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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

"bem, tu sabes mesmo fazer muitas coisas!"

image-15.jpeg

 

comecei ontem a trabalhar num ATL de verão, numa escola pública, em lisboa. tenho cerca de 25 crianças comigo, na parte da manhã (uma hora tãaaaao fixe para os trabalhos do pensar!).

ao segundo dia desafiei-os a construir quantos queres de cartolina colorida, gigantes, com perguntas. para o processo ser mais rápido, eu fiz os quantos queres de todos. 

às tantas, um dos meninos vira-se para mim e exclama: "bem joana! tu sabes mesmo fazer muitas coisas. é isso da filosofia, é quantos queres..."

(nem tu sabes nem sonhas, meu amor!) 

 

só não consegui "arranjar" a havaina da M. - sim, essas coisas também fazem parte de ser não-professora de filosofia ;) 

afinal, não tenho assim tantos talentos 

'ssoas humanas. daquelas genuínas

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no Bons Sons tive a oportunida de conversar (vá, uma espécie de entrevista, que eu cá não sou bem jornalista) com o Ben e o Alex. e confesso que fiquei encantada com a sua honestidade e genuinidade para com o trabalho e aqueles que os seguem

 

o concerto D'Alva Redux foi do melhor que o festival teve. e fiquei viciada nas suas músicas, confesso.

 

esta não passou lá. mas #batequebate cá dentro. 

 

sobre os Bons Sons, podem ler os meus artigos no site Horários dos Festivais. é só procurar horariosfestivais.com e encontram-me por lá

 

 

 

 

 

cem & bons sons

IMG_4271.JPG

 

pela segunda vez na minha vida, fui até ao festival Bons Sons, em Cem Soldos. a missão era registar tudo (vá, quase) para o site Horários dos Festivais e entrevistar alguns artistas: Benjamim e D'Alva

 

as conversas foram boas e o ambiente em Cem Soldos é mesmo único. 

depois explico esta minha fotografia junto à obra da artista contemporânea-de-agora e falo-vos do cinzeiro. ora bolas, isso posso mostrar-vos já: 

 

IMG_4295.JPG

 

If Everybody Likes You, You are Doing it Wrong

 

há uns meses fui convidada para escrever para o site Maria Capaz. 

trata-se de uma plataforma feminista, onde podemos ler opiniões muito diversas sobre aquilo que é o feminismo, o ser mulher, as relações, os direitos, as desigualdadas. se concordo com tudo o que lá aparece? não.

mas isso não é condição para eu poder participar da plataforma. posso escrever sobre o meu trabalho como professora de filosofia? o meu trabalho com os miúdos? podes, temos todo o gosto.

e assim tenho feito.

assumo, sempre, que falo como agente educativa: professora, técnica de aec, chamem-lhe o que quiserem. eu prefiro que me chamem joana, pronto.

e assumo, também, que não tenho filhos. sou madrinha de 5. 

 

hoje saiu este texto na plataforma. sim, sou benfiquista e tinha que escrever um texto sobre colinho.

podem ler aqui.

 

os comentários na página do facebook da maria capaz são deste género: 

 

A autora que me perdoe, mas por mais que a sua opinião esteja correcta ou próxima do que pensamos ser correcto, cansam-me posts moralistas sobre educação. Claro que é fácil fazer "like" neste texto. Quem acharia que as crianças não precisam de colo!? Quem acharia um tablet melhor solução? Só que este post é mais do que essa mensagem vazia, é uma mensagem julgadora para todas as mães que caem na "fraqueza" de por vezes não educar da maneira que sabem ser a certa. Cansam-me as posturas farisaicas que as mães têm umas contra as outras sobre qual a melhor maneira de educar. E penso que um texto destes não tem lugar numa plataforma feminista onde a sororidade deveria imperar.

 

Gosto estas mensagens são importantes,porque colo nem todos sabem e querem dar!,,,,

 

Se resulta eficazmente e à primeira com todos? Não. Mas entre o gritar, repreender e pôr de castigo, o amor parece-me uma “técnica”, à partida, mais eficaz do que a autoridade – ou gestão pelo terror, como costumo chamar-lhe."
Que chorrilho de banalida
des!!! Desde quando é que colo é sinónimo de amor ou que autoridade é sinónimo de terror? Ainda bem que eu não tive que levar com os cadernos de " filosofia " desta senhora.

 

 

não vou responder. tenho consciência que o meu texto é só a minha visão das coisas, é um olhar sobre aquilo que vivo, nas escolas, e não diz nada de novo. sublinha o evidente, o óbvio - esse também é o papel da filosofia. eu pelo menos assumo esse papel, enquanto filósofa. 

o que não tolero é que me ofendam: onde já se viu tratarem-me por senhora? humpf

 

 

 

 

 

é importante manter as rotinas

 

lembro-me de ser voluntária na pediatria do ipo e de falarmos com o pessoal da enfermagem sobre o dia-a-dia dos miúdos. uma das enfermeiras: "é importante que eles se vistam e usem a sua roupa, como se fosse um outro dia qualquer da sua vida. ficar de pijama, todo o tempo, não é bom".

 

e lembrei-me disto pois tenho estado a trabalhar a partir de casa. pouco tenho saído: junto alguns "recados" para um dia e procuro fazer tudo de uma vez, para poupar gasolina e rentabilizar o tempo. notem, nem MB tenho na aldeia, portanto... 

tem sido muito fácil cair na "asneira" de ficar por casa, de pijama. desculpem, eu nem uso pijama, mas pronto com roupa de casa. o lado negativo disto é que depois nem quero pensar em sair só para nao ter que me vestir e calçar. que trabalheira!

ora, a missão dos próximos tempos é contrariar esta tendência, este "mal" que é uma consequência natural de trabalhar a partir de casa. e acreditem que eu bem gostava de estar no espaço de cowork, por exemplo, de ter outra rotina. mas não tenho trabalho remunerado que me dê essa possibilidade. por enquanto, claro. o dia vai chegar.

 

IMG_3773.JPG

 

uma coisa exótica chamada dignidade

Never_work_for_cheap.jpg

"Acerca do famoso casting para o filme onde vai entrar o actor Christian Bale.

50 euros por 3 dias e a recibos chama-se pagamento de merda. Sei que muitos o podem fazer porque vivem de outras receitas, ou porque o fazem pela experiência. Mas preferia que não me pagassem nada e falo-ia pela aventura, era mais correcto. 

Existe uma cena bué exótica chamada dignidade e essa não se compra com trocos."

 

escreveu o Pedro Luzindro, no facebook.

 

é um bom tópico para me ajudar a pensar em "relações profissionais e trocas de favores".

 

 

 

uma espécie de vira

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pontaria

já não me faltava ter abraçado a "causa" da filosofia para crianças, vejo-me ainda no mundo das AEC's.

de forma a perceber como é que iria funcionar neste ano lectivo - dado que vai haver alterações a nível da gestão das escolas por parte dos munícipios - tenho estado a aderir a alguns grupos de partilha, sobretudo no facebook. 

ontem, dei de caras com um documento que resume muito bem o que estes profissionais passam. e sim, "estes profissionais" - também sou eu.

 

"A flexibilização dos horários é possível e prevista na lei, permitindo o aumento

de horas de trabalho de cada professor AEC, mas ao ser opcional e não

obrigatória faz com que muitos agrupamentos não flexibilizem, o que faz com que

a maior parte dos professores de AEC apenas trabalhe 1 hora por dia, 5h por

semana, hora esta que é geralmente das 16h30 às 17h30, impedindo estes

docentes de terem outro part-time durante a tarde, que compense a baixa

remuneração nas AEC, que corresponde a 200 euros, por 5h semanais. Em

consequência, há uma enorme rotatividade de professores de AEC, que vendo-se

obrigados a sobreviver com 200 euros mensais e vendo que tal não é possível,

aceitam os horários mas continuam a procura ativa de emprego. Assim que

conseguem outro emprego, desistem no emprego como professores de AEC."

 

"Não existe no horário do professor de AEC a inclusão de horas semanais

remuneradas para reuniões de articulação, nem preparação de aulas. Temos

funções não letivas, mas não são remuneradas."

 

"Com a transferência, em 2008, da competência de contratação para os

municípios mais grave se tornou a situação, alastrando-se a precariedade e a

desvalorização das funções desempenhadas pelos professores que deixaram de

assim ser considerados para passarem a ser “técnicos” das autarquias. Em muitos

casos, estes docentes são remunerados abaixo do índice 126, colocando-os em

gritante situação de desigualdade perante aqueles que exercem as mesmas

funções."

 

 

 

 

 

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