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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

"quem és tu?"

troco cartas com o J. há uns anos. foi com ele que começou a aventura filopenpal.

conheci-o, finalmente, em pessoa, na semana passada. eu estava em casa com o pai e a irmã e ele estava no treino. quando chegou e me viu perguntou: "quem és tu?" 

sou a joana, das cartas.

o pai: então, é a joana. já te mostrei fotografias dela. 

 

"ah, mas eu nunca te tinha visto mesmo"

e lá me deu um abraço e um beijinho. 

 

ao jantar, surgiram perguntas. as tatuagens. que idade tens. tens marido? "não". mas porquê? "ainda não aconteceu casar ou juntar-me". não gostas de homens? "gosto, ainda não encontrei aquele homem com quem quero estar, assim como a tua mãe encontrou o teu pai." está bem, disse o J.

 

depois do jantar fomos brincar. fazer desafios, escrever, contar, inventar palavras.

 

"sabes o que é o dedo do meio, joana?"

sei, tenho dois.

"pronto e tu gostas do dedo do meio?"

francamente, faz-me tanta falta como os outros.

"mas sabes o que quero dizer?"

sei, por isso é que faço sempre o dedo do meio com o mindinho.

 

o J. tem 8 anos, adora jogar futebol e é uma mini-'ssoa adorável.

 

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ponto de situação

é verdade. ainda não fui ao #websummit. por isso ainda não tenho nada para dizer sobre o assunto. tenho acompanhado os tweets e eis o que me ficou na memória: muita gente, muita coisa a acontecer, os transportes à pinha e uma noite lisboeta bem animada.

 

amanhã vou aproveitar o dia todo por lá e espero ver duas ou três conferências (ou talks, sei lá) e encontrar alguns amigos. 

 

entretanto, algures nos EUA, houve pessoas que tomaram uma decisão. o mundo acordou em pânico - como se fosse uma total surpresa. hello. havia dois candidatos. a Hillary, ainda que tenha seios e vagina, não valia por si. o Trump apareceu como figura genuína. sabemos com o que podemos contar. não é bonito, não. espero que o Zizek tenha alguma razão e aconteça, de facto, alguma coisa depois disto

 

faço minhas as palavras do Francisco da Silva:

 

A política é uma ciência. A comunicação também. 

Sempre que via um debate do Trump com a Hillary afirmava que ele estava a conseguir chegar aos eleitores e que por isso estava a vencê-los a todos. 
No dia seguinte via os especialistas dizerem em uníssono que a Hillary tinha ganho. Tinha classe, educação, vestidos bonitos...

Perguntava aos apoiantes da Hillary uma ideia, uma proposta que ela tivesse apresentado. A resposta era sempre a mesma: "não é o Trump". Essa que foi a linha condutora da estratégia de campanha da candidata e contribuiu decisivamente para o resultado. Essa foi a única mensagem que a Hillary passou nos debates. Nem em política externa foi capaz de brilhar, e se todos esperávamos que fosse dar show, porque disso ela percebe mais que muitos presidentes juntos. 

Cheguei a ouvir vindo de pessoas que se dizem de Esquerda o argumento "porque é mulher!". Porque não então apoiarem a Sarah Palin?

Ao mesmo tempo todo o mundo intelectual se revoltou contra o burro, o alarve, o indigno, o boçal sem sequer perder 5 minutos a tentar compreender o fenómeno. Olharam sobranceiramente para os Americanos e chamaram-lhes de alarves, indignos, boçais... Não perceberam que estavam só a dar mais força a Trump. E ele dizia: "vejam, o Mundo inteiro diz que vocês são como eu". Há melhor endorsement que esse? 

Zizek compreendeu bem a questão, aliás, já no seu livro "First as tragedy, then as farce" explica o fenómeno Berslusconi e alerta para a possibilidade de isso um dia vir a acontecer nos USA. No entanto era acusado de estar a apoiar Trump só para ser irreverente. Trump estava a tornar-se no working class hero que John Lennon cantou. Representava o Americano desprezado pelas elites políticas que o casal Clinton representa, o Americano acossado e desempregado. 

Hillary era a elite de New York, os tais que destruíram as pensões, expulsaram as pessoas de casa, faliram bancos e negócios. Os coveiros do American Dream. 
New York não representa os USA. Tal como a City não representa o UK. Percebemos isso com o Brexit. Ou devíamos ter percebido. 
Hillary definitivamente deverá tê-lo percebido.

Quando Trump diz num debate que fugiu aos impostos porque Bill Clinton criou leis para ele e outros fugirem, e que não ia pagar impostos para pagar as despesas de políticos incompetentes como ela e o marido, 99% dos Americanos que pagam impostos sobre o seu trabalho concordam. Foi a partir deste momento que criei uma profunda conivcção do que seria o resultado final: porque esta não era uma campanha ao acaso. Pelo contrário, ia tornar-se um caso de estudo.

É preciso perceber as pessoas se queremos ganhar uma eleição. O wishful thinking e o achar que estamos do lado certo da história nunca ganharam eleições. Ainda há bem pouco tempo tivemos um exemplo disso no Brasil com a derrota do Freixo: tinha todos os intelectuais, artistas e pensadores do seu lado. Só faltou ter votos...

Há oito anos dizia que Obama não tinha ganho uma eleição. Tinha ganho o America Got Talent. A política americana, muito por culpa dos media, tornou-se um concurso de popularidade. Foram 8 anos em que Obama deu um show de politainment (politics+entertainment). E o Mundo aplaudiu. Inclusive deram-lhe o Nobel da Paz. 

Alertei para o perigo de um populista qualquer poder vencer este modelo baseado em imagem e não em ideias. Em piadas e não em política. 

Não estou nem feliz nem triste com a vitória do Trump. Como comecei por dizer, tanto a política como a comunicação são ciências. E na ciência temos de deixar as nossas paixões de lado e lidar com a realidade. 

No entanto também não alinho na histeria geral. Lembro-me que o Mundo sobreviveu a um Reagan e a dois Bush.

Mais uma vez se expõem ao ridículo os comentadores de sempre, os especialistas portugueses em política, eleições e campanhas. Os tudólogos que dia após dia nos nossos media a debitar teoria diziam que Hillary ganhava com cada debate, cada comício, cada sondagem. Se os virem por aí digam-lhes que a realidade ligou.

 

e faço minhas as palavras de deus, também: 

 

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para ajudar no "deal with it", eis uma sugestão:

 

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das pessoas com quem nos cruzamos

conheci a Carina numa formação, na área do marketing digital. postura tranquila e muito curiosa. vontade de aprender? muita, mais do que evidente.

no último dia em que estive com sua turma, já depois do módulo terminar, a Carina cruzou-se comigo junto à máquina do café. conversámos sobre coisas comuns "vou ao supermercado, tenho uns recados para fazer". a Carina disse, ainda, que eu era uma comunicadora nata. acho que corei e fiquei meio envergonhada. acontece-me sempre que recebo um elogio.

seguiram-se os follow e os "adicionar amigos" que fazem parte de quem se cruza nestas lides social media. percebi que a Carina tem um blog. e fui espreitar, claro. 

 

li o seu post sobre a formação e lembrei-me do meu último post que deixei no instagram: 

 

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num intermarché perto de si

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os senhores do intermarché convidaram-me para falar sobre animais e sobre o voluntariado na UPPA - União para a Protecção dos Animais 

 

além disso, resolveram fazer algumas perguntas sobre a minha "vida de blogger" - e eu respondi!

a entrevista pode ser encontrada numa das lojas intermarché, no folheto dos mosqueteiros :)

 

as fotografias são da autoria da Marta Poppe -  projecto Profile Me 

 

(as fotografias do artigo chegaram-me via twitter - obrigada @roy3d ) 

livro de elogios

[há dias, na tal oficina com os pais dos meus alunos, um dos representantes da associação de pais repudiou o facto de eu solicitar que usassem o e-mail para me colocarem questões. dizia o senhor que "eu só uso o e-mail para refilar". 

eu acho que a vida do senhor deve ser muito um bocadinho limitada (e ponto final) no que ao uso do e-mail diz respeito. ora vejam só o que recebi há dias: 

 

«Joana, Franjinhas,

 
Comecei a trabalhar na CnP graças à tua sugestão!
Quero agradecer-te do fundo do meu coração a tua atenção e disponibilidade!
A verdade é que entre os meus muitos contactos tu és uma das poucas pessoas que eu sei que responde, mesmo que seja com um não tu respondes, isso demonstra sobretudo consideração.
Quero agradecer-te por isso e pelas ligações que andas a criar neste mundo!
Sim, sou lamechas e acredito que estas atitudes é que nos fazem melhores pessoas.
 
Obrigada =)»

das 'ssoas humanas. com textura. e sem tracinho.

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esta fotografia foi tirada pela Ana. estou sentada no chão com a sua filha.

neste dia tinha estado a filosofar com uma mão cheia de crianças, em Portalegre, a convite da Ana. "olá, eu sou a Ana e gostava muito de te trazer aqui para os meus filhos terem essa experiência". e assim aconteceu.

isto foi em 2009. o meu mano foi comigo e enquanto eu filosofava ele comprava cabo de aço para o estendal e tirava fotografias à cidade.

em 2014 a Ana voltou a convidar-me para ir a Portalegre. abriu-me as portas da sua casa e  tive o privilégio de privar com a sua família. uma família de pessoas humanas, com textura, com altos e baixos. e sem tracinho. 

admiro muito a Ana e gosto de a ter por perto, no meu círculo de amigos

das 'ssoas humanas

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conheci o Zé numa formação inicial, quando entrei para a banca. ficámos amigos - descobrimos que tínhamos pessoas em comum e nem a distância entre sintra e caldas da rainha nos fez desistir da amizade. por causa do Zé conheci outras 'ssoas humanas. acho que uma das primeiras foi a Zélia e o César. o Rafa já existia (fez agora 10 anos... como o tempo passa). descobri que partilhava com a Zélia outras pessoas, da blogosfera. fisica ou virtualmente nunca deixamos de nos acompanhar, de saber o que era feito uma da outra. 

a Zélia é dedicada aos trapos e às linhas, tal como mamãe Sabel. comprei-lhe já vários chapéus, um poncho de burel preto e tantas outras coisas maravilhosas. há dias, a Zélia presenteou-me com um artigo novo: um xaile com berloques. encontrámo-nos em lisboa, almoçámos, gerámos ideias e fomos aos tecidos.

 

gosto da Zélia por sermos diferentes  e iguais em muitas coisas: ela é mãe de dois, casada. ela tem uma mana. já esteve desempregada, como eu, e teve que começar de novo. reinventou-se - reinventa-se e inventa todos os dias. é uma 'ssoa humana com textura, com altos e baixos, com um olhar critico e emocional sobre as coisas. eu gosto muito da Zélia. 

obrigada, Zé. também gosto muito de ti.