam MESMO que vos lembrasse disso) e eu vou ali, de fim-de-semana, pois também mereço parar, beber um ou dois gin e namorar um bocadinho. 

 

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(fica muito mal este post com crianças e gin, assim no mesmo texto? bem, pode ser que gere tráfego aqui para o blog. vou escrever mais umas coisas impactantes para promover o engajamento... ora então: diogo piçarra, festival da canção, coruja da super bock, sexo [hey, o sexo é a coisa que mais vende!!], mulher assassina marido com a faca da cozinha...) 

 

 

 

 

"então, tudo bem?"

 

há projectos que nos apaixonam desde o primeiro minuto. quando a ideia surge só pensamos em vê-la crescer, dar os seus primeiros passos. queremos estar lá em todos os minutos. partilhar os bons e maus momentos. dar-lhe a mão. damos tempo, damos dedicação. não há "mas". é só estar lá. a ideia, pah, a ideia é tão boa e capaz de gerar tantas e muitas coisas. envolvemos os outros, aqueles de quem gostamos, nesta ideia. eles colocam as mãos na massa. e é tudo bonito. estamos felizes. estamos lá pelas 'ssoas, não é verdade? e, para o bem e para o mal: as 'ssoas. chega o momento em que essas 'ssoas fazem o que diziam que não iriam fazer. e, depois de sugarem o teu tempo e a tua energia, continuam caminho, sem ti. agora já não fazes falta. "não és a tal". e é assim que aquele projecto (que tanto me apaixonou, que me fez caminhar, que me desafiou, que me fez crescer, que me deu asas) passa da categoria de "namoro intenso" para "se passar por ti na rua, tanto me faz, mas pergunto então tudo bem porque sou uma miúda educada". 

já não sinto nada.

foi bonito, sim. deixou de ser. 

 

 

 

 

: s : l : o : w : l : y :

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cidade do porto, duas amigas e vários dedos de conversa. um fino, uma pizza e um café. falar sobre mudança, a atitude positiva de quem não desiste, de quem persiste, de quem insiste - que é possível fazer aquilo que nos faz felizes (mesmo com dias de merda). 

andar numa cidade que não é a minha, como se a conhecesse desde sempre. apanhar o comboio e vestir uma rotina que não é minha, como se fosse. chegar a casa (à tua) e sentir que é um bocadinho minha. escolher o vinho para beber e vestir uma roupa sexy só para te agradar (entenda-se, um pijama de algodão, com unicórnios). 

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frango de churrasco, batatas fritas e uma gaveta no frigorífico cheia de super bock: o que é que uma miúda pode pedir mais, no dia de são valentim? 

nem um postal com corações, nem um ramo de flores, nem nada digno do instagram. [that's how i like it ]

 

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alinhavar ideias à volta das relações públicas. preparar formação. ler. fazer chá. ver a chuva lá fora a cair. e a vontade de voltar a casa. 

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home is where wifi is - e isso, definitivamente, não acontece nos comboios da cp. 

 

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e eis que chega o fim-de-semana, em casa, na aldeia. com um tacho de ervilhas patrocinado pela mãe Sabel, com um félix aos saltos, um friqui anti-social e um kioko cheio de sono. sair para trabalhar um bocadinho, de manhã e fazer planos com a mai'nova.

faltou a energia para visitar a mel, na uppa. 

 

devagar, devagarinho, slowly

 

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