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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

:: andar de mãos dadas com ::

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estava aqui a ouvir a sónia e a elsa, no podcast, disse ela e a olhar para a vida à minha volta: pilhas de livros e de papéis, uma lista #ToDo recentemente arrumada, uma tese para acabar, prazos para cumprir, o bilhete de comboio para ir até ao norte para namorar. 

sinto-me cansada. a agenda não pára e são muitos os momentos em que as coisas me parecem fugir das mãos. há dias em que sinto falta do emprego "nove às cinco", onde se pode chegar a uma hora e fechar a porta do escritório - ponto. 

há grupos de trabalho no facebook, no slack, no whatsapp, no messenger, no twitter... todos eles a exigir a minha atenção. e não vos falo dos e-mails.

ontem estive no jardim de infância a filosofar com a malta mais nova. e quando dou por mim, tinha a I. agarrada à minha perna, à procura da minha mão. confesso que devo ter perdido ali o fio à meada à conversa (UPS) pois olhei para a I. e perguntei: estás bem? ela disse que não, que estava atenta mas que estava sem vontade de participar.

passei o resto do tempo de mão dada com a I.. registei o momento, nesta fotografia. para me lembrar que é fundamental parar só para perguntar ao outro "como estás?". 

 

 

 

:: when the going gets tough the tough get going ::

para quem acompanha o blog, o meu twitter, instagram ou facebook, é fácil perceber onde passo alguns dos sábados da minha vida: na uppa. 

há já alguns anos que sou voluntária nesta associação. aos sábados rumo até sintra, ali para os lados da terrugem, para estar com alguns cães que ainda não tiveram a felicidade de encontrar uma família. 

vocês já conhecem a mel, o fred, a brave. e certamente se lembram da ginger, da riva e do gabriel. são CÃOpanheiros que marcam a minha relação com a uppa, pela empatia e pelos laços que se vão criando. 

 

o copo meio vazio 

 

os dias de voluntariado não são sempre bonitos: começa logo pelo facto de termos que apanhar muita merda, bem cedo pela manhã. faço parte da equipa de tratadores e essa é uma das tarefas que nos compete, além da lavagem, da medicação e da preparação da comida. depois há os imprevistos normais num albergue com quase 90 cães: uns arrufos entre patudos, uma mangueira que se estraga, uma coleira que se desaperta. há ainda as situações mais difíceis, como termos que nos despedir de um patudo, para sempre. 

 

e depois há outro tipo de imprevistos: já fui mordida, já caí e já fui picada por vespas (ou abelhas, nem sei). nem vou falar das nódoas negras que descubro ao domingo e à segunda. 

 

o copo meio cheio

 

parece muito mau, não é? fazer voluntariado e sujeitar-me a isto tudo? sim. sempre que posso, lá estou. aliás, já é mais um compromisso do que outra coisa. e há uma lista enorme de aspectos positivos que pesam sempre mais do que os negativos. quais? bom, há o exercício físico, de que fala a jonas. há o sorriso da mel quando vê o meu carro a chegar. há a alegria do fred quando vou passar uns minutos à box, para namorar com ele. há ainda o privilégio de ver cães que chegam ao albergue assustados e sem qualquer fé na humanidade, a ganhar confiança, semana após semana. há o espírito de equipa entre os voluntários. há ainda a oportunidade de partilhar uma coisa com o meu irmão, de termos algo que podemos fazer juntos. há a amizade que se cria com alguns voluntários. 

isso pesa mais do que as mordidas, as picadas ou as quedas. mesmo que estas ponham em risco a integridade das minhas tatuagens. 

 

se quiserem saber mais sobre o voluntariado na #uppa_animais informem-se através do e-mail uppa.voluntariado@gmail.com 

 

 

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hit me, baby, one more time

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procurar trabalho é uma tarefa diária. os projectos chegam e desaparecem, sem compromissos, sem contratos. ser 100% recibo verde é lidar com essa certeza: nada dura para sempre. bolas, assim de repente, parece uma coisa chamada vida. mas adiante.

há uns meses escrevi este artigo sobre recrutamento enquanto ritual de namoro. e a saga continua: a meados de agosto participei num recrutamento, para uma posição de social media. fui recomendada - nem sequer foi uma candidatura enviada por mim. em 48h tive três entrevistas. tive que mostrar o que sabia de estratégia, de inglês, explicar o meu percurso profissional a-normal a três pessoas diferentes. "o mais tardar na segunda semana de setembro vamos dizer alguma coisa".

até hoje.

e hoje fui a uma outra entrevista. candidatei-me a um lugar, na área da educação, a 80km da minha casa. e, sim, estava disposta a mudar-me para lá se as condições assegurassem a minha vida. para além de não responderem à pergunta que fiz no seguimento da convocatória para uma entrevista, onde alertei que iria deslocar-me de longe e precisava perceber até que ponto o projecto era viável - para além disso, a entrevista demorou uns 10, 15 minutos. teria bastado uma chamada via skype, para dizer quais eram as motivações para a candidatura. quando me apresentaram o valor mensal para a prestação de serviços perguntei: e esse valor inclui iva? "ah pois, a joana é que tem que pagar as despesas da segurança social". não está a perceber, isso eu sei. a questão é que os meus recibos estão sujeitos a iva e eu preciso saber se a esse valor posso acrescentar o iva ou se é o valor final que querem pagar.

a senhora não sabia.

era a primeira vez que tal pergunta surgia - e ela já estava no final de um longo dia de entrevistas. agora que me lembro, a senhora nem se apresentou, nem disse o seu nome. e eu esqueci-me de perguntar.

e não sabe também qual será o horário de trabalho, as horas diárias, isto e aquilo. repito: 80km para lá, 80 km para cá. 

como devem imaginar tive que parar no continente para me atestar de gomas e chocolate negro. há coisas que não se aguentam de outra forma - e eu não posso passar os dias a beber gin.

aproveitei para comprar isto. diz que uma 'ssoa fica feliz. olha, mal não há-de fazer.

 

daqui a "uma semana, 15 dias" digo-vos o resultado da entrevista de hoje. "dizemos qualquer coisa, seja positivo ou negativo".

 

"han han"

 

 

 

 

 

 

  

 

 

:: olha que isso não se faz ::

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há muito que digo e defendo que a minha vida tem uma banda sonora eclética, infindável, com uma música a tocar na minha cabeça, em cada momento. e depois essa música fica marcada com cheiros, imagens e memórias. 

 

rompi eu as minhas calças
esfolei mãos e joelhos
e tu reduziste o acordo
a um montão de cacos velhos

 

:: onde está deus mesmo que não exista? ::

o que dirias a deus (bondoso, omnipresente, pleno de amor, ao qual temos que agradecer diariamente) se o encontrasses?

 

stephen fry responde: como ousas? cancro? sofrimento? temos mesmo que agradecer a um ser maníaco que permite a miséria constante? e tanta dor, em pessoas que têm só a vida inteira pela frente? 

 

onde está esse deus bondoso, omnipresente, pleno de amor, ao qual temos que agradecer diariamente - mesmo que não exista? 

 

 

 

 

 

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