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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

as pessoas com filhos versus as pessoas sem filhos.

o P3 publicou este artigo. o Pedro Rebelo publicou este. eu li várias coisas nas redes sociais, sobre um e o outro artigo. tive uma longa conversa no twitter de onde retirei o corolário:

 

«Não quero saber como os outros educam os filhos, eu sei como eduquei as minhas, é tudo o que me importa»

 

rapidamente a conversa se distanciou dos artigos e passou "simplesmente" para a importância do diálogo e da forma como aquilo que os outros dizem ou escrevem estimulam o nosso próprio pensamento sobre as coisas.

 

cada um de nós escolhe as suas "guerras", as suas lutas. não podemos mudar o mundo, mudamos as coisas à nossa volta e mesmo essas temos que escolher... há que saber onde investir tempo, energia, voz, cuidado. não podemos mudar o mundo, pronto. 

daí a «não querer saber como é que os outros educam os seus filhos...» - e se ali ao lado estiverem a educar meninas e meninos para serem assassinos? para serem humanos amorfos e sem capacidade de pensamento crítico, criativo e cuidativo?

 

relativamente à educação e às pessoas com e sem filhos conheço realidades muito distintas. conheço pais com filhos que os souberam integrar nas suas vidas. pais que têm a coragem para dizer "bolas, ser pai é difícil e às vezes estou farto". sim, acontece. outros dizem que é a coisa mais maravilhosa do mundo e pintam TUDO de cor de rosa. pais que dizem "ah pois não posso ir, tenho que ficar com a minha filha". pais com filhos com deficiência que falam com orgulho de cada pequeno passo, cada melhoria que acontece no estado de saúde do seu filho. 

 

a minha mãe vive para ser mãe. é esta a sua missão assumida. sei que ela gostava de ter estudado; a família não o permitiu e ela aprendeu a ser costureira. depois casou e dedicou-se à costura e aos filhos. o marido - o meu pai - foi sempre ausente nestas coisas da educação. a sua única postura era que, uma vez que ele tinha ido trabalhar para o campo quando era muito novo, após a 4ª classe, eu e o meu irmão também podíamos, perfeitamente, ir trabalhar assim que terminasse a escolaridade obrigatória.

felizmente, a minha mãe soube contrariar isso e incentivou-nos sempre ao estudo - percebeu que era algo que nós gostavamos. eu ainda hoje adoro estudar. aprender. hoje tenho mestrado e trabalho na área da educação (após um percurso profissional diferente). e vejo realidades muito distintas, entre pais, professores e educadores. e alunos. 

 

há dias um aluno perguntou-me se eu tinha filhos. disse que não. "porquê? não gostas?". respondi que gosto muito... dos filhos dos outros. que eles, os meus alunos, eram os "filhos dos outros" que eu mais amava no momento. ainda não encontrei uma forma de integrar um filho na minha vida, por isso ainda não tomei essa decisão. 

 

gosto de pensar que cada um de nós fará o melhor possível. às vezes não fazemos diferente pelo simples facto de não sabermos pensar ou sentir de outra forma. o meu pai só conheceu aquela realidade (trabalhar no final da escolaridade obrigatória) e por isso não imaginava que houvesse outra forma de fazer as coisas. os protocolos de vida são imensos e raramente temos consciência de que são protocolos. achamos que sempre se fez assim e pronto. nem questionamos. somos infelizes com isso, mas persistimos porque sempre foi assim. e mudar, não? 

 

que cada pai e mãe tenha o discernimento e a humildade para aceitar o seu filho como é, integrá-lo na sua vida. e dizer que o ama, de coração. e dizer que está farto das suas birras - quando isso acontece. somos todos humanos, certo? e não há manuais de instruções. 

 

a propósito, vejam e oiçam esta TED TALK.

 

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na fotografia: eu, a subir ao escadote atrás do meu pai.

 

é a chamada vaquinha. filosófica, pois claro.

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'ssoas,
estou a fazer uma "vaquinha" para reunir fundos para compra de livros de filosofia (para crianças) e material de desgaste para as minhas aulas (resmas de papel, canetas, post it, fita cola)

por exº, para comprar livros ( que sirvam de "manuais" para as aulas) consegui já uma contribuição de 100 eur, pelo que "só" me falta 290 eur (a editora faz um desconto super catita!)

os livros serão partilhados pelos alunos das escolas onde estou a trabalhar durante este ano lectivo.

no próximo ano, terão como destino as escolas onde eu estiver a leccionar - ou seja, os livros serão reutilizados pelos alunos, de ano para ano.

têm contactos privilegiados junto de empresas com 'ssoas de bom coração?

 

e sim, contribuir com 1 euro faz TODA a diferença. como ajudar? contactem-me, deixem um comentário, enviem um e-mail (cliquem no postalinho ali no canto superior esquerdo do blog)

 

muito OBRIGADA!

 

 

como é que correu? foi super fixe.

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até trouxe a minha cara numas bolachas lindas AMAZING CAKES Portugal. adorei a surpresa. não gostei do nervoso miudinho nas vésperas, a subir para o palco. a ouvir a Cristina a chamar "Joana Sousa". mas assim que pisei aquele círculo vermelho no palco... rock'n roll.

seis anos depois de começar esta caminhada pela filosofia para crianças... DEUSES, I'm on TEDx! e junto de pessoas que sabem tanto, que viveram tanto e subiram ao palco para partilhar ideias, lado a lado com esta "rapariga pequena", como diz a mamãe Sabel. 

 

obrigada Nails & Depil System pelas unhas super fashion, que me dão segurança nestes momentos. e obrigada aos Trapos & Linhas de Mamãe Sabel por me terem vestido com capulana que um dia comprei em Maputo, Moçambique, onde estive também "ao serviço" da filosofia. 

 

perceber o que faço aqui - em estilo música do Paulo de Carvalho

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"professora, gosto muito da tua mochila.

e queria dizer que tive saudades tuas!"

 

e quando o "rufia" da turma se chega ao pé de ti, começa a mexer no teu cabelo e a enrolá-lo nos seus dedos? - aí sabes que estás a fazer um bom trabalho e que conseguiste conquistar aquele menino (sim, os "rufias" são meninos, só meninos"). 

 

e o outro "rufia", que não gosta de abraços, sobe as escadas, vem ter contigo, diz boa tarde e diz: "atas-me os ténis, sff?" - garanto-vos que isto, para ele, é o equivalente a um abraço. 

 

 

 

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