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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

[sem título]

- desafio de escrita dos pássaros #2.5

- A questão é saber se chegas a ter consciência disso. Ou se achas natural.

- Acho natural o quê? – perguntou ele.

- Pronto. – disse ela – Já percebi que não tens consciência.

- Mas consciência do quê? – insistiu nele.

Ela sacou de um cigarro. Negro, com cheiro a baunilha. Nem se percebia bem que era um cigarro, dada a ausência do cheiro a tabaco.

- Não gosto nada de ter que te explicar isto. És um falso. Apregoas aos sete ventos uma coisa que não és. Ainda não percebi se te queres proteger ou se isso é uma forma de ataque.

Ele olhou-a. Sentia-se transparente.

- E não olhes para mim assim. Nem imaginas como me custa ter-te aqui e dizer-te isto na cara. Custa-me tanto saber que és outro. Nem imaginas como isso me chega a irritar. E afasta-me de ti. Só penso em formas de estar longe de ti. Mil e uma ginásticas.

O cigarro estava a chegar ao fim. Era tarde e a alma – que pesava toneladas - pedia descanso. A dela. Já a dele pairava algures naquele quarto a tentar compreender o sentido daquilo que tinha ouvido.

Era (cada vez mais) tarde. Ela puxou o cobertor e o lençol. Apagou a luz. Ele permaneceu sem resposta, com o olhar fixo na escuridão, que era o reflexo da sua própria falta de luz. No outro dia, pela manhã, ele não estava lá. Um bilhete na mesa de cabeceira a dizer "adeus". Ela respirou fundo: realizou-se o que há muito desejava. 

 

tema do desafio: acordas e tudo o que mais desejavas realizou-se, conta-nos o teu dia

BABIES

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Fui agradavelmente surpreendida com um documentário Netflix sobre bebés. Chama-se BABIES e é merecedor da hashtag #cutenessoverload. Além disso, faz-nos pensar num conjunto de ideias feitas que temos sobre os bebés e no quão misterioso ainda é, para nós, a forma como aprendem, como se desenvolvem.
 
Por exemplo, no episódio 3, sobre gatinhar, há um testemunho incrível de uma especialista sobre o crescimento dos bebés. Durante um certo período de tempo esta investigadora fez medições diárias num conjunto de bebés o que lhe permitiu recolher dados que nos levam a questionar a curva de crescimento e a pensar neste como algo gradual. Os bebés apresentaram entre 2 a 20 dias sem crescimento e depois, de um dia para outro, havia um pico de crescimento de 1 cm (por exemplo).
 
Quando apresentou os resultados à comunidade cientifíca, a investigadora foi confrontada com a persistência de alguns membros da comunidade em rejeitar os dados. Michelle Lampl sublinha que o progresso científico vive disso: de colocarmos os modelos em causa, com base em dados.
 
Podes ler o estudo Saltation and stasis: A model of human growth e colocar o documentário BABIES na tua lista.

conversar

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nos últimos tempos tenho vindo a ser convidada para conversar com 'ssoas-que-pó-de-castam. a experiência é rica, para mim, pois estou num papel que não me é habitual: sou a pessoa a quem fazem perguntas. esta inversão de papéis enriquece-me pois mostra-me que curiosidades têm os outros em relação ao meu trabalho, ao que penso, aos meus projectos.

resolvi fazer uma compilação dos podcasts por onde já passei. ora cá vai: 

Falar Criativo

O Brinco do Baptista

Ele bem tentou

Ó vai, Ó racha

Amok das 5

Sobretudo 

 

em breve haverá novidades. e não, não vou criar o meu podcast. já tenho este blog, o blog da filosofia, o blog do website, o #twitterchatpt, a newsletter e outras cenas que me ocupam o tempo. para já, não haverá pó-de-caste joanino. 

 

de maneiras que é isto

Captura de ecrã 2020-02-13, às 15.55.53.png

 

conheci a M. numa formação e acabámos por nos amigar no facebook. recebi uma mensagem sua a dizer que agora trabalhava na empresa Y. agradeci e deixei votos de sucesso. e depois? depois é isto. um pedido de dados, que recusei. um pedido de dados que se justifica com um "mas não te vou enviar nada". depois segue-se uma constatação. e quando dei por ela, tinha sido desamigada. 

votos de muito sucesso: lembra-te que o sucesso passa, também, por nos reconciliarmos com os "não" que nos vão aparecer pela frente. 

 

à espreita

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o que mais gosto desta fotografia são as patinhas ali no mini muro, em equilíbrio, para poder espreitar o que se passa do lado de lá. o Félix é um curioso nato, que corre quando houve barulhos, que cheira tudo o que encontra pelo caminho, que tem de estar a par do que se passa à volta. 

foi a sua curiosidade que me fez pensar que seria uma boa companhia para o Friqui e para nós, 'ssoas humanas. 

há dias perguntaram-me: "ele já é velho, não?" e eu, indignada, disse: "não, não é nada velho". mas é. o Félix completa 7 anos de vida e isso significa que já é quase um sénior. como mantém o seu espírito vivo, a vontade de cheirar o mundo e não dispensa uma boa brincadeira com as bolas de ténis, fica difícil dizer que está a ficar velho.

mas está.

estamos. 

antes de mais nada...

- desafio de escrita dos pássaros #2.3

 

...diz-lhe OLÁ.

seja na carruagem do metro, no café da aldeia, no bar da escola, na sala de espera do consultório.

... diz-lhe OLÁ.

usa o whatsapp, o facebook, o twitter, o instagram. 

...sorri

usa um emoji ou a tua própria cara. mas sorri.

...diz a verdade.

diz-lhe se estás com vergonha, se não sabes onde pôr as mãos, se deves pagar-lhe o café, se já a/o seguiste no caminho para casa, só para ver em que rua morava (hey, não sejas stalker). se fores casado/a, diz-lhe também. só para não haver surpresas mais tarde. 

...diz-lhe o que queres.

mesmo que seja algo que ela/e não quer. assim ficam a saber e podem conversar sobre o que ambos querem e o que ambos não querem.

...diz que sim. e diz que não.

 

lembra-te: tudo começa com um olá. e quando o olá já não tem sentido, dizemos adeus. venham outros olás.

 

 

 

 

 

desafio de escrita d'os pássaros.

tema:   Manual para iniciar relacionamentos 

não gostou do que ouviu

desafio de escrita dos pássaros #2.2

Maria não se sentia bem. era o corpo que lhe dizia que não se sentia bem. não sabia explicar o que sentia: o corpo é, por vezes, poupado em palavras. doía aqui, doía ali. havia um mal estar. tossia. dor? na cabeça. a perna está cansada. dormir? dorme mal. o jantar nem sempre lhe cai bem e já tem dado por si a vomitar.

Maria decidiu ir a um médico, mas não gostou do que ouviu. não ficou assustada com o volume de exames que lhe foi sugerido e com alguns cenários desenhados. não gostou do que ouviu, das palavras que o médico usou. foi muito técnico e parecia estar a falar de uma torradeira em vez da Maria.

Maria foi a outro médico. uma médica, para ser mais exacta. a senhora olhava-a por cima dos óculos e usava palavras muito compridas, incompreensíveis. Maria não gostou do que ouviu, sobretudo por não perceber nada. 

Maria decidiu ir a outro médico. na recepção da clínica pediu para marcar uma consulta com um poeta. a senhora da recepção ficou muito baralhada, pois por norma não pedem médicos com essa especialidade. a senhora da recepção, a Gertrudes, tem por missão não deixar um paciente sem resposta. e procurou um médico poeta. naquele dia não se falava de outra coisa: afinal, haveria médicos poetas? 

Maria recebeu um telefonema da Gertrudes com a indicação do dia e da hora para uma consulta com um médico poeta. Maria foi à consulta. e gostou do que ouviu. Maria está doente e sabe que vai falecer em breve, pois não tem muito tempo de vida. Maria recebeu essa notícia em forma de poema. 

 

 

desafio de escrita d'os pássaros.

tema: é que isso de médicos, nunca fiando

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