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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

:: b e i j a - m e :: i m i n e n t e ::

pela segunda vez, o jardim municipal de oeiras acolheu o festival iminente. a ideia é de alexandre farto (mais conhecido por vhils) e traduz-se num espaço onde é possível apreciar peças de arte urbana e instalações artísticas, bem como desfrutar de concertos. um dos espaços dos concertos é uma pista de carrinhos de choque - o que, só por si, torna logo o evento memorável.

 

são apenas 3000 os bilhetes que se vendem para cada um dos dias do festival: nesta edição, os bilhetes esgotaram rapidamente. comprei para sexta e sábado, com dois objectivos específicos. orelha negra e branko, respectivamente. 

 

beija-me burro

 

na sexta aproveitei aproveitámos para ir conhecer o beija-me burro, um restaurante do qual já tinha ouvido falar há algum tempo e que me ficou no ouvido pelo nome (claro!!). o espaço é muito agradável e o atendimento é 5*. quanto à carta, posso dizer que há pratos com nomes muito catitas e que as sobremesas são só divinais. eu optei pela sobremesa especial beija -me burro e fiquei a babar-me pela sobremesa que o andré carlos manuel escolheu: um cheesecake enfrascado com ananás grelhado. que maravilha. as batatinhas beija-me burro são, na verdade, batatonas (pelo tamanho). optámos por duas frigideiras (a dele, ovo escalfado com tirinhas de lulas e creme de cogumelos e cenas e camarão salteado com azeite, gengibre e lima. maravilha!) 

 

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ORELHA-muito-enorme-NEGRA

de barriga muito aconchegada (e a promessa de regressar ao restaurante) rumámos até ao iminente, onde ainda tocavam os throes + the shine - que são SÓ senhores para fazer uma enorme festa. 

visitámos a instalação na estufa fria e rapidamente nos arrependemos dos 3min e picos que passámos a contemplar um vídeo de um senhor que cavaca um buraco para enfiar a cabeça, qual avestruz. a nossa vida nunca mais vai ser a mesma, pois esse tempo é irrecuperável - tal como o tempo passado na fila, para entrar no espaço.

no recinto eram várias as peças de arte urbana que davam cor ao festival. bordalo II, vhils e draw são alguns dos artistas cujas obras podiam ser contempladas. 

o concerto de orelha foi mesmo muito bom. o novo álbum não desilude e os rapazes sentem-se que nem peixes na água, quando estão em palco. 

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Branko, um Draw e 'ssoas 

 

no sábado chegámos mesmo a tempo de ouvir o pequeno regula. não sendo apreciadora do estilo, deixei o andré carlos manuel a curtir a essa para ir comprar uma cerveja. 

aproveitei para dar mais um passeio pelo recinto, na companhia da mónica. e encontrei um aristóteles. *pulinhos*

 

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o concerto de branko foi muito bom: já não o via em palco desde o alive (há 3 anos?) e foi uma noite dançante e divertida. o branko divertiu-se MESMO e isso é meio caminho andado para o público se divertir também. 

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a noite terminou com enchufada, na pista, e xinobi e moulinex, no palco. pelo meio encontrámos o nuno e a maria, e ainda o draw, que fez questão de deixar mais uma obra, daquelas temporárias, na minha pele. para recordar o nosso encontro em 2015

 

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foi um super fim-de-semana: pelo meio ainda estive a filosofar com os atletas do Taekwondo SMDC e hoje, domingo, pouco ou nada fiz além de abrir uma garrafa de cabeça de toiro e fazer uma tosta mística.

:: É I S S O ::

 

«O meu futuro namorado ouve as músicas que lhe envio, gosta de ed sheeran, não se importa de conduzir o meu carro violeta, convida-me para beber uma imperial, dá-me tempo para que lhe mostre todos os recantos da minha alma, faz-me perguntas pertinentes, deixa-me a pensar, quer cozinhar para mim, respeita o que faço, vai gostar de me ver a dançar, convida-me para ir às compras, ressona, sabe que tenho dificuldade em tomar decisões, acredita em unicórnios, mira-me enquanto durmo, cheira bem, é imprudente, usa barba, sabe dar palmadas, beija divinamente, adora as minhas curvas, admira-me com orgulho e aprende a deixar-se admirar por mim, sabe pôr-me no meu lugar, tem sentido de humor e não é perfeito. É isso.»

 

a partir DAQUI 

 

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linda de suza da filosofia :: mode on

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madrid :: aveiro :: porto = uma espécie de maratona filosófica, da qual vou dando conta aqui, aqui e aqui

confesso que já sentia falta desta coisa de andar de mala de cartão na mão, entre um sítio e o outro, a "espalhar a palavra" da filosofia (para crianças). 

pelo meio, há cansaço e a pressão de ter uma tese para escrever. ao mesmo tempo, há uma espécie de serenidade estranha face a toda esta agitação: é um momento, um bom momento e como tudo o que é bom na vida, há sempre alguma dor e noites mal dormidas.

 

voltei a madrid, depois da aventura com o meu joselito, há uns anos. o congresso icpic coincidiu com o world pride e foi bonito ver tanta gente na rua, orgulhosa de ser quem é.  

 

foi a minha primeira vez num hostel (é giro isto de acordar com uma pessoa diferente no beliche ao lado, a cada dia que passa), a primeira vez que viajei para o estrangeiro em modo "all by myself". não me perdi (ok, aquela vez em que saí na estação de metro de aston martin não conta!), enfiei-me no primeiro starbucks que encontrei e comi uns donuts giros, mas giros. 

estou a ficar uma 'ssoa muito crescida, é o que é. qualquer dia apaixono-me ou coisa que o valha. e até estou apaixonada. eh pah as borboletas e essas merdas, sim.

 

 

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"joana, o que é que fazes?" - pelo olhar da Bárbara, a 'nha mai'nova

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a Bárbara tem 5 anos e é a minha afilhada mais nova. nasceu em 2012 e sempre conviveu com o lado digital da vida: os pais tem computador, smartphone, tablet. e sim, lá em casa também há livros e brinquedos - aliás, ainda ela não tinha nascido e eu já lhe tinha comprado um livro com um nome altamente sugestivo. desde sempre que a Bárbara aprendeu a fazer scrool down, a entrar em aplicações, a jogar no telemóvel ou no tablet. desde sempre, assim como aprendeu a brincar às cozinhas, às bonecas, a pintar com lápis de cor ou de cera e tudo aquilo a que uma criança tem direito.

há dias veio visitar-me cá a casa. pediu-me as canetas que lhe tinha emprestado "da outra vez". óbvio que, tendo em conta o caos que está o meu home office, a tarefa de encontrar aquelas canetas não foi bem sucedida. mas encontrei uma caixa de lápis de cor e um puzzle, em branco, para ela pintar. a Bárbara gosta muito de conversar e de fazer perguntas. às tantas olhou para a minha mesa de trabalho e disse: "tu trabalhas num sítio qualquer, não é? levas o computador e sentas-te. até podes ir para a rua e sentar-te a trabalhar."

e é isto mesmo. para a Bárbara é natural que alguém possa ter um trabalho "no computador" e que o possa fazer em qualquer lado, desde que se possa sentar (parece ser um critério para ela, esta coisa de trabalhar sentado). e sabe, também, que eu trabalho nas escolas, na filosofia, com crianças da idade dela. para a Bárbara o mundo é feito de pessoas diferentes: aquelas que têm um emprego fixo, num sítio e aquelas que têm muitos trabalhos e trabalham onde calha. 

a Bárbara faz parte daquela geração, que alguns chamam de Z, que já não se deslumbra com o digital, pois ele faz parte da sua vida. e ponto final. eu, millennial assumida, tive que me adaptar e lutar contra a resistência à mudança.

os desafios da Bárbara são outros, como é natural.

todas as gerações conhecem desafios, mudanças, alegrias, tristezas.

ainda vou ver a Bárbara a ajudar a minha mãe a trabalhar no tablet - é que a mamãe Sabel, nascida em mil nove e cinquenta e quatro, tendo apenas a quarta classe decidiu agora ter um tablet e aprender a navegar na internet. tem a cana e está a aprender a pescar: já comenta as minhas stories no instagram e já percebeu que o facebook é enjoativo, pois as pessoas só dizem mal. daqui a uns tempos é vê-la no twitter, a trocar tweets com o cesar millan. 

 

estranha-se e depois entranha-se - o fernando pessoa foi genial (como sempre) ao escrever este slogan para a coca cola. disse tantas coisas sobre as nossas vidas. 

 

Fred, o afilhado canino

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o Fred é uma ternura e uma fonte de energia inesgotável. muito jovem, vive desde sempre na UPPA. ainda não encontrou a família que o possa adoptar. espero que 2017 seja o seu ano, assim como 2015 foi o ano da sua mana Ginger - adoptada e feliz

 

até lá, irei amarfanhá-lo muito, nas minhas visitas ao albergue UPPAliano

 

para saber mais sobre a UPPA e o Fred, visitem AQUI 

REUtiliZar

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já vos falei, várias vezes, da minha amiga Zélia e das coisas bonitas que faz.

até já vos falei do livro que a Zélia escreveu, a terapia do tricot - recordam-se? 

hoje partilho convosco este BiGBaG, que tem uma história especial: é feito a partir de uns calções de ganga que já tinham sido as minhas calças de ganga preferidas de sempre. penso que todos temos aquela roupa especial, que nos deixa seguros, confortáveis e que usamos em situações especiais. bom, eu tenho. este saco é feito dessa roupa especial, dessas calças que eram à boca de sino, que ficaram russas das lavagens e do uso, que levaram remendos para durar mais um tempo, que foram apertadas devido à perda de peso, que se transformaram em calções e que estavam ali num canto, à espera que eu decidisse se seria ou não capaz de as deitar fora. 

eis que a Zélia aparece com este projecto novo, de dar nova vida a peças de roupa, sobretudo de ganga. e vi ali  a possibilidade de continuar a dar vida às tais calças.

as joaninhas fazem parte de um tecido que comprei para fazer duas peças de roupa, costuradas pela mamãe Sabel. 

peguei em tudo, enviei via ctt para a Zélia e esperei que o senhor carteiro me trouxesse as calças - que eram calções - em forma de saco XXL para levar tudo e mais alguma coisa.

e aqui está ele. é uma peça com história, a partir da qual posso contar estórias, e que está pronta para fazer parte da minha vida, de forma diferente.

 

podem conhecer melhor o trabalho da Zélia, aqui ou aqui. podem dizer que vão da minha parte.  

 

 

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