Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

do medo

mel-uppa-animais

para quem me acompanha aqui neste cantinho ou noutros, a minha paixão pela Mel já vos é familiar. a Mel tem um passado difícil e perdeu a fé na humanidade. não foi fácil recuperá-la e num dado momento da sua e da minha vida, acabámos por nos cruzar. 

quando comecei a ir à uppa - união para a protecção dos animais era daquelas voluntárias que nem sequer entrava numa box para tirar os cães para o passeio. tinha pouca confiança e preferia ver como é que os outros faziam para ir aprendendo. sempre tive muito respeito pela Mel; sabia que ela não estava sequer para adopção e que o seu ladrar desconfiado era sinal de medo. acresce que a Mel é preta, tem 35 kgs, o que faz com que só a sua presença imponha respeito.

confesso, houve uma altura em que tinha medo da Mel. entrava para lhe pôr água ou lavar a box, mas sempre com uma distância, sem grandes conversas ou trocas de olhar. nunca deixei as tarefas por fazer, pois sentia que tinha que tratar a Mel como qualquer outro cão.

um dia foi-me colocado o desafio de começar a passear a Mel. tirá-la da box e levá-la à rua, para o passeio. aqui não podia haver medo: era eu e ela. era necessário aprender a confiar uma na noutra. a parte "fácil" era que a Mel não procurava interacção no passeio: era pôr a trela, levar e trazer. isso foi dando espaço para nos conhecermos. semanalmente lá íamos as duas passear, sem grandes conversas.

até que um dia, estava eu sentada à beira do rio, enquanto ela se refrescava quando a vi caminhar até mim. sentou-se a dois palmos de distância. ficámos ali um bocadinho, no silêncio. e foi no silêncio que o medo deu lugar à confiança.

e à brincadeira: a Mel gosta de brincar. percebi isso com as bolas de ténis e alguns bonecos que ela acaba por estragar, é certo. a Mel gosta de brincar comigo. e fica mesmo feliz quando me vê.

a nossa relação já teve altos e baixos. um dia, a Mel mordeu-me. não foi nada de grave. saí da box para limpar a ferida, restabeleci-me e voltei a entrar lá dentro, só para estarmos as duas em silêncio.

não sei o que aconteceu, talvez demasiado stress no ambiente envolvente a tivesse feito reagir assim. repito: não foi nada de grave. doeu-me um bocadinho pensar que ela tinha perdido a confiança em mim, em nós - doeu mais do que a mordida em si (já fui mordida por outros cães e sei perfeitamente que é um risco que se corre no voluntariado que pratico). 

não deixei de passear a Mel, de estar com ela, de brincar com ela. não podia deixar que o medo se instalasse. afinal, a Mel é um cão como os outros e tem de ser tratada assim. 

adoro a Mel e tenho noção que ela me ensinou muito. a escutar o silêncio, a ganhar confiança, a lidar com retrocessos, a encontrar outras formas de comunicar. julgo que, na verdade, bem lá no fundo, o medo está sempre presente. só para me manter vigilante e alerta - mas nunca para me fazer parar ou desistir. 

 

 

*

 

a Carolina lançou este desafio à comunidade que a segue; cheguei à Carolina através da Rita da Nova e aqui estou eu, a responder ao desafio!

Acredito que, cada vez mais, precisamos de olhar para o nosso umbigo de uma forma mais crítica, de refletir sobre o que fazemos de bom e de errado, de nos conhecermos um bocadinho melhor e de termos objetivos concretos a curto prazo. Conhecermos os nossos defeitos e as nossas qualidades, percebermos quem realmente faz a diferença na nossa vida e quais os espaços onde nos sentimos mais sossegados é essencial para trabalharmos a nossa tranquilidade e a nossa paz interior.

desafio 1 + 3

Um objetivo que já está a ser cumprido

 

joana-menos-cinco

#joanamenoscinco é mais do que uma hashtag. resulta da consciência de que a luta contra o excesso de peso é constante, para mim. há momentos em que a vida não nos permite focar e trabalhar esta consciência (e por vida entendam as minhas escolhas perante aquilo que acontece). no final de março caiu-me a ficha ao ver na balança: 89,9kg. quase 90. vá, 90, arredondemos. demasiado perto dos 100. 

em conjunto com a minha nutricionista desenhámos um plano alimentar diferente dos que já tinha experimentado. o objectivo era perder 5kg, num mês - isso explica a hashtag. perdi 8. sem fome, sem stress. com foco e com um dia por semana para fazer disparates.

da última vez que me pesei tinha perdido um total de 15kg. ou seja, perdi praticamente o peso do kioko, o meu bulldog francês (que pesa 16, quase 17). todavia, a consciência do corpo não reflecte o peso perdido: continuo a ir às lojas, olhar para um M e pensar que não serve. depois visto as tshirts XL que tenho em casa e percebo que são agora autênticos vestidos. vejo-me sempre como uma pessoa gorda. no matter what. 

o meu grande problema é o pão. cortei radicalmente a sua presença na minha alimentação. tive dias em que sonhava com torradas ou tostas místicas. foi difícil, confesso. hoje em dia já estou mais tranquila com a situação e quando como pão, agora que é muuuito de vez em quando, o pão até tem outro sabor.

neste momento sei que os resultados vão sendo mais lentos e que não posso relaxar nas regras do plano alimentar. 

podem acompanhar este meu desafio no twitter e no instagram #joanamenoscinco 

 

*

 

a Carolina lançou este desafio à comunidade que a segue; cheguei à Carolina através da Rita da Nova e aqui estou eu, a responder ao desafio!

Acredito que, cada vez mais, precisamos de olhar para o nosso umbigo de uma forma mais crítica, de refletir sobre o que fazemos de bom e de errado, de nos conhecermos um bocadinho melhor e de termos objetivos concretos a curto prazo. Conhecermos os nossos defeitos e as nossas qualidades, percebermos quem realmente faz a diferença na nossa vida e quais os espaços onde nos sentimos mais sossegados é essencial para trabalharmos a nossa tranquilidade e a nossa paz interior.

 

 

faço minhas estas palavras

Não conhecerás o homem dos teus sonhos. Não encontrarás a mulher da tua vida. Se tiveres sorte, cruzar-te-ás com uma pessoa que te deixará seres quem és. Se tiveres muita sorte, até pode ser mais do que uma.

Se tiveres sorte, se souberes vê-la, poderá passar pela tua vida uma pessoa com quem não tenhas de te esforçar. Com quem não tenhas de fingir. Com quem te sintas tão tu que possas sentir-te livre.

Nada é definitivo, tudo é transitório. No fim, só restarás tu. Aproveita a caminhada para seres mais e melhor. Quando sentires que és, o amor também será.

 

d'A GAJA 

 

joana rita sousa

 

PROCURA-SE

o repto é lançado pela joana martins, no seu blog:

 

O preconceito está tão enraizado na forma como nos moldam para este encaixe de sociedade que chegamos a ignorar que os pré-conceitos nos limitam na liberdade de criar, sentir e lutar. 

Por isso tive uma ideia. 

PROCURA-SE: 

  • Bons comunicadores que não tenham medo/receio/pudor/vergonha/repulsa em contar na primeira pessoa a SUA própria história sobre preconceito 
  • Gente que não se importe de ser gravada e de conversar comigo 
  • Pessoas de coração aberto 

 A minha noção de preconceito sobre este ou aquele assunto pode estar totalmente errada. Eu também sou preconceituosa! Por isso quero contar com pessoas que saibam explicar-me qualquer história que tenham tanto pelo lado mais introspetivo como pelo lado mais bem-disposto. 

E quando penso em preconceito estou a falar de um espectro amplo de ideias pré-concebidas. A cor da pele, uma religião menos enraizada na nossa sociedade, a orientação sexual são temas que nos vêm imediatamente à cabeça, mas há muitos mais. As profissões que desempenhamos, a forma como amamos, como comemos, como nos mexemos, como superamos obstáculos, como nos ajudamos… Quero conhecer tudo isso. E quero que consigamos explicar, finalmente!, uns aos outros as coisas que são verdade sobre os preconceitos que os outros têm sobre nós e as que são absolutamente surreais! 

 

 

para saberem mais sobre este projecto, peço que visitem o blog da joana e, caso tenham dúvidas, cheguem à fala com a própria.

 

 

 

ano após ano, fica a pergunta: o que é que falha?

Dj8XBvCX0AADGBz.jpg

 

todos temos na memória as imagens chocantes dos incêndios em Pedrogão Grande. neste documentário, do Público, percebemos como é que aquela tragédia mudou a vida das pessoas que perderam um familiar, que trazem marcas no corpo, para sempre, daquele dia de inferno. 

assistimos a uma demissão, ao anunciar de medidas de prevenção e de protecção. houve inquéritos. havia muitas perguntas no ar.

a serra de monchique está a arder há 5 dias e se não fosse o twitter creio que não teria noção da verdadeira dimensão do incêndio. a comunicação social, as televisões e as rádios, estão a comunicar com um delay considerável.

já em 2003 a serra foi fustigada por um grande incêndio: não é novidade para ninguém que a zona é susceptível de arder e que os acessos são péssimos. 

ano após ano, as imagens de inferno repetem-se. e há pessoas que ficam sem os seus bens, sem o seu sustento. bombeiros e civis correm risco de vida. há famílias desesperadas.

o que é que falha? 

não sou bombeira de bancada, muito menos ministra do planeamento ou coisa que o valha. custa-me pensar que a burocracia leva a melhor, que as decisões se adiam, sabendo que o verão acontece, todos os anos e que temos que considerar as vagas de calor como uma possibilidade. é verão, bolas.

 

 

a fotografia é do João Porfírio 

ghosting

6818P15T1-Kevin-Zollman-681x511.jpg

 

a reflexão é do valério romão e "reza" assim: 

 

"As redes sociais vieram revolucionar a forma como fazemos negócios, como acedemos à informação ou como ouvimos música. Mas acabaram por mudar, ainda que mais subtil e gradualmente, a forma como nos relacionamos. Por um lado, alargaram o campo de possibilidades: a nossa presença online permite-nos não depender do corpo e da sua geografia existencial para encetar ou manter contacto com alguém. Habituámo-nos a dispor de duas formas de apresentação distintas: no Facebook (e restantes redes sociais) e pessoalmente. Uma não exclui nem complementa a outra. São dois mundos que – embora por vezes se possam sobrepor – têm uma existência perfeitamente independente."

 

compreendo a crítica, ainda que considere que hoje em dia o online e o offline é tudo muito ONLIFE e fica difícil separar uma da outra. mas adiante. o que nos traz aqui é o ghosting. nunca ouviram falar? eu já tinha sido vítima ainda isto não tinha nome. 

 

"Ghosting é a palavra escolhida para o fenómeno que consiste em determinado sujeito eclipsar-se numa relação. É o equivalente contemporâneo a “ir comprar tabaco” e a forma mais eficiente de alguém se ver livre de um compromisso sem as consequências que advêm de verbalizá-lo. Sem conversas, sem justificações, sem lágrimas. A forma como já tínhamos higienizado da morte da vida contemporânea estendeu-se agora aos finais de relação. Para quê perder tempo e apanhar uma camada de nervos quando dispomos do silêncio para anunciar a nossa saída de cena? No máximo um “não sei o que te dizer” ou “deixo-te as chaves” e o outro que resolva as ambiguidades de sentido. É fácil. É tudo fácil."

 

é tudo fácil: continuamos a ser amigos no facebook, mas fazemos unfollow. ou bloqueamos certas publicações. desactivamos as notificações no instagram e fazemos mute no twitter.

claro que no meio de tudo isto não atendemos o telefone nem sequer respondemos às mensagens no whatsapp.

não é uma atitude exclusiva das relações com sede no digital. é uma atitude exclusiva de 'ssoas que não têm carácter, que não sabem resolver as coisas, enfrentar a verdade, assumir que erraram ou que foram alvo de erro.

a verdade é uma coisa tramada. 

 

malta de carcavelos e arredores

DjdG0RtX4AAQIil.jpg

vai marcar presença na Campanha de Angariação de Alimentos, no próximo fim de semana, dias 4 e 5 de Agosto, no Pingo Doce do Centro Comercial Riviera em Carcavelos

 

além dos alimentos (ração, biscoitos e arroz - pode ser normal, não precisa ser trinca) podem contribuir com lava-tudo e lixivias.

diariamente há que alimentar e lavar o espaço onde estão albergados perto de 90 cães. 

 

se não estão por carcavelos e pretendem ajudar, entrem em contacto com a associação: no twitter, no facebook e no instagram.

 

há informação mais detalhada no site da uppa - união para a protecção dos animais. adianto que o albergue fica em sintra e que aos sábados precisamos de voluntários para os passeios! conto convosco? 

 

 

entra calor, agosto. ou: entra calor, a gosto

sobre a vaga de calor de que tanto se fala, aqui fica um artigo sobre os mitos em torno dos protectores solares. parece que o óleo de côco não vai dar para garantir protecção. o artigo foi recomendado por um médico que sigo no twitter, o andré. confesso que desconhecia o blog mas até fiz "subscrever" para ir recebendo as novidades. 

 

vá, protejam-se lá em condições.

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D