o pedro vieira foi aos states aprender cenas e trouxe consigo um conceito novo (para mim e para ele, na altura).
netting up.
quem explica isto bem é o Nicholas Kusmich, neste vídeo AQUI. e fala daquilo que sentia (e sinto um bocadinho, mas estou a treinar isso) enquanto freelancer: se não tivesse muito trabalho, muitos clientes, trabalhar de domingo a domingo, sentia que "hey as coisas não estão a correr bem". tinha que andar sempre ocupada. e não podia ter tempo para descansar, ai não, não.
errado.
sucesso versus qualidade
na verdade, não estava a ser bem sucedida, pois trabalhava horas, demasiadas horas numa semana e não descansava, não produzia sempre com a qualidade que eu desejo. com a qualidade que me diferencia dos outros. que constitui a minha mais valia.
há muita pressão interna para estarmos sempre a trabalhar, com medo do dia seguinte e da possibilidade de ficar sem trabalho.
há pressão externa, também. há uma ideia subliminar associada aos empresários por conta própria e aos trabalhadores independentes: temos que estar sempre a trabalhar, temos que estar sempre a produzir e a responder aos pedidos dos nossos clientes.
não, não temos.
os clientes também têm que nos respeitar e nós temos que criar as regras, de início, para construirmos canais de comunicação fluídos, ajustados às necessidades do cliente - e também às tarefas, ao fee acordado.
acrescentar & gerar valor
há projectos que são mais do mesmo, não trazem valor ao cliente, não trazem valor ao nosso currículo. sempre que posso (entenda-se, sempre que o meu fee mensal global não fica afectado), rejeito esses projectos. e é esse o caminho a seguir, pois há outras pessoas que podem aprender com esse projecto (precisam da experiência, por exemplo) e eu tenho que canalizar a minha energia em aprofundar conhecimentos e gerar valor.
gestão do tempo
todos os dias aprendo um bocadinho mais sobre a gestão do tempo e a necessidade de tomar controlo sobre a minha vida. se estivesse a escrever no final do ano, diria que a minha resolução passa por investir bem o meu tempo, em termos de trabalho e também a nível pessoal. é um trabalho diário e exige pequenas mudanças - que são enormes e por isso devem ser desdobradas em mais pequenas.
btw, falei-vos de mudança AQUI, no podcast com a elsa e a sónia. chegaram a ouvir?
a vida é feita de decisões difíceis. (viram, viram?)
desde há umas semanas para cá que dormia mal, que não conseguia produzir como devia, que andava agastada. a tese. sim, muitas leituras feitas, sim, muitos rascunhos. mas e a tese? e o prazo a aproximar-se? e os dias sempre curtos para tudo?
a tese.
a decisão.
pensei, pensei. passei horas a tentar dormir, sempre a pensar nisto.
e decidi assumir que não tenho as condições necessárias para concluir a tese. falta energia, motivação, tempo. falta a estabilidade que a vida de freenlancer não me dá.
era bom que fosse possível suspender a vida durante um mês para me dedicar 100% a isto. era bom, mas como não vai dar, é melhor reconciliar-me com a realidade.
até já, kant. prometo que não te vou fechar numa gaveta para sempre. voltarei a ti. noutra altura.
não é novidade para ninguém que sou uma 'ssoa roliça. sempre fui gorda, sempre tive peso a mais para a minha altura (que é mínima, vá). estou reconciliada com isso, no sentido em que sei que tenho limitações: um sistema hormonal meio avariado, um problema de hipoglicémia, méniere e outras coisas mais.
há muitos anos que sou seguida por uma nutricionista, a sandra, e temos como premissa não levar os números da balança demasiado a sério. atendemos ao volume, à qualidade do que como, às rotinas, ao ciclo menstrual, ao volume que sentimos e que a roupa "acusa". nos últimos meses a balança tem sido um problema, para mim. não me sinto confortável com o peso que ela acusa - embora não o sinta, no meu dia-a-dia. e há ali umas calças que quero voltar a vestir, entendem?
portanto, estamos em missão #joanamenoscinco - quero perder 5 kgs nos próximos dois meses. sim, com calma, pois sei que o meu organismo é manhoso e habitua-se a tudo, rapidamente. e depois deixa de "responder". com a ajuda da sandra desenhei um plano alimentar. algo novo, para surpreender o organismo e obrigá-lo a dar resposta (isto é, a perder peso).
não vos digo quanto peso, nem quanto vou pesar no final desta aventura. os números não são mesmo o mais importante. aviso-vos quando voltar a vestir aquelas calças - combinado?
trabalho com pessoas, para pessoas, adoro pessoas - e as pessoas são, também, aquilo que me faz desesperar, um bocadinho todos os dias. deve ser por isso que gosto tanto de cães: são as melhores pessoas (e estou a citar o ricky gervais, "humanity").
uma das coisas que mais me agastam, nas 'ssoas, é a resistência à mudança. sim, eu também gosto de ter as minhas rotinas:
uso aquela plataforma de trabalho há anos e por estar habituada não vou mudar; vou à mesma esteticista, há anos, (isto de ter alguém a depilar-nos as virilhas é algo que exige uma relação duradoura); não dispenso a minha torrada, ao pequeno almoço; tenho uma gaveta com camisolas iguais, que compro há anos, na mesma loja (o mesmoa contece com as cuecas); e por aí fora.
todavia, a minha vida implicou mudanças. tomar decisões e mudar. foram os momentos mais decisivos, aqueles que implicaram mudar. ter consciência disso. já falei aqui várias vezes da mudança profissional. e sei que isto é algo que não se encara de ânimo leve. cada vida tem os seus quês e os seus condicionalismos. "cada caso é um caso".
nem todas as mudanças são estilo Caitlyn Jenner (e ela mudou, certo?). aquilo que me ajudou a enfrentar as mudanças foi relativizar as mesmas e desdramatizar. como se as arrumasse numa espécie de pirâmide de prioridades. de coisas pouco importantes, depois as mais ou menos e depois as bué importantes. ajuda imenso a colocar as coisas no lugar. fazer perguntas "como seria se...?". desenhar cenários. e depois perceber como iria lidar com eles. escrever também me ajuda neste processo. exige esforço, pois a nossa cabeça está habituada à rotina.
voltemos às pessoas: que eu adoro e que são as responsáveis pela minha pouca fé neste mundo.
a maioria das pessoas está disposta a mudar, quer muito mudar. quer abraçar a mudança.
agora, já.
neste momento: desde que isso não implique alterar muito a sua vida.
essa é que é essa.
portanto, quando me falam que estão fartos disto e daquilo e que precisam mudar MAS não fazem um esforço: não há ( . ) que aguente a conversa. nem todas as mudanças são radicais e às vezes são os gestos pequenos que fazem a diferença. fala quem tem um dos melhores cremes anti celulite ali na prateleira e não vê resultados - pois TA-DA não aplico o dito cujo nas minhas maravilhosas coxas.
estive com a sónia costa e a elsa fernandes, nos estúdios da U.Porto Media Innovation Labs para conversarmos sobre mudanças profissionais e desafios.
conheci a sónia há uns anos, numa das primeiras formações que fiz em social media. a elsa conheci através do twitter. actualmente partilhamos a mesma casa, no que à formação diz respeito: somos formadoras na flag: a sónia e a elsa, no porto, eu em lisboa.
em novembro do ano passado estivemos juntas no websummit onde partilhámos conversas, desabafos e perspectivas sobre a vida de quem trabalha em marketing digital, como nós.
as pessoas gostam, no geral, de ouvir histórias de sucesso e ignoram muito o trabalho que o sucesso dá, um trabalho que é diário e exige bastante energia. é um clássico: adoram resultados e esquecem o(s) processo(s).
para quem visita este blog com frequência sabe que partilho as coisas boas e as menos boas - com estas procuro aprender e (sor)rir.
as conversas da sónia e da elsa abordam um pouco de tudo: o sucesso e os fracassos que fazem parte do caminho. sim, assumimos um tom optimista, de quem gosta de ver o copo (de gin, de tinto) meio cheio.
é a série do momento (para mim). enquanto a segunda temporada de la casa de papel não chega. enquanto não há um regresso no horizonte. enquanto as coisas estão assim assim.
a piper é louca, a red é uma gaja cheia de princípios. a crazy eyes, bom, é mesmo louca. e há a outra que acha que deus desceu sobre ela.
escrevi algumas linhas, sentei-me na beira da cama com o gravador na mão.
enviei o ficheiro para o bernardo que teve a amabilidade de me responder e de me "arrumar" no podcast com uma das artistas portuguesas que mais admiro: a manuela azevedo.
no texto de apresentação do podcast, o bernardo chamou-me joana sofia: está óptimo, até porque a filoSOFIA é tudo aquilo que transpiro.
sabem o q fazem duas pessoas de bom gosto, que compraram um twingo violeta, quando se cruzam na estrada?
agem de forma histérica e acenam uma à outra.
assim que avistei um "mano" do meu ornatos violeta, dei um grito histérico. "oh não! é igual!". ri-me muito. nunca me tinha acontecido isto de me cruzar com outro carro igual ao meu (já tinha visto alguns estacionados, mas poucos, confesso).
a senhora que ia dentro do carro riu-se muito e disse-me adeus, como se fossemos velhas conhecidas e não nos víssemos há muito tempo.