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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

a conversar é que a gente se entende

ontem tropecei num artigo do Luís Bettencourt Moniz, para o jornal de negócios, que me chamou a atenção. o motivo? digital, relações humanas e por aí fora. 

tendo em conta que é um tema sobre o qual troco ideias com o Pedro Rebelo, fiz-lhe um tag no facebook, para que o lesse. aliás, partilhei o artigo na minha página, destaquei uma frase e fiz o tag ao Pedro. porquê? para aumentar o engajamento na página, pois claro! podia ter enviado através de mensagem privada, mas não era propriamente um conteúdo... como dizer, privado. por isso, esta troca de mensagem que  significa "hey, Pedro, olha aqui este artigo que julgo ser do teu interesse, aconteceu numa rede social, de forma pública, utilizando para o efeito o meu computador, a minha ferramenta de trabalho actual. 

 

[estou a ser muito descritiva, muito eça de queirós?]

 

o Pedro enviou-me uma mensagem, privada sim, a perguntar como queria ser linkada - qual dos blogs deveria utilizar. ora, como sabem, este é o meu blog onde cabe tudo, o outro está mais focado na filosofia para crianças e o meu twitter é o meu cartão de cidadão. "usa o twitter"

 

hoje recebi na minha caixa do correio o aviso de que havia novo artigo para ler, no blog do Pedro. e eu lá fui, entre a torrada e o sumo da compal que tomei ao pequeno almoço. ainda não tinha chegado ao escritório (que acontece na minha sala) e já estava no meu ipad a ler o texto, na cozinha.

 

tanto o artigo do Luís, como o do Pedro, merecem uma leitura atenta. 

 

diz o Luís:

"Hoje fala-se na emergência do H2H ("human to human") como única relação possível. Há uma máxima nas vendas que diz que são as pessoas que vendem a pessoas. O diferenciador de valor residirá naqueles que souberem cultivar as relações humanas e perceber o ponto de vista da pessoa face ao nosso negócio."

 

diz o Pedro:

"O consumidor é, como refere Luís Bettencourt Moniz, complexo. O ser Humano é complexo. Tão complexo que, numa critica declarada às novas formas de abordagem comercial, que assumidamente passam o factor humano para segundo plano, deixando a cargo das máquinas o “trabalho” de nos conhecer e convencer, o autor escreve sobre “a emergência do H2H (“human to human”)” olvidando a tão humana expressão “cara a cara” ou simplesmente “frente a frente”. E foi aqui que ele me perdeu."

 

digo eu: 

a expressão H2H é, para mim, fundamental. pois é disso que apontam os Kotler desta vida e afins, no que ao marketing diz respeito. a questão é que este H2H não pode, nos dias que correm, não integrar o digital. e é neste ponto que não concordo com o Luís, quando diz "Hoje, o marketing caminha para ser antropocêntrico ao invés de “digitalcêntrico”. Amanhã ao invés de escrever o “post” vão visitar um cliente, só para ouvi-lo." caminhamos para o antropocentrismo, sim, mas um antropocentrismo que vai na linha do que defende o manifesto ONLIFE, que é referido por Jose Barrientos Rastrojo

"Antes había una clara diferencia entre mundo online y offline porque para entrar en internet había que estar en casa y entrar en el ordenador. Hoy todos llevamos un móvil. El profesor Luciano Floridi, que ahora está en la Universidad de Oxford, ha creado el concepto de Onlife, al entender que ya no hay diferencia entre online y offline."

não são só os centennials que já não sabem viver sem o digital: somos todos nós. cada um de nós. não são só os centennials que não sabem desligar: somos todos nós. 

e esse nós inclui os milennials e a minha mãe, com mais de 60 anos, que, sem nunca ter trabalhado num computador, fez um mealheiro para comprar um tablet e perceber o que se passa para lá do écran. 

e todos nós somos consumidores e compramos coisas. também vendemos coisas, claro. todos os dias vendo os meus serviços através de uma montra que habita no digital: as minhas redes sociais. e se imagino a minha vida sem o digital? não. além do meu trabalho exigir esta presença digital

 

o conceito de humano necessita ser repensado e não podemos isolar o digital e ousar pensar que uma venda irá correr bem sem qualquer vestígio do digital envolvido nela. visitar os clientes é importante, o comercial que anda a fazer kms de carro, a visitar pessoas, saberá dizer muitas coisas sobre os clientes. mas esses clientes têm, na sua grande maioria, uma pegada digital, trocam e-mails, whatsapp, whatever - e isso, simplesmente, faz parte. não pode ser ignorado. 

o conceito de humano necessita ser repensado: também por isto.  e por isto

experiências como esta, que Rui Pêgo reporta, são interessantes e mostram-nos um mundo que parece muito longíquo: o mundo em que íamos ao e-mail, de vez em quando, acedendo somente através de computador, e no qual nem todos tinham internet. e, sim, faz-nos pensar nas relações humanas - o grande tópico deste artigo que agora vos escrevo. 

 

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imagem retirada da página de facebook é social media, mas 

 

 

“Asking if the internet is good or bad is like asking if talking good or bad: how can we think it's a valid question to begin with?” #IAMW17

 

e quem pergunta pela internet, pergunta pelo digital: não é bom, nem é mau. é aquilo que é. aquilo que fizermos dele.

 

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termino com um apontamento que encontrei no meu caderno de filosofia do conhecimento:

 

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