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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

:: P E R F E C T ::

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38 anos, solteira. sem conhecer outra casa a não ser aquela onde vives. os teus amigos - da primária, da preparatória, da secundária, da licenciatura, das duas pós-graduações, do 1º mestrado, do único emprego que conheceste - e do qual, em boa hora, te livraste - dos blogs e dos twitters desta vida; todos eles, com uma ou outra excepção honrosa, super a viver juntos, super casados, super com filhos. a cumprir as metas todas, os objectivos subliminares da vida. aqueles que a sociedade espera de ti. reparas que os teus greatest achievement são coisas como ter um carro violeta, o cabelo pintado de cores diversas e variadas, servir de tela para lá de vinte tatuagens e  ter as prateleiras cheias daqueles livros aos quais não consegues resistir. quando compras casa, quando casas, com quem vais de férias - aquelas perguntas dos outros que procuram reconhecer em ti aquilo que é a norma. e tu foges à norma, da forma mais natural que conheces. não sabes ser de outra maneira. amas muito os filhos que te confiaram - são cinco afilhados, entre os 5 e os 30 anos - e as pessoas que tens por perto. sabes que nem toda a gente te compreende e aprendes a viver com isso. escolhes as batalhas e as coisas pelas quais vais lutar e entrar numa discussão, se for caso disso. és moderada. és sarcástica, mas tens um ar tão fofo que ninguém dá por isso. deixas de gostar de ir à praia e evitas pessoas a mais. e depois acontece-te o inesperado. e é mesmo uma coisa que muda a tua forma de estar, de ver o mundo. chama-se amor. e, ainda que tu o conheças de outras estórias, este é verdadeiramente único. mesmo se, pelo meio, tu fores da mesma forma que és, quando amas. se disseres as mesmas coisas. se quiseres ouvir as mesmas músicas ou ler os mesmos textos. não é isso que importa. nem sequer saber quanto tempo vai durar. se acabar, sabes que vais ter que repor o stock de lenços de papel pretos, da renova, para superar a ausência. não é nisso que pensas. focas-te no momento, no que vais construindo, observando, escutando. vês o mesmo, com outros olhos. visitas lugares que conheces e outros nos quais nunca estiveste. cedes o teu lugar e deixas-te ir à pendura. e se tocar o graciano saga, cantas e soltas gargalhadas muito parvas. "vai devagar, emigrante". ris, levantas o sobrolho, percebes que não concordas com tudo. e isso não te apoquenta, nem te deixa ansiosa com o "will you still love me tomorrow". e isto tudo (e outras coisas que não cabem aqui) fazem-te pensar que a perfeição, que é uma coisa lascada, existe. e esteve sempre tão perto. é só estar. e não há fretes. 

 

ponto de situação

é verdade. ainda não fui ao #websummit. por isso ainda não tenho nada para dizer sobre o assunto. tenho acompanhado os tweets e eis o que me ficou na memória: muita gente, muita coisa a acontecer, os transportes à pinha e uma noite lisboeta bem animada.

 

amanhã vou aproveitar o dia todo por lá e espero ver duas ou três conferências (ou talks, sei lá) e encontrar alguns amigos. 

 

entretanto, algures nos EUA, houve pessoas que tomaram uma decisão. o mundo acordou em pânico - como se fosse uma total surpresa. hello. havia dois candidatos. a Hillary, ainda que tenha seios e vagina, não valia por si. o Trump apareceu como figura genuína. sabemos com o que podemos contar. não é bonito, não. espero que o Zizek tenha alguma razão e aconteça, de facto, alguma coisa depois disto

 

faço minhas as palavras do Francisco da Silva:

 

A política é uma ciência. A comunicação também. 

Sempre que via um debate do Trump com a Hillary afirmava que ele estava a conseguir chegar aos eleitores e que por isso estava a vencê-los a todos. 
No dia seguinte via os especialistas dizerem em uníssono que a Hillary tinha ganho. Tinha classe, educação, vestidos bonitos...

Perguntava aos apoiantes da Hillary uma ideia, uma proposta que ela tivesse apresentado. A resposta era sempre a mesma: "não é o Trump". Essa que foi a linha condutora da estratégia de campanha da candidata e contribuiu decisivamente para o resultado. Essa foi a única mensagem que a Hillary passou nos debates. Nem em política externa foi capaz de brilhar, e se todos esperávamos que fosse dar show, porque disso ela percebe mais que muitos presidentes juntos. 

Cheguei a ouvir vindo de pessoas que se dizem de Esquerda o argumento "porque é mulher!". Porque não então apoiarem a Sarah Palin?

Ao mesmo tempo todo o mundo intelectual se revoltou contra o burro, o alarve, o indigno, o boçal sem sequer perder 5 minutos a tentar compreender o fenómeno. Olharam sobranceiramente para os Americanos e chamaram-lhes de alarves, indignos, boçais... Não perceberam que estavam só a dar mais força a Trump. E ele dizia: "vejam, o Mundo inteiro diz que vocês são como eu". Há melhor endorsement que esse? 

Zizek compreendeu bem a questão, aliás, já no seu livro "First as tragedy, then as farce" explica o fenómeno Berslusconi e alerta para a possibilidade de isso um dia vir a acontecer nos USA. No entanto era acusado de estar a apoiar Trump só para ser irreverente. Trump estava a tornar-se no working class hero que John Lennon cantou. Representava o Americano desprezado pelas elites políticas que o casal Clinton representa, o Americano acossado e desempregado. 

Hillary era a elite de New York, os tais que destruíram as pensões, expulsaram as pessoas de casa, faliram bancos e negócios. Os coveiros do American Dream. 
New York não representa os USA. Tal como a City não representa o UK. Percebemos isso com o Brexit. Ou devíamos ter percebido. 
Hillary definitivamente deverá tê-lo percebido.

Quando Trump diz num debate que fugiu aos impostos porque Bill Clinton criou leis para ele e outros fugirem, e que não ia pagar impostos para pagar as despesas de políticos incompetentes como ela e o marido, 99% dos Americanos que pagam impostos sobre o seu trabalho concordam. Foi a partir deste momento que criei uma profunda conivcção do que seria o resultado final: porque esta não era uma campanha ao acaso. Pelo contrário, ia tornar-se um caso de estudo.

É preciso perceber as pessoas se queremos ganhar uma eleição. O wishful thinking e o achar que estamos do lado certo da história nunca ganharam eleições. Ainda há bem pouco tempo tivemos um exemplo disso no Brasil com a derrota do Freixo: tinha todos os intelectuais, artistas e pensadores do seu lado. Só faltou ter votos...

Há oito anos dizia que Obama não tinha ganho uma eleição. Tinha ganho o America Got Talent. A política americana, muito por culpa dos media, tornou-se um concurso de popularidade. Foram 8 anos em que Obama deu um show de politainment (politics+entertainment). E o Mundo aplaudiu. Inclusive deram-lhe o Nobel da Paz. 

Alertei para o perigo de um populista qualquer poder vencer este modelo baseado em imagem e não em ideias. Em piadas e não em política. 

Não estou nem feliz nem triste com a vitória do Trump. Como comecei por dizer, tanto a política como a comunicação são ciências. E na ciência temos de deixar as nossas paixões de lado e lidar com a realidade. 

No entanto também não alinho na histeria geral. Lembro-me que o Mundo sobreviveu a um Reagan e a dois Bush.

Mais uma vez se expõem ao ridículo os comentadores de sempre, os especialistas portugueses em política, eleições e campanhas. Os tudólogos que dia após dia nos nossos media a debitar teoria diziam que Hillary ganhava com cada debate, cada comício, cada sondagem. Se os virem por aí digam-lhes que a realidade ligou.

 

e faço minhas as palavras de deus, também: 

 

Screenshot 2016-11-09 14.10.43.png

 

para ajudar no "deal with it", eis uma sugestão:

 

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sim. este post é dedicado a ti.

imagem retirada DAQUI

a ti, que observas atentamente a minha vida. que lês com carinho cada palavra e imagem que aqui deixo. que tira notas para depois ter assunto para a conversa. que estuda o meu facebook de uma ponta a outra de forma a compreender o meu percurso diário, os motivos que me levam a observar isto ou aquilo.
a ti, que tentas viver a minha vida e os seus dinamismos, já que a tua é mortiça.
a ti, que praticas uma observação passiva, como diz a minha aprendiz (de besta).

prontoS. agora já podes colocar um sorriso nas fuças e dizer que hoje eu falei de ti. I hope you're feeling happy now.


são momentos de verdadeira descoberta. e de mistério (que fica)!

1) perceber que para alterar a titularidade de uma conta à ordem tenho que pagar  €7,50 (mais IVA ou o raio do selo que é imposto);

2) ser informada de que para pedir o estatuto de trabalhador-estudante (ou estudante-trabalhador?) é necessário apresentar o extracto da segurança social... hein? mas, vá, no limite, o estatuto permite-me justificar uma ausência no local de trabalho e recorrer a segundas fases de exames e... bem! adiante!

3) agendar entregas com a MRW e esta falhar redondamente e não cumprir com o dia combinado, nem com a hora do (segundo) dia de agendamento...

e havia outras coisas. mas tenho aqui uma #todolist que nunca mais acaba e um Dia Mundial da Filosofia para comemorar aqui e ali.

por falar nisso, passem na FNAC Colombo, no próximo sábado, pelas 11h. a actividade é para pais e filhos (dos 4 aos 12 anos) mas podem sempre ir lá só para dar beijinho bom à formadora, que diz que é um mimo!

[em dia de Liverpool – Benfica]

Cliente: olá! Então hoje vamos ganhar ou não?
Lady Bug: ah com certeza… (a interrogar-me como é que o senhor sabia que eu era papoula)
Cliente: estou a dizer isto porque a tenho visto pelo estádio da Luz… nos últimos jogos…
Lady Bug: ah! Sim! Eu também o vi por lá, mas confesso que não consegui identificar a cara. Sabia que o conhecia, mas não conseguia contextualizar…
Cliente: eu até estive para lhe dizer adeus, mas vejo-a sempre com um senhor careca lá ao seu lado… achei melhor não dizer nada.


Nota: o senhor careca é o manu mai linduh. Que pelos vistos mete meduh às ‘ssoas!


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