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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

é mesmo

e a felicidade é um caminho que se faz, com pedras nas quais tropeçamos - e com as quais se pode fazer um castelo, como diz o Fernando. é boa - e isso depende muito de ti, das tuas escolhas, do assumir das consequências e do risco do erro. 
um pensamento que se quer sonhador e com os pés bem assentes na terra.
todos os dias, mais perto da verdade, mais perto de quem realmente somos.
a felicidade não é um projecto, não é um estado constante, permanente. é o aqui e agora, é fazer omeletes sem ovos, virar a vida do avesso, pensar fora da caixa, desafiar as convenções e fazer acontecer.
«teorias», dizia uma amiga minha, há uns tempos atrás. nada disso. prática. e daquela que se pratica todos os dias. mesmo que viver todos os dias canse um bocadinho.
e com música, sempre.
deal?

tive uma ideia. pedi um contacto. escrevi o e-mail. recebi resposta.

«Olá Joana,
Primeiro deixe-me agradecer-lhe o contacto e a sua sugestão. Parece-me bastante interessante.
Ainda assim, e infelizmente, neste momento não temos intenção de fazer qualquer mudança no nosso alinhamento editorial. Não obstante, vou guardar os seus contactos e se, no futuro próximo, houver uma oportunidade para avançarmos com uma parceria, tomarei a liberdade de contactar consigo.»

 

- aspectos positivos

o e-mail foi lido

agradeceram o contacto

responderam! YEAH!

 

- aspectos negativos

os senhores não querem mudar... falta-lhes ler Heraclito para perceber que a mudança é a única constante da vida

 

 

(resultado: mais uma ideia para a gaveta)

 

 

 

dia do pai

 

sempre fui a menina do papá. confere, as miúdas têm uma crush pelo pai - e eu não era excepção. apesar da minha dedicação ao meu pai, nunca pude contar com grande atenção ou carinho. não digo que ele não gostasse de mim, mas o facto é que nunca o dizia - por palavras ou por gestos.

cresci com um pai que morava cá em casa, mas que era ausente.

um pai que achava que eu não deveria continuar a estudar, porque ele quando acabou a 4ª classe foi obrigado a ir guardar porcos.

um pai que se esquecia de me ir buscar à escola, nos dias em que eu não tinha autocarro.

um pai que me perguntou, no 2º ano de faculdade, se eu estava a estudar Geografia. era Filosofia.

um pai que ao divorciar-se da minha mãe, assumiu o divórcio comigo. as últimas palavras que ele me disse antes de sair de casa foi "ajuda-me a levar a tv". e eu ajudei. confesso que seria um alívio vê-lo fora de casa - e eu não gosto muito de ver tv.

um pai cujo paradeiro desconheci até que ele voltou para a aldeia, porque a vida lhe correu mal e estava de novo sozinho.

um pai que já me ligou para pedir dinheiro, para combinar almoços - que sempre recusei, por sentir que não tenho nada a partilhar com ele. e que é um estranho que não me apetece conhecer.

 

um pai que nunca soube quais eram os meus sonhos, os meus sucessos, os meus fracassos - porque escolheu a distância como forma de relacionamento.

 

hoje é o dia do pai. e quero agradecer-lhe por um dia se ter juntado com a minha mãe e me ter dado a melhor coisa da minha vida: o meu irmão. a sua presença equivale ao pai que efectivamente não tive.

 

se eu gostava que as coisas tivessem sido diferentes? gostava. mas a vida é feita de escolhas e de consequências. os meus avós sempre me mostraram como viver o melhor com o pouco que se tem. é isso que faço, desde mil nove e setenta e nove.

 

obrigada, pai. sem a tua ausência não teria a capacidade de estar presente como estou hoje, perante a minha vida. acredito que foste tu quem mais ficou a perder.

 

 

algures entre "the big picture" e os pormenores, perdão, porMAIORES

 

 

 

não me importo que os amigos não se lembrem do meu dia de aniversário: eu própria não lhe dou grande importância. não espero prendas. não ligo ao Natal nem aos dias especiais, às efemérides. contudo, não esqueço os dias especiais das pessoas que me são próximas. e gosto de criar dias especiais, quando me apetece. gosto de pequenas coisas, pequenos gestos.

 

hoje escrevi alguns postais, que enviarei pelo correio a algumas pessoas. amigos de longa data - com quem não falo há muito tempo - amigos que não estão cá, amigos mais recentes. AMIGOS. aqueles que estão por perto, de uma forma ou de outra.

 

eu não sou de cobrar a amizade. não sou de andar sempre a telefonar ou a mandar sms. as pessoas estão quando sentem que devem estar.

sei que dou sempre demais, mas dou porque e como quero, quando posso. de coração. e os outros compreendem - ou não.

 

e quando peço alguma coisa é porque preciso mesmo, porque não tenho alternativa. e só peço uma vez. se for ouvida, melhor. se não for ouvida... bom, talvez do outro lado também sofram de méniere como eu e já estejam em grau avançado de surdez. eu compreendo.

 

quando digo que vou até ao fim do mundo pelos amigos, acreditem, vou mesmo. há amigos que também serão capazes do mesmo. os outros vão até ao fim do mundo se e só se isso não lhes perturbar muito a rotina.

 

é verdade, dou sempre demais. como não alimento expectativas (não vá isso aumentar o peso), aceito o que me dão. quando não me agrada, recuso. não tenho disponibilidade para fretes.

 

 

 

 

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