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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

país em chamas

acho que há gente c demasiado tempo livre quando se discute o nível de espontaneidade dos abraços do PR e do PM. ora bem, ide limpar matas, sim?

 

por falar nisso, corre uma petição para que sejam os reclusos a limpar matas.

 

e por falar em matas, li algures que o estado possui apenas 2% do território de florestas e afins (não fixei  a fonte, so sorry). 

 

há por aí muito particular irresponsável e terreno abandonado, não?

 

é tudo o que tenho a dizer sobre os incêndios. ah. e que os bombeiros são uns heróis - todo o ano, para que conste. 

 

 

desta vez, aconteceu-me a mim

a chegar num cruzamento, carro da frente pára. eu assim fiz. carro começa a andar e eu assim fiz. mas o carro parou - e eu também, mas um pouco em cima dele, vá.

saí do carro a pedir imensas desculpas: já me bateram duas vezes por trás e o susto é gigante, pelo estrondo e pela sensação de não saber o que está a acontecer.

o carro do condutor ficou com um vinco de 4 cm, saltou um bocadinho de tinta e a tampa da luz de matrícula partiu. de resto tudo ok. foi mesmo só um encosto (se a zona não fosse a descer, creio que nem lhe teria tocado). 

bom, toca a preencher a declaração amigável. os seguros existem para estas ocasiões e há que assumir a responsabilidade do que aconteceu, sem grandes dramatismos da minha parte.

 

e claro que ninguém me olhou de soslaio pelo "à vontade com que preenchi a declaração amigável" ou "a carta de condução ainda é cor de rosa" ou "tantas tatuagens e toda vestido de preto". 

 

eu sei que é aborrecido: os senhores vão ter que agendar peritagem e deixar o carro para arranjar. já me aconteceu o mesmo e lamentei-me, na altura. mas a definição de acidente passa por isso mesmo: é algo que não se espera, que não se planeia, que acontece. é lidar.

 

e pedir desculpas pelo sucedido, mesmo que do outro lado se oiça um "mas as desculpas não se pedem, evitam-se" - sim, o senhor reagiu mesmo assim. eu continuei de sorriso nos lábios a preencher a declaração e a pensar que a vida tem destas coisas e que quando há cocó, é apanhar e pronto. 

 

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a conversar é que a gente se entende

ontem tropecei num artigo do Luís Bettencourt Moniz, para o jornal de negócios, que me chamou a atenção. o motivo? digital, relações humanas e por aí fora. 

tendo em conta que é um tema sobre o qual troco ideias com o Pedro Rebelo, fiz-lhe um tag no facebook, para que o lesse. aliás, partilhei o artigo na minha página, destaquei uma frase e fiz o tag ao Pedro. porquê? para aumentar o engajamento na página, pois claro! podia ter enviado através de mensagem privada, mas não era propriamente um conteúdo... como dizer, privado. por isso, esta troca de mensagem que  significa "hey, Pedro, olha aqui este artigo que julgo ser do teu interesse, aconteceu numa rede social, de forma pública, utilizando para o efeito o meu computador, a minha ferramenta de trabalho actual. 

 

[estou a ser muito descritiva, muito eça de queirós?]

 

o Pedro enviou-me uma mensagem, privada sim, a perguntar como queria ser linkada - qual dos blogs deveria utilizar. ora, como sabem, este é o meu blog onde cabe tudo, o outro está mais focado na filosofia para crianças e o meu twitter é o meu cartão de cidadão. "usa o twitter"

 

hoje recebi na minha caixa do correio o aviso de que havia novo artigo para ler, no blog do Pedro. e eu lá fui, entre a torrada e o sumo da compal que tomei ao pequeno almoço. ainda não tinha chegado ao escritório (que acontece na minha sala) e já estava no meu ipad a ler o texto, na cozinha.

 

tanto o artigo do Luís, como o do Pedro, merecem uma leitura atenta. 

 

diz o Luís:

"Hoje fala-se na emergência do H2H ("human to human") como única relação possível. Há uma máxima nas vendas que diz que são as pessoas que vendem a pessoas. O diferenciador de valor residirá naqueles que souberem cultivar as relações humanas e perceber o ponto de vista da pessoa face ao nosso negócio."

 

diz o Pedro:

"O consumidor é, como refere Luís Bettencourt Moniz, complexo. O ser Humano é complexo. Tão complexo que, numa critica declarada às novas formas de abordagem comercial, que assumidamente passam o factor humano para segundo plano, deixando a cargo das máquinas o “trabalho” de nos conhecer e convencer, o autor escreve sobre “a emergência do H2H (“human to human”)” olvidando a tão humana expressão “cara a cara” ou simplesmente “frente a frente”. E foi aqui que ele me perdeu."

 

digo eu: 

a expressão H2H é, para mim, fundamental. pois é disso que apontam os Kotler desta vida e afins, no que ao marketing diz respeito. a questão é que este H2H não pode, nos dias que correm, não integrar o digital. e é neste ponto que não concordo com o Luís, quando diz "Hoje, o marketing caminha para ser antropocêntrico ao invés de “digitalcêntrico”. Amanhã ao invés de escrever o “post” vão visitar um cliente, só para ouvi-lo." caminhamos para o antropocentrismo, sim, mas um antropocentrismo que vai na linha do que defende o manifesto ONLIFE, que é referido por Jose Barrientos Rastrojo

"Antes había una clara diferencia entre mundo online y offline porque para entrar en internet había que estar en casa y entrar en el ordenador. Hoy todos llevamos un móvil. El profesor Luciano Floridi, que ahora está en la Universidad de Oxford, ha creado el concepto de Onlife, al entender que ya no hay diferencia entre online y offline."

não são só os centennials que já não sabem viver sem o digital: somos todos nós. cada um de nós. não são só os centennials que não sabem desligar: somos todos nós. 

e esse nós inclui os milennials e a minha mãe, com mais de 60 anos, que, sem nunca ter trabalhado num computador, fez um mealheiro para comprar um tablet e perceber o que se passa para lá do écran. 

e todos nós somos consumidores e compramos coisas. também vendemos coisas, claro. todos os dias vendo os meus serviços através de uma montra que habita no digital: as minhas redes sociais. e se imagino a minha vida sem o digital? não. além do meu trabalho exigir esta presença digital

 

o conceito de humano necessita ser repensado e não podemos isolar o digital e ousar pensar que uma venda irá correr bem sem qualquer vestígio do digital envolvido nela. visitar os clientes é importante, o comercial que anda a fazer kms de carro, a visitar pessoas, saberá dizer muitas coisas sobre os clientes. mas esses clientes têm, na sua grande maioria, uma pegada digital, trocam e-mails, whatsapp, whatever - e isso, simplesmente, faz parte. não pode ser ignorado. 

o conceito de humano necessita ser repensado: também por isto.  e por isto

experiências como esta, que Rui Pêgo reporta, são interessantes e mostram-nos um mundo que parece muito longíquo: o mundo em que íamos ao e-mail, de vez em quando, acedendo somente através de computador, e no qual nem todos tinham internet. e, sim, faz-nos pensar nas relações humanas - o grande tópico deste artigo que agora vos escrevo. 

 

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imagem retirada da página de facebook é social media, mas 

 

 

“Asking if the internet is good or bad is like asking if talking good or bad: how can we think it's a valid question to begin with?” #IAMW17

 

e quem pergunta pela internet, pergunta pelo digital: não é bom, nem é mau. é aquilo que é. aquilo que fizermos dele.

 

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termino com um apontamento que encontrei no meu caderno de filosofia do conhecimento:

 

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13 reasons why

li todo um alarido, no twitter, à volta da série 13 reasons why. espreitei a conta da série e gostei da comunicação. fui ao tumblr e TAU, também gostei.

netflix, 30 dias gratuitos?

vamos!

dois episódios e: uau, que cena gira. a gaja - uma adolescente -  mata-se e "ressuscita" através de cassetes. giro, o conceito.

ao quarto episódio penso "se a miúda não se tivesse suicidado juro que eu ia lá e fazia isso por ela"

não há paciência. MESMO. 

sim, acontecem montes de coisas feias e horríveis quando se é adolescente: desde as hormonas à crise de não sabermos se somos crianças ou crescidos. é uma fase em que se faz muita merda, sim. penso que a série peca por dar ênfase ao lado negativo. e por isso é tão aborrecida. 

o grande problema da série é passar a ideia de que o ser humano é naturalmente bom e que a sociedade o corrompe. sobretudo no que diz respeito à personagem em torno da qual gira a história: a hannah. era uma querida e pronto, todos lhe fizeram mal e ela matou-se. e as razões de cada um deles para agir desta ou de determinada forma, hum? talvez encontrássemos outras 13 reasons why, para cada personagem. 

se os adolescentes devem ver? não há imperativo categórico que obrigue a isso, IMHO. não lhes faz mal, certamente. compensem com gomas e coca cola, pode ser? 

vale pela banda sonora. e pela forma como se explica o conceito ONLIFE, inerente  à geração Z (ok, e para nós millennials, também). 

 

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o que me vale é que hoje há mais um episódio de prison break 

 

 

uma mão cheia de coisas altamente sobrevalorizadas

- o "para sempre"

- o "amanhã"

- fazer a coisa certa

- a série 13 reasons why

- comprar casa

- casar - fazer listas

- ter um emprego

- férias em agosto

- a felicidade

- os carros pretos e/ou cinzentos

- ter o último modelo de...

- fotografias de sushi no instagram

- os livros do Chagas Freitas

- a empatia

- os graus académicos

- a pergunta: "o que fazes?" 

- as idas à praia, durante o verão

 

 

 

 

coisas que fevereiro me ensinou

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- descobri que há diferentes formas, diferentes mapas, para ver o mundo. é tudo uma questão de perpectiva;

- a tese, senhores, a tese. há que encontrar vontade para escrever na linha mais recôndita da crítica da razão pura;

- há uma coisa chamada 3d secure. já activei, pronto! escusam de ralhar comigo;

- pode acontecer o seguinte: os projectos nos quais acreditamos são aqueles que nos desiludem. e temos que os abandonar;

- a vida reserva-nos surpresas boas. e isto não é uma gustavice santos. é isto mesmo. surpresas boas;

- às vezes ficamos fechados num sítio porque alguém fecha o portão quando sai (go figure!);

- começar é fixe. recomeçar, também;

- a minha vizinha tem um sentido de humor, como dizer, TOP: tem o marido preso e mascarou o filho de polícia;

- errar é humano: acontece na nossa vida e nas cerimónias dos óscares. banho de humanidade, hein?

 

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e parece que nada muda

"tanta ideia, tanta ted talk" - e parece que nada muda.

consomem-se formações "top", devoramos coisas alternativas à colherada - e parece que nada muda.

faz-me lembrar o gel anti-celulítico que comprei, no inverno passado. é maravilhoso, deixa a pele num mimo. 
mas a celulite permanece - e parece que nada muda.

começo a desconfiar que só resulta mesmo se o aplicar - ou seja, se ele deixar de ficar ali, em cima da mesinha, a olhar para mim.

por isso, se encontrarem uma boa ideia, apliquem-na. aposto que vão chegar ao verão com umas pernas lindas. já eu...

 

 

 

 

 

 

"top"

a língua é uma espécie de organismo vivo: alimenta-se do que há, do que é dito, faz a digestão disso tudo e depois já sabem como é: umas vezes vomitamos, outras, concluímos o processo com o final que todos conhecemos - pelo meio armazenamos coisas, tipo gorduras massa muscular.

 

a linguagem que se usa no dia-a-dia é influenciada por tantas e muitas coisas: pelo nosso trabalho, pelas leituras que fazemos, pelo grupo de amigos. 

 

estive hoje em conversa com uma 'ssoa, 1h e picos. um projecto à volta do design thinking. do pensamento desenhado? do design para o pensamento? pois, eu compreendo, não é fácil de traduzir (traduzir é quase sempre uma traição).

 

pelo meio, coisas como:

"isso é na fase da research... ah tens que pensar nas discoveries que eles podem fazer... acho que vai ser uma coisa mesmo top... precisamos de tools para facilitar o brainstorming..."

 

eh pah.

EH PAH.

 

dei por mim a pensar na quantidade de termos em inglês - e para os quais há palavras boas, mas boas, em português - que por ali apareciam. e na forma como isso molda o nosso pensar e a nossa visão sobre as coisas. 

 

sim, dou por mim a dar formação e a dizer "analytics" ou "insights" ou coisas do género. é verdade, não sou imune a estas coisas e a este novo linguajar. 

 

acho que aquilo que mais me agasta é reduzir tudo a TOP. isto é top, aquilo é top, eu sou top, tu és top, ele é top.

somos todos top.

somos todos coisas de algodão ou de licra que servem de suporte às mamas aos seios. 

e eu recuso-me a alinhar nesta redução ontológica. pronto!

 

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