"eu quero disso que vocês estão a fumar"
o local? o martim moniz, a praça central. havia noite de kizomba e eu arrastei o Marco comigo. fomos buscar uma cerveja, escolhemos um sítio para nos sentarmos e toca de pôr a conversa em dia. muita risada, boa disposição. ok, parvoíce à mistura.
uma senhora aproxima-se de nós. pede desculpas por estar a incomodar, foi muito educada: "desculpem e não me levem a mal, mas preciso muito de vos fazer uma pergunta. não me levem a mal, sim?"
e eis que surge a pergunta: "vocês têm ganza? é que estão tão bem dispostos que eu achei que podiam ter ganza..."
e nós rimos, ainda mais. "não, não temos."
a senhora voltou a pedir desculpas pelo incómodo e seguiu caminho.
"Marco, ouviste o mesmo que eu, certo?" perguntei.
a verdade é que não é preciso ganza para rir. a sério, não é. e não é uma imperial que provoca boa disposição. a verdade é que também não tardou muito para se sentir todo um cheiro a erva, naquela praça. sim, ao ar livre.
a minha vontade foi chamar a senhora e dizer-lhe: "não temos ganza, mas olhe que por aqui parece que basta respirar!"
