menos é mais. eu sei, parece livro de auto-ajuda.

e se calhar até é. mas sem pretensões de ajudar os outros, é totalmente egoísta este "menos é mais". juro que só vi um episódio da marie kondo e que não me serviu sequer para aprender a dobrar as camisolas de outra maneira. e ao ver esse episódio reconheci verdade em muitas das coisas que a senhora diz: temos coisas a mais. roupas, caixas, caixinhas, mala, mochilas, sapatos, livros (custou-me escrever isto, tá?), cadernos, canetas, pijamas, calças, botas, recuerdos, coisas e coisinhas. a mais. acrescento a este universo: tenho "amigos" a mais no facebook, sigo gente a mais no twitter e no instagram, tenho na agenda twitter chats a mais onde quero participar, subscrevo newsletters que nunca leio. há coisas que me faltam, mas nem acho que o que tenho a mais vá substituir o que me falta. por isso, procurei equilibrar-me, nas últimas semanas.
como?
destralhando gavetas e armários. o próximo passo são as prateleiras e os livros (#prayforjoana).
fazendo unfollow a contas no twitter que não acrescentam valor aos meus dias; eliminando "amigos" do facebook; cancelando newsletters. neste processo comprei um dicionário, aproveitei os saldos para comprar calças de ganga novas (as que tenho estão "russas" e já não dão para levar a reuniões).
e além da parte material, a imaterial: o tempo
decidi mariekondar a minha presença no e-mail e no slack, por exemplo. já o faço com o facebook e com o linkedin, com o whatsapp. continuo a gostar muito de estar no twitter e de me divertir no instagram. como sigo menos gente no twitter estou a conseguir tirar melhor partido da rede. vale mesmo a pena investir tempo no unfollow (e eu já segui umas 2000 e tal contas e fiquei nas 645 - e quero reduzir. lamento que algumas pessoas tenham ficado "ofendidas" mas é só um unfollow, numa rede social. e podem sempre falar comigo via DM ou via e-mail).
menos é mais
e é mesmo. o indicador qualidade supera o indicador quantidade, em tantos aspectos da nossa vida. há muitas recaídas, pois o hábito de ter muitas coisas pode ter-se apoderado da nossa forma de estar, de modo até algo inconsciente.
o exercício da marie kondo é fabuloso e tão simples: pegar na roupa toda e colocar em cima da cama para termos noção da quantidade. e depois escolhemos com base na qualidade.
apliquem esta metáfora às pessoas que estão à vossa volta (ui, parece cruel, não é? deixar de lado algumas pessoas, por não serem relevantes para a nossa vida. é cruel, mas só custa a primeira vez. e todos seguem o seu caminho.)
experimentem destralhar a vossa vida, no vosso tempo, uma etapa de cada vez. festina lente - apressa-te devagar. e esta é a parte não egoísta da publicação: hey, experimentem. e depois contem-me como foi.
