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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

#cenasfixespara

há uns meses o fábio martins criou uma newsletter dedicada às #seriesfixesparaver. tudo começou com a divulgação da # no twitter. vai daí, sugeri os #podcastsfixesparaouvir, uma # que circula no twitter com o dinamismo e a vontade da comunidade que a integra nas suas conversas.

e, de maneiras que, surgiu esta ideia para criar uma rubrica aqui no blog sobre #cenasfixespara - ver, ouvir, beber, ler, fazer e por aí fora. a # é suficientemente aberta para integrar sugestões de páginas de IG inspiradoras, artigos, livros, podcasts, séries e monumentos.

está tudo em aberto e a frequência da rubrica vai depender das cenas fixes que vou encontrar por aí. 

e, claro, aceito sugestões na caixa de comentários. vamos a isto? 

 

cenasfixespara.png

 

a humanidade não deixa de me surpreender

a culpa é das expectativas.

esperamos que as pessoas não abram o vidro do carro para deitar fora o lixo; esperamos que as pessoas não estacionem em segunda fila because "são só 5 minutos"; esperamos que uns ténis caros possam ser devolvidos 4 meses depois da compra por terem defeito; esperamos que a faculdade te saiba dizer o dia exacto da entrega da dissertação; esperamos que os tweets sejam lidos à luz do contexto em que são escritos; esperamos que um profissional de saúde não se espante com o facto de uma pessoa tatuada ser dadora regular de sangue; esperamos que as pessoas saibam que abraçar alguém com HIV não faz com que a doença seja transmitida; esperamos que as pessoas não subam o tom de voz quando percebem que estão a falar com alguém que é surdo; esperamos que o movimento que defende que a terra é plana seja ficção; esperamos que não digam que uma mulher foi violada por ter saído à rua com decote e "estava mesmo a pedi-las"; esperamos que o preço certo nunca acabe pois é um programa puro de entretenimento; esperamos que o irs se resolva rápido, pois basta mudar um valor na declaração; esperamos que as pessoas compreendam que trabalhar no digital signifique poder estar offline durante uma parte do dia; esperamos que não nos levem o útero quando o que está a mais é só um mioma; esperamos que uma câmara não use uma fotografia de um banco de imagem, com a marca de água, na sua comunicação

a humanidade não deixa de me surpreender. e a culpa é das expectativas. 

 

ijustkant.png

 

Epicuro: a filosofia é um intervalo entre um molho de nabos e sementes de girassóis

[para ler como se fosse Março. ou Abril]

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Finalmente a Primavera chegou e até nos contemplou com um dia de sol. Ok, um dia e meio, para ser mais precisa. E com os dias mais compridos sabe bem passear no jardim. O meu jardim preferido, aqui na aldeia, é mesmo o jardim de Epicuro que, na verdade, é uma horta. Deve ser por isso que gosto tanto deste jardim: nele posso observar o ciclo da vida e ainda oiço e participo nas conversas entre Epicuro e os seus alunos da escola, conhecidos como os filósofos do jardim.

E é nessa altura que coloco em prática uma espécie de terapia, da qual falava há dias com uma amiga ao telefone. Ela dizia-me: é importante rodeares-te de pessoas boas e positivas, porque hoje em dia é muito fácil deixar-se contagiar pelo negativo e pelo medo. Tens razão, Sofia. Tens toda a razão, respondi-lhe. Por isso, aproveitei o sol para visitar o jardim e para colocar em prática a logoterapia, ou terapia pelo discurso.

Deus não é um papão, nada há a temer, dizia Epicuro, enquanto apanhava folhas de couve que serviriam para a sopa, ao jantar. E também não há nada a temer contra a morte, porque é algo natural, acrescentou.

Epicuro e as suas palavras fazem-me lembrar as abelhas e a forma como encaram a vida: trabalham muito, de forma até bastante rigorosa, mas conseguem extrair o melhor da vida (e o mais doce, o mel). O filósofo de Samos surge num contexto muito difícil, de crise, de instabilidade [tão actual, não acham?]  e tem o desplantede defender o prazer como finalidade da vida. Dirigi-me a ele, contei-lhe da minha conversa com a Sofia. Epicuro, não é nada fácil pensar em prazer numa conjuntura destas. E sabes bem como os profetas do terror andam aí a contagiar tudo e todos, disse-lhe.

Joana, eu não tenho uma visão política do mundo, respondeu Epicuro, com um molho de nabos na mão [deliciosa esta associação entre política e nabos]. O importante é cuidares da cidade interior, da tua alma e procurar ser feliz. Usufrui da vida, daquilo que ela te dá, desta horta e do sol. Não cedas perante desejos vãos [eish, Epicuro, queres com isto dizer que não posso comprar aquela mala tãaaaao gira? Ok, pronto] e procura a justa medida. E pelo caminho, espreita aí no Borda d’Água se já é tempo de plantar os morangueiros.

Peguei no Borda d’Água e confirmei: é tempo de plantar morangueiros, espargos. Na verdade, Epicuro, há muito por onde escolher: abóboras, batatas, beterraba, melancia e tomate. Abril é um excelente mês para estas coisas hortícolas do semear, do plantar, para mais tarde colher. E usufruir, saborear aquilo que a terra nos dá; aproveitar os raios de sol para ganhar cor e energia para o dia a dia. Por falar em cor e energia, reparei que é altura para semear girassóis. Epicuro, descansa, tenho lá em casa muitas sementes. Joana, és uma boa amiga, disse-me o filósofo, venham daí essas sementes!

No final do dia, liguei à Sofia e contei-lhe da minha visita à horta epicurista. Falámos dos filhos, do pó, do monte de roupa para engomar. Falámos das dificuldades do dia a dia e da vontade em que as coisas fossem diferentes. De como queremos ver as pessoas de quem gostamos com um sorriso no rosto. Como sempre, despedi-me com um até já, Sofia.

Tenho aprendido muito com as minhas visitas ao jardim de Epicuro; aprendi, sobretudo, que a amizade nos permite gozar a nossa própria existência. Permite-nos ser felizes.  E sorrir. Obrigada, Epicuro, visitar-te é sempre um prazer!

 

 

Ice, Ice, baby!

 

o Ice chegou à #uppa_animais em 2015, através do Canil Municipal de Sintra.

na altura trazia uma companheira, a Matilde. foram companheiros de box durante algum tempo até que a Matilde foi adoptada.

o seu olhar é fora do comum, concordam? o Ice é um cão com muita energia e aconselho a sua adopção por parte de alguém que também tenha bastante energia e que queira um CÃOpanheiro para passear e dar umas corridas. o Ice é um cão de porte grande, tal como se pode ver na fotografia que se segue. 

Ice regua.png

se procura um cão com um olhar invulgar e muita energia para dar, o Ice é uma companhia a considerar.  

 

fotografias de arquivo da UPPA - União Para a Protecção dos Animais / pesquisem no twitter / instagram por #uppa_animais

para adoptar: uppa.adoptantes@gmail.com / para apadrinhar: uppa.apadrinhamento@gmail.com 

D O M I N G A R

cadernos_ideias.jpg

 

So context, of course, matters. The answer to being happy won't always be, at all times, meditation, fasting, reading more, exercising more, knowing all the latest brunch spots, getting smashed every week, asking if things bring you joy, getting married ("to fix the relationship"), having a baby ("to fix the marriage") or quitting your job (to "double down on my blog"). And the answer to a strategy isn't always to find our purpose, be disruptive (what is that), be more authentic (what is that), invest in micro-influencers (what is that) or quote Byron Sharp like he was Jesus Christ. But equally, the answer won't be to shit all over any or all of these things by default.

 

salmon theory > rob estreitinho

ontem assinalou-se o dia internacional do animal abandonado

uppa_murphy_belinha-1024x673.jpg

 

a Fátima Lopes (a da televisão, sim) convidou duas associações para partilhar o quotidiano de  associações dedicadas à causa animal: a Animais de Rua e a UPPA

 

eis um pouco do meu testemunho que podem ler na íntegra no artigo onde Fátima Lopes partilha a sua experiência de adopção do Brownie: 

Uma das maiores recompensas do voluntariado na UPPA é o agradecimento que os animais manifestam. Durante a sua estadia na UPPA e também no “depois da UPPA”, quando já estão com a família que os adoptou. Esse agradecimento acontece quando, inesperadamente, encontras a Groselha numa rua de Lisboa, com a adoptante, chamas pelo seu nome, ela levanta as orelhas e te recebe com muitos beijinhos e abraços caninos. Ou quando vais visitar o Gaby à sua casa e ele te recebe com o mesmo entusiasmo de sempre. Estes momentos são valiosos e mostram-nos como a sua estadia na UPPA foi feliz e lhes traz boas recordações. 

 

o que fazer se encontrar um animal abandonado?

 

esta é uma pergunta que me fazem algumas vezes e por isso escrevi este artigo com algumas sugestões e que podem ler no site do Intermarché: encontrei um animal perdido - e agora? 

 

 

leituras de verão

o tópico leituras de verão ou leituras de férias é um clássico do mês de agosto. agosto traz a silly season, traz o bailarico na aldeia, os dias em que a pele fica com sabor a sal * e gin tónico ao final do dia ** 

 

as minhas leituras de verão trouxeram-me o wittgenstein e a vontade enorme de organizar os blogs (este, o outro e o do website). 

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tenho estado a tuítar a minha leitura do livro do witt. podem acompanhar por lá, seguindo esta thread

 

* escrevi só porque fica bonito, não sou fã de praia. 

** se preferirem favaios, moscatel ou outra coisa, também pode ser.

Podíamos filosofar sem festivais de verão? Podíamos, mas não era a mesma coisa.

 

mora_na_filosofia_festival.jpeg

Verão rima com festivais de música: eles andam aí, fim de semana após fim de semana, a invadir o país e a proporcionar emoções (estéticas) aos festivaleiros.  A aldeia Filosofia não fica atrás: sim, também há um festival de verão. Mas um festival com algumas particularidades: apenas uma banda que toca  todo o tipo de músicas, em ode aos filósofos que por cá moram.

 A banda é constituída por Nietzsche, na bateria, Sartre no baixo, Wittgenstein na voz, Peirce no contrabaixo, Montaigne na viola, estando os coros a cargo de Pascal, Espinosa e Montesquieu. Um luxo. Durante dois dias estes filósofos espalham magia no coreto da aldeia. O festival é preparado com muito cuidado de forma a que (quase) todos os habitantes (re)vejam a sua perspectiva filosófica numa das músicas.

Convidei alguns amigos para o festival, que é, acima de tudo, uma oportunidade de convívio. Além disso, no final, Nietzsche destrói sempre a bateria, numa performance altamente zaratustriana e divertida.

É a primeira vez que venho ao  ζωντανός confessou o André. Mas estou muito curioso. A nós juntaram-se a Ana, a Xana, a Lili, o Hugo, a Fátima, a Cláudia, o Carlos Miguel, o Pedro e a Sandra. Ah, e a Madalena, que veio expressamente de Luanda para assistir ao festival. Podia lá eu perder uma oportunidade destas? Só espero que não me calhe na rifa um bailarico qualquer, dizia a Madalena, enquanto trocávamos os passes de dois dias pela pulseira.

Vários foram os êxitos (filosóficos)  que fizeram eco pela aldeia. O utilitarismo, de Stuart Mill com o êxito Use somebody, dos Kings of Leon. A provocação a Santo Agostinho, com uma cover de Putos a roubar maçãs, dos Dead Combo. A referência ao motor imóvel de Aristóteles com Running to stand still, dos U2.

E várias canções de amor: Somebody that I used to know, de Gotye, assumindo a perspectiva de Schopenhauer, o Love me do dos Beatles a fazer lembrar o amor platónico. E tantas foram as questões éticas que nos surgiram com temas como Hedonism, dos Skunk Anansie e o Try walking in my shoes, dos Depeche Mode. Aristipo de Cirene e Epicuro, que estavam a trabalhar no festival, a vender cerveja com um barril às costas, foram encontrados a discutir as questões do prazer em vez de circular entre as pessoas. Parece que para o ano não serão contratados.

A  segunda e última noite terminou com uma fartura na roulote da Santa Teresa d’Àvila, que desta forma tentar angariar fundos para as Carmelitas. E não houve melhor forma de celebrar dois dias de filosofia e música: saboreando uma fartura (mística). Para o ano há mais.  

e o amor onde é que 'tá?

Papillon é uma das promessas da mais recente geração de músicos... urbanos, será que posso chamar assim? 

Papillon promete e cumpre: camadas é o seu mais recente som e é uma espécie de gin tónico, fresco, amargo, dançante e que apetece beber (ouvir) de novo.

e adivinhem onde descobri esta pérola? na antena 3, pois claro!

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