parar para pensar acerca da filosofia para crianças | to stop and to think about #p4c

lancei este desafio no twitter e gostaria de partilhar aqui convosco, também.
respostas nos comentários.
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lancei este desafio no twitter e gostaria de partilhar aqui convosco, também.
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making a murderer é a série que me tem servido de apoio nesta ressaca pós-tese. além de ter passado uma semana sem restrições de horário no que respeita ao acordar (o despertador ficou desligado), recomecei a minha vida de netflixer.
além disso, fui à praia, com o meu afilhado Fred (da #uppa_animais) e acreditem que foi mesmo bom para recarregar energias.
mas voltando às séries: li este artigo no shifter sobre a segunda temporada e fiquei muito curiosa, pois eu gosto muito de documentários.
não vou pronunciar-me muito sobre a série, apenas deixo aqui a minha sensação profunda de WHAT THE FUCK perante aquilo que é uma história verdadeira e que ainda não está resolvida.
e por aí, o que andam a ver?

aviso: este não é um post nostálgico. é um post sobre a mudança.
ainda sou do tempo em que se diziam coisas do género:
"ainda não respondi à carta da Andreia"
"já gravei tudo nas disquetes"
"vou fazer um mealheiro para comprar dos cds dos Beatles"
"vou enviar-lhe um bip"
"dás-me o teu número? de que rede és?"
"vou alugar um filme ao clube de vídeo"
"não me posso esquecer de rebobinar a cassete"
"o disco está riscado"
o Chacho Puebla criou uma série de imagens alusivas a este passado recente. lembram-se de alguma delas?

todos temos na memória as imagens chocantes dos incêndios em Pedrogão Grande. neste documentário, do Público, percebemos como é que aquela tragédia mudou a vida das pessoas que perderam um familiar, que trazem marcas no corpo, para sempre, daquele dia de inferno.
assistimos a uma demissão, ao anunciar de medidas de prevenção e de protecção. houve inquéritos. havia muitas perguntas no ar.
a serra de monchique está a arder há 5 dias e se não fosse o twitter creio que não teria noção da verdadeira dimensão do incêndio. a comunicação social, as televisões e as rádios, estão a comunicar com um delay considerável.
já em 2003 a serra foi fustigada por um grande incêndio: não é novidade para ninguém que a zona é susceptível de arder e que os acessos são péssimos.
ano após ano, as imagens de inferno repetem-se. e há pessoas que ficam sem os seus bens, sem o seu sustento. bombeiros e civis correm risco de vida. há famílias desesperadas.
o que é que falha?
não sou bombeira de bancada, muito menos ministra do planeamento ou coisa que o valha. custa-me pensar que a burocracia leva a melhor, que as decisões se adiam, sabendo que o verão acontece, todos os anos e que temos que considerar as vagas de calor como uma possibilidade. é verão, bolas.
a fotografia é do João Porfírio

a reflexão é do valério romão e "reza" assim:
"As redes sociais vieram revolucionar a forma como fazemos negócios, como acedemos à informação ou como ouvimos música. Mas acabaram por mudar, ainda que mais subtil e gradualmente, a forma como nos relacionamos. Por um lado, alargaram o campo de possibilidades: a nossa presença online permite-nos não depender do corpo e da sua geografia existencial para encetar ou manter contacto com alguém. Habituámo-nos a dispor de duas formas de apresentação distintas: no Facebook (e restantes redes sociais) e pessoalmente. Uma não exclui nem complementa a outra. São dois mundos que – embora por vezes se possam sobrepor – têm uma existência perfeitamente independente."
compreendo a crítica, ainda que considere que hoje em dia o online e o offline é tudo muito ONLIFE e fica difícil separar uma da outra. mas adiante. o que nos traz aqui é o ghosting. nunca ouviram falar? eu já tinha sido vítima ainda isto não tinha nome.
"Ghosting é a palavra escolhida para o fenómeno que consiste em determinado sujeito eclipsar-se numa relação. É o equivalente contemporâneo a “ir comprar tabaco” e a forma mais eficiente de alguém se ver livre de um compromisso sem as consequências que advêm de verbalizá-lo. Sem conversas, sem justificações, sem lágrimas. A forma como já tínhamos higienizado da morte da vida contemporânea estendeu-se agora aos finais de relação. Para quê perder tempo e apanhar uma camada de nervos quando dispomos do silêncio para anunciar a nossa saída de cena? No máximo um “não sei o que te dizer” ou “deixo-te as chaves” e o outro que resolva as ambiguidades de sentido. É fácil. É tudo fácil."
é tudo fácil: continuamos a ser amigos no facebook, mas fazemos unfollow. ou bloqueamos certas publicações. desactivamos as notificações no instagram e fazemos mute no twitter.
claro que no meio de tudo isto não atendemos o telefone nem sequer respondemos às mensagens no whatsapp.
não é uma atitude exclusiva das relações com sede no digital. é uma atitude exclusiva de 'ssoas que não têm carácter, que não sabem resolver as coisas, enfrentar a verdade, assumir que erraram ou que foram alvo de erro.
a verdade é uma coisa tramada.
morar numa aldeia é dizer bom dia à vizinha, perguntar se está tudo bem.
e a conversa acabar com um "e tu, joana, não arranjas ninguém?"


eu já explico a fotografia. sim, há uma explicação! antes disso gostaria aqui de falar do super bock super rock deste ano. o cartaz era aquilo que toda a gente sabe, com poucos argumentos face ao alive (que acontece sempre na semana anterior).
tendo em conta a quantidade de passatemos e a acção de oferta de 1000 bilhetes no dia 21, sábado, parecia-nos que as vendas dos bilhetes não tinham sido nada por aí além.
podem visitar o site musicfest.pt e ler os meus artigos e espreitar as fotografias que o marco almeida tirou.
o balanço do #sbsr?
então é assim:
18,4 km = 34 557 passos
seis artigos, num total de 3 645 palavras
um troll de estimação, no twitter (desde 2016)
conheci a Jules (imaginem só! julho de 2018 e eu a conhecer 'ssoas because blogging!) e encontrei uma mão cheia de 'ssoas amigas e outras assim p'ró conhecidas (adivinhem de onde? das redes!)
a ideia foi recriar a fotografia de 2016. todavia, só havia uma fatia de pão nas imediações. assim sendo, a ideia foi do marco: "vais comer o bacon contra a parede". está bem. só que XARAAAM apareceu a outra fatia de pão. e o resultado está à vista. ficou um primor, não ficou?

de vez em quando vou ao youtube e coloco os teus vídeos no play. divirto-me e tomo notas, só naquela da não laborar em erro.
que nunca nos faltes, beatriz.

julgo que já denunciei por aqui o meu amor pelo twitter. ando pela rede do passarinho azul desde 2009 e até agora o saldo tem sido muito positivo - a nível pessoal e a nível profissional. a todos os níveis (sim, esse também).
80% dos meus projectos profissionais, enquanto freelancer, têm ou tiveram origem num contacto feito via twitter. é uma rede onde o networking se pratica diariamente e onde podemos falar com as pessoas, directamente, sem hierarquias, sem e-mail para a secretária ou para um "geral" ou "info".
e depois, há tudo o resto. a vida, senhoras e senhores.
há os amigos que fazemos, pois encontramos alguém que partilha os mesmos interesses do que nós. dois desses amigos estão comigo nesta fotografia: o Pedro e o Basílio. a vida nem sempre nos permite a presença "ao vivo e a cores" e o twitter faz o favor de nos juntar, diariamente. para rir, para partilhar informação, para discordar, para concordar. e, sobretudo, para dizer muito, mas muito disparate.
o twitter é fixe. o twitter é feito de 'ssoas humanas, como estes dois.

pronto, arrisco a dizer. é O TAL. O TAL.
o companheiro ideal para as minhas viagens.
para as minhas missões secretas.
e depois? eh pah, um turbilhão de diferentes e intensas sensações.
o homem ideal.
e custa uns 40 euros.
intensas sensações, pah.
é que ESTAS COISAS acontecem, 'tá?
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