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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

: s : l : o : w : l : y :

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cidade do porto, duas amigas e vários dedos de conversa. um fino, uma pizza e um café. falar sobre mudança, a atitude positiva de quem não desiste, de quem persiste, de quem insiste - que é possível fazer aquilo que nos faz felizes (mesmo com dias de merda). 

andar numa cidade que não é a minha, como se a conhecesse desde sempre. apanhar o comboio e vestir uma rotina que não é minha, como se fosse. chegar a casa (à tua) e sentir que é um bocadinho minha. escolher o vinho para beber e vestir uma roupa sexy só para te agradar (entenda-se, um pijama de algodão, com unicórnios). 

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frango de churrasco, batatas fritas e uma gaveta no frigorífico cheia de super bock: o que é que uma miúda pode pedir mais, no dia de são valentim? 

nem um postal com corações, nem um ramo de flores, nem nada digno do instagram. [that's how i like it ]

 

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alinhavar ideias à volta das relações públicas. preparar formação. ler. fazer chá. ver a chuva lá fora a cair. e a vontade de voltar a casa. 

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home is where wifi is - e isso, definitivamente, não acontece nos comboios da cp. 

 

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e eis que chega o fim-de-semana, em casa, na aldeia. com um tacho de ervilhas patrocinado pela mãe Sabel, com um félix aos saltos, um friqui anti-social e um kioko cheio de sono. sair para trabalhar um bocadinho, de manhã e fazer planos com a mai'nova.

faltou a energia para visitar a mel, na uppa. 

 

devagar, devagarinho, slowly

 

esperar, quando menos se espera

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um dia, a vida chegou e virou-a do avesso. sem saber apontar o quando, o como ou o porquê, ela viu-se a atender uma chamada do futuro. dizia ele, o futuro, que ela seria "feliz e essas merdas". ela deixou-se estar, à espera, sem efectivamente esperar nada. a espuma dos dias é demasiado intensa para sentar e esperar, tal como se faz no aeroporto. ali, à porta das chegadas, sabem? o futuro chegou [na verdade o futuro não existe, é agora e pronto] e trouxe-lhe as tais merdas que a fazem feliz. trouxe-lhe a distância de quem se quer perto, a contagem dos dias até à próxima vez, a naturalidade de ser e de estar com alguém que era um estranho. trouxe-lhe o dizer sim ou dizer não, ou até o não sei, sem pensar demais. trouxe-lhe o medo de falhar, mas não de avançar. um dia, a vida chegou e virou-a do avesso. 

 

do amor e uma cabana. ou uma árvore, vá.

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And I need your love, I need you here with me
And I don't care 'bout much else
And I know it's hard for five million reasons
But I don't think I could wait

 

...

«O meu futuro namorado ouve as músicas que lhe envio, gosta de ler o que escrevo, usa um Mac, faz planos para me levar ao cinema e ao teatro, lê-me crónicas do ricardo araújo pereira, está disposto para conhecer todos os recantos da minha alma, faz-me perguntas pertinentes, deixa-me a pensar, sai comigo para ver o mar, sabe que não gosto que me mexam no cabelo, acredita em unicórnios, cheira maravilhosamente bem, compra-me gomas, mira-me enquanto durmo, detesta as manhãs, respeita o meu mau humor matinal, tem um cão e um gato, usa barba, sabe dar palmadas, beija divinamente, faz tudo para estar comigo, adora as minhas curvas, admira-me com orgulho e deixa-se admirar por mim, exige o que posso e quero dar, sabe pôr-me no meu lugar, tem sentido de humor e não é perfeito. É isso.» 

 

a partir daqui 

 

 

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:: when the going gets tough the tough get going ::

para quem acompanha o blog, o meu twitter, instagram ou facebook, é fácil perceber onde passo alguns dos sábados da minha vida: na uppa. 

há já alguns anos que sou voluntária nesta associação. aos sábados rumo até sintra, ali para os lados da terrugem, para estar com alguns cães que ainda não tiveram a felicidade de encontrar uma família. 

vocês já conhecem a mel, o fred, a brave. e certamente se lembram da ginger, da riva e do gabriel. são CÃOpanheiros que marcam a minha relação com a uppa, pela empatia e pelos laços que se vão criando. 

 

o copo meio vazio 

 

os dias de voluntariado não são sempre bonitos: começa logo pelo facto de termos que apanhar muita merda, bem cedo pela manhã. faço parte da equipa de tratadores e essa é uma das tarefas que nos compete, além da lavagem, da medicação e da preparação da comida. depois há os imprevistos normais num albergue com quase 90 cães: uns arrufos entre patudos, uma mangueira que se estraga, uma coleira que se desaperta. há ainda as situações mais difíceis, como termos que nos despedir de um patudo, para sempre. 

 

e depois há outro tipo de imprevistos: já fui mordida, já caí e já fui picada por vespas (ou abelhas, nem sei). nem vou falar das nódoas negras que descubro ao domingo e à segunda. 

 

o copo meio cheio

 

parece muito mau, não é? fazer voluntariado e sujeitar-me a isto tudo? sim. sempre que posso, lá estou. aliás, já é mais um compromisso do que outra coisa. e há uma lista enorme de aspectos positivos que pesam sempre mais do que os negativos. quais? bom, há o exercício físico, de que fala a jonas. há o sorriso da mel quando vê o meu carro a chegar. há a alegria do fred quando vou passar uns minutos à box, para namorar com ele. há ainda o privilégio de ver cães que chegam ao albergue assustados e sem qualquer fé na humanidade, a ganhar confiança, semana após semana. há o espírito de equipa entre os voluntários. há ainda a oportunidade de partilhar uma coisa com o meu irmão, de termos algo que podemos fazer juntos. há a amizade que se cria com alguns voluntários. 

isso pesa mais do que as mordidas, as picadas ou as quedas. mesmo que estas ponham em risco a integridade das minhas tatuagens. 

 

se quiserem saber mais sobre o voluntariado na #uppa_animais informem-se através do e-mail uppa.voluntariado@gmail.com 

 

 

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