vem aí a festa de natal dos sem abrigo, organizada pela Comunidade Vida e Paz. terá lugar na cantina da Cidade Universitária, nos dias 14, 15 e 16 de dezembro. esperam-se muitos convidados e a olhar pelo número de pessoas presentes na 1ª sessão de apresentação, não faltam voluntários (gente com o coração a bater lá dentro).
chegámos um pouco fora da hora marcada e logo no estacionamento alguém nos perguntou: «desculpe, pode dizer-me onde fica a cantina?»
nós também vamos para lá, respondeu mamãe.
e assim conhecemos uma voluntária, com quem partilhámos estórias de animais, falámos sobre o Pedro Afonso, sobre o café que se quer curto, sobre a vontade em ajudar. «é a primeira vez que faz voluntariado aqui?» nós estamos cá pela segunda vez e vamos para as sandes.
sim, o natal cá em casa é isto, porque não ligamos a prendas e não nos juntamos apenas no natal. juntamo-nos quando faz sentido, quando queremos.
é bom ver que há muita gente disponível para dar o seu tempo e o seu sorriso aos convidados da festa. muito bom.
eu estou indignada porque nos dias que correm a Mariana e a Antonieta não têm outra alternativa senão pedir ajuda aos amigos e desconhecidos para que possam ter qualidade de vida
lembram-se de vos falar da pequena Mariana, uma princesa que precisava de um «empurrão» para subir e descer as penosas escadas do prédio da sua casa? ei-la, já na cadeira que conseguimos com a ajuda da Junta de Freguesia de Campolide, a Thyssen e a ajuda de tantas pessoas que contribuíram como lhes foi possível para que este sonho se tornasse realidade.
os finais felizes acontecem. e não é só nos contos de fada. beijinhos, Mariana
tive a oportunidade de participar neste projecto que juntou 42 olhares e 42 estórias com o objectivo de contribuir para a Casa da Acreditar, no Porto. a causa é nobre. muito obrigada ao grupo GAFA pela possibilidade de fazer parte deste projecto.
comprei-o na Bertrand, a par do livro de Helena Sacadura Cabral. apetecia-me ler livros com gente lá dentro, entendem? e enquanto esperava no cabeleireiro para me cortarem a franja, li metade. devorei. e impressionei-me.
Gabriel e Gabriela, os pais de Safira, são efectivamente pessoas incomuns (no melhor sentido da palavra possível). têm crenças, como todos nós. atrevo-me a dizer que praticam crenças que todos nós deveríamos assumir (a alimentação livre de carne, por exemplo, a não ingestão de medicamentos químicos e a procura de alternativas mais saudáveis).
é emocionante ler a descrição desta luta da família de Safira contra o o «amigo» Wilms. e assustador pensar que neste processo tiveram que lutar contra um veredicto do Tribunal que os acusava de negligência para com a filha. recusar o tratamento no IPO não siginificava, neste caso, recusar o tratamento à Safira; mas sim a busca de uma alternativa mais saudável.
para mim, foi impressionante ler isto: «A médica Filomena Pereira diria, mais tarde, que no seu serviço são sempre transmitidas aos pais as informações sobre os efeitos secundátios "na medida do estritamente necessário e de acordo com a capacidade dos pais para lidar com essa informação."» como é que se avalia a capacidade de lidar com a informação? quem é que pode avaliar dessa capacidade?
os médicos não estão habituados a ser questionados pelos doentes. digo-o por experiência própria. os médicos (na sua grande maioria) torcem o nariz às terapias alternativas. as pessoas (na sua grande maioria) desconhecem/não têm acesso a alternativas aos químicos. nem sequer questionam a ingestão de químicos. é que, muitas vezes, as probabilidades do químico funcionar são idênticas à do medicamento homeopático.
num mundo ideal, a medicina convencional e as medicinas alternativas estarão, lado a lado, a dar vida ao juramento de Hipócrates:
«Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém.»
«a Carla Albuquerque ligou-me, mas o telemóvel ficou sem bateria. quando foi possível ligá-lo, tinha uma sms a dizer «Habemus cadeira! Estou feliz!».
a Thyssen entrou em contacto com a equipa Unidos com a Mariana para saber como poderia ajudar. depois dos técnicos terem visitado a casa da Mariana, para tirar medidas, aguardávamos notícias. havia a possibilidade da empresa vender a cadeira e plataforma pelo valor que tínhamos angariado (o que era EXCELENTE!). e assim aconteceu.
a Carla partilhou no twitter: « hoje vai ser assinado o contrato pelo valor angariado e amanhã a empresa fará a encomenda; daqui a 5 ou 6 semanas a cadeira será instalada».
CONSEGUIMOS!
um MUITO OBRIGADA a quem, desde o 1º momento, se juntou a esta causa. a Mariana vai, finalmente, poder subir até ao 3º andar, em segurança e com comodidade.»
(saudades das minhas bata da escola. gostava tanto, costuradas pela mamãe Sabel!)
I'mnotgay, but I lovetherainbow!
e as fardas? apreciamos bastante. vá senhores, estou à espera, levem-me lá para a esquadra!
recomenda-se, após uma marcha de orgulho lgbt, a «ingestão» de cultura em forma de coisas de homem. apreciámos bastante a peça. densa, dura, mas tão cheia de verdade. a vida nem sempre é cor de rosa.
«tirando isso, está tudo bem!»
[pelo meio, visitamos o teatro rápido - ADORO! - jantámos no Nood e caminhámos por Lisboa.
família é isto: ter uma mãe que me acompanha nestas lócuras e partilha momentos com os meus (nossos) amigos.]