na semana passada voltei a um dos lugares onde já fui feliz: pistola y corazon. e fui com fé, pois escolhi um dos tacos mais picantes, daqueles que fazem com que deixes de sentir os lábios. a ocasião exigiu uma margarida e um brinde: a nós, à nossa saúde, ao novo website, à dissertação que foi submetida, ao irs que continua encrencado, aos ténis que chiam, ao verão que é este nevoeiro que se vê. quando é para brindar, brindamos a tudo. pois o que não nos mata, deixa-nos os lábios muito spicy.
no dia em que aceitei conversar com a joana martins sobre o preconceito instalado perante os gordos, recebi uma super-hiper-mega notícia: perdi, desde o final de março de 2018... atentem só! 18,3 kg.
iniciei esta caminhada com 89,9kg e com expectativas baixas: iria apostar numa perda de 5kg e logo se via. acontece que os resultados foram aparecendo e mantive sempre a motivação: e se perdesse mais uns kgs? condição: sentir-me bem, com energia e sem que isso trouxesse problemas de saúde.
"e como te sentes, joana?"
até agora está tudo bem. tão bem que aceitei o desafio de expor os preconceitos que os gordos sentem por serem gordos e por se apresentarem no mundo como gordos. há tantas ideias erradas acerca dos gordos e é tão fácil apontar o dedo e dizer: és gordo porque queres, a culpa é tua.
"olá, eu sou a joana e sou gorda!"
ser gorda é algo que faz parte de mim. mesmo que tenha perdido 18kgs - já há uns anos atingi um peso limite (para mim) e perdi uns 19kg. encontrei-os de novo, é certo. sei que isso é algo que me pode acontecer e precisei reconciliar-me com isso e agir de forma a proteger a minha saúde (e os meus joelhos, pah!). o peso é algo que consigo controlar, sempre com ajuda da sandra eloi, já o meu metro e meio de altura, esse, já não dá para alterar...
#stayProud
sobre o programa da joana martins: em breve vou partilhar convosco as novidades deste projecto muy enorme. tendo em conta os temas que o programa vai abordar, confesso que me sinto pequenina. como se o preconceito de que (sou) fui alvo, sobretudo quando era mais nova (hey, era sempre a gorda da turma), fosse uma gota de água perante tantos preconceitos que se traduzem numa forma desrespeitosa de viver com a diferença. preconceitos esses praticados por pessoas perante pessoas.
passei à porta de uma loja e vi uma camisola que "sim senhor" - e preta, para variar. entrei e comecei a ver os tamanhos:
- precisa de ajuda?
- sim, quero só abrir para ver o tamanho o XL, ou o L...
- é para si? - perguntou a senhora - se é para si tem de ser um M.
do final de março até ao dia de hoje perdi 17kgs, tendo por base toda uma aprendizagem alimentar, traçando pequenos objectivos e com a certeza de que seria um percurso demorado. os primeiros 8kgs desapareceram no primeiro mês, sem me dar conta. depois disso, a perda foi mais demorada, mas continua a acontecer. em setembro não perdi nada, mas também não ganhei. é esse o registo que se pretende.
sim, tenho restrições alimentares e não posso comer tudo. é uma questão de equilíbrio e estou bem, de saúde. ainda que o impulso, ao entrar numa loja, seja pegar no L ou XL. na minha cabeça, sou sempre gorda - mas já visto um número abaixo e estou a ver que daqui a pouco é preciso de fazer mais furos no cinto. o objectivo? os 69,90. é simbólico: são menos 20kgs, face ao peso de março. eu chego lá, já só faltam 3kgs.
fui ver no calendário: são 188 dias de plano alimentar rigído, sim, adaptado à minha vida - também.
um plano alimentar pensado "à medida" - tal como a roupa que a minha mãe costura e que agora vai ter que sofrer uns apertões.
um plano alimentar que pode não servir a todos, mas que me serve a mim: assim como me voltaram a servir aquelas calças que encostei a um canto, há uns anos.
há dias em que os disparates se fazem, há o cuidado para compensar os excessos. há regras que já estão interiorizadas. e, sobretudo, não há ansiedade pelo facto de não comer pão diariamente, como fazia dantes.
perdi 16kg, o peso do rapaz que está ali na fotografia. já posso encomendar M, já compro o número abaixo e já apertei dois furos no cinto.
está tudo excelente, em termos de saúde.
o próximo objectivo é perder o equivalente ao peso de um Friqui (uns 5kg, vá).
uma vez na Covilhã e tendo em conta o meu hábito de andar a pé pelas cidades, aldeias e afins: claro que tinha que fazer a rota da arte urbana.
a Câmara disponibiliza um mapa, no site do munícipio. e lá fui eu, a subir, a descer, vira aqui, vira ali, em busca das peças - ou a ser surpreendida por elas, ao virar da esquina. ainda assim, acabei por pedir ajuda a algumas pessoas para localizar o mocho, do bordalo ii e a tecedeira, da tamara alves. eram duas peças das quais tinha referência e queria MUITO vê-las ao vivo.
também foi interessante verificar que andei à procura de um vhils que já não existe: a chuva, o vento e o passar do tempo deram lugar a uma parede onde "era uma vez um vhils".
foram 8,5 km a andar, com direito a almoço na Telepizza (hey, eu merecia!) com a bela da Super Bock a acompanhar. é que os 8,5 km não são "a direito".
senhoras e senhores, até me doíam ajancas, à noite! e se não fosse o casamento e a festa na tenda, por baixo da janela do meu quarto, no hotel PuraLã, acho que teria adormecido num ápice. uma vez que o "aperta aperta com ela" e a felicidade dos noivos e convidados transbordava em som pela periferia foi impossível descansar pois de insonorizados os quartos do PuraLã têm pouco. uma experiência em hotel que tinha TUDO para correr bem, mas ficou estragada, na última noite.
aconselho, vivamente, o passeio pela covilhã: as pessoas são muito simpáticas e há muitos locais de interesse. o mercado municipal é acolhedor e o cheiro dos legumes, das frutas, ainda não fica registado nas fotografias.
é gira esta aventura de perda de peso e de voltar a vestir roupa que estava encalhada e comprar roupa no número abaixo. MAS há que cuidar da pele que, neste estica e encolhe, precisa de uns mimos extras.
da V/ esquerda para a direita: o drenante escolhido para o verão. o critério foi a composição, dentro daquilo que o bie3 oferece. não é gostoso, mas também não é dos piores drenantes que já bebi (e já experimentei vários, pois faço duas embalagens e tenho que trocar).
ao centro, o leite corporal mais fantástico da fina. fácil de aplicar, com um cheiro agradável. a pele fica bastante suave e começamos a ver efeitos nas zonas mais carentes de tonificação. fundamental aplicar na parte interior das pernas, na zona do antebraço (que é só a zona que mais detesto no meu corpo, ao ponto de evitar roupa com cavas - só mesmo na uppa, com o calor, uso alças), na barriga, nas nádegas. até aplico no pescoço, onde senti, em tempos, alguma flacidez extra. com o creme, a pele recuperou alguma tonicidade. hey, não há milagres quando estamos à porta dos 40!
e por último o collaforce, um reforço para a pele que actua de dentro para fora. o colagénio é uma proteína essencial para que a pele se mantenha saudável e suave. a partir dos 30 anos a produção de colagénio decresce, no nosso organismo. por esse motivo, eu já fazia há alguns anos um ciclo de colagénio por ano. com a questão da perda de peso nos últimos meses decidi reforçar com dois ciclos seguidos. acreditem que a pele responde mesmo. e agradece!
conseguem comprar qualquer um dos produtos no celeiro ou na well's, ou numa qualquer ervanária. o drenante ronda os 23 euros, o creme os 8 euros e o colagénio, 30 saquetas, fica em 28 / 30 euros. por vezes há promoções. aproveitem!
#joanamenoscinco é mais do que uma hashtag. resulta da consciência de que a luta contra o excesso de peso é constante, para mim. há momentos em que a vida não nos permite focar e trabalhar esta consciência (e por vida entendam as minhas escolhas perante aquilo que acontece). no final de março caiu-me a ficha ao ver na balança: 89,9kg. quase 90. vá, 90, arredondemos. demasiado perto dos 100.
em conjunto com a minha nutricionista desenhámos um plano alimentar diferente dos que já tinha experimentado. o objectivo era perder 5kg, num mês - isso explica a hashtag. perdi 8. sem fome, sem stress. com foco e com um dia por semana para fazer disparates.
da última vez que me pesei tinha perdido um total de 15kg. ou seja, perdi praticamente o peso do kioko, o meu bulldog francês (que pesa 16, quase 17). todavia, a consciência do corpo não reflecte o peso perdido: continuo a ir às lojas, olhar para um M e pensar que não serve. depois visto as tshirts XL que tenho em casa e percebo que são agora autênticos vestidos. vejo-me sempre como uma pessoa gorda. no matter what.
o meu grande problema é o pão. cortei radicalmente a sua presença na minha alimentação. tive dias em que sonhava com torradas ou tostas místicas. foi difícil, confesso. hoje em dia já estou mais tranquila com a situação e quando como pão, agora que é muuuito de vez em quando, o pão até tem outro sabor.
neste momento sei que os resultados vão sendo mais lentos e que não posso relaxar nas regras do plano alimentar.
podem acompanhar este meu desafio no twitter e no instagram #joanamenoscinco
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a Carolina lançou este desafio à comunidade que a segue; cheguei à Carolina através da Rita da Nova e aqui estou eu, a responder ao desafio!
é assim que "reza" a música do Quim Barreiros, sobre o dia 31 de julho. a seguir entra agosto e blá blá blá.
e o mês de agosto vai trazer consigo uma vaga de calor (tal como a imagem ali de cima comprova), vai trazer um país em coma (é o mês em que o país pára, até demais, imho) e para mim traz-me tempo para escrever e colocar uma série de coisas em dia.
a #terceiraoportunidade vai voltar em setembro, com mais histórias de animais que aguardam pela sua família, num canil ou albergue, há tempo demais.
como sou muito amiga dos animais, adoptei estes dois exemplares que conto deitar abaixo em boa companhia:
e por aí, o que se faz? férias? trabalho? hey, Jules, já entregaste o teu relatório?
um quick update em termos de leituras e de séries:
tenho lido Kant (pois, é a vida) e não resisti à season seis de orange is the new black > não está a desiludir.