a bulldog rescue portugal tem feito um trabalho gigante na recuperação de frenchies que são abandonados ou vítimas de maus tratos
sim, também acontece aos "cães de marca" - muitas vezes, por estarem "na moda", são comprados e quando os problemas de saúde acontecem há quem opte pelo abandono - em vez de pedir ajuda
para além do preço que custam, os frenchies têm algumas características da raça que inspiram cuidados: sistema respiratório e pele
o Sparta, na foto, teve a sorte de, no meio do abandono, encontrar quem foi capaz de recuperar a sua pele - e a fé na humanidade
uma pequena nota: o bulldog francês cá de casa foi adoptado, depois de ter sido comprado e expedido da eslovénia para cá, cedo demais - acabou por não usufruir da amamentação como devia e consta que a data de nascimento no passaporte foi alterada só para permitir que viajasse. chegou-nos após uma passagem por um casal que até queria muito ficar com ele, mas cujo condomínio não permitia. veio de longe - e hoje faz-nos muito felizes!
em setembro de 2008 (ou terá sido outubro?) fui pela primeira vez aos açores. o destino era o faial e o objectivo dar formação a pais, professores e educadores.
o meu mano tirou uma fotografia neste sítio. lembro-me que, por estar a trabalhar, não estive aqui e não vi a ilha do pico deste ponto de vista. sempre gostei muito daquela fotografia.
há um ano voltei aos açores., desta vez a angra do heroísmo, com direito a escala no faial. e consegui ver a ilha do pico a partir desta perspectiva. registei o momento.
foi sempre a filosofia que me levou aos açores: ora para dar formação, ora para participar num encontro na universidade.
aliás, a filosofia já me levou a braga, ao funchal, a maputo, à lourinhã, a portalegre, a sintra e a tantos outros sítios que tenho assinalados num mapa.
é por estas e por outras que eu digo que a filosofia é fixe.
a Dália era uma mãe e mulher muito à frente do seu tempo: vivia do e no campo, ousou não casar pela igreja, apenas pelo registo e não usou vestido
a Sabel ousou lutar pelo seu bem estar e pelos dos seus filhos
nós, os netos da Dália e os filhos da Sabel, aprenderam que a coisa mais difícil da vida não é viver, mas saber viver e ser fiel a nós mesmos, aprendendo a viver com o que se tem e lutando pelo que se quer
os netos ainda não têm filhos - mas não é por isso que a nossa casa está vazia, como se pode ver pela fotografia
obrigada, mãe Sabel. gostamos de pensar que também aprendeste alguma coisa connosco