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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

como assim? não há pizzas de curássante?

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fomos ao cinema, eu e a B - sim, só eu e a B. já tínhamos ido algumas vezes, mas sempre com a mãe - afinal, é uma forma de fazermos coisas juntas. hoje a mãe não pôde ir e o plano era uma tarde de madrinha e afilhada. a B. nunca tinha ido ao cinema só comigo, nunca tinha andado no meu carro... era tudo novo. quando me viu, deu-me um abraço. depois do pai colocar a cadeirinha no meu carro ficámos prontas para esta aventura. 

quem me conhece sabe que os meus carros (este é o segundo que tenho) servem de "armazém" de muitas coisas. inclusivé de memórias. a B. descobriu uma máscara da Pepa, do seu segundo aniversário (nota: a B. fez 4 anos há umas semanas). ficou prometido que lhe daria a Pepa, assim como o frasco de bolinhas de sabão que anda comigo na mala (don't ask!).

 

vimos o snoopy, não comprámos pipocas e no caminho para casa imaginámos pizzas daquelas que não há: pizzas de "curássante", de crocodilos, de morangos, de barbies... e acabámos por comprar uma com fiambre e cogumelos, pronto. a cara de desilusão da B. quando viu que, no continente, não havia mesmo pizza de "curássante". um pacote de gomas para fazer a surpresa ao pai e ainda uma rápida visita ao Kioko (ou Tioko) que faz cócegas com o seu bigode. 

 

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 gostanto! 

 

so much to sing - 3h30 não chegam

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O fim-de-semana chuvoso estava mesmo a pedir um final em grande: e os senhores muito enormes da David Matthews Band (DMB) conseguiram essa proeza. Quando investiguei sobre a banda que iria “fazer a primeira parte” percebi que os próprios constituiriam a primeira, a segunda e a terceira parte – se houvesse – só poderiam ter um protagonista: David Mateus e a sua banda (como carinhosamente lhes chamo).

 

Havia muito movimento na zona do parque das nações o que adivinhava casa cheia. Pouco passava das 20h quando a banda subiu ao palco e ninguém suspeitava da tamanha maratona de música que se ia seguir. Para quem já tinha cedido à curiosidade de espreitar os inúmeros concertos que estão disponíveis online esperavam-se grandes momentos em palco. Ainda assim, nada iguala a possibilidade de viver o concerto e poder testemunhá-lo na primeira pessoa.

 

O arranque do concerto aconteceu ao som de Warehouse. E depois? Depois seguiu-se uma espécie de maratona musical. É de facto impressionante verificar que a banda tocou “apenas” vinte músicas, em três horas e meia de concerto. Para quem lá esteve foram mais de vinte músicas, certamente. Cada música é reinventada, em palco, de tal forma que a sensação com que ficamos é que aconteceu ali algo único, irrepetível, desenhado à medida da noite do dia 11 de Outubro.

 

Aquilo que acontece em palco, entre os músicos da banda é qualidade, entrega, generosidade, prazer e conversa. O improviso, em cada música, parece-nos uma troca de ideias inesperada. Cada músico acrescenta um ponto, partilha o momento com o ar de quem está “simplesmente” a beber um copo de água: parece tudo tão simples. E perfeito.

 

O público devolveu a entrega da banda acompanhando Dave Matthews nas letras – o “coro” esteve à altura do carinho dos músicos. E imaginando que a música “Stay or Leave”, acontecia no final do concerto, pela meia-noite, acreditamos que seriam muitos os que praticariam o “stay”.

 

E se o nome que todos sabem de cor é o de Dave Matthews – por motivos óbvios – há aqui que sublinhar e repetir até à exaustão os nomes dos homens que encheram a barriga e a alma daqueles que estiveram no MEO Arena: Carter Beauford (bateria), Boyd Tinsley (violino), o Stefan Lessard (baixo), Jeff Coffin (saxofone), Rashawn Ross (trompete) e Tim Reynolds (guitarra).

 

Na sua terceira visita a Portugal, a banda devolveu o carinho que declaradamente sente por parte dos portugueses. O baterista Carter Beauford dirigiu-se ao público e as suas luvas brancas – a lembrar o rato Mickey, uma figura igualmente simpática – foram protagonistas do atirar de inúmeros pares de baquetas para os fãs. E quando pensávamos que o concerto tinha acabado, depois do “boa noite” e “muito obrigado”, o público simplesmente não arredou pé. E pediu mais. De telemóveis ligados, em modo lanterna, a assobiar e a bater palmas, a banda não teve alternativa a não ser regressar ao palco. Ants marching foi o tema escolhido para encerrar a noite, longa, que nos deixou a todos embriagados num improviso que transpira muito trabalho, cumplicidade e amor pela música.

 

Este foi o primeiro concerto da tour europeia, que não poderia ter começado melhor. Madrid, Manchester, Zurique, Milão, Roma, Copenhaga – são alguns dos destinos da #DMBeuropeantour que irá fechar na cidade de Dublin, a 13 de Novembro.

 

 

 

gotta love these dog days

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dos essenciais no voluntariado: calçado confortável, protector solar (nota: o bronze uppa é qualquer coisa de fazer inveja ao bronze do querido Nelson Évora), sacos para recolher os cocós, o púcaro dos bons sons para dar de beber à sede no chafariz dos passeios, biscoitos para recompensar os UPPAlianos mai'lindos 

 

e antes de seguir para o albergue, uma quick stop na box cá de casa, para amarfanhar o Friqui Dog, o Félix e o Farrusco - e o Kioko que está de fim-de-semana aqui na aldeia 

 

já no albergue, uma equipa de voluntários de coração grande lavou, limpou, deu medicação, passeou, apanhou cocós, recebeu novos voluntários, recebeu possíveis adoptantes, alimentou e mimou os setenta e picos canitos que por lá se encontram

 

como sou uma 'pariga de sorte terminei a noite com sushi, gin e amigos, em conversas mais ou menos sérias sobre isto ou aquilo

 

e ainda fiz um amigo, que me surpreendeu com umas lambidelas boas de carinho (hey, nada de piadas parvas, estou mesmo a falar de um cão!)

 

foi um sábado extremamente positivo: um verdadeiro dog day, do primeiro ao último minuto

 

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'ssoas humanas. daquelas genuínas

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no Bons Sons tive a oportunida de conversar (vá, uma espécie de entrevista, que eu cá não sou bem jornalista) com o Ben e o Alex. e confesso que fiquei encantada com a sua honestidade e genuinidade para com o trabalho e aqueles que os seguem

 

o concerto D'Alva Redux foi do melhor que o festival teve. e fiquei viciada nas suas músicas, confesso.

 

esta não passou lá. mas #batequebate cá dentro. 

 

sobre os Bons Sons, podem ler os meus artigos no site Horários dos Festivais. é só procurar horariosfestivais.com e encontram-me por lá

 

 

 

 

 

cem & bons sons

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pela segunda vez na minha vida, fui até ao festival Bons Sons, em Cem Soldos. a missão era registar tudo (vá, quase) para o site Horários dos Festivais e entrevistar alguns artistas: Benjamim e D'Alva

 

as conversas foram boas e o ambiente em Cem Soldos é mesmo único. 

depois explico esta minha fotografia junto à obra da artista contemporânea-de-agora e falo-vos do cinzeiro. ora bolas, isso posso mostrar-vos já: 

 

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da série: isto só a mim

no domingo ao final da tarde todos os caminhos vão dar ao b.leza, ali mesmo no cais do sodré.

há workshop de dança (kizomba e semba) e depois há música para dar dois (três, quatro) passinhos de dança.

a partir das 20h, a entrada custa 5 euros e dá direito a um consumo até 2,5euros - o que me parece muito catita. 

 

as 'ssoas que nos recebem no b.leza não são as mais simpáticas ao cimo da terra. é raro o dia em que algum dos empregados sorri para nós. no meu caso, eles não têm alternativa, nem que seja pelo facto de ser a única 'ssoa humana presente com uma franja cor-de-rosa. 

 

no domingo passado lá fomos nós. chegar, escolher um spot, uma mesa para assentar os arraiais - e as malas. e fomos supreendidas com uma regra nova: não podemos ter as malas em cima das mesas. "ah não? então colocamos onde?" a opção é o bengaleiro - e tem um custo associado, julgo que 1euro. 

havia malas no chão, em cima das cadeiras. e um senhor a controlar, a passar de vez em quando, para verificar se havia malas em cima da mesa ou não. 

 

adiante. lá nos fizemos à pista. a fauna e a flora presentes prometiam uma noite bem passada. e assim foi.

desde um rapaz bem intencionado que queria fazer a revisão da matéria dada no workshop comigo (amigo, desculpa, não vim à aula. tens mesmo que me conduzir, tá?), ao amigo que precisava urgentemente de um AXE naquelas axilas e que por isso levou um redondo NÃO, obrigada, ao amigo que perante o meu convite para dançar disse: "eh pah, uma mulher a convidar-me para dançar?" - ao que respondi, se preferires um homem, posso ver o que consigo arranjar. 

 

feitas as contas, o saldo é positivo. o ambiente é boa onda, ainda que com algumas personagens caricatas por lá. e há alegria a dançar. 

 

if i can't dance, it's not my revolution 

 

 

dos dias gigantes

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fomos ao Porto lançar a revista Gerador #4. em jeito de excursão, aí fomos nós estrada acima: cantámos, rimos, falámos de sexo, tivemos ideias para a #5, partilhámos coisas, comemos um croissant com creme FABULOSO, passámos por Minde, almoçámos numa tasquinha com nome de aldeia. 

 

provei o magnum pink <3 e bebi finos como se não houvesse amanhã.

reencontrei amigos de longa data e rimos muito.

rir é uma coisa fixe.

e depois? depois cheguei a casa esgotada e feliz. 

 

obrigada Pedro, Herberto e Miguel, pela companhia e pela viagem. desculpem lá o mau humor matinal.

obrigada Sara, Elaine, Tiago, Patrícia, Guilherme(s), Elsa e Alex pela presença.

 

até já, Porto!

 

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