5h de formação para professores e educadores (e que grupo de formandos catita, este!)
muitas horas no parque da Bela Vista: entre a sala de imprensa, o palco Mundo e o palco Vodafone, para fazer reportagem do Rock in Rio para o musicfest.pt
o resultado? na segunda feira de manhã o cérebro estava lento, cansado e a pedir descanso. os próximos dias serão mais calmos (espero... vida de freelancer é sempre uma novidade constante) e espero regularizar o descanso necessário.
a formação continua e o verão traz novos festivais, novas reportagens. até parece fácil. não é. a partilha com uma equipa bem disposta supera tudo. e dizem-se muitas parvoíces pelo meio - espreitem a tag #ouvidonapress no twitter
O fim-de-semana chuvoso estava mesmo a pedir um final em grande: e os senhores muito enormes da David Matthews Band (DMB) conseguiram essa proeza. Quando investiguei sobre a banda que iria “fazer a primeira parte” percebi que os próprios constituiriam a primeira, a segunda e a terceira parte – se houvesse – só poderiam ter um protagonista: David Mateus e a sua banda (como carinhosamente lhes chamo).
Havia muito movimento na zona do parque das nações o que adivinhava casa cheia. Pouco passava das 20h quando a banda subiu ao palco e ninguém suspeitava da tamanha maratona de música que se ia seguir. Para quem já tinha cedido à curiosidade de espreitar os inúmeros concertos que estão disponíveis online esperavam-se grandes momentos em palco. Ainda assim, nada iguala a possibilidade de viver o concerto e poder testemunhá-lo na primeira pessoa.
O arranque do concerto aconteceu ao som de Warehouse. E depois? Depois seguiu-se uma espécie de maratona musical. É de facto impressionante verificar que a banda tocou “apenas” vinte músicas, em três horas e meia de concerto. Para quem lá esteve foram mais de vinte músicas, certamente. Cada música é reinventada, em palco, de tal forma que a sensação com que ficamos é que aconteceu ali algo único, irrepetível, desenhado à medida da noite do dia 11 de Outubro.
Aquilo que acontece em palco, entre os músicos da banda é qualidade, entrega, generosidade, prazer e conversa. O improviso, em cada música, parece-nos uma troca de ideias inesperada. Cada músico acrescenta um ponto, partilha o momento com o ar de quem está “simplesmente” a beber um copo de água: parece tudo tão simples. E perfeito.
O público devolveu a entrega da banda acompanhando Dave Matthews nas letras – o “coro” esteve à altura do carinho dos músicos. E imaginando que a música “Stay or Leave”, acontecia no final do concerto, pela meia-noite, acreditamos que seriam muitos os que praticariam o “stay”.
E se o nome que todos sabem de cor é o de Dave Matthews – por motivos óbvios – há aqui que sublinhar e repetir até à exaustão os nomes dos homens que encheram a barriga e a alma daqueles que estiveram no MEO Arena: Carter Beauford (bateria), Boyd Tinsley (violino), o Stefan Lessard (baixo), Jeff Coffin (saxofone), Rashawn Ross (trompete) e Tim Reynolds (guitarra).
Na sua terceira visita a Portugal, a banda devolveu o carinho que declaradamente sente por parte dos portugueses. O baterista Carter Beauford dirigiu-se ao público e as suas luvas brancas – a lembrar o rato Mickey, uma figura igualmente simpática – foram protagonistas do atirar de inúmeros pares de baquetas para os fãs. E quando pensávamos que o concerto tinha acabado, depois do “boa noite” e “muito obrigado”, o público simplesmente não arredou pé. E pediu mais. De telemóveis ligados, em modo lanterna, a assobiar e a bater palmas, a banda não teve alternativa a não ser regressar ao palco. Ants marching foi o tema escolhido para encerrar a noite, longa, que nos deixou a todos embriagados num improviso que transpira muito trabalho, cumplicidade e amor pela música.
Este foi o primeiro concerto da tour europeia, que não poderia ter começado melhor. Madrid, Manchester, Zurique, Milão, Roma, Copenhaga – são alguns dos destinos da #DMBeuropeantour que irá fechar na cidade de Dublin, a 13 de Novembro.
no Bons Sons tive a oportunida de conversar (vá, uma espécie de entrevista, que eu cá não sou bem jornalista) com o Ben e o Alex. e confesso que fiquei encantada com a sua honestidade e genuinidade para com o trabalho e aqueles que os seguem
o concerto D'Alva Redux foi do melhor que o festival teve. e fiquei viciada nas suas músicas, confesso.
pela segunda vez na minha vida, fui até ao festival Bons Sons, em Cem Soldos. a missão era registar tudo (vá, quase) para o site Horários dos Festivais e entrevistar alguns artistas: Benjamim e D'Alva
as conversas foram boas e o ambiente em Cem Soldos é mesmo único.
depois explico esta minha fotografia junto à obra da artista contemporânea-de-agora e falo-vos do cinzeiro. ora bolas, isso posso mostrar-vos já:
Anselmo, eu e mamãe reforçamos a nossa dose de "fã" do teu trabalho. e que ar de felicidade o teu. e que baterista giro tens a trabalhar na tua banda, pah!
começo a desconfiar que os bateristas têm que ser todos giros. deve estar nos requisitos principais ;)
a equipa Violeta dos Horários dos Festivais andou mexefest acima e mexefest abaixo em busca do wc perfeito. o são jorge foi o local escolhido. vejam só a fotografia!
o ambiente em Cem Soldos é verdadeiramente único: esta ideia de fechar uma aldeia para a abrir para um festival de música é genial - já o disse AQUI e repito.
e foi bom encontrar amigos: começou logo à entrada, quando me cruzei com o Daniel Cardoso e o seu projecto Le Moustache Sir, que anda por aí, de festival em festival. as suas especialidades no caco são mesmo especiais. para quem me conhece, sabe que a carne não é um petisco que aprecie, mas o cheiro das bifanas e daquele molho era tal que não resisti. o atum no caco também ficou aprovado.
também encontrei o Carlos e a família, a Rita e uma senhora muito simpática com quem me cruzei duas vezes e que acho que conheço das formações - não tenho a certeza. mas certamente que me vou lembrar um dia destes.
conheci o Soares, Meirinho e Jorge - um trio de campistas muito boa onda, cujos nomes podiam resultar numa marca de produtos portugueses, com certeza!
e o Joaquim? o moço voluntário do autocarro que tem uma invejável colecção de pulseiras de festivais nos braços? impecável. e temos amigos em comum - o mundo é mesmo um bidé!
ah! o concerto de Mara, na igreja, foi incrível. e o concerto do Tiago Sousa? bom, em breve prometo partilhar alguns pormenores inesquecíveis e que gostaria mesmo de registar para a eternidade.
a estadia foi assegurada pela minha amiga Ana, que conheci nesse lugar inóspito, que é a internet, no chat do blog do Nuno Markl (don't ask). a Ana é aqui de Tomar e há uns anos, a propósito de um concerto do Nick Cave, no Coliseu, em Lisboa, ofereci-lhe guarida em minha casa. desde então, a amizade cresceu e é comum festivalarmos e concertarmos em conjunto. há (quase) sempre música em volta dos nossos encontros - é um facto.
obrigada, Ana. gostei muito de conhecer a tua Hortinha, ao vivo e a cores.
apaixonei-me pelos Dead Combo antes do boom Bourdain (que só é merecido, os moços têm talento e tiveram ali uma oportunidade de levar o seu som mais além). gostava (e gosto) da forma como a dupla se apresenta em palco, os fatos, o chapéu, os óculos escuros, a forma tímida como o Tó Trips fala com o público e descreve as músicas que vão tocar a seguir. estes moços são qualquer coisa.
a somar a isto tudo, uma forma maravilhosa de dizer coisas sem usar uma única palavra, numa espécie de tango que cada um dança com o instrumento que toca.
foi muito bom ouvi-lo tocar, ontem, no Museu do Chiado. uma iniciativa Lisboa na Rua.