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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

la casa de papel

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só penso em arranjar um macacão vermelho - já tenho umas doc martens pretas.

a série espanhola conquistou-me pelo colorido, pela banda sonora, mas sobretudo pelas personagens.

a figura do Professor é um misto de fraqueza e debilidade com a força de quem quer assaltar a Casa da Moeda. Nairobi é um mulherão, meio louca e lúcida nos momentos cruciais. é das figuras mais humanas, ali, a par de Helsínquia e de Oslo (o mais calado do grupo). Denver e o pai Moscovo são duas figuras que vão revelando como as famílias se podem construir por cima de mentiras "boas". Tóquio é a gaja sem filtro, que pensa e faz. TAU. Rio é o miúdo giro com quem apetece estar. e Berlim - aiiiiii Berlim - é o homem frio, distante, capaz de levar as suas palavras às últimas consequências. 

depois há a investigadora e a família.

há ainda os reféns: o Arturito, que só faz asneiras. e o Senhor Torres que toma conta da produção do dinheiro, com rigor e profissionalismo. há ainda a filha de um embaixador, a Alisson, que vai sendo consumida pela força de outros reféns: a Ariadna, por exemplo. ou a Monica. 

 

no facebook o pedro boucherie mendes diz isto, sobre a série: 

 

"(...) não esquecer que Casa de Papel é uma série concebida e paga para público de generalista (espanhol). Tem lá os tropes todos, incluindo engonhanço amoroso, muita redundância e saltos lógicos que permitem posicionar as peças da acção. Também tem personagens fraquíssimos na espessura e complexidade (como aquela garota que ia no SEat Ibiza encarnado) e que são as que mais encantam a garotada portuguesa. Go figure...
Deverá ser avaliada em função dessa condição. Não é arte, não é criação, é business que pretende conquistar público e gerar GRPs nos intervalos.
Óu seja, o grande triunfo da Netflix em língua que não a inglesa, é um produto tipicamente generalista, pago por um canal generalista (a Antena 3 espanhola).
De registar que nenhum dos jovens jornaleiros lusitanos, in love pelo seriado, o topou."

 

em resposta a mc somsen, que afirma o seguinte

 

"Não consigo compreender metade da histeria colectiva com A Casa de Papel da Netflix, uma série que promete muito mas acaba por cumprir pouco.
Personagens açucaradas, narrativa irregular, cenas inverosímeis, é sempre a descer depois da estreia.
Quando larguei a série, aquilo que começara com um assalto a um banco mais parecia uma história sobre garotos encurralados dentro de um AirBnb, mas com armas e tatuagens.
Melhor e menos escapista é O Mecanismo, série também da Netflix, produzida por José Padilha, que explica em registo de ficção toda a operação Lava Jato que levou à detenção de Lula.
Não há histeria, não há violência, nem precisamos daquelas manifestações estafadas de virilidade que estupidificam A Casa de Papel. E depois tem aquilo que tanta falta fez à Casa de Papel: rigor."

 

respeito muito estes senhores e as suas perspectivas. o que acrescento a isto é que a série entretém e tem ritmo. a história é, no mínimo, curiosa e as personagens são fortes. veja-se a forma como o Professor antecipa uma série de passos e manipula a investigadora - até ao dia em que é manipulado pelo amor e tal. 

 

não é uma obra prima. sim, há quem fale dela assim e exagere muito. é entretenimento bom. para acompanhar com pipocas e gomas, não é, hugo? 

 

 

 

 

 

 

> netting up

o pedro vieira foi aos states aprender cenas e trouxe consigo um conceito novo (para mim e para ele, na altura).

netting up.

quem explica isto bem é o Nicholas Kusmich, neste vídeo AQUI. e fala daquilo que sentia (e sinto um bocadinho, mas estou a treinar isso) enquanto freelancer: se não tivesse muito trabalho, muitos clientes, trabalhar de domingo a domingo, sentia que "hey as coisas não estão a correr bem". tinha que andar sempre ocupada. e não podia ter tempo para descansar, ai não, não.

errado.

 

sucesso versus qualidade

na verdade, não estava a ser bem sucedida, pois trabalhava horas, demasiadas horas numa semana e não descansava, não produzia sempre com a qualidade que eu desejo. com a qualidade que me diferencia dos outros. que constitui a minha mais valia. 

há muita pressão interna para estarmos sempre a trabalhar, com medo do dia seguinte e da possibilidade de ficar sem trabalho. 

há pressão externa, também. há uma ideia subliminar associada aos empresários por conta própria e aos trabalhadores independentes: temos que estar sempre a trabalhar, temos que estar sempre a produzir e a responder aos pedidos dos nossos clientes. 

não, não temos.

os clientes também têm que nos respeitar e nós temos que criar as regras, de início, para construirmos canais de comunicação fluídos, ajustados às necessidades do cliente - e também às tarefas, ao fee acordado. 

 

acrescentar & gerar valor

 

há projectos que são mais do mesmo, não trazem valor ao cliente, não trazem valor ao nosso currículo. sempre que posso (entenda-se, sempre que o meu fee mensal global não fica afectado), rejeito esses projectos. e é esse o caminho a seguir, pois há outras pessoas que podem aprender com esse projecto (precisam da experiência, por exemplo) e eu tenho que canalizar a minha energia em aprofundar conhecimentos e gerar valor. 

 

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 gestão do tempo

 

todos os dias aprendo um bocadinho mais sobre a gestão do tempo e a necessidade de tomar controlo sobre a minha vida. se estivesse a escrever no final do ano, diria que a minha resolução passa por investir bem o meu tempo, em termos de trabalho e também a nível pessoal. é um trabalho diário e exige pequenas mudanças - que são enormes e por isso devem ser desdobradas em mais pequenas. 

 

btw, falei-vos de mudança AQUI, no podcast com a elsa e a sónia. chegaram a ouvir? 

 

 

 

 

:: perguntem à caitlyn ::

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trabalho com pessoas, para pessoas, adoro pessoas - e as pessoas são, também, aquilo que me faz desesperar, um bocadinho todos os dias. deve ser por isso que gosto tanto de cães: são as melhores pessoas (e estou a citar o ricky gervais, "humanity"). 

uma das coisas que mais me agastam, nas 'ssoas, é a resistência à mudança. sim, eu também gosto de ter as minhas rotinas:

uso aquela plataforma de trabalho há anos  e por estar habituada não vou mudar; vou à mesma esteticista, há anos, (isto de ter alguém a depilar-nos as virilhas é algo que exige uma relação duradoura); não dispenso a minha torrada, ao pequeno almoço; tenho uma gaveta com camisolas iguais, que compro há anos, na mesma loja (o mesmoa contece com as cuecas); e por aí fora.

todavia, a minha vida implicou mudanças. tomar decisões e mudar. foram os momentos mais decisivos, aqueles que implicaram mudar. ter consciência disso. já falei aqui várias vezes da mudança profissional. e sei que isto é algo que não se encara de ânimo leve. cada vida tem os seus quês e os seus condicionalismos. "cada caso é um caso". 

nem todas as mudanças são estilo Caitlyn Jenner (e ela mudou, certo?). aquilo que me ajudou a enfrentar as mudanças foi relativizar as mesmas e desdramatizar. como se as arrumasse numa espécie de pirâmide de prioridades. de coisas pouco importantes, depois as mais ou menos e depois as bué importantes. ajuda imenso a colocar as coisas no lugar. fazer perguntas "como seria se...?". desenhar cenários. e depois perceber como iria lidar com eles. escrever também me ajuda neste processo. exige esforço, pois a nossa cabeça está habituada à rotina. 

voltemos às pessoas: que eu adoro e que são as responsáveis pela minha pouca fé neste mundo.

a maioria das pessoas está disposta a mudar, quer muito mudar. quer abraçar a mudança.

agora, já.

neste momento: desde que isso não implique alterar muito a sua vida.

essa é que é essa. 

portanto, quando me falam que estão fartos disto e daquilo e que precisam mudar MAS não fazem um esforço: não há (  .  )  que aguente a conversa. nem todas as mudanças são radicais e às vezes são os gestos pequenos que fazem a diferença. fala quem tem um dos melhores cremes anti celulite ali na prateleira e não vê resultados - pois  TA-DA não aplico o dito cujo nas minhas maravilhosas coxas. 

a sério.

perguntem à caitlyn. 

 

 

 

podcast, disse ela - ou melhor, dissemos nós!

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estive com a sónia costa e a elsa fernandes, nos estúdios da U.Porto Media Innovation Labs para conversarmos sobre mudanças profissionais e desafios.

conheci a sónia há uns anos, numa das primeiras formações que fiz em social media. a elsa conheci através do twitter. actualmente partilhamos a mesma casa, no que à formação diz respeito: somos formadoras na flag: a sónia e a elsa, no porto, eu em lisboa. 

em novembro do ano passado estivemos juntas no websummit onde partilhámos conversas, desabafos e perspectivas sobre a vida de quem trabalha em marketing digital, como nós. 

 

 

as pessoas gostam, no geral, de ouvir histórias de sucesso e ignoram muito o trabalho que o sucesso dá, um trabalho que é diário e exige bastante energia. é um clássico: adoram resultados e esquecem o(s) processo(s).

para quem visita este blog com frequência sabe que partilho as coisas boas e as menos boas - com estas procuro aprender e (sor)rir. 

as conversas da sónia e da elsa abordam um pouco de tudo: o sucesso e os fracassos que fazem parte do caminho. sim, assumimos um tom optimista, de quem gosta de ver o copo (de gin, de tinto) meio cheio.

Screenshot 2018-03-15 14.53.32.png

visitem o site Podcast, disse ela. e aproveitem para ouvir as outras conversas que por lá "andam" 

agora a sério: vamos falar da síria

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tirei esta fotografia em março de 2011, em madrid. foi no fim de semana em que um sem número de pessoas acampou na praça do sol, recordam-se?

fui a madrid com o zé para ver um espectáculo do cirque du soleil e encontrámos uma cidade onde, a cada esquina, havia uma manifestação. eu, que adoro fardas, estava de sorriso de orelha a orelha, pois havia imensa polícia na rua. tirei esta fotografia a sorrir, sem consciência de que hoje, sete anos depois, a síria continuaria a ser um país onde o terror se vive diariamente, onde morrem inocentes a cada instante.

hoje não consigo sorrir assim perante as notícias que me chegam deste país que fica ali na ásia ocidental. 

encontrei este site onde é possível acompanhar o que acontece na síria. passem palavra: a comunicação social parece estar a dormir para este assunto e sete anos depois parece que nada mudou, por lá.

 

 

a beleza das pequenas coisas

confesso que depois de la casa de papel não consegui pegar noutra série. decidi, por motivos de índole "profissional", investigar o mundo dos podcasts e encontrei "a beleza das pequenas coisas" com o bernardo mendonça.

comecei por ouvir o episódio do kalaf. já visitei o josé luís peixoto e o herman josé. estou deliciada com estas conversas. 

e recomendo, claro. 

eu não sei, ouvi falar disso, não é?

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há dias, numa formação sobre relações públicas, falámos de storytelling. e de histórias que funcionam, de fórmulas que se repetem. lembrem-me dos filmes porno, sim, aqueles que nunca ninguém viu. dos enredos clássicos: a miúda com ar colegial que seduz ou é seduzida pelo professor. a madrasta que ensina a namorada do enteado a fazer um fellatio. a senhora mais velha (milf) e o rapaz mai'novo. há também  a massagista e a ou o cliente.

enfim, há histórias que se repetem pois funcionam. agarram o espectador (que se pode agarrar a outra coisa qualquer enquanto vê o filme) e são de fácil consumo. 

a formação, convém explicar, acontecia com pessoas crescidas. esclareço pois sei que vocês sabem que eu trabalho com crianças. 

os produtos porno são uma daquelas coisas que todos conhecemos, todos sabemos onde arranjar e que devemos ver no recato do lar. mas não existe. 

 

nada. 

 

 

* esta imagem é do porn hub. sim, eu também não conheço, nem faço ideia do que seja. 

 

"então, tudo bem?"

 

há projectos que nos apaixonam desde o primeiro minuto. quando a ideia surge só pensamos em vê-la crescer, dar os seus primeiros passos. queremos estar lá em todos os minutos. partilhar os bons e maus momentos. dar-lhe a mão. damos tempo, damos dedicação. não há "mas". é só estar lá. a ideia, pah, a ideia é tão boa e capaz de gerar tantas e muitas coisas. envolvemos os outros, aqueles de quem gostamos, nesta ideia. eles colocam as mãos na massa. e é tudo bonito. estamos felizes. estamos lá pelas 'ssoas, não é verdade? e, para o bem e para o mal: as 'ssoas. chega o momento em que essas 'ssoas fazem o que diziam que não iriam fazer. e, depois de sugarem o teu tempo e a tua energia, continuam caminho, sem ti. agora já não fazes falta. "não és a tal". e é assim que aquele projecto (que tanto me apaixonou, que me fez caminhar, que me desafiou, que me fez crescer, que me deu asas) passa da categoria de "namoro intenso" para "se passar por ti na rua, tanto me faz, mas pergunto então tudo bem porque sou uma miúda educada". 

já não sinto nada.

foi bonito, sim. deixou de ser. 

 

 

 

 

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