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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

caros senhores da planta portugal:

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chega de troncos nus. de sorrisos bonitos. de corpos sem gordura. de olhares profundos. de toalhas de piquenique. chega. queremos elevar a planta à sua dignidade enquanto produto consumido por pessoas (homens e mulheres) que conseguem olhar para lá das aparências. queremos conteúdo, de qualidade, como aquele que há dentro das vossas embalagens.

 

ficam aqui algumas sugestões.

13 reasons why

li todo um alarido, no twitter, à volta da série 13 reasons why. espreitei a conta da série e gostei da comunicação. fui ao tumblr e TAU, também gostei.

netflix, 30 dias gratuitos?

vamos!

dois episódios e: uau, que cena gira. a gaja - uma adolescente -  mata-se e "ressuscita" através de cassetes. giro, o conceito.

ao quarto episódio penso "se a miúda não se tivesse suicidado juro que eu ia lá e fazia isso por ela"

não há paciência. MESMO. 

sim, acontecem montes de coisas feias e horríveis quando se é adolescente: desde as hormonas à crise de não sabermos se somos crianças ou crescidos. é uma fase em que se faz muita merda, sim. penso que a série peca por dar ênfase ao lado negativo. e por isso é tão aborrecida. 

o grande problema da série é passar a ideia de que o ser humano é naturalmente bom e que a sociedade o corrompe. sobretudo no que diz respeito à personagem em torno da qual gira a história: a hannah. era uma querida e pronto, todos lhe fizeram mal e ela matou-se. e as razões de cada um deles para agir desta ou de determinada forma, hum? talvez encontrássemos outras 13 reasons why, para cada personagem. 

se os adolescentes devem ver? não há imperativo categórico que obrigue a isso, IMHO. não lhes faz mal, certamente. compensem com gomas e coca cola, pode ser? 

vale pela banda sonora. e pela forma como se explica o conceito ONLIFE, inerente  à geração Z (ok, e para nós millennials, também). 

 

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o que me vale é que hoje há mais um episódio de prison break 

 

 

"joana, o que é que fazes?" - pelo olhar da Bárbara, a 'nha mai'nova

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a Bárbara tem 5 anos e é a minha afilhada mais nova. nasceu em 2012 e sempre conviveu com o lado digital da vida: os pais tem computador, smartphone, tablet. e sim, lá em casa também há livros e brinquedos - aliás, ainda ela não tinha nascido e eu já lhe tinha comprado um livro com um nome altamente sugestivo. desde sempre que a Bárbara aprendeu a fazer scrool down, a entrar em aplicações, a jogar no telemóvel ou no tablet. desde sempre, assim como aprendeu a brincar às cozinhas, às bonecas, a pintar com lápis de cor ou de cera e tudo aquilo a que uma criança tem direito.

há dias veio visitar-me cá a casa. pediu-me as canetas que lhe tinha emprestado "da outra vez". óbvio que, tendo em conta o caos que está o meu home office, a tarefa de encontrar aquelas canetas não foi bem sucedida. mas encontrei uma caixa de lápis de cor e um puzzle, em branco, para ela pintar. a Bárbara gosta muito de conversar e de fazer perguntas. às tantas olhou para a minha mesa de trabalho e disse: "tu trabalhas num sítio qualquer, não é? levas o computador e sentas-te. até podes ir para a rua e sentar-te a trabalhar."

e é isto mesmo. para a Bárbara é natural que alguém possa ter um trabalho "no computador" e que o possa fazer em qualquer lado, desde que se possa sentar (parece ser um critério para ela, esta coisa de trabalhar sentado). e sabe, também, que eu trabalho nas escolas, na filosofia, com crianças da idade dela. para a Bárbara o mundo é feito de pessoas diferentes: aquelas que têm um emprego fixo, num sítio e aquelas que têm muitos trabalhos e trabalham onde calha. 

a Bárbara faz parte daquela geração, que alguns chamam de Z, que já não se deslumbra com o digital, pois ele faz parte da sua vida. e ponto final. eu, millennial assumida, tive que me adaptar e lutar contra a resistência à mudança.

os desafios da Bárbara são outros, como é natural.

todas as gerações conhecem desafios, mudanças, alegrias, tristezas.

ainda vou ver a Bárbara a ajudar a minha mãe a trabalhar no tablet - é que a mamãe Sabel, nascida em mil nove e cinquenta e quatro, tendo apenas a quarta classe decidiu agora ter um tablet e aprender a navegar na internet. tem a cana e está a aprender a pescar: já comenta as minhas stories no instagram e já percebeu que o facebook é enjoativo, pois as pessoas só dizem mal. daqui a uns tempos é vê-la no twitter, a trocar tweets com o cesar millan. 

 

estranha-se e depois entranha-se - o fernando pessoa foi genial (como sempre) ao escrever este slogan para a coca cola. disse tantas coisas sobre as nossas vidas. 

 

stories, everywhere

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e se de repente te convocam para falar de branding e social crm, numa turma de marketing digital? bom, isso é impulse. e é trabalho. daquele que se faz ao sábado à tarde, com sol lá fora e temperaturas quentes. e com sorriso nos lábios, claro.

para supreender a turma levei comigo um artefacto que contém histórias: não, não foi o instagram ou o facebook. foi mesmo um objecto. um livro.

e não é que fiz um brilharete? melhor ainda quando entreguei a cada um deles um cartão de visita: "um cartão a sério, nem dá para fazer scroll down"

 

pois não. é tão bom ver como esta coisa do digital é MESMO sobre pessoas. e relações. e experiências.

foi um gosto partilhar 3h de conhecimento, exemplos, humor, estratégia, planeamento com alunos motivados e interessados até mais não.

 

 

decidi começar a registar...

...os motivos pelos quais me contactam (via telemóvel, fb messenger, DM, e-mail - por aí)

 

 

"sabes onde encontro o pó de talco, no continente?"
"encontrei um cão perdido"
"tu conheces toda a gente..."
"podes emprestar-me os lusíadas?"
"emprestas-me a tua capa do traje?"

 

(não escrevi no facebook, mas também me contactam para momentos de sexo daquele tórrido e suado. ou então não!)

 

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[em actualização]