é o mês do regresso às aulas, do regresso ao trabalho. do recomeço. de voltar a tomar decisões. de virar a tabuleta da loja de FECHADO para ABERTO. não esquecer: desligar o out of office no e-mail.
o meu Setembro traz novos desafios e um greatest achievment. é esperar para ver, pois agora pouco ou nada posso dizer sobre o assunto. também espero que me traga o IRS na conta. e artigos bonitos no blog do website mais catita da internet da vida.
em 1978, depois de marcar o golo decisivo do derby que opunha o benfica ao sporting, vitor baptista dá-se conta de que tinha perdido o brinco. o jogo parou e todos procuraram o brinco do baptista, adversários inclusivé.
em 2019, o tibério, o engrácia e o aires dão voz a um projecto do benfica independente de seu nome "o brinco do baptista". é um podcast que gira em torno do futebol. e que procura ir para lá do futebol, abordando temas tão diversos como a literatura ou o racismo. o episódio #14 deste podcast versa sobre filosofia.
e não só.
falámos de twitter (afinal, foi lá que conheci o projecto), do #twitterchatpt, de verdade, do benfica, da emoção que o futebol movimenta, de livros, de wittgenstein e de filosofia para crianças.
e saímos dali com o compromisso de criar conteúdos onde a filosofia e o futebol pudessem casar. ou pelo menos namorar.
tenho para mim que os autores deste podcast ainda não perderam a esperança de o encontrar . suspeito que se o encontrarmos, daremos de caras também com o sentido da vida.
ou então não.
entretanto, sigam #obrincodabaptista nas várias plataformas (spotify, itunes, youtube) e apoiem este projecto, partilhando.
o tempo passa e cada vez mais sinto que nada é certo e que Heraclito é que sabia andar nisto.
nada é certo.
o drenante que hoje funciona, amanhã pode deixar de ter efeito.
o projecto com a empresa X pode acabar por motivos imprevistos.
a amizade pode deixar de ter sentido, pois as pessoas mudam e deixamos de cuidar da relação.
os ténis preferidos podem começar a magoar e por isso deixam de ser os preferidos.
o verão, esse, deixou de ser o que era.
- e tantos outros exemplos. podia ficar aqui o dia todo. mas não tenho tempo.
tenho a certeza que no passado terei afirmado ou sentido que "isto seria para sempre". hoje olho para esses momentos e sei que a afirmação era uma tentativa de cristalizar o momento para me sentir segura.
hoje abraço a insegurança: ter doença de meniére ajudou-me a sentir isso fisicamente; o facto de ser freelancer permite-me viver essa insegurança financeira. essa aprendizagem tem transbordado para os outros campos da minha vida.
poucas coisas são certas e a vida é mais larga do que comprida.