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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

"para si tem de ser um M"

passei à porta de uma loja e vi uma camisola que "sim senhor" - e preta, para variar. entrei e comecei a ver os tamanhos:

- precisa de ajuda?

- sim, quero só abrir para ver o tamanho o XL, ou o L...

- é para si? - perguntou a senhora - se é para si tem de ser um M.

 

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do final de março até ao dia de hoje perdi 17kgs, tendo por base toda uma aprendizagem alimentar, traçando pequenos objectivos e com a certeza de que seria um percurso demorado. os primeiros 8kgs desapareceram no primeiro mês, sem me dar conta. depois disso, a perda foi mais demorada, mas continua a acontecer. em setembro não perdi nada, mas também não ganhei. é esse o registo que se pretende.

sim, tenho restrições alimentares e não posso comer tudo. é uma questão de equilíbrio e estou bem, de saúde. ainda que o impulso, ao entrar numa loja, seja pegar no L ou XL. na minha cabeça, sou sempre gorda - mas já visto um número abaixo e estou a ver que daqui a pouco é preciso de fazer mais furos no cinto. o objectivo? os 69,90. é simbólico: são menos 20kgs, face ao peso de março. eu chego lá, já só faltam 3kgs.

 

 

vá, toma lá conta da tua vida!

quinta-feira, 20h30. para muitos, a hora de jantar. eu já jantei, resolvi fazer uns douradinhos na frigideira (simples, como se fosse no forno) e tenho uma caneca de chá bem quente, por perto. 

 

para alguns dos meus amigos, que trabalham em agências, é a hora de saída do trabalho. e muitas vezes ainda levam o trabalho para casa, no seu smartphone, no seu computador. o e-mail, o messenger, o imessage, o slack acompanha-nos para todo o lado e temos dificuldades em dizer "não, a partir desta hora não respondo" ou "trato disto amanhã". 

 

aprendi a fazer isto. houve uma altura que a instabilidade típica da vida de freelancer me levava a agarrar os trabalhos que caíam, a trabalhar ao domingo à tarde e à noite, a fazer serão. a aceitar pro bono com esperança que trouxesse bons contactos. consegui bons contactos, sem dúvida. são os bons contactos, as recomendações que as pessoas dão do meu trabalho que fazem com que continue a ter projectos desafiantes. 

 

tive de aprender a dosear o ritmo de trabalho: não conseguindo ter férias, daquelas de desligar tudo e mais um par de botas, é preciso assegurar momentos de descanso. momentos para mim. e aí descobri como era fácil levar as notificações comigo e sem me dar conta, lá estava eu a ver as redes, o e-mail, as aplicações.

 

comecei por desactivar as notificações no telemóvel e no ipad. regra? respondo quando estou no pc e pronto. limpei algumas aplicações, como o messenger e o facebook, do telemóvel. não consigo desactivar o whatsapp, pois tenho lá um grupo de trabalho relevante. 

 

comprei um relógio para a mesa de cabeceira para substituir o telemóvel (alarme) ou o ipad (spotify). levo livros para ler ou revistas. assumi o compromisso de ler mais

 

há dias, o Pedro Vieira ofereceu-me a oportunidade de assistir a uma talk sobre neurociência e distracções because social media. e pude ver que as escolhas que fui fazendo "estão provadas cientificamente". se eu senti a necessidade e consegui realizar as estratégias para conseguir o equilíbrio, outras pessoas há que precisam, antes de mais, de perceber que têm de abrandar o ritmo e de tomar conta da sua vida.

 

não sou nada a favor do detox, de olhar as redes sociais como coisas muito malvadas. é preciso ter mão na nossa vida, ter consciência do tempo que dedicamos às redes, aos amigos, ao estudo, ao trabalho, ao voluntariado. e o equilíbrio, esse, é uma tarefa de todos os dias.  é como a alimentação: eu sei que não devo comer pão todos os dias, por isso não o faço. mas foi preciso ter 17kgs a mais do que aqueles que tenho hoje para perceber isso. foi preciso chegar praticamente aos 90kgs. e quando decidi mudar, foquei-me, procurei apoio médico e cá estou, a vestir um M. 

 

mudar é difícil, é um processo doloroso. a comida, os likes, o alcóol - tudo isso são fontes de dopamina. sentimo-nos bem. durante quanto tempo? exacto. é no imediato. prefiro um bem estar a médio, longo prazo. investir no que é importante para mim. trabalhar para que o equilíbrio aconteça, diariamente. 

 

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quatro anos

 

em janeiro de 2014 o Félix adoptou-nos. uns meses depois, em novembro, o Kioko passou a fazer parte da nossa família. chegou-nos algo raquítico, com as orelhas murchas. aprendeu a ser um rafeiro, na companhia do Félix. cresceu e pesa agora 17kgs. 

 

2014 foi o ano em que a família cresceu pois estes dois "passarinhos" decidiram adoptar-nos.

ambos têm feito alguns disparates: o Félix roeu uma casota, nos primeiros meses. coisas que acontecem, não é? 

 

nesta época festiva se sentires um impulso muito grande para adoptar because natal: não o faças. deixa que o impulso passe. adoptar é um acto de responsabilidade e não deverá ser, a meu ver, uma decisão leviana. sim, os cães que estão nos albergues querem muito passar o natal numa casa: mas não é só este, é este e os próximos. 

também por este motivo, a rubrica #terceiraoportunidade vai regressar em janeiro, partilhando estórias de cães que aguardam pela sua família-metade, há mais de 3 anos, num canil ou num albergue. 

 

adoptar um cão adulto tem muitas vantagens. vive o natal com a tua família, celebra o ano novo e depois em janeiro falamos melhor sobre isso. combinado? 

 

 

 

"na filosofia não temos pressa"

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essa é uma frase que repito muitas vezes na oficina de filosofia: na filosofia não temos pressa. a vida é toda acelerada e a verdade é que as crianças, desde muito cedo, manifestam a atitude de "pus o dedo no ar primeiro" ou "quero responder primeiro". chamem-lhe sede de competição, se quiserem. é algo que acontece e que procuro contrariar, para que se possa experimentar o pensamento, devagar. 

 

não sou uma pessoa muito zen e sempre tive pressa neste sentido: quanto tenho uma ideia, quando a avalio e quero colocar em prática - aí, tenho pressa. quero ver as coisas a acontecer.

 

com o tempo percebi que isso não tem sentido, sobretudo por envolver outras pessoas que não têm o mesmo ritmo do que eu e que não têm a mesma urgência perante as coisas. talvez nem estejam mesmo "preparadas" para isso. 

 

ainda manifesto essa pressa, numa ou noutra situação. tenho consciência que é um treino diário, que exige tomar uma decisão e depois agir, pensar, sentir de acordo com essa decisão.

 

ajudou-me aprender a dizer não e procurar uma estrutura de trabalho assente no netting up. este artigo, que defende o tempo para fazer nada, vai ao encontro disto. 

 

por não ter pressa tenho escrito menos aqui  no blog. tenho andado mais pelo filocriatiVIDAde, a partilhar as aventuras filosóficas com crianças e jovens. também escrevi umas coisas para o shifter, sobre influenciadores, na companhia do Pedro Rebelo. 

 

e agora tenho uma série de e-mails para colocar em dia. até já! 

 

 

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