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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

ok, não insistam. eu faço o balanço de 2018.

vamos lá balançar o ano. lembrem-se que, nisto dos balanços, os últimos acontecimentos estão sempre mais frescos na memória e já ninguém sabe bem o que aconteceu de janeiro a março de 2018. ou então não: a cp lembrou-me, ontem, via e-mail, que eu fiz uma reclamação há cerca de um ano. a cp está neste momento a processar reclamações do final de 2017/princípio de 2018. exacto. "atrasos". a piada faz-se sozinha.

 

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BAM

2018 confirmou que a vida é um enorme monte de cocó. notem: é a coisa melhor que temos, viver. mas implica muito cocó, muitas decisões, muitos peluches fofinhos que depois explodem BAM. amar também é lindo e assim, mas depois há verdades menos verdadeiras, mentiras um bocado mentirosas e cobardias muito cobardes. e as coisas acabam. rebentam, tipo o peluche: BAM. 

 

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#bandersnatch

é preciso uma grande dose de loucura para nos levantarmos todos os dias e encararmos um novo dia. todos os dias nasce e morre alguém.

há quem vá de férias, seja mordido por um macaco, apanhe raiva, faça a terapêutica e acabe condenado a 3 a 7 anos de vida, pois o organismo produziu anti corpos a mais e agora não há maneira de dar a volta a isto.

há quem seja destacado como personalidade do ano e ganhe o destaque num artigo que, daqui a 3 meses, não tem relevância alguma.

e no meio de tudo isto, temos de escolher. ou não? estará tudo já escolhido e andamos aqui just for the fun, a navegar na matrix? 

 

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relax, don't do it 

pessimista, joana rita. que pessimista.

eh pah, nem por isso. aceita que dói menos, diz o outro. diverte-te. viver é fixe, mesmo que haja cocó por todo o lado. uma dica: não pises. desvia-te, apanha com um saco, denuncia o cocó a quem de direito para limpar, espera que a chuva faça o seu trabalho. se pisares, passa com mangueirada na sola. há sempre uma solução. menos para a outra senhora:

 

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a #terceiraoportunidade está de volta em 2019

no ano passado iniciei aqui uma rubrica, às terças, a terceira oportunidade: 

terceira oportunidade resulta da necessidade de partilha de animais que, após abandono ou resgate, ganharam uma segunda oportunidade num canil ou num albergue. esperam agora pela TERCEIRA oportunidade, ou seja, do encontro com a família que possa adoptar, de forma feliz e responsável.

há muitos animais para adopção.

há muitos canis e albergues que diariamente trabalham no sentido de recuperar esses animais. falo sobretudo de cães, tal não é a minha proximidade com esta realidade, enquanto voluntária na UPPA União Para a Protecção dos Animais. 

 

tive oportunidade de vos apresentar o Fred, a Tapinhas, o Fuga, a Yara, a Happy, a Quinoa, o Filipe, a Boba, a Esperança e a Júlia.

a divulgação continua e em breve apresentar-vos-ei alguns amigos de quatro patas que se encontram na UPPA - União Para a Protecção dos Animais desde 2014. 

espero que estes patudos encontrem a sua família-metade em breve!

 

kuka

 

 

ferramentas indispensáveis para um freelancer

trabalho como freelancer: entenda-se: sou uma 'ssoa recibos verdes. as minhas áreas de trabalho são a filosofia, a comunicação e social media. nesta última área tem havido uma grande procura nos últimos tempos: há empresas a investir na formação dos seus recursos humanos; há quem veja aqui uma possibilidade para mudar de vida.

 

grande parte das pessoas que conheço e que trabalham em social media têm o percurso típico: vão trabalhar para uma agência, são canivetes suiços (fazem tudo e mais um par de botas) e depois vão subindo. uns tornam-se head of qualquer coisa, outros chief of outra coisa. 

 

o meu percurso foi atípico: licenciei-me em filosofia, comecei a trabalhar num banco e durante esse tempo fui estudando outras coisas. pelo caminho criei um projecto de filosofia para crianças e criatividade e por necessidade de o comunicar acabei por criar um blog e uma presença noutras redes como o facebook ou o twitter. isso fez com que começasse a desenvolver competências para a criação de conteúdos. ao mesmo tempo, fui colaborando com alguns sites, redigindo textos. fiz muito trabalho pro bono antes de começar a ser paga para criar e gerir presenças online. esse trabalho pro bono foi fundamental, pois serviu de cartão de visita para outros projectos. 

 

quando surgiu a oportunidade de sair do banco, havia dois cenários possíveis: apostar na filosofia para crianças ou na comunicação / social media. acabei por seguir os dois. construí o meu caminho a pulso, sem cunhas; fiz uso da minha rede de contactos para passar a palavra e para me apresentar ao mercado. valeu-me todo um trabalho de networking que começou muito antes do momento de saída do banco.

 

que ferramentas são indispensáveis na vida de um freelancer? 

 

não vos vou falar de apps nem de coisas do género. fala-vos de outras coisas que, a meu ver. são bem mais importantes do que outras coisas que se podem "baixar" para o smartphone. ora tomem nota:

 

foco

é preciso saber bem o que queremos, para não dispararmos em todas as direcções. a nossa energia e o nosso tempo devem ser bem empregues. os dias só têm 24h, não é?

 

resiliência

nada acontece de um dia para o outro e é preciso persistir. não baixar os braços. se não conseguirmos aquele projecto, hey, podemos tentar outro.

 

noção

pés bem assentes na terra: isto não é chegar, fazer um curso no atelier digital e pumba já está. vão chover clientes. mais uma vez, a formação é importante, mas também os contactos que se vão construindo e a construção da nossa própria marca pessoal. 

 

ética 

não pode valer tudo só para ter mais um projecto: se não sabemos desempenhar aquelas tarefas ou corresponder ao que o cliente pede, mais vale dizer que não e passar a bola a quem domina mais do que nós.

 

humanidade

temos de nos lembrar que somos humanos e trabalhamos com humanos. a sensibilidade para comunicar, para perguntar e investigar o que esperam de nós é essencial para podermos desempenhar bem as tarefas e atingirmos resultados - depois de definidos os nossos objectivos.

 

estratégia 

sabendo bem onde querem chegar, toca a desenhar o mapa da estratégia e das consequentes tácticas. olhem para o mapa, revejam, melhorem, eliminem coisas. o mapa não é o território e há que atender ao contexto e àquilo que acontece à nossa volta. 

 

*

também ajuda dedicar umas horas ao voluntariado, para desligar e re-ligar no dia seguinte. faço isso há uns anos, no albergue da UPPA - união para a protecção dos animais. 

 

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praticar o volunteering [ainda a propósito do dia internacional do voluntariado]

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Hoje em dia ninguém corre, pratica-se o running.

Não ficamos a ver o pôr-do-sol, vamos a uma sunset party.

E o voluntariado? Já não existe. Agora chama-se volunteering.

 

Vivemos uma era em que é comum inventarmos ou adaptarmos palavras para as coisas de sempre. E isso não tem nada de mal. É, por assim dizer, trendy.

 

O voluntariado, perdão, volunteering sempre fez parte da minha vida. E não é essencial que estejamos inscritos numa instituição para que tal aconteça: basta olharmos à nossa volta e estender a mão. Ver uma pedra na calçada, fora do sítio, e afastá-la para evitar que alguém em cadeira de rodas ou de muletas seja apanhado desprevenido. Ajudar uma pessoa a usar o multibanco. Participar numa campanha de recolha de alimentos da associação lá do bairro. São tantas as opções, concordam?

 

Há uns dois anos o meu irmão iniciou o voluntariado num albergue de acolhimento, para cães. O voluntariado com animais era, para mim, uma novidade: nunca tinha praticado. Curiosa como sou, acabei por visitar o albergue da UPPA – União Para a Protecção dos Animais e vocês nem imaginam o que aconteceu a seguir. Primeiro que tudo fiquei agradavelmente surpreendida com as instalações e as condições em que os UPPAlianos se encontram. Acabei por amadrinhar o Fred e a Ginger, dois manos que praticamente cresceram no albergue e procuram uma família. Depois – e como não sou de ficar de braços cruzados – ajudei num passeio e apaixonei-me pelo Félix, um patudo que me conquistou na primeira troca de olhares. E comecei a visitar o albergue com frequência, para ajudar nos passeios.

 

Até que um dia, num passeio com um grupo de voluntários, alguém me pergunta “então há quanto tempo és voluntária aqui?” E eu fiquei na dúvida. Bom, não era uma voluntária oficial, com regulamento assinado e essas coisas que fazem parte do procedimento da associação. Mas era voluntária de coração. Assim, nesse mesmo dia tomei a decisão de oficializar a minha relação com a UPPA e com os seus patudos para integrar uma equipa de voluntários com quem partilho o amor pelos animais.

 

Quando desenvolvemos trabalho neste tipo de voluntariado damo-nos conta de que há, efectivamente, muitas histórias inacreditáveis de maus tratos para com os animais. Há coisas que até nos parecem tão irreais e sinónimo de ausência de humanidade que custa a acreditar que são verdade. Todavia, o olhar de dor nos patudos confirma o pior cenário. Como voluntários, o nosso papel passa por restaurar a fé na humanidade àqueles patudos que não escolheram o destino que pessoas menos humanas lhes deram. Temos de lhes provar que há pessoas, humanas, que podem proporcionar-lhes mimos, comida, conforto, passeios e um verdadeiro lar.

 

O voluntariado – desculpem, é a força do hábito… O volunteering é uma prática que faz bem à alma, aumenta os níveis de colagénio, elimina cabelos brancos, torna a pele mais firme e reforça os tecidos do coração e da alma. Deveria constar nas receitas médicas para manter os índices de boa disposição e auto estima elevados.

 

E, repito, acontece sem muitas vezes termos consciência dele, de forma “oficial”. E ainda bem que assim é.

 

Já agora, caso estejam pela zona de Sintra e tenham algumas horas livres aos sábados de manhã, juntem-se à equipa de voluntários da UPPA. Para dar início ao processo enviem um e-mail para uppa.voluntariado@gmail.com

 

texto publicado em 2015, nas Capazes 

notas avulso

[I]não tenho tido oportunidade para vir ao blog e partilhar as tantas e muitas coisas que me têm acontecido. a vida é uma correria e, quando se decide viver devagar, acaba por haver coisas que ficam em espera. 

 

[II] escrevi sobre um assunto natalício que me preocupa: as adopções, por impulso, na altura do natal because presentes. os animais não são presentes de natal e uma adopção tem de ser consciente e responsável, em qualquer altura do ano. 

 

[III] na semana passada saí para dançar. há uns meses valentes que não o fazia e percebi que isto funciona mesmo assim: quando não apareces, perdes as rotinas, o contacto com as pessoas e tens de começar de novo. 

 

[IV] no mês passado apercebi-me que estava a gastar internet para lá do meu plafond. liguei para o atendimento para saber quanto tinha gasto em demasia. a conversa com o senhor MEO foi surreal: "a senhora esteve na América?" - não, estive em Abrantes, conta? segundo o moço, o meu telemóvel estava a gastar a internet como se fosse roaming, mas havia chamadas e sms a partir de Portugal. pediu-me para desligar e voltar a ligar, pois o plafond de internet iria ser resposto. assim fiz, mas não houve lugar a reposição do plafond. liguei de novo a reportar a situação e mais uma vez a conversa do roaming e da América. "depois ligamos para avisar da regularização da factura". como não ligaram, liguei eu. parecia uma tola a dizer que para o senhor MEO o meu telemóvel estava na América e eu não, que ficaram de me ligar para regularizar a situação. e a senhora MEO dizia: "mas não esteve na América" e eu, claro que não, o seu colega é que disse que havia esse registo. há registos das chamadas que eu fiz? podemos aceder à gravação? é que isto agora parece uma conversa de gente parva. bom, liguei para o número de apoio ao cliente, falei com outra pessoa humana e reportei-lhe esta estória. confesso que estava irritada e senti que fizeram de mim parva. felizmente, a situação resolveu-se, a marca assumiu o erro e o final é feliz. 

 

[V] (re)descobri que o famoso funil de vendas está a falecer e que as pessoas devem ser tratadas como pessoas. podem ler tudo AQUI.

 

[VI] vou moderar o meu primeiro twitter chat, depois de ter sido convidada no #99 #socialpowwow (esta informação só tem sentido para quem participa, com assiduidade, na rede twitter). 

 

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[VII] a minha amiga Zélia Évora é muito talentosa (e vaidosa!) e tem estas fridas (e outras coisas tãoooo giras) para vender. podem encontrá-la no facebook e no instagram, ou contactá-la via e-mail zeliaevora@gmail.com

 

 

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