falava com a Sandra, a minha nutricionista sobre a vitória que foi vestir aqueles calções. e veio-me à memória estas calças de ganga, que não visto há uns 3, talvez 4 anos. adoro o corte, adoro o tecido, mas não conseguia enfiar-me lá dentro.
há um ano e tal fiz uma limpeza ao armário e sei que separei algumas calças que na altura não me serviam para despachar para a Zélia (que faz re-utilização de tecidos e de roupas). pensei: nunca mais me meto dentro disto. MAS. MAS! deixei ficar este par. só naquela. quem sabe? hum?
ontem vesti as ditas cujas. vesti mesmo. até à cintura. apertei o botão. o fecho. e conseguia respirar. tão bom!
ainda não me sinto confiante para sair com as calças à rua: é que marcam ali o pneu, sabem? e vou esperar que o volume diminua mais um bocadito para ganhar essa confiança.
estas não precisam de cinto. mas há outras que sim, precisam. e o cinto precisou de furos. pedi ao mano para fazer mais um furo: e ele fez mais três. cheio de confiança, hein, manu lindu?
a joana menos cinco revelou-se menos oito, depois menos treze e depois menos catorze vírgula seis. a joana está feliz. a joana fala de si na terceira pessoa. a joana é la puta ama.
esta semana há visita à nutricionista. um mês depois, vamos avaliar o peso. pelo meio houve sushi e pizza, uma meia torrada e batata frita do pacote. em cada semana há sempre um dia para a asneira.
e agora, com o tempo mais quente (eh pah, não comentem!) já sabe bem a gelatina, que tenho feito com fruta (mirtilos ou framboesas).
julgo que já denunciei por aqui o meu amor pelo twitter. ando pela rede do passarinho azul desde 2009 e até agora o saldo tem sido muito positivo - a nível pessoal e a nível profissional. a todos os níveis (sim, esse também).
80% dos meus projectos profissionais, enquanto freelancer, têm ou tiveram origem num contacto feito via twitter. é uma rede onde o networking se pratica diariamente e onde podemos falar com as pessoas, directamente, sem hierarquias, sem e-mail para a secretária ou para um "geral" ou "info".
e depois, há tudo o resto. a vida, senhoras e senhores.
há os amigos que fazemos, pois encontramos alguém que partilha os mesmos interesses do que nós. dois desses amigos estão comigo nesta fotografia: o Pedro e o Basílio. a vida nem sempre nos permite a presença "ao vivo e a cores" e o twitter faz o favor de nos juntar, diariamente. para rir, para partilhar informação, para discordar, para concordar. e, sobretudo, para dizer muito, mas muito disparate.
o twitter é fixe. o twitter é feito de 'ssoas humanas, como estes dois.
maio é mês de maria - e não só. cá por casa é mês de aniversários: de mamãe e do mano. não somos as 'ssoas mais entusiastas com os aniversários, temos a nossa maneira de lidar com a coisa.
como se pode ver pela foto, eu lido sempre com charme e com a mão na anca.
it's joana, bitch
maio trouxe consigo a necessidade de tomar uma decisão importante; de assumir que houve decisões no passado que não foram assim tão fixes. e como não posso ficar presa a isso para sempre, peguei nas minhas coisinhas e fiz-me à vida.
escolher é sempre difícil, sempre. não há volta a dar. mas só assim conseguimos seguir em frente. eu sei, é um super cliché.
aquele café inesperado
a vida é um lugar estranho e proporciona-me uns encontros inesperados. e reveladores.
outro cliché
mais uma voltinha, mais uma viagem, mais uma "tareia" daquelas que me faz bem - ao corpo e à alma. btw, o corpo está 13 kgs mais leve. aqueles calções já servem, aquelas calças também. e já comprei calças no número abaixo.
olá, junho
junho é o mês do verão e do meu aniversário. chegou com pouco calor (lamentável!) e com a promessa de bastante trabalho. e formações - daquelas em que eu me sento no lugar de formanda, sabem?
it's friendzone or kissing zone, baby
"39 and single".
já reforcei os cremes com colagénio, para a cara, e amanhã vou investigar um para o corpitxo. "vai malandra" e afins - é esse o mote para os 39, como quem caminha para a ternura dos 40.
obrigada por estarem desse lado, sintonizados neste blog, a ouvir desabafos, vitórias, reclamações, elogios, coisas boas e outras que nem por isso. tudo isso faz parte da (minha) vida e este blog é dos melhores arquivos que tenho dela.
disclaimer: sou a pior pessoa para vos "ensinar" a "comer bem". tenho para mim que este "comer bem" é algo com muitas interpretações e sujeito a várias teorias. não tenho nome para este plano alimentar que estou a seguir, há praticamente um mês e do qual vos falei aqui. foi desenhado para mim, pela sandra eloi, a minha nutricionista.
inclui espelta (um cereal que desconhecia), requeijão ou queijo de ovelha, ovos, canela, cogumelos, fruta (nem todas). carnes brancas, peixe, tofu, seitan.
pão? nem vê-lo.
ao princípio pensei que seria difícil. na verdade, não sou muito apreciadora de comida; há coisas de que gosto muito, mas não sou daquelas pessoas que tira um prazer imenso em sentar à mesa para comer. mas adoro pão. pão é vida. pão é amor. o desafio consistiu mesmo em fazer uma espécie de "desintoxicação" de pão.
nos primeiros dias foi difícil: a torrada. ai a torrada do pequeno almoço que me faz tanta falta. bom, afinal não faz. há outras coisas boas para comer e que me deixam saciada: bolacha de arroz com fiambre ou queijo fresco ou requeijão. e chá, sempre o chá a acompanhar.
arrisco-me a dizer que estou "viciada" no requeijão e no queijo fresco de ovelha. tem outro sabor e com oregãos e um bocadinho de sal de ervas fica (como dizem as 'ssoas modernas) TOP.
o atum natural, os cogumelos, a fruta (maçã ou pêra), as lulas, os ovos (escalfados, mexidos ou cozidos) têm permitido conjugações diferentes. tenho consumido poucos hidratos de carbono e não tenho fome. sinto-me bem, com energia e a lidar muito bem com as tentações (ir às compras e acenar à prateleira das gomas...).
dizem que precisamos de 21 dias para criar novos hábitos. estou nessa fase: já passaram 21 dias e estou quase, quase nos 30. comi pão umas 3 vezes, mas assim uma quantidade mínima. aproveitei os almoços de domingo para fazer alguns disparates (inclui comer o meu bolo preferido, o bom bocado, beber cerveja e/ou gin).
estou curiosa para perceber o que a balança me vai dizer, no dia da consulta com a sandra. as expectativas são baixas e estou tranquila pois noto diferença de volume na roupa, sobretudo nas calças de ganga e afins. é um bom sinal, mas não aposto sequer num número, para a balança.
o objectivo é #joanaMenosCinco - e isto é todo um work in progress.
não é novidade para ninguém que sou uma 'ssoa roliça. sempre fui gorda, sempre tive peso a mais para a minha altura (que é mínima, vá). estou reconciliada com isso, no sentido em que sei que tenho limitações: um sistema hormonal meio avariado, um problema de hipoglicémia, méniere e outras coisas mais.
há muitos anos que sou seguida por uma nutricionista, a sandra, e temos como premissa não levar os números da balança demasiado a sério. atendemos ao volume, à qualidade do que como, às rotinas, ao ciclo menstrual, ao volume que sentimos e que a roupa "acusa". nos últimos meses a balança tem sido um problema, para mim. não me sinto confortável com o peso que ela acusa - embora não o sinta, no meu dia-a-dia. e há ali umas calças que quero voltar a vestir, entendem?
portanto, estamos em missão #joanamenoscinco - quero perder 5 kgs nos próximos dois meses. sim, com calma, pois sei que o meu organismo é manhoso e habitua-se a tudo, rapidamente. e depois deixa de "responder". com a ajuda da sandra desenhei um plano alimentar. algo novo, para surpreender o organismo e obrigá-lo a dar resposta (isto é, a perder peso).
não vos digo quanto peso, nem quanto vou pesar no final desta aventura. os números não são mesmo o mais importante. aviso-vos quando voltar a vestir aquelas calças - combinado?
pois bem, hoje cheguei ao dia 21 do desafio. com altos e baixos, uns dias com mais vontade, outros com vontade nenhuma. o facto é que cheguei ao dia 21.
comemorei o momento com 5km na elíptica, em 48 minutos. há três semanas mudei ligeiramente o objectivo de treino: de mínimo 45min + 3,5km e níveis variados para mínimo 45 min no nível 2. motivo? para ver a evolução em termos de km.
há dias em que treino pelas 18h, 19h, outros em que o faço na hora do almoço. depende do meu dia de trabalho (que não é sempre igual). há semanas em que treino 4x, outras em que fico pelas 3x. a ideia é persistir e não desistir.
sempre que posso, deixo o carro o mais longe possível do sítio para onde quero ir, para caminhar.
e resultados, métricas?
bom, além de conseguir fazer + 1km nos mesmos 45 min do 1º dia, posso dizer que me sinto com mais energia, mais descansada e consta que até as células se andam a renovar.
amanhã é dia de consulta na nutricionista e há a esperança de que os números na balança se tenham alterado. ainda assim, essa não é a minha prioridade, nem a maior preocupação.