a nossa existência é uma residência artística

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i wonder why...
isto já é um clássico, não acham?
boa semana!
* talvez não seja. talvez, tal como diz Rui Zink, seja fascista.
para mim, é comunidade. pelo #twitterchatpt, pelo que leio noutros twitter chats, pelo que oiço na foot locker do ubbo onde me dizem "temos de olhar pela comunidade, queremos que as pessoas visitam a nossa loja, mas sobretudo o centro comercial", bem como pela comunidade que o desafio dos pássaros movimentou.
comunidade.
tenho de escrever sobre isto com mais calma.
«O meu futuro namorado ouve as músicas que lhe envio, gosta de Nietzsche, não se importa de conduzir o meu carro violeta, usa um Mac, leva-me ao cinema e ao teatro, entende quando quero ir a concertos sozinha, lê-me crónicas do Lobo Antunes, conhece todos os recantos da minha alma, faz-me perguntas pertinentes, deixa-me a pensar, pede-me para abrir o tinto que vai acompanhar o jantar, cozinha para mim, sai comigo para me ver dançar, planeia viagens surpresa, sabe que não gosto que me mexam no cabelo, acredita em unicórnios, mira-me enquanto durmo, detesta as manhãs, respeita o meu mau humor matinal, escreve maravilhosamente, usa barba, sabe dar palmadas, beija divinamente, adora as minhas curvas, admira-me com orgulho e deixa-se admirar por mim, adapta-se a mim e eu e a ele, sabe pôr-me no meu lugar, tem sentido de humor e não é perfeito. É isso.»


a franja mai'linda.
nervoso de segunda-feira: quem nunca?
boa semana!
encontrei este texto num blog que, entretanto, já não está activo.
ainda bem que fiz copy/paste, pois é demasiado bom e merece ser lido uma e outra vez.


e lá me vou convencendo que o avesso é o lado certo.

já está - é o que o senhor grita no estádio da luz quando a equipa do benfica marca golos. e foi o que pensei quando cheguei à sala onde iam acontecer as provas públicas do meu mestrado. "já está".
também ficava bem um "we made, we here". we - pois este trabalho foi partilhado com uma orientadora e uma co-orientadora. foi um trabalho partilhado, sim, que envolveu muitos momentos em companhia do computador e dos ficheiros word que gritavam por palavras. adiei o momento da entrega e falhei os objectivos iniciais: a vida meteu-se pelo meio e acreditem que isto de trabalhar, como freelancer, e estudar para escrever uma dissertação não é nada fácil. exige muita disciplina e a noção de que o tempo escorre pelas mãos, qual areia fina da praia.
já sou mestre, em gestão de recursos humanos. portanto, posso dizer que já conhecia o processo. mas o meu contexto era diferente e nem por isso fui mais rápida na escrita. neste segundo mestrado, em filosofia para crianças, junto da única universidade portuguesa que tem este curso no seu currículo (a universidade dos açores), o tema é-me muito querido e familiar. trabalho nesta área há 10 anos. faltava, por isso, dar o pulo da prática para a teoria, de uma forma académica e reconhecida pelos pares. e lá pulei eu, até Ponta Delgada para poder dizer "já está".
e agora? agora é seguir caminho. há uma revisão para fazer, no texto, com base no que ouvi das arguentes. haverá sempre algo a melhorar, a mudar, a corrigir, a acrescentar ou a retirar, mas tenho de fechar o capítulo e seguir em frente.
não, não estou a falar de doutoramento. é mesmo seguir com a minha vida, com aquilo que suspendi por causa do mestrado (sim, escolhas e consequências) e saborear o facto de ter chegado ao fim, com distinção.
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