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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

venham daí filosofar!

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curiosos para saber o que é a filosofia para crianças?

venham daí, tragam os mais pequenos e venham pensar, a brincar!

 

no dia 24 de setembro há oficina de filosofia, no espaço Positive Minds (Odivelas) para crianças entre os 4 e os 10 anos. e os pais (avós, tios) também podem participar! 

 

 

mais informações: AQUI 

 

:: dizer ou falar ::

«Perguntar “o que é isto” é cair no aspecto mecânico e rotineiro dos nossos sentidos. Por isso sou contra as hermenêuticas. Comentar o comentário do comentário sem nunca atingir o que é importante. É preciso dizer e não falar. O dizer é o que encontramos nos haikus japoneses ou na poesia de Alberto Caeiro, que é aquele indicar ostensivamente. O tocar directamente a realidade é algo de muito belo e verídico.»


Carlos Silva em entrevista, Sobrevoar 2.

 

 

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"morri de saudades tuas"

no ano lectivo passado estive a trabalhar numa escola. infelizmente só o fiz de setembro a fevereiro. ficaram as saudades de cinco turmas, com cerca de vinte pessoas em cada uma delas. não tive oportunidade de me despedir da criançada, nem de lhes explicar o motivo da minha ausência. 

ontem voltei à escola, para fazer umas oficinas de filosofia. 

os abraços, o espanto ao voltar a ver-me. sim, continuo a vestir-me de preto, mas agora até tenho o cabelo às cores.

"joana, morri de saudades tuas", disse-me a I. era adorava a filosofia, de tal forma que era muito impaciente e queria ter sempre a palavra para falar. 

"morreste de saudades minhas? então, mas estás viva. não morreste assim tanto." disse-lhe eu.

e ela: "mas o meu coração ficou mesmo aos saltos, joana" 

 

o mais fixe? perceber que eles não esqueceram muitas das regras, das coisas que fazem com que a filosofia seja filosofia e não uma mera conversa sem fio condutor. concordar, não concordar; dizer porquê; pedir razões; dar hipóteses... pequenas sementes que ficam para o futuro. 

 

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:: das vidas que são verdadeiros festivais ::

 

 

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depois de duas semanas muito intensas, entre madrid, aveiro e o porto, em modo "festival filosófico", chega a hora de retomar a rotina de verão e abraçar a primeira reportagem, em festival para o #musicfestpt 

 

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esta banda não faz parte do cartaz do SBSR: é lamentável, eu sei. mas há por lá outras coisas boas para ouvir. vou partilhando algumas sugestões por AQUI

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nas últimas semanas passei algum tempo em "salas de espera": aeroportos, estações de comboio e de metro. considero estes espaços como não lugares: na verdade, não é lá que queremos ficar. são só sítios que nos permitem chegar a outro lado. são espaços de despedida, de reencontro. de olá e de adeus. depois da terceira conferência, no porto, já estava farta de esperar. não conseguia, sequer, aproveitar só para me sentar num canto e observar as pessoas. tinha saudades das minhas pessoas, da minha almofada e dos meus cheiros.

e de quem adoça os meus dias.

 

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linda de suza da filosofia :: mode on

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madrid :: aveiro :: porto = uma espécie de maratona filosófica, da qual vou dando conta aqui, aqui e aqui

confesso que já sentia falta desta coisa de andar de mala de cartão na mão, entre um sítio e o outro, a "espalhar a palavra" da filosofia (para crianças). 

pelo meio, há cansaço e a pressão de ter uma tese para escrever. ao mesmo tempo, há uma espécie de serenidade estranha face a toda esta agitação: é um momento, um bom momento e como tudo o que é bom na vida, há sempre alguma dor e noites mal dormidas.

 

voltei a madrid, depois da aventura com o meu joselito, há uns anos. o congresso icpic coincidiu com o world pride e foi bonito ver tanta gente na rua, orgulhosa de ser quem é.  

 

foi a minha primeira vez num hostel (é giro isto de acordar com uma pessoa diferente no beliche ao lado, a cada dia que passa), a primeira vez que viajei para o estrangeiro em modo "all by myself". não me perdi (ok, aquela vez em que saí na estação de metro de aston martin não conta!), enfiei-me no primeiro starbucks que encontrei e comi uns donuts giros, mas giros. 

estou a ficar uma 'ssoa muito crescida, é o que é. qualquer dia apaixono-me ou coisa que o valha. e até estou apaixonada. eh pah as borboletas e essas merdas, sim.

 

 

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a conversar é que a gente se entende

ontem tropecei num artigo do Luís Bettencourt Moniz, para o jornal de negócios, que me chamou a atenção. o motivo? digital, relações humanas e por aí fora. 

tendo em conta que é um tema sobre o qual troco ideias com o Pedro Rebelo, fiz-lhe um tag no facebook, para que o lesse. aliás, partilhei o artigo na minha página, destaquei uma frase e fiz o tag ao Pedro. porquê? para aumentar o engajamento na página, pois claro! podia ter enviado através de mensagem privada, mas não era propriamente um conteúdo... como dizer, privado. por isso, esta troca de mensagem que  significa "hey, Pedro, olha aqui este artigo que julgo ser do teu interesse, aconteceu numa rede social, de forma pública, utilizando para o efeito o meu computador, a minha ferramenta de trabalho actual. 

 

[estou a ser muito descritiva, muito eça de queirós?]

 

o Pedro enviou-me uma mensagem, privada sim, a perguntar como queria ser linkada - qual dos blogs deveria utilizar. ora, como sabem, este é o meu blog onde cabe tudo, o outro está mais focado na filosofia para crianças e o meu twitter é o meu cartão de cidadão. "usa o twitter"

 

hoje recebi na minha caixa do correio o aviso de que havia novo artigo para ler, no blog do Pedro. e eu lá fui, entre a torrada e o sumo da compal que tomei ao pequeno almoço. ainda não tinha chegado ao escritório (que acontece na minha sala) e já estava no meu ipad a ler o texto, na cozinha.

 

tanto o artigo do Luís, como o do Pedro, merecem uma leitura atenta. 

 

diz o Luís:

"Hoje fala-se na emergência do H2H ("human to human") como única relação possível. Há uma máxima nas vendas que diz que são as pessoas que vendem a pessoas. O diferenciador de valor residirá naqueles que souberem cultivar as relações humanas e perceber o ponto de vista da pessoa face ao nosso negócio."

 

diz o Pedro:

"O consumidor é, como refere Luís Bettencourt Moniz, complexo. O ser Humano é complexo. Tão complexo que, numa critica declarada às novas formas de abordagem comercial, que assumidamente passam o factor humano para segundo plano, deixando a cargo das máquinas o “trabalho” de nos conhecer e convencer, o autor escreve sobre “a emergência do H2H (“human to human”)” olvidando a tão humana expressão “cara a cara” ou simplesmente “frente a frente”. E foi aqui que ele me perdeu."

 

digo eu: 

a expressão H2H é, para mim, fundamental. pois é disso que apontam os Kotler desta vida e afins, no que ao marketing diz respeito. a questão é que este H2H não pode, nos dias que correm, não integrar o digital. e é neste ponto que não concordo com o Luís, quando diz "Hoje, o marketing caminha para ser antropocêntrico ao invés de “digitalcêntrico”. Amanhã ao invés de escrever o “post” vão visitar um cliente, só para ouvi-lo." caminhamos para o antropocentrismo, sim, mas um antropocentrismo que vai na linha do que defende o manifesto ONLIFE, que é referido por Jose Barrientos Rastrojo

"Antes había una clara diferencia entre mundo online y offline porque para entrar en internet había que estar en casa y entrar en el ordenador. Hoy todos llevamos un móvil. El profesor Luciano Floridi, que ahora está en la Universidad de Oxford, ha creado el concepto de Onlife, al entender que ya no hay diferencia entre online y offline."

não são só os centennials que já não sabem viver sem o digital: somos todos nós. cada um de nós. não são só os centennials que não sabem desligar: somos todos nós. 

e esse nós inclui os milennials e a minha mãe, com mais de 60 anos, que, sem nunca ter trabalhado num computador, fez um mealheiro para comprar um tablet e perceber o que se passa para lá do écran. 

e todos nós somos consumidores e compramos coisas. também vendemos coisas, claro. todos os dias vendo os meus serviços através de uma montra que habita no digital: as minhas redes sociais. e se imagino a minha vida sem o digital? não. além do meu trabalho exigir esta presença digital

 

o conceito de humano necessita ser repensado e não podemos isolar o digital e ousar pensar que uma venda irá correr bem sem qualquer vestígio do digital envolvido nela. visitar os clientes é importante, o comercial que anda a fazer kms de carro, a visitar pessoas, saberá dizer muitas coisas sobre os clientes. mas esses clientes têm, na sua grande maioria, uma pegada digital, trocam e-mails, whatsapp, whatever - e isso, simplesmente, faz parte. não pode ser ignorado. 

o conceito de humano necessita ser repensado: também por isto.  e por isto

experiências como esta, que Rui Pêgo reporta, são interessantes e mostram-nos um mundo que parece muito longíquo: o mundo em que íamos ao e-mail, de vez em quando, acedendo somente através de computador, e no qual nem todos tinham internet. e, sim, faz-nos pensar nas relações humanas - o grande tópico deste artigo que agora vos escrevo. 

 

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imagem retirada da página de facebook é social media, mas 

 

 

“Asking if the internet is good or bad is like asking if talking good or bad: how can we think it's a valid question to begin with?” #IAMW17

 

e quem pergunta pela internet, pergunta pelo digital: não é bom, nem é mau. é aquilo que é. aquilo que fizermos dele.

 

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termino com um apontamento que encontrei no meu caderno de filosofia do conhecimento:

 

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"joana, quando é que fazes cursos de filosofia para crianças e jovens?"

em março e abril vou andar "por aí", com oficinas de filosofia para crianças e jovens e também com cursos de curta duração para adultos (pais, professores, educadores...)

 

cá vão as datas: 

 

O que são oficinas de filosofia?

"Aqui nós aprendemos o que as coisas são, o que são as palavras. andamos a ver o que existe, o que é real, explicamos as palavras e as perguntas!" - dizia o Marco, ao avaliar uma das oficinas de filosofia. Estas pretendem ser um espaço e um tempo para parar para pensar, "treinar" o olhar crítico, explorar possibilidades e investigar - em conjunto. 

 

 

De onde vêm as coisas?

5 de Março, domingo

Oficinas de filosofia

Positive Minds, em Odivelas

10h – crianças dos 4/6 anos

11h – crianças dos 7/10 anos

12h – jovens dos 11 aos 14 anos

Informações:  bookings@positiveminds.pt

 

12 de Março, domingo

Oficinas de filosofia

GROW UP, em Benfica

10h – jovens dos 11 aos 14 anos

11h – crianças dos 7/10 anos

12h – crianças dos 4/6 anos

Informações:  info@joanarita.eu

 

 

Cabecinhas Pensadoras

25 de Março, sábado

Oficinas de filosofia

15h - crianças dos 4/6 anos

16h - crianças dos 7/10 anos

17h - jovens dos 11 aos 14 anos

Crescer com Sentido, em Lisboa (Av. de Berna)

Informações:  crescercomsentido@gmail.com

 

 

O que é um café filosófico?

Trata-se de uma actividade que pretende levar a filosofia para junto das pessoas. Nem sempre acontece num café propriamente dito, é um facto. Acontece perto das pessoas que, independentemente dos seus conhecimentos no âmbito da filosofia, aceitam o desafio para praticar o "parar para pensar".

 

 

Café Filosófico: Para que serve a filosofia?

9 de Março, 18h30

Positive Minds, em Odivelas

Informações: bookings@positiveminds.pt

2 euros da inscrição revertem a favor da UPPA – União Para a Protecção dos Animais

 

Workshops e formação para adultos 

 

Os porquês da palavra porquê

18 de Março, sábado

Workshop de introdução à filosofia para crianças e jovens

Para pais, educadores, professores e outros agentes educativos

Espaço Pegadas, Pontinha

Informações: espacopegadas@gmail.com

 

 

Thinking Minds 

Ciclo de oficinas à volta do pensamento critico

21, 23 e 28 de Março

19h/22h

Positive Minds, em Odivelas

Informações: bookings@positiveminds.pt

 

 

A chapelar é que a gente se entende!

Ciclo de oficinas à volta da criatividade

30 de Março, 4, 6 e 11 de Abril

19h/22h

Positive Minds, em Odivelas

Informações: bookings@positiveminds.pt

 

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