depois de tentar ver o HIMYM e de me fartar algures numa das temporadas, "virei-me" para o dr. house. e vi as temporadas todas, às colheradas. arrependi-me de ver a última: o argumento é fraco demais.
aconselharam-me a mindhunter e os 10 episódios da primeira temporada "já foram". que maravilha. confiram a banda sonora, sim?
as salas de teatro têm um cheiro específico. cheiram a histórias, a homenagens, a palavras, a música, a medos, a hesitações, a certezas, a memórias, a dor, a alegria, ao calor das cadeiras cheias, ao frio das cadeiras vazias.
entrar numa sala onde o teatro acontece é, para mim, um momento mágico: aquilo que ali vai acontecer é a vida imaginada, pensada, idealizada ou até vivida. no palco passeiam sonhos - e pesadelos.
o trabalho ACTORES permite-nos ver o lado de lá da vida de um actor. aquela que tem que desaparecer quando é hora de dar lugar à personagem.
assistir a esta peça foi uma viagem, pela mente, pelo corpo daqueles cinco actores. foi uma viagem longa, com gargalhadas e dor. ia jurar que era a vida que estava ali em cima do palco.
o teatro cheira a vida. é isso.
com Bruno Nogueira, Carolina Amaral, Miguel Guilherme, Nuno Lopes, Rita Cabaço
a encenação é da responsabilidade de Marco Martins
na semana passada o ornatos foi à revisão: a matrícula é de 2012 e estava na altura da segunda revisão da sua vida tão violeta.
comentei com mamãe Sabel, numa de colocarmos a conversa em dia. o que fizeste, o que aconteceu e blá-blá-blá afins. "ah e hoje fui à ginecologista, consulta de rotina", acrescentei. e mamãe saiu-se com esta:
"está certo: foi tudo fazer a revisão, tu, o carro. e tudo sem anomalias".
simplifiquemos as coisas, minha gente. a visita ao médico ginecologista deve acontecer anualmente, numa perspectiva de prevenção ou sempre que haja algo que nos parece menos bem, com o nosso corpo. não vamos falar do desagradável que é o "querido" papanicolau, que nos faz sentir mulheres. ou mesmo das eco com sonda. hey, but a girl has got to do what a girl has got to do.
acreditem que vale a pena "picar o ponto" anualmente, nesta consulta. arriscam-se a descobrir que têm uns ovários muito bonitos (sou tão bonita por dentro).
estava aqui a ouvir a sónia e a elsa, no podcast, disse ela e a olhar para a vida à minha volta: pilhas de livros e de papéis, uma lista #ToDo recentemente arrumada, uma tese para acabar, prazos para cumprir, o bilhete de comboio para ir até ao norte para namorar.
sinto-me cansada. a agenda não pára e são muitos os momentos em que as coisas me parecem fugir das mãos. há dias em que sinto falta do emprego "nove às cinco", onde se pode chegar a uma hora e fechar a porta do escritório - ponto.
há grupos de trabalho no facebook, no slack, no whatsapp, no messenger, no twitter... todos eles a exigir a minha atenção. e não vos falo dos e-mails.
ontem estive no jardim de infância a filosofar com a malta mais nova. e quando dou por mim, tinha a I. agarrada à minha perna, à procura da minha mão. confesso que devo ter perdido ali o fio à meada à conversa (UPS) pois olhei para a I. e perguntei: estás bem? ela disse que não, que estava atenta mas que estava sem vontade de participar.
passei o resto do tempo de mão dada com a I.. registei o momento, nesta fotografia. para me lembrar que é fundamental parar só para perguntar ao outro "como estás?".