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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

:: onde está deus mesmo que não exista? ::

o que dirias a deus (bondoso, omnipresente, pleno de amor, ao qual temos que agradecer diariamente) se o encontrasses?

 

stephen fry responde: como ousas? cancro? sofrimento? temos mesmo que agradecer a um ser maníaco que permite a miséria constante? e tanta dor, em pessoas que têm só a vida inteira pela frente? 

 

onde está esse deus bondoso, omnipresente, pleno de amor, ao qual temos que agradecer diariamente - mesmo que não exista? 

 

 

 

 

 

é sempre mais bonito do lado de fora

 

emociona mais, faz-nos dizer mais coisas, arranjar justificações. imaginamos como seria estar no lugar do outro. e depois é tudo muito bonito, mesmo com finais realistas ao jeito do la la land. mesmo que as personagens principais não fiquem felizes para sempre - juntas, ambas as duas. é sempre mais bonito, mesmo quando na história há uma vilã que rouba o coração a alguém que já não o tinha, por o ter entregue a outra pessoa. mesmo assim "ai eu não era capaz", "ai que falta de isto e daquilo". mas também é bonito, por que estamos do lado de fora e sentimos alguma inveja da adrenalina inerente à prática do assalto do coração alheio.

 

é sempre mais bonito do lado de fora.

a questão é que agora há que viver no lado de dentro.

que seja doce. e bonito.

 

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isto do #pokemonGo é o menos: oiçam o que vos digo

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um amigo, que muito prezo, desamigou-me no facebook. deixei de o ver e pensei que fosse uma questão de "detox". recebi um e-mail pelo caminho e fiquei tranquila.

aparece pedido de amizade. aceito.

blá blá blá e conversa de circunstância. aniversário: calha em data de trabalho, não posso ir. "podemos ir beber café?" eh pah, não. estou cheia de coisas para fazer, para a semana. "ah tenho que te explicar uma coisa". 

liga-me. estou meio dormente do trabalho e digo que não me apetece sair para sociabilizar. ok, fica para a semana.

conversa no facebook: gosto muito de ti e tu fazes-me sempre pensar. desculpa. (desculpa por?)

pois então: o amigo decidiu desamigar-me pelo facto de eu o fazer pensar. depois pensou melhor e resolveu amigar-me de novo. 

"faço o que me dá na real telha"

com certeza, estás à vontade.

 

é que nem preciso de instalar a app para caçar pokémons: caiem-me todos no colo 

 

.|. 

atenção: Magoito e Sintra

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a Melissa foi adoptada na #uppa_animais, há alguns meses.

ontem pregou uma partida à família: fugiu.

 

'ssoas que vivem em Sintra, Magoito e arredores: abram bem os olhos, por favor e contactem UPPA: 91 695 90 24 / 933 719 225 MARIBEL 934 457 761 no caso de a encontrarem

 

muito, muito obrigada! 

(a Melissa tem chip)

 

you live, you learn

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e pumba.

pezada no banco da cozinha, numa perseguição épica atrás de Félix The Dog que por sua vez perseguia Kioko the Blue Dog. e olhem, fiquei sem respiração, devo ter mudado de cor e soltei um ou outro impropério. 

não estava descalça, mas quase. 

e depois? depois foi um 31 para enfiar o pé no 38 das botas. mas lá fui, para uma reunião de apresentação de projecto de filosofia para crianças, em AEC. uma última tentativa. 

soube ontem que um agrupamento e uma junta de freguesia decidiram alinhar pela filosofia para crianças, depois de um pai ter insistido, após conhecer e divulgar o meu trabalho. e contratar-me, que é bom? pois, nada.

o ânimo para a reunião não era o melhor - as dores não são só no pé, que ficou negro. são na alma. "ah tu mereces tudo e vais conseguir" - dizia-me hoje um amigo. pois mereço. mas não é certo que consiga e não será por estar sentada à espera no sofá. não faço outra coisa a não ser promover e mostrar o meu trabalho, enviar e-mails, pedir reuniões. e tantas vezes encontro vazio e ausência de resposta.

lá fui. sim, consegui conquistar as pessoas para a filosofia e para o meu trabalho. conseguimos até arranjar um horário fixe. até estou confortável (não tenho outro remédio) com o facto de me irem pagar um valor mais baixo por causa dos IVA e das retenções do IRS a que estou sujeita. a questão é que não são estas pessoas que decidem. ou seja, vim de lá com as mãos a abanar e uma nódoa negra no pé - que já levava - e outra na alma.

a vida é feita de escolhas e consequências - e em última instância esta foi a vida que eu escolhi (momento tony carreira). bem que o filho da meretriz do universo se podia lembrar de mim de vez em quando e retribuir-me o investimento que faço para o tornar melhor. era só isto.

e agora? hirudoid, fingers crossed, passiflora e motivação para continuar. 

dá-lhe, alanis, filha

 

 

 

Aylan Kurdi


o nome é Aylan Kurdi.
podia ser João, Bernardo, Santiago, Francisco, Leonor, Joana, Camila, Rita. 
um rosto, uma família, uma vida.
Aylan Kurdi.

 

o mar levou-o até terra e a a fotografia daquela criança está a correr o mundo. o problema destas pessoas não é de agora, mas parece estar a agravar-se - ou a ter mais impacto junto da comunicação social e redes sociais. 

nós, impotentes, comovemo-nos. olhamos e queremos fechar os olhos logo de seguida, incrédulos.

quem pode fazer algo, vira a casa. nem se comove? será que nem chega a comover-se.

e o Kiran alerta e pede, de forma verdadeira e honesta, apenas uma coisa. a ouvir, aqui. 

é oficial

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vou morrer de saudades destas mini-'ssoas

sim, houve dias difíceis

sim, nem sempre senti que o meu trabalho fosse valorizado ou compreendido pelos pais

sim, investi muito tempo e dinheiro para proporcionar a seis turmas do 1º ciclo o que de melhor sei fazer, criar, imaginar e experimentar em filosofia para crianças

sim, o projecto tornou-se financeiramente pesado (hey, a malta das AEC é um bocadinho muito mal paga, ok?)

sim, sei que os meninos estranharam e acabaram por entranhar a filosofia

sim, na festa do final do ano tive pais a dirigir-se a mim, para me conhecer e felicitar pelo trabalho realizado com os seus filhos 

sim, não sei responder à pergunta: "para o ano vai continuar a haver filosofia? para o ano vais estar cá na escola?"

sim, aprendi muito

sim, repetia tudo de novo

sim, vou morrer de saudades vossas, pukaninos!