Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

:: É I S S O ::

 

«O meu futuro namorado ouve as músicas que lhe envio, gosta de ed sheeran, não se importa de conduzir o meu carro violeta, convida-me para beber uma imperial, dá-me tempo para que lhe mostre todos os recantos da minha alma, faz-me perguntas pertinentes, deixa-me a pensar, quer cozinhar para mim, respeita o que faço, vai gostar de me ver a dançar, convida-me para ir às compras, ressona, sabe que tenho dificuldade em tomar decisões, acredita em unicórnios, mira-me enquanto durmo, cheira bem, é imprudente, usa barba, sabe dar palmadas, beija divinamente, adora as minhas curvas, admira-me com orgulho e aprende a deixar-se admirar por mim, sabe pôr-me no meu lugar, tem sentido de humor e não é perfeito. É isso.»

 

a partir DAQUI 

 

1000109_360955074031034_1207866833_n.png

 

linda de suza da filosofia :: mode on

tumblr_os9t9bvcrR1qhzqx6o1_500.jpg.png

 

madrid :: aveiro :: porto = uma espécie de maratona filosófica, da qual vou dando conta aqui, aqui e aqui

confesso que já sentia falta desta coisa de andar de mala de cartão na mão, entre um sítio e o outro, a "espalhar a palavra" da filosofia (para crianças). 

pelo meio, há cansaço e a pressão de ter uma tese para escrever. ao mesmo tempo, há uma espécie de serenidade estranha face a toda esta agitação: é um momento, um bom momento e como tudo o que é bom na vida, há sempre alguma dor e noites mal dormidas.

 

voltei a madrid, depois da aventura com o meu joselito, há uns anos. o congresso icpic coincidiu com o world pride e foi bonito ver tanta gente na rua, orgulhosa de ser quem é.  

 

foi a minha primeira vez num hostel (é giro isto de acordar com uma pessoa diferente no beliche ao lado, a cada dia que passa), a primeira vez que viajei para o estrangeiro em modo "all by myself". não me perdi (ok, aquela vez em que saí na estação de metro de aston martin não conta!), enfiei-me no primeiro starbucks que encontrei e comi uns donuts giros, mas giros. 

estou a ficar uma 'ssoa muito crescida, é o que é. qualquer dia apaixono-me ou coisa que o valha. e até estou apaixonada. eh pah as borboletas e essas merdas, sim.

 

 

unnamed.jpg

 

 

 

 

 

 

"joana, o que é que fazes?" - pelo olhar da Bárbara, a 'nha mai'nova

tumblr_omycrt0pBM1qhzqx6o1_500.jpg

 

a Bárbara tem 5 anos e é a minha afilhada mais nova. nasceu em 2012 e sempre conviveu com o lado digital da vida: os pais tem computador, smartphone, tablet. e sim, lá em casa também há livros e brinquedos - aliás, ainda ela não tinha nascido e eu já lhe tinha comprado um livro com um nome altamente sugestivo. desde sempre que a Bárbara aprendeu a fazer scrool down, a entrar em aplicações, a jogar no telemóvel ou no tablet. desde sempre, assim como aprendeu a brincar às cozinhas, às bonecas, a pintar com lápis de cor ou de cera e tudo aquilo a que uma criança tem direito.

há dias veio visitar-me cá a casa. pediu-me as canetas que lhe tinha emprestado "da outra vez". óbvio que, tendo em conta o caos que está o meu home office, a tarefa de encontrar aquelas canetas não foi bem sucedida. mas encontrei uma caixa de lápis de cor e um puzzle, em branco, para ela pintar. a Bárbara gosta muito de conversar e de fazer perguntas. às tantas olhou para a minha mesa de trabalho e disse: "tu trabalhas num sítio qualquer, não é? levas o computador e sentas-te. até podes ir para a rua e sentar-te a trabalhar."

e é isto mesmo. para a Bárbara é natural que alguém possa ter um trabalho "no computador" e que o possa fazer em qualquer lado, desde que se possa sentar (parece ser um critério para ela, esta coisa de trabalhar sentado). e sabe, também, que eu trabalho nas escolas, na filosofia, com crianças da idade dela. para a Bárbara o mundo é feito de pessoas diferentes: aquelas que têm um emprego fixo, num sítio e aquelas que têm muitos trabalhos e trabalham onde calha. 

a Bárbara faz parte daquela geração, que alguns chamam de Z, que já não se deslumbra com o digital, pois ele faz parte da sua vida. e ponto final. eu, millennial assumida, tive que me adaptar e lutar contra a resistência à mudança.

os desafios da Bárbara são outros, como é natural.

todas as gerações conhecem desafios, mudanças, alegrias, tristezas.

ainda vou ver a Bárbara a ajudar a minha mãe a trabalhar no tablet - é que a mamãe Sabel, nascida em mil nove e cinquenta e quatro, tendo apenas a quarta classe decidiu agora ter um tablet e aprender a navegar na internet. tem a cana e está a aprender a pescar: já comenta as minhas stories no instagram e já percebeu que o facebook é enjoativo, pois as pessoas só dizem mal. daqui a uns tempos é vê-la no twitter, a trocar tweets com o cesar millan. 

 

estranha-se e depois entranha-se - o fernando pessoa foi genial (como sempre) ao escrever este slogan para a coca cola. disse tantas coisas sobre as nossas vidas. 

 

Fred, o afilhado canino

15317938_10210264655865112_6651053784594752521_n.j

 

o Fred é uma ternura e uma fonte de energia inesgotável. muito jovem, vive desde sempre na UPPA. ainda não encontrou a família que o possa adoptar. espero que 2017 seja o seu ano, assim como 2015 foi o ano da sua mana Ginger - adoptada e feliz

 

até lá, irei amarfanhá-lo muito, nas minhas visitas ao albergue UPPAliano

 

para saber mais sobre a UPPA e o Fred, visitem AQUI 

REUtiliZar

tumblr_od6s50doCG1qhzqx6o1_500.jpg

 

já vos falei, várias vezes, da minha amiga Zélia e das coisas bonitas que faz.

até já vos falei do livro que a Zélia escreveu, a terapia do tricot - recordam-se? 

hoje partilho convosco este BiGBaG, que tem uma história especial: é feito a partir de uns calções de ganga que já tinham sido as minhas calças de ganga preferidas de sempre. penso que todos temos aquela roupa especial, que nos deixa seguros, confortáveis e que usamos em situações especiais. bom, eu tenho. este saco é feito dessa roupa especial, dessas calças que eram à boca de sino, que ficaram russas das lavagens e do uso, que levaram remendos para durar mais um tempo, que foram apertadas devido à perda de peso, que se transformaram em calções e que estavam ali num canto, à espera que eu decidisse se seria ou não capaz de as deitar fora. 

eis que a Zélia aparece com este projecto novo, de dar nova vida a peças de roupa, sobretudo de ganga. e vi ali  a possibilidade de continuar a dar vida às tais calças.

as joaninhas fazem parte de um tecido que comprei para fazer duas peças de roupa, costuradas pela mamãe Sabel. 

peguei em tudo, enviei via ctt para a Zélia e esperei que o senhor carteiro me trouxesse as calças - que eram calções - em forma de saco XXL para levar tudo e mais alguma coisa.

e aqui está ele. é uma peça com história, a partir da qual posso contar estórias, e que está pronta para fazer parte da minha vida, de forma diferente.

 

podem conhecer melhor o trabalho da Zélia, aqui ou aqui. podem dizer que vão da minha parte.  

 

 

algumas palavras sobre o avante

tumblr_ocxgrt6QKO1qhzqx6o1_500.jpg

correu tudo bem. ou quase, vá.

no 1º dia da festa, em apenas 2h de presença no recinto, fui alarvamente picada por melgas ou mosquitos (hey, os bicharocos não deixaram identificação.

 

no dia seguinte, ou seja, no sábado, as babas eram gigantes, incharam, causavam prurido, dor, comichão. fui picada nas pernas (usei sempre calças de ganga), nos braços, na cara, no peito, nas costas.  

 

na noite de sábado entrevistei o Jorge Cruz e pedi-lhe um autógrafo na minha moldura. antes disso tinha curtido maningue bué o concerto de Diabo na Cruz. que festança! 

tumblr_oczbfjER981qhzqx6o1_500.jpg

 

no domingo acordei mal disposta. nem sei bem descrever. enjoada, sem fome, com dores de cabeça. acabei por não ir à festa nesse dia e ter que realizar uma reportagem remota, com base na investigação que tinha feito sobre as bandas e as descrições dos meus colegas e amigos fotógrafos, que ficaram em trabalho 

 

tumblr_oczw0ebFQp1qhzqx6o1_500.jpg

 

tenho dúvidas que queira voltar ao avante, sem levar um daqueles fatos que usam as pessoas que trabalham com as abelhas. 

a verdade é que já era a quarta (?) vez que ia ao avante e nada disto tinha acontecido. 

foi bonita, a festa.

só tenho pena de não ter curtido o domingo.

para o ano há mais! 

 

(e o diálogo que tive com o senhor farmacêutico?)

 

senhor da farmácia - olá, diga se faz favor.

ladyB - olá. olhe, estou aqui com um problema. fui ao avante e fui picada por melgas fascistas.

senhora da farmácia - (silêncio, ar atónito)

ladyB - bom, estou a fazer uma reacção alérgica a umas picadas de insectos... bla´blá blá 

 

 

praticar yoga? eu?

13891883_1098219076923425_7818576299848504146_n.jp

costumo dizer que não sou muito zen - mas sim muito zap.

o yoga exige dedicação e disciplina. eu sempre fui mais de body combat e outras coisas que tais.

pára! afinal... cheguei a fazer body balance no ginásio, lembrei-me agora.

não é a minha praia e tenho dúvidas que vá tornar-me numa praticante. mas quando a causa é solidária e há oportunidade para conhecer (pessoalmente) a Carla Ferraz... siga.

estive hoje no jardim da tapada das necessidades, com um grupo de gente com coração grande (e muita flexibilidade) que tirou uma hora do seu dia para praticar yoga e contribuir para a causa solidária da UPPA.

enquanto voluntária só posso agradecer.

 

aproveito para vos dar a conhecer o trabalho da Carla, a professora de yoga que também é uma #doglover. ora espreitem AQUI.  

 

a maior mentira do mundo: "está tudo bem"

 

 

"então, joana, tudo bem?" - perguntou o vizinho quando me viu chegar.

pensei em responder: nem por isso. tenho a tiróide lenta, bateram-me no carro e o félix teve que ir fazer uma visita inesperada ao veterinário. já paguei a segurança social do mês passado, mas ainda estou à espera de um pagamento de um RV de dezembro de 2015. 

pensei. mas disse só: tudo bem, obrigada! está frio, hein? até amanhã!

 

é a maior mentira do mundo. quem pergunta não quer realmente saber e quem responde raramente diz a verdade.

 

e a (minha) verdade é que isto de sobreviver é mesmo assim: uns dias bons, outros menos bons. faço o melhor que posso - até porque não consigo fazer melhor. humana, demasiado humana.