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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

#makingamurderer

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making a murderer é a série que me tem servido de apoio nesta ressaca pós-tese. além de ter passado uma semana sem restrições de horário no que respeita ao acordar (o despertador ficou desligado), recomecei a minha vida de netflixer. 

além disso, fui à praia, com o meu afilhado Fred (da #uppa_animais) e acreditem que foi mesmo bom para recarregar energias.

mas voltando às séries: li este artigo no shifter sobre a segunda temporada e fiquei muito curiosa, pois eu gosto muito de documentários. 

não vou pronunciar-me muito sobre a série, apenas deixo aqui a minha sensação profunda de WHAT THE FUCK perante aquilo que é uma história verdadeira e que ainda não está resolvida.

 

e por aí, o que andam a ver? 

promoção da obesidade ou da auto-estima?

cosmopolitan

nas últimas semanas vi esta imagem ser partilhada pelas redes sociais com comentários negativos, outros positivos. a modelo chama-se Tess Holliday e é uma rapariga bem anafada. super roliça, diria eu.  

diz a Tess numa entrevista que foi preciso pesar o que pesa hoje para gostar verdadeiramente de si. como não posso dialogar com a Tess, sobre isto, deixo aqui alguns pensamentos para colocar à vossa análise crítica.

 

os padrões de beleza são padrões: ou seja, servem para dizer que a mulher "perfeita" mede 86, 60, 86. serve também para irmos a uma loja de roupa, pedir um 42 ou um 44 e ouvirmos: desculpe, não temos números grandes. servem para justificar coisas como "gordura é formosura". servem para justificar a presença de mulheres roliças em pinturas de outros séculos. os padrões têm o seu lugar e a sua função.

 

a Tess vai DE encontro aos padrões de beleza instituídos? se sim, que padrões são esses e quem os dita? se não, que padrões são esses e quem os dita? 

 

a Tess está a promover a obesidade? tanto como eu, com 1,54mt e com 75kg, não? é que, segundo as tabelas, sou obesa. e passeio-me por aí e tal. devia ficar em casa? bem sei que não vou chegar à capa da cosmopolitan...

 

a Tess trabalha como modelo, com o corpo que tem. diz ela que se sente bem assim. terá consciência dos riscos que corre, em termos de saúde? assim espero. prefere o peso a mais a uma vida infeliz? é lá com ela. trabalha como modelo, foi convidada para capa da revista e aceitou. deve ser odiada por isso? não me parece.

 

deste ponto de vista só vemos o peso a mais da Tess: não sabemos como está o seu colesterol ou as suas análises hormonais. pasmem-se: há obesos com resultados de análises que fazem a inveja de muitos magros. 

 

tenho mais perguntas do que certezas, face a este caso que abalou o mural de alguns amigos, no facebook. se a modelo fosse mais leve, não teria abalado tanto, né? 

 

só para fechar o assunto cocó

recordam-se da powerbank em forma de cocó? e do filme que foi because não funcionava, foi substituída e não funcionava, de novo?

pois bem, a custo, após encontrar uma pessoa que soube dar atenção ao caso, no chat do site da empresa, o cocó foi devolvido - e o dinheiro também.

 

final feliz. e a insania.com na lista de "não voltar a fazer compras aqui".

PROCURA-SE

o repto é lançado pela joana martins, no seu blog:

 

O preconceito está tão enraizado na forma como nos moldam para este encaixe de sociedade que chegamos a ignorar que os pré-conceitos nos limitam na liberdade de criar, sentir e lutar. 

Por isso tive uma ideia. 

PROCURA-SE: 

  • Bons comunicadores que não tenham medo/receio/pudor/vergonha/repulsa em contar na primeira pessoa a SUA própria história sobre preconceito 
  • Gente que não se importe de ser gravada e de conversar comigo 
  • Pessoas de coração aberto 

 A minha noção de preconceito sobre este ou aquele assunto pode estar totalmente errada. Eu também sou preconceituosa! Por isso quero contar com pessoas que saibam explicar-me qualquer história que tenham tanto pelo lado mais introspetivo como pelo lado mais bem-disposto. 

E quando penso em preconceito estou a falar de um espectro amplo de ideias pré-concebidas. A cor da pele, uma religião menos enraizada na nossa sociedade, a orientação sexual são temas que nos vêm imediatamente à cabeça, mas há muitos mais. As profissões que desempenhamos, a forma como amamos, como comemos, como nos mexemos, como superamos obstáculos, como nos ajudamos… Quero conhecer tudo isso. E quero que consigamos explicar, finalmente!, uns aos outros as coisas que são verdade sobre os preconceitos que os outros têm sobre nós e as que são absolutamente surreais! 

 

 

para saberem mais sobre este projecto, peço que visitem o blog da joana e, caso tenham dúvidas, cheguem à fala com a própria.

 

 

 

ano após ano, fica a pergunta: o que é que falha?

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todos temos na memória as imagens chocantes dos incêndios em Pedrogão Grande. neste documentário, do Público, percebemos como é que aquela tragédia mudou a vida das pessoas que perderam um familiar, que trazem marcas no corpo, para sempre, daquele dia de inferno. 

assistimos a uma demissão, ao anunciar de medidas de prevenção e de protecção. houve inquéritos. havia muitas perguntas no ar.

a serra de monchique está a arder há 5 dias e se não fosse o twitter creio que não teria noção da verdadeira dimensão do incêndio. a comunicação social, as televisões e as rádios, estão a comunicar com um delay considerável.

já em 2003 a serra foi fustigada por um grande incêndio: não é novidade para ninguém que a zona é susceptível de arder e que os acessos são péssimos. 

ano após ano, as imagens de inferno repetem-se. e há pessoas que ficam sem os seus bens, sem o seu sustento. bombeiros e civis correm risco de vida. há famílias desesperadas.

o que é que falha? 

não sou bombeira de bancada, muito menos ministra do planeamento ou coisa que o valha. custa-me pensar que a burocracia leva a melhor, que as decisões se adiam, sabendo que o verão acontece, todos os anos e que temos que considerar as vagas de calor como uma possibilidade. é verão, bolas.

 

 

a fotografia é do João Porfírio 

ghosting

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a reflexão é do valério romão e "reza" assim: 

 

"As redes sociais vieram revolucionar a forma como fazemos negócios, como acedemos à informação ou como ouvimos música. Mas acabaram por mudar, ainda que mais subtil e gradualmente, a forma como nos relacionamos. Por um lado, alargaram o campo de possibilidades: a nossa presença online permite-nos não depender do corpo e da sua geografia existencial para encetar ou manter contacto com alguém. Habituámo-nos a dispor de duas formas de apresentação distintas: no Facebook (e restantes redes sociais) e pessoalmente. Uma não exclui nem complementa a outra. São dois mundos que – embora por vezes se possam sobrepor – têm uma existência perfeitamente independente."

 

compreendo a crítica, ainda que considere que hoje em dia o online e o offline é tudo muito ONLIFE e fica difícil separar uma da outra. mas adiante. o que nos traz aqui é o ghosting. nunca ouviram falar? eu já tinha sido vítima ainda isto não tinha nome. 

 

"Ghosting é a palavra escolhida para o fenómeno que consiste em determinado sujeito eclipsar-se numa relação. É o equivalente contemporâneo a “ir comprar tabaco” e a forma mais eficiente de alguém se ver livre de um compromisso sem as consequências que advêm de verbalizá-lo. Sem conversas, sem justificações, sem lágrimas. A forma como já tínhamos higienizado da morte da vida contemporânea estendeu-se agora aos finais de relação. Para quê perder tempo e apanhar uma camada de nervos quando dispomos do silêncio para anunciar a nossa saída de cena? No máximo um “não sei o que te dizer” ou “deixo-te as chaves” e o outro que resolva as ambiguidades de sentido. É fácil. É tudo fácil."

 

é tudo fácil: continuamos a ser amigos no facebook, mas fazemos unfollow. ou bloqueamos certas publicações. desactivamos as notificações no instagram e fazemos mute no twitter.

claro que no meio de tudo isto não atendemos o telefone nem sequer respondemos às mensagens no whatsapp.

não é uma atitude exclusiva das relações com sede no digital. é uma atitude exclusiva de 'ssoas que não têm carácter, que não sabem resolver as coisas, enfrentar a verdade, assumir que erraram ou que foram alvo de erro.

a verdade é uma coisa tramada. 

 

entra calor, agosto. ou: entra calor, a gosto

sobre a vaga de calor de que tanto se fala, aqui fica um artigo sobre os mitos em torno dos protectores solares. parece que o óleo de côco não vai dar para garantir protecção. o artigo foi recomendado por um médico que sigo no twitter, o andré. confesso que desconhecia o blog mas até fiz "subscrever" para ir recebendo as novidades. 

 

vá, protejam-se lá em condições.

despedi-me de maio, disse olá a junho

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maio, querido maio 

 

maio é mês de maria - e não só. cá por casa é mês de aniversários: de mamãe e do mano. não somos as 'ssoas mais entusiastas com os aniversários, temos a nossa maneira de lidar com a coisa. 

como se pode ver pela foto, eu lido sempre com charme e com a mão na anca. 

 

it's joana, bitch 

maio trouxe consigo a necessidade de tomar uma decisão importante; de assumir que houve decisões no passado que não foram assim tão fixes. e como não posso ficar presa a isso para sempre, peguei nas minhas coisinhas e fiz-me à vida. 

escolher é sempre difícil, sempre. não há volta a dar. mas só assim conseguimos seguir em frente. eu sei, é um super cliché.

 

 

 

 

aquele café inesperado 

 

a vida é um lugar estranho e proporciona-me uns encontros inesperados. e reveladores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

outro cliché

mais uma voltinha, mais uma viagem, mais uma "tareia" daquelas que me faz bem - ao corpo e à alma. btw, o corpo está 13 kgs mais leve. aqueles calções já servem, aquelas calças também. e já comprei calças no número abaixo.

 

 

 

 

olá, junho 

junho é o mês do verão e do meu aniversário. chegou com pouco calor (lamentável!) e com a promessa de bastante trabalho. e formações - daquelas em que eu me sento no lugar de formanda, sabem?

 

 

 

it's friendzone or kissing zone, baby

 

"39 and single". 

já reforcei os cremes com colagénio, para a cara,  e amanhã vou investigar um para o corpitxo. "vai malandra" e afins - é esse o mote para os 39, como quem caminha para a ternura dos 40.

 

obrigada por estarem desse lado, sintonizados neste blog, a ouvir desabafos, vitórias, reclamações, elogios, coisas boas e outras que nem por isso. tudo isso faz parte da (minha) vida e este blog é dos melhores arquivos que tenho dela.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

S A F E

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vi a RITA, alegremente, até ao final da III temporada. depois decidi mudar de ares - e de língua. o dinamarquês já me estava a agastar um bocadinho. encontrei SAFE, com o Michael C Hall (que, para mim, será sempre o Dexter ou o gajo dos Sete Palmos de Terra) e uma mão cheia de bons actores.

a I temporada está aí: com acção, muito mistério e um excelente desempenho dos actores. são só 8 episódios, de 40 minutos cada. e sim, dá vontade de ver um, outro e outro.

 

 

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