é a minha cara. tal e qual. o #websitedajoanarita é o lugar onde podem encontrar a resposta para a pergunta "joana, o que fazes?". bom, para uma parte dessa resposta, pois ali falta o lado da filosofia para crianças e jovens, que já tem o seu espaço próprio há algum tempo.
faltava-me um espaço para poder falar da minha vida enquanto digital strategist e para divulgar os meus serviços (hey, conversa comercial faz parte), a saber: copywriting, community management, live tweeting, digital strategy, reputation management, gestão de processos e, ainda, o ghostwriting.
La Casa de Papel começa por ser uma série de tv que passava num canal espanhol. não singrou como tal e a Netflix decidiu pegar na série, dar-lhe uns retoques e adaptar para os seus conteúdos. resultado? apaixonámo-nos pelo misterioso Professor, pela explosiva Tóquio, pela magnífica Nairobi, pelo sarcástico Berlim, pelo riso do Denver, pelos princípios de Moscovo, pelos guerreiros Oslo e Helsínquia, pelo jovem Rio, pela cobardia quase corajosa de Arturito. de repente, bella ciao tornou-se um hino (não sei bem do quê, vá) e as máscarado do Dali criaram um símbolo da resistência.
razão nº1 para ver a série: é um conteúdo que se consome muito bem, de preferência com gomas e um tinto a fazer companhia. entretenimento puro, com uma história cativante: um assalto impossível e com algumas atitudes éticas que poderíamos considerar irrepreensíveis - Kant, passo-te a palavra.
o ritmo
podíamos pensar: ai ai ai, fizeram a 1ª temporada, foi fixe, mas agora vão estragar tudo se continuarem. a verdade é que não estragaram: a história continua com ritmo, continua a deixar-nos expectantes para o próximo episódio. continua a envolver-nos na necessidade absoluta de fazer maratona pela noite dentro. e esse ritmo está ligado à razão nº 4.
razão nº2 para ver a série: o ritmo da história, pautado pelo conhecimento que nos dá de cada uma das personagens e também pelo humor.
as viagens no tempo
a terceira temporada não acontece só no presente: vamos viajando até aos tempos idos em que o Professor e o seu irmão berlim planeiam o assalto à Casa da Moeda - e não só.
razão nº 3 para ver a série: poder conhecer melhor as personagens que nos encantaram ou que odiámos nas 1ª e 2ª temporadas e perceber algumas ligações com personagens que, para nós, são novas nesta 3ª.
as personagens
nesta terceira temporada o conhecimento que temos das personagens é mais profundo. vamos perceber melhor quem era Berlim, a relação de Lisboa e Professor é intensamente trabalhada no decorrer da história e o amor, ai o amor, é constantemente questionado: ora como motivo para fazer isto, ora como motivo para desistir daquilo.
razão nº 4 para ver a série: vamos conhecer um lado do Professor que desconhecíamos, bem como de Helsínquia. Palermo acrescenta valor à narrativa e Nairobi é a rainha do pedaço.
a banda sonora é do caraças
e depois há a música que, conjugada com os planos de realização, adensa a acção e prende-nos ao écran.
e se calhar até é. mas sem pretensões de ajudar os outros, é totalmente egoísta este "menos é mais". juro que só vi um episódio da marie kondo e que não me serviu sequer para aprender a dobrar as camisolas de outra maneira. e ao ver esse episódio reconheci verdade em muitas das coisas que a senhora diz: temos coisas a mais. roupas, caixas, caixinhas, mala, mochilas, sapatos, livros (custou-me escrever isto, tá?), cadernos, canetas, pijamas, calças, botas, recuerdos, coisas e coisinhas. a mais. acrescento a este universo: tenho "amigos" a mais no facebook, sigo gente a mais no twitter e no instagram, tenho na agenda twitter chats a mais onde quero participar, subscrevo newsletters que nunca leio. há coisas que me faltam, mas nem acho que o que tenho a mais vá substituir o que me falta. por isso, procurei equilibrar-me, nas últimas semanas.
como?
destralhando gavetas e armários. o próximo passo são as prateleiras e os livros (#prayforjoana).
fazendo unfollow a contas no twitter que não acrescentam valor aos meus dias; eliminando "amigos" do facebook; cancelando newsletters. neste processo comprei um dicionário, aproveitei os saldos para comprar calças de ganga novas (as que tenho estão "russas" e já não dão para levar a reuniões).
e além da parte material, a imaterial: o tempo
decidi mariekondar a minha presença no e-mail e no slack, por exemplo. já o faço com o facebook e com o linkedin, com o whatsapp. continuo a gostar muito de estar no twitter e de me divertir no instagram. como sigo menos gente no twitter estou a conseguir tirar melhor partido da rede. vale mesmo a pena investir tempo no unfollow (e eu já segui umas 2000 e tal contas e fiquei nas 645 - e quero reduzir. lamento que algumas pessoas tenham ficado "ofendidas" mas é só um unfollow, numa rede social. e podem sempre falar comigo via DM ou via e-mail).
menos é mais
e é mesmo. o indicador qualidade supera o indicador quantidade, em tantos aspectos da nossa vida. há muitas recaídas, pois o hábito de ter muitas coisas pode ter-se apoderado da nossa forma de estar, de modo até algo inconsciente.
o exercício da marie kondo é fabuloso e tão simples: pegar na roupa toda e colocar em cima da cama para termos noção da quantidade. e depois escolhemos com base na qualidade.
apliquem esta metáfora às pessoas que estão à vossa volta (ui, parece cruel, não é? deixar de lado algumas pessoas, por não serem relevantes para a nossa vida. é cruel, mas só custa a primeira vez. e todos seguem o seu caminho.)
experimentem destralhar a vossa vida, no vosso tempo, uma etapa de cada vez. festina lente - apressa-te devagar. e esta é a parte não egoísta da publicação: hey, experimentem. e depois contem-me como foi.
tenho andado zangada com ao alive e já falei disso aqui. rendi-me ao sbsr - até anunciarem a mudança para o meco.
resultado? senti-me uma 'ssoa desalojada ao nível dos festivais de verão e este ano não comprei bilhete para nenhum deles; nem vou em trabalho, pois suspendi a minha colaboração como repórter de música.
ontem o alive deu-me a volta: qual "ex" que volta a mandar mensagem, a dizer exactamente o que queremos ouvir. aquelas palavras que arrepiam a pele e nos deixam o coração acelerado. sem "beijinhos no pescoço", indo direitinho ao assunto.
o alive segredou-nos ao ouvido: a doninha está de volta. e era tudo o que eu queria ouvir para voltar aos festivais de verão, em 2020. para voltar ao alive, onde já fui tão feliz.
as salas de espera das clínicas e dos hospitais são locais muito ambíguos. aquilo que te leva a estar num desses locais pode ser um simples exame de rotina, uma consulta, um tratamento longo e penoso ou a necessidade de apoiar alguém que está num desses processos. podes estar ali para levantar os exames de um familiar. não é claro o que estás ali a fazer e podes entrar confiante e sair derrotado com uma notícia menos boa.
ontem fui fazer um exame de rotina, coisas próprias dos 40 anos. ao sair encontrei uma senhora na sala de espera, sozinha, sentada a chorar. enquanto arrumava o documento para ir levantar os meus exames olhei em volta, para perceber se ela estava mesmo sozinha ou se tinha alguém por perto.
avancei até à senhora senhora, baixei-me um pouco e perguntei "desculpe, estou a vê-la tão aflita, precisa de alguma coisa?"
a resposta: "o meu cão morreu. mas não preciso de nada."
o Tiago convidou a #uppa_animais para participar no webinar Línguas de Gato, uma iniciativa da Petify. e agora perguntam vocês...
...o que é a Petify?
O Petify tem como objetivo ajudar todos os animais a encontrar um lar através de uma plataforma interativa.
Através da nossa plataforma queremos:
Ajudar as pessoas a encontrarem o seu animal perdido
Ajudar as associações a encontrar um lar para os seus animais
Ajudar as pessoas a divulgarem animais abandonados
Estimular a adopção de animais
Podemos dizer que a nossa plataforma funciona como perdidos e achados de animais, oferecendo soluções de contacto direto entre os visitantes e os anunciantes.
Ajude o animal que se encontra abandonado na sua rua a encontrar um lar cheio de amor, um amigo ou familiar a encontrar o seu animal perdido, ou encontre um novo amigo de quatro patas.
tive oportunidade de conversar sobre o trabalho que desenvolvo na #uppa_animais, como voluntária, descrevendo um pouco o quotidiano do albergue. como devem imaginar, falei da Mel, do meu afilhado Fred e de poop collecting.
falei um pouco sobre as variadas formas de voluntariado que podemos colocar em prática: todas são válidas e o importante é encontrarmos aquela que se adequa à nossa vida, à nossa disponibilidade, às nossas competências. por exemplo, a Patrícia criou um projecto de desgin e venda de tshirts; a Carla dá aulas de yoga.
já falei algumas vezes da dificuldade que tenho em dizer o que faço. a verdade é que faço muitas coisas e todas elas têm algo em comum: as perguntas. depois, todas essas coisas acontecem em espaços muito diferentes e até posso trabalhar a partir de um qualquer jardim.
encontrei o Nuno Conceição num desses jardins a partir do qual posso trabalhar. aliás, quando o conheci pedi-lhe 5 minutos para ligar o router, o pc e fazer uma publicação cuja aprovação tinha chegado naquele momento. foi depois disso que começámos a conversar sobre quem sou, o que faço e também sobre o site que a ActiveMedia está a preparar (e que está lindo!).
depois, o Nuno apontou-me sua máquina fotográfica e o resultado foi este: