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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

REUtiliZar

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já vos falei, várias vezes, da minha amiga Zélia e das coisas bonitas que faz.

até já vos falei do livro que a Zélia escreveu, a terapia do tricot - recordam-se? 

hoje partilho convosco este BiGBaG, que tem uma história especial: é feito a partir de uns calções de ganga que já tinham sido as minhas calças de ganga preferidas de sempre. penso que todos temos aquela roupa especial, que nos deixa seguros, confortáveis e que usamos em situações especiais. bom, eu tenho. este saco é feito dessa roupa especial, dessas calças que eram à boca de sino, que ficaram russas das lavagens e do uso, que levaram remendos para durar mais um tempo, que foram apertadas devido à perda de peso, que se transformaram em calções e que estavam ali num canto, à espera que eu decidisse se seria ou não capaz de as deitar fora. 

eis que a Zélia aparece com este projecto novo, de dar nova vida a peças de roupa, sobretudo de ganga. e vi ali  a possibilidade de continuar a dar vida às tais calças.

as joaninhas fazem parte de um tecido que comprei para fazer duas peças de roupa, costuradas pela mamãe Sabel. 

peguei em tudo, enviei via ctt para a Zélia e esperei que o senhor carteiro me trouxesse as calças - que eram calções - em forma de saco XXL para levar tudo e mais alguma coisa.

e aqui está ele. é uma peça com história, a partir da qual posso contar estórias, e que está pronta para fazer parte da minha vida, de forma diferente.

 

podem conhecer melhor o trabalho da Zélia, aqui ou aqui. podem dizer que vão da minha parte.  

 

 

entretanto, no (meu) mundo

parece que o psicólogo quintino aires voltou a fazer das suas, na tvi. e que o goucha foi uma espécie de herói. li a transcrição do diálogo. sim, o quintino diz montes de coisas com as quais muita gente concorda. coisas de gente que se esquece que a realidade é uma coisa altamente dinânica para que o rótulo de "cigano" ou "preto" signifique uma única coisa.

adiante.

li também que havia filas de 20km na zona da marateca. ah, o querido mês de agosto. 

no twitter, encontrei isto e ri-me. muito. 

continuo a ler o "para onde vão os guarda-chuvas", do afonso cruz. e a adorar.

como tirei o gel das unhas (li num daqueles artigos com listas que é de bom tom falar de coisas fúteis nos posts dos blogs) estou a re-aprender a viver com unhas curtas, tão curtas, tão curtas que nem as sinto. e está a ser uma experiência transformadora (entenda-se, voltei a usar a lima e o corta-unhas, nas unhas das mãos).

notícias sobre incêndios invadem o meu facebook. seguem-se os comentários: "estamos na altura deles". não, não estamos. nunca deveríamos estar, aliás.

houve um sismo na zona oeste. 

o papa francisco visitou os campos de extermínio nazi. as imagens são impressionantes - até mesmo para mim, que não sou particularmente católica e tenho uma relação com o divino de índole religiosa, e não tão centrada na  religião propriamente dita (em baixo, fotografia retirada DAQUI). sei que a minha amiga Ana esteve na Polónia, nas Jornadas Mundiais. e isso deixa-me com o coração a transbordar. 

 

 

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continua a febre pokémon - e eu que só apanhei três. uma vergonha, bem sei.

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voltei à UPPA e matei saudades dos meus miúdos. foram TODOS passear (consegui fazer um passeio grande com a Mel, para compensar os sábados de ausência). e houve tempo para uma fotografia de família: o Morais, a Brave, eu e o Fred.

 

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e amanhã é segunda-feira. YEAH.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

o pai natal passou por cá

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tinha luvas pretas e uma máquina que fazia tssss tssss tsssss, com umas agulhas. e deixou-me uma alice tatuada na pele. uma alice curiosa, ávida por abrir novas portas e descobrir novos mundos.

sabemos que a curiosidade matou o gato... mas no caso da alice é a curiosidade que lhe dá vida.

 

obrigada, pai natal. sois muito generoso e lindo.

 

é melhor escrever. receio que a memória me atraiçoe e um dia posso esquecer-me disto.

 

a estranheza que é ter uma sala cheia de crianças que me tratam por professora. o olhar da I. quando me viu a entrar na sala: «oh professora, és tão bonita». a S. que disputou com a M. o lugar mais próximo de mim. «eu fico ao pé de ti».

«professora, cheiras tão bem. a tua pele cheira a côco. tomaste banho hoje?»

«professora, tens uma mochila tão gira.»

«professora, tenho uma mochila igual à tua!»

 

vou tentar que os meninos me tratem só por joana. afinal, eu não bem uma professora - há um taxista em angra do heroísmo que sabe bem disso. mas enquanto isso não acontece vou usufruir disto como se não houvesse amanhã. só os deuses sabem como é maningue nice e como esperei que o pião girasse neste sentido. 

 

 

ainda dizem que as mulheres não se percebem


 

vou jantar, vou cortar a cebola, descalcei a meia direita, descalcei a meia esquerda, aconcheguei a almofada, o café está quente, já viste este trânsito, gostas do Game of Thrones?, não acredito que não saibas o que é o Breaking Bad, gostava muito de ir ver aquele filme, vens comigo, bom dia, bom dia outra vez. acho que tenho cotão no umbigo, vou pôr gasolina, agora vou pagar, dei o cartão ao senhor da caixa lol, enviei-te um e-mail, vou almoçar bife com batatas fritas, adoro batatas fritas e tu, oh pah estou atrasado.

 

e depois o silêncio. a sério, vá-se lá compreender os homens.

 

 

 

importa-se de repetir?

 

uma amiga educadora pediu-me se lhe enviava uma proposta de acções de filosofia para crianças e criatividade, com intenção de apresentar junto da coordenação do colégio onde trabalha.

e eu enviei uma pequena proposta com três sugestões de actividades - uma delas envolvia um TPC que as crianças procurariam resolver com a ajuda dos pais, avós ou irmãos mais velhos. a outra proposta implicava a utilização de um recurso didáctico, um livro. a outra... já nem me lembro bem o que era.

 

a minha amiga respondeu-me, desiludida:

 

«a coordenadora disse que a proposta ficava em stand-by, porque “não era o que estávamos à espera” (pelo que percebi, não queriam participação dos pais, porque a maioria não participa, e pensavam que não recorrias a um livro..)»

 

não era o que estávamos à espera - como assim? estariam à espera que fosse ler a Fundamentação da Metafísica dos Costumes a crianças de 3, 4 e 5 anos? ai espera, isso não poderia ser, porque implica usar um livro... - um recurso altamente inovador numa sala de aula. revolucionário, mesmo. nunca dantes experimentado. WOW.

 

e sim, eu sei que nem todos os pais participam - note-se que faço isto desde 2007/2008. mas trabalhar-se-ia com os TPC que has crianças trouxessem: bastaria apenas UM. além disso, uma oficina de filosofia para crianças comporta SEMPRE uma dose de improviso e de acompanhamento do grupo em sala. basta pesquisar. e sim, eu indiquei links para que fosse possível aceder ao tipo de trabalho que desenvolvo. com tanta informação disponível, esta resposta «não era o que EU estava à espera». essa é que é essa.

 

 

humpf!

candy crush: no way


 

não sei do que se trata, mas resolvi apurar. diz que envolve gelatina e frutas e depois os pontos são gomas (??) e há níveis. e depois «às vezes tens que esperar 15 ou 20 min para ter outra vida». hein? e é viciante. Joana, não te metas nisso.

 

- eis um conselho que vou abraçar com os dois braços e agarrar-se-li-o muNto bem!