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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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praticar o volunteering [ainda a propósito do dia internacional do voluntariado]

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Hoje em dia ninguém corre, pratica-se o running.

Não ficamos a ver o pôr-do-sol, vamos a uma sunset party.

E o voluntariado? Já não existe. Agora chama-se volunteering.

 

Vivemos uma era em que é comum inventarmos ou adaptarmos palavras para as coisas de sempre. E isso não tem nada de mal. É, por assim dizer, trendy.

 

O voluntariado, perdão, volunteering sempre fez parte da minha vida. E não é essencial que estejamos inscritos numa instituição para que tal aconteça: basta olharmos à nossa volta e estender a mão. Ver uma pedra na calçada, fora do sítio, e afastá-la para evitar que alguém em cadeira de rodas ou de muletas seja apanhado desprevenido. Ajudar uma pessoa a usar o multibanco. Participar numa campanha de recolha de alimentos da associação lá do bairro. São tantas as opções, concordam?

 

Há uns dois anos o meu irmão iniciou o voluntariado num albergue de acolhimento, para cães. O voluntariado com animais era, para mim, uma novidade: nunca tinha praticado. Curiosa como sou, acabei por visitar o albergue da UPPA – União Para a Protecção dos Animais e vocês nem imaginam o que aconteceu a seguir. Primeiro que tudo fiquei agradavelmente surpreendida com as instalações e as condições em que os UPPAlianos se encontram. Acabei por amadrinhar o Fred e a Ginger, dois manos que praticamente cresceram no albergue e procuram uma família. Depois – e como não sou de ficar de braços cruzados – ajudei num passeio e apaixonei-me pelo Félix, um patudo que me conquistou na primeira troca de olhares. E comecei a visitar o albergue com frequência, para ajudar nos passeios.

 

Até que um dia, num passeio com um grupo de voluntários, alguém me pergunta “então há quanto tempo és voluntária aqui?” E eu fiquei na dúvida. Bom, não era uma voluntária oficial, com regulamento assinado e essas coisas que fazem parte do procedimento da associação. Mas era voluntária de coração. Assim, nesse mesmo dia tomei a decisão de oficializar a minha relação com a UPPA e com os seus patudos para integrar uma equipa de voluntários com quem partilho o amor pelos animais.

 

Quando desenvolvemos trabalho neste tipo de voluntariado damo-nos conta de que há, efectivamente, muitas histórias inacreditáveis de maus tratos para com os animais. Há coisas que até nos parecem tão irreais e sinónimo de ausência de humanidade que custa a acreditar que são verdade. Todavia, o olhar de dor nos patudos confirma o pior cenário. Como voluntários, o nosso papel passa por restaurar a fé na humanidade àqueles patudos que não escolheram o destino que pessoas menos humanas lhes deram. Temos de lhes provar que há pessoas, humanas, que podem proporcionar-lhes mimos, comida, conforto, passeios e um verdadeiro lar.

 

O voluntariado – desculpem, é a força do hábito… O volunteering é uma prática que faz bem à alma, aumenta os níveis de colagénio, elimina cabelos brancos, torna a pele mais firme e reforça os tecidos do coração e da alma. Deveria constar nas receitas médicas para manter os índices de boa disposição e auto estima elevados.

 

E, repito, acontece sem muitas vezes termos consciência dele, de forma “oficial”. E ainda bem que assim é.

 

Já agora, caso estejam pela zona de Sintra e tenham algumas horas livres aos sábados de manhã, juntem-se à equipa de voluntários da UPPA. Para dar início ao processo enviem um e-mail para uppa.voluntariado@gmail.com

 

texto publicado em 2015, nas Capazes 

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