"onde estás?"
"onde estás?" - foi a pergunta que mais li no meu iHeraclito, companheiro no trabalho e na vadiagem.
já expliquei várias vezes que o alive é o meu festival de eleição. faço mealheiro durante o ano e assim que posso compro o bilhete - muitas vezes sem ter o cartaz fechado. gosto do ambiente, do local e sobretudo da parte social do festival - tem-se tornado num ponto de encontro entre amigos e conhecidos.
e sim, vou sozinha, sem combinanços prévios e isso não me preocupa. preocupa-me ficar sem bateria ou sem internet e é por isso que levo uma bateria extra e um router, para além do iHeraclito a 100%.
através do twitter, whatsapp, imessage ou sms deixo de estar sozinha em três tempos. combinar pontos de encontro nem sempre é fácil, mas os anos de prática já me deram alguma experiência nesse campo. bebemos cerveja, brindamos a nós, rimos no palco comédia, visitamos os amigos que estão por lá a trabalhar e fazemos o nosso próprio festival. o bom de haver vários palcos é que facilmente consegues ir daqui para ali, caso a música não te agrade.
para além das pessoas com quem acabo por me encontrar por lá, há ainda os tropeções inesperados: na Mónica, que só reconheci depois dela me enviar um tweet a dizer "acabei de dar duas beijocas à joana", na Rita MArrafa de Carvalho que entrou no palco comédia e disse: "com essa franja cor de rosa só podias ser tu", na Rosa Villa com quem não estava desde os tempos do teatro rápido, no Pedro Esteves com quem me encontro sempre neste festival - é já uma espécie de tradição nossa.
o concerto dos Muse foi memorável - mas para quem já os tinha visto no Dragão, há um ano e picos, pareceu um concerto pequenino, só de garagem. Prodigy rebentaram com a noite de sexta. Dead Combo cumpriram e encantaram, como sempre (gosto TANTO destes pukaninos). os Blasted Mechanism mereciam um concerto nocturno, para ficar perfeito. e mais? Jesus and the mary chain, Future Islands, Capicua, Alt J, James Bay, Mumford and Sons foram momentos bem passados na companhia dos amigos.
levei um amigo comigo que teve manifestas dificuldades em acompanhar o meu ritmo de socialização. juro que tentei colocá-lo à vontade com os meus amigos, mas no regresso a casa ele só perguntava "mas de onde é que conheces estas pessoas?" e eu lá fui tentando contextualizar: "o Marco e a Mafalda conheci no twitter e trabalho com eles num site. o Frederico é voluntária na UPPA. conheci a Miriam na kizomba. o Hugo e os outros dois amigos? esses não sei quem são, eram amigos do Marco. o Carlos? conheci no twitter. e o amigo dele? bom, fomos ao cinema todos juntos uma vez."
"e o que é que eles fazem na vida?" perguntava o meu amigo João. eis uma pergunta difícil. o facto é que isso não é um critério para mim, para poder estar e conversar com as pessoas. gosto de estar com as 'ssoas e não quero nem preciso saber muito acerca delas para poder estar. e se for difícil ou boring, eu não me demoro com elas.
a páginas tantas, o Carlos dizia-me: "tu pareces o Zé dos Plásticos, toda a gente te conhece e conheces toda a gente". e contou-me a anedota do Zé dos Plásticos - e assim nasceu o tag #joanadosplásticos no instagram.
o Filipe ofereceu-se para servir de pau de selfie e sacou esta fotografia da praxe: na multidão e com o palco #nosalive lá ao fundo. note-se que eu conheci o Filipe uma hora antes desta fotografia e não sabia exactamente o que é que ele fazia - ou faz. sei, sim, que saca vídeos para o periscope. e depois descarrega para o you tube - e faz com que a minha coreaografia ecoe pela eternidade fora.
obrigada ao João (prometo que na próxima vez peço os cv's a todos os potenciais amigos com quem me possa cruzar no alive), ao Marco, à Mafalda, ao Carlos (que foi incapaz de ir sacar um brinde para mim, humpf), ao Paulo, ao Nuno, à Maria, ao Hugo e amigos cujo nome não fixei, à Miriam (que combinou comigo sem compromisso), ao Frederico, à Joana, à Marrafa e amigo cujo nome não fixei (sorry!), ao Tiago, à Rosa e filhota Rafa, ao Pedro, à Vanessa, aos geradores Miguel, Tiago e Pedro, ao Frederico Draw, à Lara, ao Bruno e à sua cara metade, ao Hugo e à Fátima, ao Filipe, à Filipa, ao Nuno, à Mónica e a tantas outras 'ssoas com quem me cruzei no alive, que sorriram para mim, mesmo sem saber ao certo o que é que eu faço - além de coreografias parvas.







