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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

para arquivar em "desafio constante"

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dar formação é algo que faço há alguns anos e com muito gosto. gosto de pensar em conteúdos, desenvolver acções "taillor made" e de partilhar o que sei fazer com as pessoas.

também aprecio a possibilidade que a formação me dá, no que ao contacto interpessoal diz respeito: conheço pessoas que trabalham em áreas próximas das minhas - ou que até fazem outras coisas completamente distintas. nunca sabemos bem quem vamos encontrar à nossa frente - e o desafio é o de manter aquelas pessoas interessadas e motivadas em aprender. 

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só na semana passada dei cerca de 14 horas de formação: entre o twitter marketing e a filosofia para crianças, duas áreas que me fazem muito feliz. 

para a semana há mais. 

 

*

 

"escolha um trabalho que você ama, abra actividade nas finanças, pague o IVA e a SS, e você terá que trabalhar todos os dias, na sua vida. 
com olheiras até aos tornozelos e um sorriso nos lábios." 

confúcio ft joana rita

 

 

 

na verdade, o recrutamento é uma espécie de ritual de namoro

vês o anúncio. 

ele parece-te interessante, culto. giro. até tem bom humor.

envias e-mail com o teu melhor cv.

aproximas-te e enrolas os dedos nos cabelos. sorris e mostras que estás disponível. passas por ele e entregas um cartão com o teu número. ele pisca o olho.

 

e depois? 

bom. depois, podem acontecer várias coisas:

 

tens resposta ao e-mail. pedem mais alguns dados, links e/ou cartas de recomendação.

ele convida-te para um café. falam sobre coisas banais, mas não consegues perceber bem se ele também está interessado. não menciona filhos, namorada, família. tudo muito sóbrio. fica no ar um possível convite. 

envias o e-mail com a informação adicional.

na manhã seguinte, envias uma mensagem no whatsapp, a agradecer o café (foi ele que pagou).

és chamada para uma entrevista. 

convida-te para um café e cinema. preparas o teu look mais casual e caprichas no cabelo e no perfume. 

a entrevista corre bem, sentes que há empatia e um certo alinhamento nas perspectivas de trabalho. "até ao final da semana dizemos alguma coisa"

o filme era interessante e ele até comentou como o teu perfume é agradável. "vamos falando, talvez para a semana possamos combinar alguma coisa"

 

e depois?

depois?

bom, é como diz o cantor "depois de ti mais nada". NADA. nem um telefonema, nem um e-mail, nem uma mísera mensagem. NADA. nem um "obrigado, mas o teu perfil não se encaixa". NADA.

 

nos últimos tempos tenho INVESTIDO tempo no envio de cv e também em deslocações para entrevistas. invisto tempo e dinheiro. organizo a vida de freelancer para poder comparecer a tempo e horas. e depois fico à espera de resposta. negativa ou positiva, era TÃO MAS TÃO SIMPÁTICO dizer alguma coisa às pessoas que - repito - investem tempo, dinheiro e organizam a sua vida para estar presente numa ou em várias fases de recrutamento. 

talvez isto seja uma daquelas coisas "normais" dos dias de hoje, às quais nunca me vou habituar. vá.

 

(nem um telefonema. bolas, o meu melhor perfume - dos originais e tudo, não era cá aquelas coisas da equivalenza!) 

 

 

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let's talk about #websummit

 

a minha presença na ou no web summit, em lisboa, é igual a tantas outras coisas que acontecem na minha vida: vou caminhando e tal e coiso e quando dou por mim, olha. tenho um bilhete FREE para o maior evento de cenas  da europa.*

a dada altura, os senhores decidiram oferecer bilhetes a custo zero com base no critério "mulher". ah e tal parece que as mulheres não são capazes de ir a estes eventos por iniciativa própria. bom, algumas serão. eu não seria, pois a vida custa dinheiro e não o poderia desperdiçar num bilhete que custa 900 euros. é um valor justo? será com certeza, nem sequer discuto isso. 

vejo-me agora com um bilhete na mão e com um programa cheio de talks e pitch e fan ran fan fans que summit bué, em termos de UX e design thinking e storytelling. consulto as recomendações de contactos e vejo CEO, manager, founder, entrepeneur em tudo o que é bio. eu cá sou uma pelintra. a minha bio é philosophy | social media. 

se sinto que aquilo é o meu ambiente? não. acho que vai lá andar TANTA gente que vai ser quase impossível fazer um bom contacto, apresentar ideias, trocar ideias com os outros. como eu não sou uma empresa nem uma instituição (sofro deste mal de ser só uma pessoa) a probabilidade de chegar à fala com X ou Y é escassa. 

vou tirar uma fotografia do badge e selfies com a malta amiga e conhecida que encontrar por lá. afinal, eu sou aquela que encontra gente conhecida em paredes de coura, festa do avante, teatro da trindade, residência do embaixador dos eua e na minha rua - imagine-se!

vou fazer isso tudo e escolher bem o tempo que vou lá passar. é que não me posso dar ao luxo de não trabalhar nesses dias e há oficinas de filosofia e outras coisas para dar andamento. 

estou muito agradecida aos senhores do web summit por terem privilegiado as mulheres nesta série de bilhetes gratuitos. vai ser uma experiência nova para mim (my first time at web summit) e como todas aquelas coisas em que vou caminhando e tal e coiso e quando dou por mim, olha irei aproveitar o melhor possível.

vemo-nos por lá? 

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* é um bocadinho como o voluntário na uppa: levo o cão a passear e quando dou por mim já pisei cocó quentinho, acabado de fazer. awwwww 

diz que amanhã começa o 3º período...

 

...e eu estou assim, a modos que, cansada e a precisar das férias que não tive. isto de ser freelancer implica uma grande gestão de tempo e sobretudo não perder oportunidades de trabalhar. 

 

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os únicos momentos de "descanso" foram aqueles em que estive no albergue da #uppa_animais, em modo voluntariado. trabalhamos muito por lá, é certo, e às vezes, ao final do dia, o corpo acusa o cansaço dos passeios, das lavagens das box. mas enquanto lá estou, foco-me noutra coisa que não é o trabalho, o cliente que pediu orçamento e ainda não respondeu, ou na agência que me ficou de dizer alguma coisa depois da última fase de recrutamento. ali há verde e azul no céu: e mimos dos patudos, acompanhados por uma equipa de voluntários cinco estrelas.

 

 

 

 

is there a doctor in the house?

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sobrevivi a novembro. às formações em horários pós-laboral, à reunião por causa do livro, às aulas da pós-graduação, à exigência do trabalho diário com os miúdos, com as cinco turmas. 

consegui equilibrar as finanças e fechar algumas propostas de trabalho. é pena, isto dos pagamentos a 60 dias, como se eu pudesse adiar para esse prazo o pagamento das minhas despesas. por vezes, consigo negociar uma % a receber na altura da adjudicação, o que vai permitindo o tal equilíbrio. 

tenho que criar posts para vender chocolates - mas não posso ser fofinha ("a cliente não gosta"). no outro lado, tenho pessoas a fazer posts em CAPS LOCK, de hora a hora. quem pode manda, dizem. o problema é quando quem manda não sabe o que está a fazer - e não confia em quem sabe. 

passam-me ao lados as indignações diárias no twitter e no facebook. ligam-me para dar uma entrevista. digo, claro que sim. tenho uma colega da PG completamente perdida e decido que não a vou deixar desistir. 

tenho saudades do Fred e da Riva - é este o voluntariado que não posso perder de vista. 

fui ao vodafone mexefest, em trabalho e diverti-me imenso com a equipa de fotógrafos. tropecei em não-sei-bem-quantas pessoas amigas e conhecidas. deitei-me às 4h e tal da manhã, nos dois dias, para deixar a reportagem escrita. estou, ainda, a sofrer de jet lag. 

vou ali colocar a água ao lume, para fazer um chá. acho que me estou a constipar e os rebuçados da caixa, ali mesmo na fotografia, já acabaram.