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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

definição de selvagem

sel·va·gem 

adjectivo de dois géneros

1. Próprio das selvasque nelas se crianelas cresce ou vive.

2. Braviomontês.

3. Incultomaninho.

4. Que nasce e se desenvolve sem ser semeado ou cultivado e sem cuidados especiais. = BRAVOESPONTÂNEOSILVESTRE

5. Inabitadodespovoadodesertoermo.

6. [Figurado]  Grosseirorudeintratável.

adjectivo de dois géneros e substantivo de dois géneros

7. Diz-se do homem ou do povo que vive sem mais noções sociais do que as que o instinto lhe sugere.

8. [Figurado]  Ariscoque gosta de viver .

substantivo feminino

9. [Antigo]  Peça de artilharia.


"selvagem", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/selvagem [consultado em 01-12-2016].
 
 
sugiro que se acrescente o seguinte ponto:
 
10. estacionamento junto à estação de metro do senhor roubado, perto de odivelas.
 
porquê? 
aquilo é caótico: estaciona-se nos lugares, nos não lugares, no meio da via, por cima dos passeios, atravessado, enviesado, de qualquer maneira.
e depois? bom, às vezes corre mal. e alguém fica "trancado" ou com grandes dificuldades para sair do lugar.
ontem uma senhora lutava desesperada para sair do lugar: um carro estacionado no meio da via impedia-a de sair. estava desesperada. saía do carro, espreitava, tentava a manobra. 
"o meu filho faz anos hoje e pedi para sair mais cedo do trabalho. estou aqui farta de tentar manobras e nada." e desata aos pontapés ao carro: no pára choques, nas portas. estava desesperada. um rapaz que ia a passar salvou-lhe o final do dia: encostou o seu carro ao outro que bloqueava a saída e acelerou. o carro deslocou-se uns 20 cm para a frente. e a senhora conseguiu sair do lugar. 
quanto ao carro que estava a bloquear: bom, 4h depois estava no mesmo sítio, isolado, no centro da via. quando regressei do trabalho, ali estava ele. imperturbável, estóico que nem um carapau frito. nem sabe o proprietário a história que ele tinha para contar. 
 
evito sempre este estacionamento, pelo caos assumido no acto de estacionar. e o "quem quiser que se amanhe" implícito. mais uma daquelas coisas que as pessoas acham normal, por se repetirem todos os dias. encolhemos os ombros e pronto. 
 

"ah, começou a chover. é normal."

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é muito difícil dizer alguma coisa de positivo sobre o metro de lisboa. entre as greves, os largos tempos de espera, as máquinas que não disponibilizam bilhetes e os baldes nas várias estações... é difícil falar de uma boa experiência, nos últimos tempos. ok. vá. na semana do web summit a linha verde funcionava com 6 carruagens (YUPI). mas depois voltou o fanranfanfan do costume.

ontem fui dar formação na zona do Saldanha e deparei-me com este cenário "baldesco". já vi isto a acontecer antes e noutras estações. receio que me estou a habituar a isto, tal como todos os utentes. encolhemos os ombros e começamos a dizer uns para os outros: "ah, começou a chover. é normal."

 

 

a M. tem 6 anos e pensa assim:

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eis a razão apresentada para não concordar com o M. "ele não brinca comigo".

eu confesso que sorri depois de ouvir aquilo. e perguntei pelo sentido daquilo que estava a ser dito. então e tu concordas com tudo o que dizem as pessoas que brincam contigo? então e se eu agora começar a dizer que só vai à casa de banho que brincar comigo? foram alguns os exemplos e contra-exemplos que surgiram no diálogo. e que tornaram mais ou menos claro a todos que estamos ali para discutir as ideias das pessoas - e não as pessoas em si. estamos a falar de um grupo de crianças de 6 anos. é "normal" este tipo de discurso.

é normal até pelo facto de conhecermos tantos adultos que pensam assim, mesmo depois de já estarem no mercado de trabalho e afins. continuam a concordar ou não conforme os outros "brincam ou não" com eles. paramos pouco para pensar e temos pouca paciência para ver as ideias e trabalhar sobre elas - e não as "desligamos" das pessoas em si, fazendo com que a nossa capacidade de exercício crítico seja toldada pelos preconceitos e ideias menos claras. 

o exercício da filosofia e do pensamento crítico não é fácil. não é tão fácil quanto o LIKE no facebook, o share, o instagram stories, o tag, isto e aquilo. exige tempo, disponibilidade, humildade e exposição à crítica fundamentada por parte dos outros.

somos todos M. nos comentários dos facebooks desta vida. 

quanto a mim, interessa-me muito a ideia do Manuel, mesmo que ele não brinque comigo. sobretudo se for contrária à minha. aí surge o verdadeiro desafio de testar a minha ideia.

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