Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

"ah, começou a chover. é normal."

15220064_10210238910501494_6431439409950692780_n.j

é muito difícil dizer alguma coisa de positivo sobre o metro de lisboa. entre as greves, os largos tempos de espera, as máquinas que não disponibilizam bilhetes e os baldes nas várias estações... é difícil falar de uma boa experiência, nos últimos tempos. ok. vá. na semana do web summit a linha verde funcionava com 6 carruagens (YUPI). mas depois voltou o fanranfanfan do costume.

ontem fui dar formação na zona do Saldanha e deparei-me com este cenário "baldesco". já vi isto a acontecer antes e noutras estações. receio que me estou a habituar a isto, tal como todos os utentes. encolhemos os ombros e começamos a dizer uns para os outros: "ah, começou a chover. é normal."

 

 

há quem esteja em modo "prolonga as férias como conseguires"...

IMG_4594.JPG

...por aqui o projecto é outro e chama-se "tirar horas de férias". a verdade é que, pelo segundo ano consecutivo, não consegui tirar ou estar de férias. foram algumas as solicitações durante junho e julho e desde que o ano lectivo acabou que não tenho parado. aquilo que faço, sobretudo, é escrever e procurar trabalho - remunerado. 

e entretanto chegou a confirmação de um aluguer de serviços (juro que é assim que lhe chamam) para 20h num ATL, com a criançada. e eu não pude dizer que não. ser freelancer tem destas coisas: temos que aproveitar o trabalho, quando ele aparece. e neste momento não estou em condições de dizer que não a oportunidades como esta.

o meu alarme dizia: "ganhar para pagar o IVA" - foi esta a motivação para me levantar, durante os últimos 15 dias. depois, quando chegava a lisboa e caminhava 1,5km até à escola, a motivação era qualquer coisa como "desafiar esta criançada a brincar a pensar".

IMG_4740.JPG

no seguimento do projecto "tirar horas de férias" fui até ao jardim da estrela, ouvir um concerto do Luiz Caracol. e visitei o Museu Nacional do Azulejo - a entrada são apenas 5 euros e a hora que por lá passei foi bastante agradável. recomendo!

 

depois também houve um almoço num sushi fantástico na almirante reis, acompanhado de vinho tinto e na companhia de um jovem filósofo. discutimos metafísica, ética e ainda colocamos em prática alguns dos jogos que costumo fazer com os miúdos. e não há fotos para documentar! 

 

IMG_4836.JPG

 

e à 9ª oficina de filosofia sinto que a criançada está a tomar-lhe o gosto. e pronto, vai já acabar. e não posso prometer que vou voltar a vê-los. 

IMG_4865.JPG

pelo meio, um passeio e tempo para a brincadeira com os cães mais felizes do mundo: os que me adoptaram, claro. 

IMG_4864.JPG

mais uns passeios por lisboa, a pé, de metro, para apanhar sol nas fuças - isto também é tirar horas de férias.

e ainda uma entrevista colectiva para um trabalho, em lisboa (ou almada ou cascais), que implica 5h em pé + 1h de almoço, de segunda a sexta, com um vencimento base de 315 euros. 

e é fazer as contas: descontar o dinheiro da gasolina, do passe do metro, os 15 minutos que tenho que dispensar "pois é necessário chegar mais cedo", e um contrato que é de 30 dias e que implica descontar apenas 11% para a SS.

ou seja, não me inibe do pagamento da SS enquanto RV, não é numa área que me encha as medidas e vai ser fisicamente exigente. e para quem está há 2 anos sem férias - e com um sem número de cvs enviados e a aguardar respostas... acho que vou passar a "oportunidade" para as raparigas de 19 e 26 anos, respectivamente, que partilharam comigo o momento da entrevista.

 

entretanto: o livro para terminar e enviar ao senhor editor, uma proposta de formação para enviar, um orçamento para ensaio de texto, uma entrevista para transcrever, um Café Central para preparar assim que o gerador regresse de férias e... fingers crossed. preciso mesmo que setembro seja querido e fofo comigo e me traga boas notícias.

 

 

das tardes com coisas e 'ssoas preferidas

tumblr_nlzoglDfjz1qhzqx6o1_500.jpg

 

tumblr_nlzg34MY1Z1qhzqx6o1_500.jpg

 

tumblr_nlzaxrysar1qhzqx6o1_500.jpg

 

ir ao teatro é, para mim, uma necessidade - não um luxo.

ter a oportunidade de ver albano jerónimo, custódia gallego e uma mão cheia de bons actores no palco do meu teatro preferido - o Nacional - era algo que não podia perder.

lamento ter de escolher tanto as peças às quais vou assistir - mas o orçamento não permite. assim, quando vou, saboreio cada momento.

antes da peça, um pulinho até ao segundo andar para ver as obras do vhils. já sabia da sua existência desde que tinha realizado o café central para a gerador #3, com o alexandre farto e a luísa cortesão. mas ainda não tinha ido visitar. uau. a simplicidade. e depois o sol de lisboa a entrar pela sala... perfeito. a somar a isto, a companhia da senhora minha mãe.

e a peça? pirandello. descrevê-la é pensar em humor e boas perguntas, sobre a vida e outras coisas que tais.

recomendo - só está em cena até ao dia 4 de abril. e aquilo que trazemos connosco, da peça, justifica cada cêntimo do bilhete.

 

 

tenho que escrever isto, antes que me esqueça

andava eu por Lisboa, à procura de uma determinada morada, quando vejo, ao longe, um casal, de braço dado, a sorrir para mim. será que os conheço? fomos andando até que nos cruzamos, no passeio.

 

«oh afinal não é a Luísa, estás a ver?» - dizia ele para ela

e ela «ai desculpe, mas nós estamos um bocadinho embriagados»

 

(de facto, cheiravam um pouco a vinho)

 

e eu «não sou a Luísa não, sou a Joana. o que vos aconteceu?»

 

«menina, fomos ao pingo doce e compramos uns pacotes de vinho tinto, um bocadinho de presunto. olhe bebemos, comemos e agora estamos assim!», respondeu ela. «já viu, com um pacote de vinho!»

 

e eu: «não estão habituados a beber...»

 

«ai não, não. e olhe, nós somos irmãos, estamos assim agarrados para não cair» dizia ele.

 

e eu «ah sim, claro»

 

«já viste - disse ele para ela - uma pessoa tão bem educada»

 

«olhe e vossa casa fica onde?»

 

«já aqui - apontou para a porta - no segundo andar»

 

ao que respondi: «no segundo andar? ui. agora para subir as escadas é que vai ser bonito...»

 

ambos riram, enquanto abriam a porta. desejei-lhes boa tarde e disse até já.

 

 

gosto muito de me cruzar com pessoas, das humanas, sabem?

um até já que deixa um nó na garganta

não sou pessoa de adeus. sou pessoa de até já.
hoje fui ao Teatro Rápido para deixar um até já. fui "à corrida" para ver a última peça do dia.
"amar mata".
e por muito que amemos o TR temos que o deixar partir. era insustentável, ainda que maravilhoso.
há tantas coisas assim na vida: que nos dão tanto e muito - e levam o dobro.
até já TR. foi uma viagem maravilhosa, dois anos a crescer convosco, com "shots" de pura emoção.