depois de duas semanas muito intensas, entre madrid, aveiro e o porto, em modo "festival filosófico", chega a hora de retomar a rotina de verão e abraçar a primeira reportagem, em festival para o #musicfestpt
esta banda não faz parte do cartaz do SBSR: é lamentável, eu sei. mas há por lá outras coisas boas para ouvir. vou partilhando algumas sugestões por AQUI
nas últimas semanas passei algum tempo em "salas de espera": aeroportos, estações de comboio e de metro. considero estes espaços como não lugares: na verdade, não é lá que queremos ficar. são só sítios que nos permitem chegar a outro lado. são espaços de despedida, de reencontro. de olá e de adeus. depois da terceira conferência, no porto, já estava farta de esperar. não conseguia, sequer, aproveitar só para me sentar num canto e observar as pessoas. tinha saudades das minhas pessoas, da minha almofada e dos meus cheiros.
encontrar aquele amigo de sempre, partilhar estórias e novidades. tristezas e alegrias.
levar os totós a alcobaça e aproveitar para ouvir a minha banda portuguesa preferida de todo o sempre, "em casa". the gift, sim. foi muito, muito bom. emociono-me sempre com o "fácil de entender", danço, choro, sorrio. é tão bom ver que a banda se entrega à música, ao público.
as músicas dos The Gift acompanharam tanto e muito alguns dos momentos mais importantes da minha vida. e depois, em palco, são sempre surpreendentes. esta tour, ALTAR, prima pela simplicidade na forma de estar em palco, mas com pormenores que são maiores, ainda que muito discretos.
e foi muito, muito bom ir ver um concerto just for the fun, sem ter que escrever reportagem.
toda uma liberdade só para sentir. sem ter que tomar notas ou prestar atenção ao alinhamento.
dias de puro egoísmo: livros, e o M da Mónica Mendes.
e aquela miúda mais gira, claro. a mais bonita. a mais doce, não fosse Mel, o seu nome
yoga na companhia do kendrick. a internet estava completamente louca com este DAMN.
e a autenticidade. ser autêntico é um compromisso para connosco. não tem nada a ver com os outros.
sim, amanhã é dia de festa ali para os lados do albergue da UPPA
vai haver poop collecting e passeios - isto se o São Pedro colaborar connosco!
conheço a UPPA há alguns anos e foi lá que me apaixonei pelo Félix, que faz parte dos canídeos cá de casa.
conheci o Fred e a Ginger, afilhados caninos e muito enormes em ternura.
vi a Ginger ser adoptada e acolhida numa família
conquistei o olhar indiferente do Gaby e assisti à relação única que tinha com o meu mano. vi o Bruno e a Cláudia a apaixonarem-se pelo Gaby - e a "meterem os papéis" para a adopção. não podia estar melhor, o princípe charmoso!
tornei-me cúmplice da Riva, graças à Joana
ganhei a confiança da Mel, graças ao Morais, que um dia me confiou a trela gigante para os passeios
limpei muitos cocós, fiz muitos kms de galochas e com as botas quechua (que estão a precisar de reforma, verdade seja dita!)
na UPPA também há lugar para a amizade e boa disposição. fiz bons amigos - nem todos têm muito pêlo ou andam nas quatro patas.
à Filipa e à Sandra, que fundaram a UPPA, aos sócios, aos padrinhos, aos adoptantes e a todos os voluntários: parabéns e venha daí mais um ano a conjugar o verbo UPPAliar
houve vestido de noiva, houve atraso da noiva, houve um drone a recolher imagens, houve gin, houve comida - houve festa e as pessoas estavam felizes #win
foi uma festa bonita e foi super fixe ter partilhado este dia com os noivos, com o mano e amigos que fiz no Taekwondo (sem nunca ter praticado... e esta hein?)
o pior foi a segunda-feira... casamentos ao domingo dão cabo da 'ssoa humana!
costumo dizer que não sou muito zen - mas sim muito zap.
o yoga exige dedicação e disciplina. eu sempre fui mais de body combat e outras coisas que tais.
pára! afinal... cheguei a fazer body balance no ginásio, lembrei-me agora.
não é a minha praia e tenho dúvidas que vá tornar-me numa praticante. mas quando a causa é solidária e há oportunidade para conhecer (pessoalmente) a Carla Ferraz... siga.
estive hoje no jardim da tapada das necessidades, com um grupo de gente com coração grande (e muita flexibilidade) que tirou uma hora do seu dia para praticar yoga e contribuir para a causa solidária da UPPA.
enquanto voluntária só posso agradecer.
aproveito para vos dar a conhecer o trabalho da Carla, a professora de yoga que também é uma #doglover. ora espreitem AQUI.
já a conhecem: tenho partilhado MUITO a #princesaRiva por tudo o que é rede social. o motivo? adorava que ela tivesse uma família e pudesse viver num ambiente que não fosse o do albergue. sim, sei que ela está segura na UPPA. procuramos fazer com que nada lhe falte - inclui mimo e "namoro".
a verdade é que o albergue deverá ser sempre um espaço e um tempo de transição - e não um destino.
mais informações sobre a Riva - e-mail para uppa.adoptantes@gmail.com ou pesquisar #princesaRiva no twitter, instagram e facebook. também podem clicar AQUI