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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

PROCURA-SE

o repto é lançado pela joana martins, no seu blog:

 

O preconceito está tão enraizado na forma como nos moldam para este encaixe de sociedade que chegamos a ignorar que os pré-conceitos nos limitam na liberdade de criar, sentir e lutar. 

Por isso tive uma ideia. 

PROCURA-SE: 

  • Bons comunicadores que não tenham medo/receio/pudor/vergonha/repulsa em contar na primeira pessoa a SUA própria história sobre preconceito 
  • Gente que não se importe de ser gravada e de conversar comigo 
  • Pessoas de coração aberto 

 A minha noção de preconceito sobre este ou aquele assunto pode estar totalmente errada. Eu também sou preconceituosa! Por isso quero contar com pessoas que saibam explicar-me qualquer história que tenham tanto pelo lado mais introspetivo como pelo lado mais bem-disposto. 

E quando penso em preconceito estou a falar de um espectro amplo de ideias pré-concebidas. A cor da pele, uma religião menos enraizada na nossa sociedade, a orientação sexual são temas que nos vêm imediatamente à cabeça, mas há muitos mais. As profissões que desempenhamos, a forma como amamos, como comemos, como nos mexemos, como superamos obstáculos, como nos ajudamos… Quero conhecer tudo isso. E quero que consigamos explicar, finalmente!, uns aos outros as coisas que são verdade sobre os preconceitos que os outros têm sobre nós e as que são absolutamente surreais! 

 

 

para saberem mais sobre este projecto, peço que visitem o blog da joana e, caso tenham dúvidas, cheguem à fala com a própria.

 

 

 

ano após ano, fica a pergunta: o que é que falha?

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todos temos na memória as imagens chocantes dos incêndios em Pedrogão Grande. neste documentário, do Público, percebemos como é que aquela tragédia mudou a vida das pessoas que perderam um familiar, que trazem marcas no corpo, para sempre, daquele dia de inferno. 

assistimos a uma demissão, ao anunciar de medidas de prevenção e de protecção. houve inquéritos. havia muitas perguntas no ar.

a serra de monchique está a arder há 5 dias e se não fosse o twitter creio que não teria noção da verdadeira dimensão do incêndio. a comunicação social, as televisões e as rádios, estão a comunicar com um delay considerável.

já em 2003 a serra foi fustigada por um grande incêndio: não é novidade para ninguém que a zona é susceptível de arder e que os acessos são péssimos. 

ano após ano, as imagens de inferno repetem-se. e há pessoas que ficam sem os seus bens, sem o seu sustento. bombeiros e civis correm risco de vida. há famílias desesperadas.

o que é que falha? 

não sou bombeira de bancada, muito menos ministra do planeamento ou coisa que o valha. custa-me pensar que a burocracia leva a melhor, que as decisões se adiam, sabendo que o verão acontece, todos os anos e que temos que considerar as vagas de calor como uma possibilidade. é verão, bolas.

 

 

a fotografia é do João Porfírio 

ghosting

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a reflexão é do valério romão e "reza" assim: 

 

"As redes sociais vieram revolucionar a forma como fazemos negócios, como acedemos à informação ou como ouvimos música. Mas acabaram por mudar, ainda que mais subtil e gradualmente, a forma como nos relacionamos. Por um lado, alargaram o campo de possibilidades: a nossa presença online permite-nos não depender do corpo e da sua geografia existencial para encetar ou manter contacto com alguém. Habituámo-nos a dispor de duas formas de apresentação distintas: no Facebook (e restantes redes sociais) e pessoalmente. Uma não exclui nem complementa a outra. São dois mundos que – embora por vezes se possam sobrepor – têm uma existência perfeitamente independente."

 

compreendo a crítica, ainda que considere que hoje em dia o online e o offline é tudo muito ONLIFE e fica difícil separar uma da outra. mas adiante. o que nos traz aqui é o ghosting. nunca ouviram falar? eu já tinha sido vítima ainda isto não tinha nome. 

 

"Ghosting é a palavra escolhida para o fenómeno que consiste em determinado sujeito eclipsar-se numa relação. É o equivalente contemporâneo a “ir comprar tabaco” e a forma mais eficiente de alguém se ver livre de um compromisso sem as consequências que advêm de verbalizá-lo. Sem conversas, sem justificações, sem lágrimas. A forma como já tínhamos higienizado da morte da vida contemporânea estendeu-se agora aos finais de relação. Para quê perder tempo e apanhar uma camada de nervos quando dispomos do silêncio para anunciar a nossa saída de cena? No máximo um “não sei o que te dizer” ou “deixo-te as chaves” e o outro que resolva as ambiguidades de sentido. É fácil. É tudo fácil."

 

é tudo fácil: continuamos a ser amigos no facebook, mas fazemos unfollow. ou bloqueamos certas publicações. desactivamos as notificações no instagram e fazemos mute no twitter.

claro que no meio de tudo isto não atendemos o telefone nem sequer respondemos às mensagens no whatsapp.

não é uma atitude exclusiva das relações com sede no digital. é uma atitude exclusiva de 'ssoas que não têm carácter, que não sabem resolver as coisas, enfrentar a verdade, assumir que erraram ou que foram alvo de erro.

a verdade é uma coisa tramada. 

 

entra calor, agosto. ou: entra calor, a gosto

sobre a vaga de calor de que tanto se fala, aqui fica um artigo sobre os mitos em torno dos protectores solares. parece que o óleo de côco não vai dar para garantir protecção. o artigo foi recomendado por um médico que sigo no twitter, o andré. confesso que desconhecia o blog mas até fiz "subscrever" para ir recebendo as novidades. 

 

vá, protejam-se lá em condições.

despedi-me de maio, disse olá a junho

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maio, querido maio 

 

maio é mês de maria - e não só. cá por casa é mês de aniversários: de mamãe e do mano. não somos as 'ssoas mais entusiastas com os aniversários, temos a nossa maneira de lidar com a coisa. 

como se pode ver pela foto, eu lido sempre com charme e com a mão na anca. 

 

it's joana, bitch 

maio trouxe consigo a necessidade de tomar uma decisão importante; de assumir que houve decisões no passado que não foram assim tão fixes. e como não posso ficar presa a isso para sempre, peguei nas minhas coisinhas e fiz-me à vida. 

escolher é sempre difícil, sempre. não há volta a dar. mas só assim conseguimos seguir em frente. eu sei, é um super cliché.

 

 

 

 

aquele café inesperado 

 

a vida é um lugar estranho e proporciona-me uns encontros inesperados. e reveladores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

outro cliché

mais uma voltinha, mais uma viagem, mais uma "tareia" daquelas que me faz bem - ao corpo e à alma. btw, o corpo está 13 kgs mais leve. aqueles calções já servem, aquelas calças também. e já comprei calças no número abaixo.

 

 

 

 

olá, junho 

junho é o mês do verão e do meu aniversário. chegou com pouco calor (lamentável!) e com a promessa de bastante trabalho. e formações - daquelas em que eu me sento no lugar de formanda, sabem?

 

 

 

it's friendzone or kissing zone, baby

 

"39 and single". 

já reforcei os cremes com colagénio, para a cara,  e amanhã vou investigar um para o corpitxo. "vai malandra" e afins - é esse o mote para os 39, como quem caminha para a ternura dos 40.

 

obrigada por estarem desse lado, sintonizados neste blog, a ouvir desabafos, vitórias, reclamações, elogios, coisas boas e outras que nem por isso. tudo isso faz parte da (minha) vida e este blog é dos melhores arquivos que tenho dela.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

S A F E

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vi a RITA, alegremente, até ao final da III temporada. depois decidi mudar de ares - e de língua. o dinamarquês já me estava a agastar um bocadinho. encontrei SAFE, com o Michael C Hall (que, para mim, será sempre o Dexter ou o gajo dos Sete Palmos de Terra) e uma mão cheia de bons actores.

a I temporada está aí: com acção, muito mistério e um excelente desempenho dos actores. são só 8 episódios, de 40 minutos cada. e sim, dá vontade de ver um, outro e outro.

 

 

comemorar o dia dos irmãos be like

 

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na terça feira passada assinalou-se o dia dos irmãos. não sei se foi um daqueles decretos da rádio comercial ou se é mesmo uma efeméride a nível nacional / internacional. e eu passei 7h desse dia na companhia do meu irmão. não foi algo planeado, foi até uma surpresa para ambos. não houve refeição partilhada, mas foi bastante emocionante. 

acordei e deparei-me com um enorme mau estar e verifiquei que tinha sangue na urina. liguei para a minha médica a quem descrevi os meus sintomas (as dores são horríveis, pior que isto só dor de dentes ou de ouvidos!). "o mais certo é ser uma infecção urinária, tens que ir ao hospital". e como não me sentia bem para conduzir, o meu irmão foi comigo. 

da entrada à triagem a coisa aconteceu de forma rápida (uma hora talvez). o pior foi a espera pelas análises e pelo exame. saí de lá sem saber bem se me havia de sentar, deitar ou rebolar no chão, mas com medicação milagrosa que em poucas horas me fez sentir bem. foi a minha primeira vez no hospital beatriz ângelo (loures) e só posso salientar a forma como fui atendida pela equipa médica. o carinho e a atenção para com os outros pacientes foi sempre evidente.

e o mano não arredou pé. 

 

há quem combine jantar ou cinema com o irmão; os manos Sousa "combinam" coisas à última da hora. 

la casa de papel

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só penso em arranjar um macacão vermelho - já tenho umas doc martens pretas.

a série espanhola conquistou-me pelo colorido, pela banda sonora, mas sobretudo pelas personagens.

a figura do Professor é um misto de fraqueza e debilidade com a força de quem quer assaltar a Casa da Moeda. Nairobi é um mulherão, meio louca e lúcida nos momentos cruciais. é das figuras mais humanas, ali, a par de Helsínquia e de Oslo (o mais calado do grupo). Denver e o pai Moscovo são duas figuras que vão revelando como as famílias se podem construir por cima de mentiras "boas". Tóquio é a gaja sem filtro, que pensa e faz. TAU. Rio é o miúdo giro com quem apetece estar. e Berlim - aiiiiii Berlim - é o homem frio, distante, capaz de levar as suas palavras às últimas consequências. 

depois há a investigadora e a família.

há ainda os reféns: o Arturito, que só faz asneiras. e o Senhor Torres que toma conta da produção do dinheiro, com rigor e profissionalismo. há ainda a filha de um embaixador, a Alisson, que vai sendo consumida pela força de outros reféns: a Ariadna, por exemplo. ou a Monica. 

 

no facebook o pedro boucherie mendes diz isto, sobre a série: 

 

"(...) não esquecer que Casa de Papel é uma série concebida e paga para público de generalista (espanhol). Tem lá os tropes todos, incluindo engonhanço amoroso, muita redundância e saltos lógicos que permitem posicionar as peças da acção. Também tem personagens fraquíssimos na espessura e complexidade (como aquela garota que ia no SEat Ibiza encarnado) e que são as que mais encantam a garotada portuguesa. Go figure...
Deverá ser avaliada em função dessa condição. Não é arte, não é criação, é business que pretende conquistar público e gerar GRPs nos intervalos.
Óu seja, o grande triunfo da Netflix em língua que não a inglesa, é um produto tipicamente generalista, pago por um canal generalista (a Antena 3 espanhola).
De registar que nenhum dos jovens jornaleiros lusitanos, in love pelo seriado, o topou."

 

em resposta a mc somsen, que afirma o seguinte

 

"Não consigo compreender metade da histeria colectiva com A Casa de Papel da Netflix, uma série que promete muito mas acaba por cumprir pouco.
Personagens açucaradas, narrativa irregular, cenas inverosímeis, é sempre a descer depois da estreia.
Quando larguei a série, aquilo que começara com um assalto a um banco mais parecia uma história sobre garotos encurralados dentro de um AirBnb, mas com armas e tatuagens.
Melhor e menos escapista é O Mecanismo, série também da Netflix, produzida por José Padilha, que explica em registo de ficção toda a operação Lava Jato que levou à detenção de Lula.
Não há histeria, não há violência, nem precisamos daquelas manifestações estafadas de virilidade que estupidificam A Casa de Papel. E depois tem aquilo que tanta falta fez à Casa de Papel: rigor."

 

respeito muito estes senhores e as suas perspectivas. o que acrescento a isto é que a série entretém e tem ritmo. a história é, no mínimo, curiosa e as personagens são fortes. veja-se a forma como o Professor antecipa uma série de passos e manipula a investigadora - até ao dia em que é manipulado pelo amor e tal. 

 

não é uma obra prima. sim, há quem fale dela assim e exagere muito. é entretenimento bom. para acompanhar com pipocas e gomas, não é, hugo? 

 

 

 

 

 

 

> netting up

o pedro vieira foi aos states aprender cenas e trouxe consigo um conceito novo (para mim e para ele, na altura).

netting up.

quem explica isto bem é o Nicholas Kusmich, neste vídeo AQUI. e fala daquilo que sentia (e sinto um bocadinho, mas estou a treinar isso) enquanto freelancer: se não tivesse muito trabalho, muitos clientes, trabalhar de domingo a domingo, sentia que "hey as coisas não estão a correr bem". tinha que andar sempre ocupada. e não podia ter tempo para descansar, ai não, não.

errado.

 

sucesso versus qualidade

na verdade, não estava a ser bem sucedida, pois trabalhava horas, demasiadas horas numa semana e não descansava, não produzia sempre com a qualidade que eu desejo. com a qualidade que me diferencia dos outros. que constitui a minha mais valia. 

há muita pressão interna para estarmos sempre a trabalhar, com medo do dia seguinte e da possibilidade de ficar sem trabalho. 

há pressão externa, também. há uma ideia subliminar associada aos empresários por conta própria e aos trabalhadores independentes: temos que estar sempre a trabalhar, temos que estar sempre a produzir e a responder aos pedidos dos nossos clientes. 

não, não temos.

os clientes também têm que nos respeitar e nós temos que criar as regras, de início, para construirmos canais de comunicação fluídos, ajustados às necessidades do cliente - e também às tarefas, ao fee acordado. 

 

acrescentar & gerar valor

 

há projectos que são mais do mesmo, não trazem valor ao cliente, não trazem valor ao nosso currículo. sempre que posso (entenda-se, sempre que o meu fee mensal global não fica afectado), rejeito esses projectos. e é esse o caminho a seguir, pois há outras pessoas que podem aprender com esse projecto (precisam da experiência, por exemplo) e eu tenho que canalizar a minha energia em aprofundar conhecimentos e gerar valor. 

 

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 gestão do tempo

 

todos os dias aprendo um bocadinho mais sobre a gestão do tempo e a necessidade de tomar controlo sobre a minha vida. se estivesse a escrever no final do ano, diria que a minha resolução passa por investir bem o meu tempo, em termos de trabalho e também a nível pessoal. é um trabalho diário e exige pequenas mudanças - que são enormes e por isso devem ser desdobradas em mais pequenas. 

 

btw, falei-vos de mudança AQUI, no podcast com a elsa e a sónia. chegaram a ouvir? 

 

 

 

 

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