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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

hit me, baby, one more time

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procurar trabalho é uma tarefa diária. os projectos chegam e desaparecem, sem compromissos, sem contratos. ser 100% recibo verde é lidar com essa certeza: nada dura para sempre. bolas, assim de repente, parece uma coisa chamada vida. mas adiante.

há uns meses escrevi este artigo sobre recrutamento enquanto ritual de namoro. e a saga continua: a meados de agosto participei num recrutamento, para uma posição de social media. fui recomendada - nem sequer foi uma candidatura enviada por mim. em 48h tive três entrevistas. tive que mostrar o que sabia de estratégia, de inglês, explicar o meu percurso profissional a-normal a três pessoas diferentes. "o mais tardar na segunda semana de setembro vamos dizer alguma coisa".

até hoje.

e hoje fui a uma outra entrevista. candidatei-me a um lugar, na área da educação, a 80km da minha casa. e, sim, estava disposta a mudar-me para lá se as condições assegurassem a minha vida. para além de não responderem à pergunta que fiz no seguimento da convocatória para uma entrevista, onde alertei que iria deslocar-me de longe e precisava perceber até que ponto o projecto era viável - para além disso, a entrevista demorou uns 10, 15 minutos. teria bastado uma chamada via skype, para dizer quais eram as motivações para a candidatura. quando me apresentaram o valor mensal para a prestação de serviços perguntei: e esse valor inclui iva? "ah pois, a joana é que tem que pagar as despesas da segurança social". não está a perceber, isso eu sei. a questão é que os meus recibos estão sujeitos a iva e eu preciso saber se a esse valor posso acrescentar o iva ou se é o valor final que querem pagar.

a senhora não sabia.

era a primeira vez que tal pergunta surgia - e ela já estava no final de um longo dia de entrevistas. agora que me lembro, a senhora nem se apresentou, nem disse o seu nome. e eu esqueci-me de perguntar.

e não sabe também qual será o horário de trabalho, as horas diárias, isto e aquilo. repito: 80km para lá, 80 km para cá. 

como devem imaginar tive que parar no continente para me atestar de gomas e chocolate negro. há coisas que não se aguentam de outra forma - e eu não posso passar os dias a beber gin.

aproveitei para comprar isto. diz que uma 'ssoa fica feliz. olha, mal não há-de fazer.

 

daqui a "uma semana, 15 dias" digo-vos o resultado da entrevista de hoje. "dizemos qualquer coisa, seja positivo ou negativo".

 

"han han"

 

 

 

 

 

 

  

 

 

:: P E R F E C T ::

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38 anos, solteira. sem conhecer outra casa a não ser aquela onde vives. os teus amigos - da primária, da preparatória, da secundária, da licenciatura, das duas pós-graduações, do 1º mestrado, do único emprego que conheceste - e do qual, em boa hora, te livraste - dos blogs e dos twitters desta vida; todos eles, com uma ou outra excepção honrosa, super a viver juntos, super casados, super com filhos. a cumprir as metas todas, os objectivos subliminares da vida. aqueles que a sociedade espera de ti. reparas que os teus greatest achievement são coisas como ter um carro violeta, o cabelo pintado de cores diversas e variadas, servir de tela para lá de vinte tatuagens e  ter as prateleiras cheias daqueles livros aos quais não consegues resistir. quando compras casa, quando casas, com quem vais de férias - aquelas perguntas dos outros que procuram reconhecer em ti aquilo que é a norma. e tu foges à norma, da forma mais natural que conheces. não sabes ser de outra maneira. amas muito os filhos que te confiaram - são cinco afilhados, entre os 5 e os 30 anos - e as pessoas que tens por perto. sabes que nem toda a gente te compreende e aprendes a viver com isso. escolhes as batalhas e as coisas pelas quais vais lutar e entrar numa discussão, se for caso disso. és moderada. és sarcástica, mas tens um ar tão fofo que ninguém dá por isso. deixas de gostar de ir à praia e evitas pessoas a mais. e depois acontece-te o inesperado. e é mesmo uma coisa que muda a tua forma de estar, de ver o mundo. chama-se amor. e, ainda que tu o conheças de outras estórias, este é verdadeiramente único. mesmo se, pelo meio, tu fores da mesma forma que és, quando amas. se disseres as mesmas coisas. se quiseres ouvir as mesmas músicas ou ler os mesmos textos. não é isso que importa. nem sequer saber quanto tempo vai durar. se acabar, sabes que vais ter que repor o stock de lenços de papel pretos, da renova, para superar a ausência. não é nisso que pensas. focas-te no momento, no que vais construindo, observando, escutando. vês o mesmo, com outros olhos. visitas lugares que conheces e outros nos quais nunca estiveste. cedes o teu lugar e deixas-te ir à pendura. e se tocar o graciano saga, cantas e soltas gargalhadas muito parvas. "vai devagar, emigrante". ris, levantas o sobrolho, percebes que não concordas com tudo. e isso não te apoquenta, nem te deixa ansiosa com o "will you still love me tomorrow". e isto tudo (e outras coisas que não cabem aqui) fazem-te pensar que a perfeição, que é uma coisa lascada, existe. e esteve sempre tão perto. é só estar. e não há fretes. 

 

:: doggy style ::

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espero que o título do post vos tenha feito clicar no link e possam, agora, ver estas fotografias que resumem o meu fim de semana, em modo doggy style.

incluiu baldes de merda, pêlos de cão espalhados pela roupa, passeios, lambidelas - e a melhor companhia do mundo, o mano e o morais.

e não venham cá com coisas: o título não é enganoso. se é coisa que não falta aos DOGgy da uppa é o style!

 

 

13 reasons why

li todo um alarido, no twitter, à volta da série 13 reasons why. espreitei a conta da série e gostei da comunicação. fui ao tumblr e TAU, também gostei.

netflix, 30 dias gratuitos?

vamos!

dois episódios e: uau, que cena gira. a gaja - uma adolescente -  mata-se e "ressuscita" através de cassetes. giro, o conceito.

ao quarto episódio penso "se a miúda não se tivesse suicidado juro que eu ia lá e fazia isso por ela"

não há paciência. MESMO. 

sim, acontecem montes de coisas feias e horríveis quando se é adolescente: desde as hormonas à crise de não sabermos se somos crianças ou crescidos. é uma fase em que se faz muita merda, sim. penso que a série peca por dar ênfase ao lado negativo. e por isso é tão aborrecida. 

o grande problema da série é passar a ideia de que o ser humano é naturalmente bom e que a sociedade o corrompe. sobretudo no que diz respeito à personagem em torno da qual gira a história: a hannah. era uma querida e pronto, todos lhe fizeram mal e ela matou-se. e as razões de cada um deles para agir desta ou de determinada forma, hum? talvez encontrássemos outras 13 reasons why, para cada personagem. 

se os adolescentes devem ver? não há imperativo categórico que obrigue a isso, IMHO. não lhes faz mal, certamente. compensem com gomas e coca cola, pode ser? 

vale pela banda sonora. e pela forma como se explica o conceito ONLIFE, inerente  à geração Z (ok, e para nós millennials, também). 

 

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o que me vale é que hoje há mais um episódio de prison break 

 

 

"joana, o que é que fazes?" - pelo olhar da Bárbara, a 'nha mai'nova

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a Bárbara tem 5 anos e é a minha afilhada mais nova. nasceu em 2012 e sempre conviveu com o lado digital da vida: os pais tem computador, smartphone, tablet. e sim, lá em casa também há livros e brinquedos - aliás, ainda ela não tinha nascido e eu já lhe tinha comprado um livro com um nome altamente sugestivo. desde sempre que a Bárbara aprendeu a fazer scrool down, a entrar em aplicações, a jogar no telemóvel ou no tablet. desde sempre, assim como aprendeu a brincar às cozinhas, às bonecas, a pintar com lápis de cor ou de cera e tudo aquilo a que uma criança tem direito.

há dias veio visitar-me cá a casa. pediu-me as canetas que lhe tinha emprestado "da outra vez". óbvio que, tendo em conta o caos que está o meu home office, a tarefa de encontrar aquelas canetas não foi bem sucedida. mas encontrei uma caixa de lápis de cor e um puzzle, em branco, para ela pintar. a Bárbara gosta muito de conversar e de fazer perguntas. às tantas olhou para a minha mesa de trabalho e disse: "tu trabalhas num sítio qualquer, não é? levas o computador e sentas-te. até podes ir para a rua e sentar-te a trabalhar."

e é isto mesmo. para a Bárbara é natural que alguém possa ter um trabalho "no computador" e que o possa fazer em qualquer lado, desde que se possa sentar (parece ser um critério para ela, esta coisa de trabalhar sentado). e sabe, também, que eu trabalho nas escolas, na filosofia, com crianças da idade dela. para a Bárbara o mundo é feito de pessoas diferentes: aquelas que têm um emprego fixo, num sítio e aquelas que têm muitos trabalhos e trabalham onde calha. 

a Bárbara faz parte daquela geração, que alguns chamam de Z, que já não se deslumbra com o digital, pois ele faz parte da sua vida. e ponto final. eu, millennial assumida, tive que me adaptar e lutar contra a resistência à mudança.

os desafios da Bárbara são outros, como é natural.

todas as gerações conhecem desafios, mudanças, alegrias, tristezas.

ainda vou ver a Bárbara a ajudar a minha mãe a trabalhar no tablet - é que a mamãe Sabel, nascida em mil nove e cinquenta e quatro, tendo apenas a quarta classe decidiu agora ter um tablet e aprender a navegar na internet. tem a cana e está a aprender a pescar: já comenta as minhas stories no instagram e já percebeu que o facebook é enjoativo, pois as pessoas só dizem mal. daqui a uns tempos é vê-la no twitter, a trocar tweets com o cesar millan. 

 

estranha-se e depois entranha-se - o fernando pessoa foi genial (como sempre) ao escrever este slogan para a coca cola. disse tantas coisas sobre as nossas vidas. 

 

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