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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

Noa, para adopção na #uppa_animais

Noa régua.png

em 3, 2, 1: awwwww que fofinha! 

Noa2.jpg

estes bigodes são qualquer coisa. pois bem, a Noa é uma rapariga que tem bigode. eu sei, não estavam à espera. e ela não o vai tirar, nem com cera ou outra coisa que o valha. os bigodes fazem parte da Noa, assim como o seu ar meigo e dedicado aos amigos que tem na box. a Noa vive com o Sky e com a Michelle e esta é uma das box mais giras do albergue da #uppa_animais.

adorava que todos eles se separassem, pois isso seria sinal de que teriam sido adoptados. 

Noa3.jpg

neste artigo que escrevi para o Público refiro algumas boas razões para adoptar um cão adulto. continuo a subscrevê-las e, correndo o risco de me repetir, adoptar a Noa será uma escolha acertada, mimada, acarinhada. 

 

as fotografias que ilustram o artigo têm origem no arquivo da UPPA - União Para a Protecção dos Animais. para saber mais sobre os animais disponíves para adopção ou apadrinhamento, podem pesquisar no twitter / instagram por #uppa_animais. também há página no facebook. 

nem são rosas, senhor, nem são penas

desafio de escrita dos pássaros #4

 

«Sinto que fui demasiado grande para ti, e, numa possível luta, algo demasiado
exigente para alguém como tu.
É pena.» *


A Beatriz disse que não. E agora? Ela já tinha pensado em dizer não. Em dizer: chega. Tinha, durante anos, sido demasiado grande para ela. Hesitou em dizer: não seria arrogante da
sua parte? Agressivo? Violento, mesmo?
Seria. Seria,  e foi, pois no momento em que aquelas palavras ecoaram algures pelo ar
que  separava a Beatriz daquele homem que tanto lhe disse outrora,  olhar dele fixou o chão, como se as pálpebras, as tuas pestanas pesassem toneladas.
Se calhar ele chorou nessa noite. Se calhar até nem conseguiu jantar. Aposto que nos
dias seguintes andou por aí, meio perdido, com o olhar num horizonte longínquo.
A Beatriz não sabe dizer se assim foi. Nunca mais a Beatriz olhou para ele, não desde esse dia. E não lamenta. Porque a grandeza do que sentia ser não permitia a Beatriz que se lamentasse.

"Não sou de baixar os olhos e fixá-los no chão. A minha energia é ar e por isso fixo o olhar nas nuvens. No presente que o amanhã me entrega, embrulhado em recordações que quero esquecer e esquecido do que quero recordar. Retiro o que disse. Mas só a parte «É pena». Talvez um dia consigas, numa só inspiração, captar o que sou e não o que queres que eu seja. Ou talvez não."

 

(*) frase de Vanessa Quitério / fotografia de João Sousa

Cabo Verde 008.jpg

 

 

 

O girassol, a vontade e a representação. E o boicote do caracol. Humpf!

Conhecem aquelas pessoas que agem como se o mundo inteiro estivesse organizado contra elas? O Arthur pode, facilmente, ser integrado num desses grupos. Mas se o conhecermos melhor, mudamos de opinião.  Bastou uma tarde de sol e uma conversa na horta para (também) eu mudar de ideias sobre o Arthur. Sim, confesso que a vizinhança não viu com bons olhos a chegada do autor de O Mundo como Vontade e Representação à aldeia. Sim, isto de morar numa aldeia também tem aspectos menos positivos: todo um diz-que-disse. E eu fui apanhada por esses comentários, algures entre uma ida ao pão e uma caminhada com o meu cão.

Assim que se mudou para cá, Arthur rapidamente adoptou o hábito de me acompanhar na horta. Ele gostava de apreciar o crescimento das sementes. Muitas vezes ficamos em silêncio, outras vezes, o Arthur não se cala. E é muito bom ouvi-lo falar.

Arthur, há mais coisas no céu e na terra do que tédio e frustração, dizia-lhe eu. Repara só nestes girassóis a crescer, não é maravilhoso?

É, Joana, sem dúvida, mas já viste que o seu crescimento está a ser boicotado por um qualquer animal? Um caracol, aposto. As folhas todas roídas..., disse-me com um sorriso malandro. Franzi-lhe o sobrolho e disse: pois, acho que tenho que instalar uma câmara de vigilância para averiguar responsabilidades. Mas não desvies a conversa.

A vontade, Joana, a vontade. Se nesses girassóis que vemos a nascer a vontade se encontra nas suas manifestações instintivas, em nós, humanos, a vontade atinge o grau máximo. Nós somos a afirmação do ser, somos a vontade. Temos possibilidades éticas, estéticas e místicas para desvelar a aparência, a ilusão das representações.

Sim, Arthur, compreendo. E depois? Se aprisionarmos a vontade dentro de nós, não vamos deixar de viver rodeados de ilusões. Se a vontade nos dominar, transforma-se em sofrimento, dor. E o tédio. Arthur, o tédio faz-me muito mal à pele, já te disse!, respondi e recebi de volta uma sonora gargalhada. Sim, Schopenhauer é capaz de rir.

Sabes que mais? Gostava era que a vontade do caracol não colidisse com a vontade do girassol em nascer, e com a minha vontade em vê-lo florir e dar sementes para o meu hamster, o Jet Lee, satisfazer a sua (infinita) vontade em se alimentar. Isso é que era ouro sobre azul, Arthur.

De novo, recebi como resposta uma gargalhada. Sim, Schopenhuaer é capaz de rir e de forma muito ruidosa. Toda a aldeia se apercebe disso, aposto.

Continuámos o trabalho na horta. Quando o sol se pôs, arrumámos o material e despedimo-nos. Disse um até amanhã, Arthur, mas não recebi de volta um até amanhã; fui brindada com as seguintes palavras:

Antes de procurar a iluminação, as montanhas eram montanhas e os rios eram rios. Enquanto procurava a iluminação, as montanhas não eram montanhas e os rios não eram rios. Depois de alcançar o satori, as montanhas eram montanhas e os rios eram rios.

 

Tommy: um dos manos perfume, para adopção na #uppa_animais

Tommy régua.png

o Tommy é um fofo. eu sei, posso parecer suspeita ao escrever isto. é a mais pura das verdades. tal como o seu irmão Paco, de quem já vos falei aqui, o Tommy era medroso e não se chegava muito às pessoas. com tempo e com paciência esse cenário mudou. e hoje o Tommy surpreende-nos com recepções felizes, na box. 

é um cão que adora uma boa corrida no parque que temos no albergue da #uppa_animais, para onde levamos alguns dos cães, nos dias dos passeios. confesso que gosto de o levar ao parque para aproveitar a "desculpa" para estar ali um bocadinho, só a aproveitar o momento.

 

Tommy4.jpg

 

ter um amigo de 4 patas é uma oportunidade para desligar do mundo. escrevi sobre isso num artigo que podem encontrar no site do intermarché:

Também é importante haver um momento específico para estar com o seu animal: sem instagram, sem e-mails a cair no telefone, sem outras coisas pelo meio. Apenas os dois, a brincar ou a trocar mimos. O Félix é muito brincalhão e até é um cão que se ocupa sozinho, divertindo-se com os seus brinquedos – ou outros objectos que encontra (havia um piaçaba no quintal que servia para limpar o tanque da tartaruga – havia e agora a sua função é outra: brincadeiras do Félix). Ainda assim, sei bem que o Félix adora quando abro a porta e me disponho a estar dez, quinze minutos a atirar o brinquedo, para ele ir buscar, e depois atiro, depois ele foge com ele, eu tiro o brinquedo, volto a atirar... estão a ver a ideia? 

 

as fotografias que ilustram o artigo têm origem no arquivo da UPPA - União Para a Protecção dos Animais. para saber mais sobre os animais disponíves para adopção ou apadrinhamento, podem pesquisar no twitter / instagram por #uppa_animais. também há página no facebook. 

 

 

 

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