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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

situações pontuais ou "onde dormir em covilhã"

onde dormir em covilhã

em setembro de 2018 passei uns dias na bela cidade da Covilhã. uns meses antes andei a investigar por hóteis e dei por mim a tuítar "onde dormir na covilhã" ou "onde dormir em covilhã". como sabem, o word of mouth e as recomendações valem tudo e acabei mesmo por seguir uma recomendação: puralã - wool valy hotel & spa. pareceu-me muito catita e o ideal para descansar durante a minha estadia no congresso de filosofia. 

 

descansar. eu precisava de descansar.

reservei três noites no hotel. correu tudo bem: os senhores foram impecáveis e encontraram alternativas viáveis ao meu plano alimentar, na hora do pequeno-almoço. o quarto era super simpático e confortável.

no sábado à tarde, depois de uma loooonga caminhada pela cidade da covilhã, rumei até ao hotel para descansar. reparei que havia música na zona: pela janela podia ver uma tenda, daquelas dos casamentos (isto nas traseiras do hotel). já tinha percebido que o parque estava cheio, pois tinha tido dificuldade para estacionar. 

e a música continuou. noite fora. sei que liguei para a recepção pela 1h da manhã a perguntar se era possível acabar com a festa. assim, TAU. os senhores estavam felizes com o casamento, mas eu tinha pago uma estadia num hotel de 4 estrelas para DESCANSAR. 

o barulho continuou e a noite foi péssima, sem conseguir dormir. na manhã seguinte pedi o livro de reclamações junto da recepção. pedi para falar com o responsável - não estava presente. "foi uma situação pontual. havia um casamento." - nesse caso deveriam ter prevenido os clientes, pois ninguém aluga uma tenda de um dia para o outro. não preenchi a reclamação, mas deixei um documento a solicitar esclarecimentos. disseram-me que as relações públicas do hotel iriam entrar em contacto comigo. até hoje, nada. quer dizer, alguma coisa, ali, no facebook.

 

onde ficar em covilhã? bom, primeiro peça o calendário de casamentos da tenda

 

Screenshot 2019-02-27 19.52.17.png

acabei por encontrar esta review, no facebook do hotel pura lã - wool valey & spa, com data de fevereiro de 2018. aproveitei a boleia e deixei o meu comentário (em setembro de 2018):

Untitled design (2).png

 

até hoje, não recebi resposta: nem via e-mail, nem ao comentário no facebook. até que voltou a haver um comentário nesta review: 

 

Untitled design (1).png

portanto, foi uma situação pontual em setembro. e em fevereiro - não esquecer a review na qual estes comentários foram deixados.

e como foi uma situação pontual, não falamos mais sobre o assunto. a compensação que me deram foi um desconto que não e devolveu o sono perdido. a questão é que ficaram de me dar uma resposta formal ao meu pedido / reclamação entregue ao senhor da recepção.

hoje lamento não ter pedido o livro de reclamações, pois aí teria direito de resposta formal. 

assim, ficamos só pelos comentários no facebook do puralã e pelo "foi uma situação pontual e podem fazer reservas através deste e-mail".  

podemos sim. podemos reservar estadia na cidade mai linda conhecida comoCovilhã, mas se optarmos por este hotel é melhor perguntar se há casamento na tenda. 

 

 

" Como é que uma escrita vulgar é igualmente excêntrica? Quando nos surpreende."

"A estranheza perante Conan Osiris leva-nos a procurar referências que se lhe ajustem. A mais imediata será António Variações, mas não, Conan não é uma variação do Variações. Desde logo porque não tem Pedro Ayres Magalhães algum a domesticar o indomesticável (e isso sucedeu com Variações, embora António fosse um aluno que sempre acrescentou mais e mais, desobediente e grandioso ao ponto de fazer esquecer as regras de um jogo pequenino. Ultrapassou tudo e todos). Conan tem consigo a mesma bagagem do inesperado, em escala ainda mais acelerada e isso corre sempre a seu favor. Sobretudo porque há quem o não perceba. Conan não é para perceber, não é mainstream e faz mais por todas as expressões artísticas que todos os consagrados que passam a vida, que remédio, a auto-consagrarem-se. Espécie de movimento perpétuo do nada. Conan vai na direcção oposta. Em tudo o que toca e canta há um sabor popular que se encontra nas velhas cantadeiras portuguesa, russas, búlgaras. Que sei eu... As letras são poemas excêntricos e vulgares. Como é que uma escrita vulgar é igualmente excêntrica? Quando nos surpreende.

 

Eu parti o telemóvel
A tentar ligar para o céu
Pa' saber se eu mato a saudade
Ou quem morre sou eu

E quem mata quem
Quem mata quem mata?
Quem mata quem?
Nem eu sei
Quando eu souber, eu não ligo a mais ninguém

E se a vida ligar
Se a vida mandar mensagem
Se ela não parar
E tu não tiveres coragem de atender
Tu já sabes o que é que vai acontecer

Eu vou descer a minha escada
Vou estragar o telemóvel
O telele
Eu vou partir o telemóvel
O teu e o meu
E eu vou estragar o telemóvel
Eu quero viver e escangalhar o telemóvel

E se eu partir o telemóvel?
Eu só parto aquilo que é meu
'Tou para ver se a saudade morre
Vai na volta, quem morre sou eu

Quem mata quem mata?
Eu nem sei
A chibaria nunca viu nascer ninguém

Eu partia telemóveis
Mas eu nunca mais parto o meu
Eu sei que a saudade 'tá morta
Quem mandou a flecha fui eu
Quem mandou a flecha fui eu
Fui eu

 

Quem se dedicar à vaca da hermenêutica deste poema está condenado a estragar tudo. 
Para mim, ouvir Conan é um gozo que se espalha pelo meu corpo, mesmo que incapaz de dançar como o belo rapaz que acompanha o belo Conan.

 

Espero que ganhe a Eurovisão e que se represente como é: um meteorito caído no centro da cabeça de cada um, em especial de todos. Avé Conan, o multidisciplinar despreocupado com explicações que não são para aqui chamadas. De resto, poucos são os artistas que não metem água ao explicar o que fazem. Poucos são os que apontam para a obra e, calados, se afastam sem dar uma pista que seja."

 

texto de Fátima Rolo Duarte (no facebook)

olá, eu sou joana e saltei do sofá!

salteidosofa-episodio18.jpg

a Neuza tem um podcast sobre mudança, sobre 'ssoas humanas que um dia decidiram saltar do sofá e mudar a sua vida. escrevi-lhe um e-mail a contar a minha história e uns tempos depois encontrámo-nos no zoom para conversar. o resultado dessa conversa pode ser ouvida no Saltei do Sofá.

não há mudanças "maiores" ou "mais pequenas": a mudança que muda a nossa vida, que a vira do avesso pode ter a origem em algo muito simples. por isso, reproduzo aqui o repto da Neuza: 

"Se também tu abraçaste uma mudança em busca de uma vida alinhada com a tua essência, és certamente uma pessoa inspiradora e gostava muito de conhecer a tua história.
Convido-te a falares da tua mudança no Saltei do Sofá Podcast e ajudares a espalhar inspiração pelo mundo."

 

"hey, tu aí, tájafazer?"

Stark.jpg

"o meu nome é Stark, e o teu?"

o Stark é um fofo. é preto e tem umas meias brancas calçadas nos pés, apesar da meia branca já ter passado de moda, como sabemos. mas como andamos por aí numa de revenge of the 90's podemos dizer que o Stark está super na moda.

esta bolinha de pêlo está na UPPA - União Para a Protecção dos Animais para adopção, desde 2014. ou seja, há tempo demais. 

 

adoptar um cão adulto? 

se há por aí dúvidas sobre as boas razões que existem para adoptar um cão adulto, talvez este artigo possa dissipá-las: 10 razões para adoptar um cão adulto

 

não posso adoptar, mas gostaria de ajudar o Stark - é possível?

claro que sim! poderás apadrinhar o Stark e contribuir com um valor mensal para que a UPPA possa garantir o bem estar deste patudo. também poderás ajudar divulgando o Stark (ou outro animal que se encontre num abrigo para adopção) ou até com voluntariado no albergue ou no canil mais perto de ti. se ainda não fizeste os teus planos para 2019, estás a tempo! 

há várias maneiras de ajudar estes patudos: eu, por exemplo, uso o meu blog para lhes dar espaço, na esperança de que aí desse lado do écran se encontre a família que possa adoptar estes amigos de quatro patas!

 

Stark2.jpg

fotografias de arquivo da UPPA - União Para a Protecção dos Animais

pesquisem no twitter / instagram por #uppa_animais

+ informações sobre o Stark no site da associação

para adoptar: uppa.adoptantes@gmail.com

para apadrinhar: uppa.apadrinhamento@gmail.com

 

"são só pessoas"

2019-01-25 19.50.45.jpg

hoje li este texto da joana martins,

escapar do que esperam de nós,

sobre o programa no qual participei para falar da forma como vivem os gordos num mundo onde é suposto todos vestirmos o 36 ou 38 e o S ou o M.

fiquem com isto:

 

É que vê-se que estas pessoas são esclarecidas. Elas não estão a pedir desculpa, nem sequer estão a pedir que aceitemos. Estão só a explicar-se. E explicam-se bem e acabam por desdramatizar uma série de coisas. São só pessoas.

 

 

 

"o nome dela é Jenifer, eu encontrei ela no tinder" - só que não!

Tattoo1.png

não, o nome dele não é Jenifer e também não o conheci no tinder - o nome é Tattoo e conheci este rapaz no albergue da UPPA - União Para a Protecção dos Animais. 

não é minha namorada meu namorado, mas poderia ser

mas ela ele faz umas paradas 

que eu não faço com você

 

ok, agora a sério. o Tattoo é um cão que já teve a sua dose de sofrimento e chegou a perder a fé na humanidade. recuperou-a no albergue da UPPA e agora o que precisa mesmo é de uma terceira oportunidade, para viver com uma família que o compreenda e que o respeite. 

será que é desta, Tattoo? 

 

Tattoo.jpg

fotografias de arquivo da UPPA - União Para a Protecção dos Animais / pesquisem no twitter / instagram por #uppa_animais

para adoptar: uppa.adoptantes@gmail.com / para apadrinhar: uppa.apadrinhamento@gmail.com 

 

 

let's talk about podcasts

Podcasts.jpg

em janeiro, o Rui Sousa convidou-me para escrevermos um artigo "a meias" sobre podcast e boas conversas. aceitei o desafio e o resultado foi publicado no SHIFTER. o artigo chama-se "Ninguém resiste a uma boa conversa: o papel dos podcasts na construção de uma comunidade digital"

nesse artigo, falo também do twitter e da forma como o #twitterchatpt tem sido um ponto de encontro da comunidade twitter em Portugal. 

nos últimos tempos tenho sido convidada para participar em podcasts, para falar dos mais variados assuntos: n' ó vai ó racha estive com a Filipa e a Alexandra, a falar da presença da UPPA - União Para a Protecção dos Animais no instagram. no Sobretudo falei de filosofia, da história da filosofia e defendi que pensar é agir.  para a semana vou gravar com o Saltei do Sofá para falar da minha mudança profissional, da banca para o mundo do freelancer. 

 

ainda assim, o primeiro podcast onde fui convidada para falar foi o Falar Criativo, do Rui Branco. e falei de filosofia e de um limoeiro que não dá os limões que nós esperávamos dele. no ano passado estive à conversa com a Elsa e a Sónia no Podcast, disse ela

 

é o gosto pela conversa que faz com que estes podcasters insistam e persistam em passar o microfone a quem tem ideias para partilhar. é o gosto pela conversa que me faz aceitar os convites para participar nos podcasts.

nada como ler uma recomendação de alguém para ouvir este ou aquele podcast para nos fazer clicar no play.

qual é o teu podcast preferido? deixa o link na caixa de comentários! 

 

 

 

 

 

 

 

vamos lá falar d'a rede

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era uma vez, algures em 2012

nota prévia: esta história tem sete anos. SETE. nesta altura éramos todos muito "novos" nestas coisas do facebook. mas não éramos novos nas redes sociais: já tínhamos passado pelo mirc, pelo windows messenger, pelo hi5, pelo netjovens, pelos blogs e tantas outras. conhecer alguém através da internet não era novidade para muitos de nós que criam e alimentam uma presença numa rede social. 

 

o acidente, a doença, a compaixão, os encontros adiados, a morte

a história ganha consistência pois além da pessoa Sofia Costa que pede amizade a Nuno Ramos de forma acidental (estava só à procura de alguém com o mesmo nome) há uma mãe, uma irmã, uma amiga e o seu marido e um amigo. há perfis criados, há comportamentos na rede social que dão credibilidade a cada uma das pessoas. há uma Sofia e as pessoas à sua volta a validar isto ou aquilo. 

há acidente e uma doença que provoca compaixão. pelo meio, falecem pessoas que não existiam (o pai de Sofia), a própria Sofia e a sua melhor amiga.

os encontros com a Sofia e depois com os familiares foram sempre adiados. podemos, agora, achar estranho que um indíviduo como o Nuno Ramos não questionasse as desculpas para adiar encontros. ao ver a reportagem damo-nos conta que a história estava bem "montada" e envolvia várias pessoas que, tal como o Nuno, acreditavam na existência de uma pessoa, com família, com uma doença como o cancro. tudo parecia natural: as ausências para os tratamentos, as reacções aos tratamentos - as dela e as da família-que-não-existia. 

 

mas como é possível ter uma relação à distância com alguém que não se conhece?

o romantismo de outros tempos, que acontecia via carta ou via telefone, acontece agora com "morada" nas redes sociais. o facebook, lembro, é apenas uma delas. há outras. umas até têm como propósito os encontros (tinder).

quando a história é bem contada e tem suportes é natural que acreditemos. afinal, que motivos temos para desconfiar? sobretudo quando baixamos a guarda e aceitamos "amizade" de toda a gente no facebook, quer conheçamos quer não. hey, eu também faço isso e não me considero uma pessoa ignorante no que respeita às redes sociais. e sublinho: "baixamos a guarda" nesses casos, pois estamos a permitir que alguém, cujas intenções e cujo contexto desconhecemos, entre na nossa vida e tenha acesso a informações nossas. é um risco que corremos, não haja dúvida. um risco que se torna comum, tal como atravessamos a estrada à corrida, quando o sinal até estava vermelho para nós: na maioria das vezes, se não vem nenhum carro, não há problema. não deixa é de ser um risco. 

 

e não estamos a falar de uma brincadeira levada a cabo por miúdos

a responsável pela história é uma mulher com mais de 40 anos, divorciada, mãe e professora no ensino básico. acrescento: com muito tempo livre. para quem trabalha em redes sociais, sabemos perfeitamente o tempo que consome alimentar um perfil de uma marca, para o tornar autêntico e próximo das pessoas. agora imaginem esta senhora que criou cerca de sete perfis na rede social facebook, perfis que tinham o comportamento de qualquer pessoa como eu ou tu, que estás aí a ler esta publicação...  esta senhora devia abandonar o ensino e dedicar-te ao marketing, à criação de personas #ironyAlert

 

o desfecho na justiça

a responsável da história é levada a tribunal pela pessoa enganada (o Nuno) e a pessoa cuja imagem foi usada de forma abusiva (a Cláudia). e há lugar a um pedido de desculpas, meia dúzia de trocos para compensação dos danos (que foram entregues à Santa Casa). isso também é assustador, pensar que a lei não tem uma acção mais dura com quem andou durante dois anos a usar imagem de outra pessoa, a enganar "meio mundo", construindo histórias credíveis, usando vários telemóveis, simulando vozes ao telefone. 

acresce que essa senhora é professora do ensino básico. trabalha com crianças. que pessoa é ela em sala de aula? que valores transmite e defende diariamente? também diz ao seus alunos que "é feio mentir?".

 

 

 

fica aqui o 3º episódio d'a rede. vejam também os outros. 

foto: facebook d'A Gaja

 

 

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